Entre a Escuridão há Esperança
39 Nunca Desistirei de Você
Notas iniciais
Me apressei para leva-la até onde a Lucy estava e, assim que chegamos, eu me ajoelhei ao seu lado.
– Queria poder fazer algo. – sussurrei
– E você pode. – falou uma voz atrás de mim. Igneel.
– Como assim? Ainda há um jeito de salva-la?
– Há, mas é muito ariscado.
– Não interessa se é perigoso, só me diga o que fazer. – pedi, ele me olhou pelo que me pareceu ser um longo tempo.
– Tudo bem, vamos fazer. – respirei aliviado. – Para começar, você já ouviu falar da fênix? – concordei – Como deve saber, a fênix é um pássaro de fogo que renasce das cinzas, e essa característica também está presente no fogo, a capacidade de renascer, e é exatamente isso que vamos fazer.
– Mas como? – perguntei impaciente
– É muito simples, ponha uma das suas mãos sobre a dela e a outra sobre o coração e feche os olhos. Concentre todo o seu poder e imagine ele sendo transferido para ela. Alcance-a... – havia parado de ouvir.
Abri os olhos e vi que estava em um amplo espaço branco que mais parecia o parque de Magnólia, o sol estava forte. Apertei os olhos para ver melhor e, lá estava ela, usando um leve vestido rosa-claro, com os cabelos brilhando quase tanto que o sol e com um sorriso largo nos lábios. Comecei a correr na sua direção, mas a distancia entre nós começou a ficar cada vez maior. Estendi a mão para alcança-la, mas estava cada vez mais difícil. Ela sussurrou algo:
– Natsu, eu te amo! – e também estendeu a mão. Me forcei para alcança-la, sua imagem estava ficando cada vez menos nítida, ela estava desaparecendo aos poucos. Senti que estava voltando, lentamente, para a realidade.
– Eu posso ajudar! – gritou Mavis, colocando as mãos por cima das minhas. Quase que imediatamente as fadas vieram para onde estávamos e começaram a cercar o corpo da Lucy, e aos poucos, elas foram absorvidas pelo corpo dela. E eu voltei para o lugar branco. Continuava vendo a imagem dela, mais fraca a cada minuto. Me forcei a corre, me forcei a agarrar sua mão.
– Não deixarei que vá. Eu nunca desistirei de você. – gritei segurando sua mão, vi que lágrimas dos seus olhos e eu senti que estava sendo sugado de volto para a realidade.
Abri os olhos. Estava deitado no chão sentindo dores por todo o corpo. Cori até o lado dela, toquei suas mãos nenhum resultado. Me sentia mais leve, como se algo houvesse sido retirado de mim, o que realmente havia acontecido, olhei em volta e vi que as asas de dragão haviam sumido, assim como as escamas. Senti meus olhos arderem, havia falhado em salva-la.
Nesse mesmo momento, de repente ela abriu os olhos de forma que eu pude ver um círculo magico dourado neles, e também eles estavam um pouco mais claros que antes. Um forte tornado de energia dourado e prateado começou a envolver o seu corpo levantando-a do chão, ela abriu os braços e eu senti uma pressão muito forte vindo dela.
– O que é isso? – perguntei
– É A terceira magia da Faiy Tail: Lumen Historie. – Mavis sussurrou.
O poder foi liberado na forma de uma forte onda, que partiu do seu corpo e se expandiu. Olhei em volta e vi o que estava acontecendo, todos os demônios estavam secando e morrendo, se transformando em pó que era levado pelo vento gerado pela onda de poder. Tão rápido quanto começou, acabou e eu segurei o seu corpo antes que ela caísse no chão. Aos poucos as fadas começaram a sair do corpo dela e irem embora.
– Para onde elas vão? – falei inconscientemente.
– Vão voltar para o lugar de onde vieram. – Mavis falou também olhando elas partirem.
Senti um movimento em meus braços, ela estava acordando.
– Natsu o que aconteceu? – falou ao me ver.
– Lucy! – gritou começando a chorar de felicidade e a abraçando o mais forte que eu podia.
– Ai! Ai! Ai! Calma, não tão forte. – ela pediu e eu diminuí a força.
– De agora em diante a vida de vocês estará interligada para sempre. –falou o meu pai – Cuide bem dela, filho.
– Pode deixar pai! – sorri abraçando-a e trazendo-a para mais perto.
– Espera, o que está acontecendo? Onde está Zeref? E quem é esse? – eu ri de sua reação confusa.
– Calma Lucy. Eu vou explicar tudo. – contei o que havia acontecido desde o momento que ela tinha abrido o portal até o que havia acontecido com Zeref. – Então, entendeu?
– Entendi. – ela assentiu e virou para encarar o meu pai. – Fico feliz em conhece-lo Sr. Igneel. – ela se curvou e eu segurei o riso
– Digo mesmo pequena Lucy. Você com certeza é de Layla, sinto muito pelo que aconteceu. – ela sorriu ao ouvir o comentário e em seguida ficou triste. – Natsu, está na hora de ir.
– O quê? Mas você não vai ficar nesse mundo? – gritei indignado.
– Não posso meu filho. Meu papel aqui acabou, não há mais nada que eu possa fazer. – me senti triste – Ora, não fique triste, veja tudo o que você tem, todos os amigos que você conquistou, lute por eles e os proteja com a sua vida, essa sempre será sua maior força. – ele sorriu me fazendo sorrir também. E, lentamente, ele e os outros dragões atravessaram o portal de volta para outra dimensão, que após o ultimo deles atravessar, ele se fechou deixando no lugar apenas as chaves do zodíaco. Lucy foi até elas e as recolheu, guardando-as com cuidado.
Fomos até os nossos amigos, vários deles estavam deitados no chão, desacordados. Outros só estavam feridos e agora descansavam. Erza caminhou até nós.
– Lucy, você está bem! – gritou a abraçando, logo outras pessoas também vieram.
– Obrigada gente! – ela fez uma pausa – Mas onde está a Levy-chan? – todos ficaram tristes. – O que foi que aconteceu?
– Venha Lucy, eu vou te levar até ela. – Erza chamou e eu as segui, vi o mestre deitado em um canto. Levy estava deitada em uma maca improvisada com Gajeel a vigiar ao seu lado.
– Ei Gajeel, você conseguiu ver seu dragão? – ele assentiu mas sem falar nada.
– Ela não está...? – Lucy perguntou com medo da resposta.
– Não. Ela está em um estado muito grave. Mas não morta. – falou Wendy. – Minha mãe e eu fizemos o que podíamos. – ela baixou a cabeça, apesar de tudo dava pra notar que ela estava feliz por ter revisto sua mãe. Lucy levou as mãos ao rosto e começou a chorar. Fui até ela e a abracei, ela se agarrou em mim e eu a deixei chorar.
– Tudo... Isso... É... Culpa... Minha... – falou por entre soluços. Acariciei seus cabelos e esperei ela se acalmar.
– Não é, não. – falei enxugando suas lágrimas com o polegar – Eu sei que eles vão ficar bem. – fiz ela olhar nos meus olhos – Você acredita em mim, não é? – ela concordou e me abraçou, voltando a chorar.
Eles iam ficar bem, eu sabia disso.
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