Entre a Escuridão há Esperança
17 Parque Aquático
Notas iniciais
Chegamos ao parque de manhã cedo, entregamos os bilhetes e pegamos a chave do quarto – sim, íamos ficar no mesmo quarto de novo. Tudo estava calmo, o dia estava bonito então eu tinha que aproveitar o máximo possível. Vesti meu biquíni e fui para a piscina, a água estava na temperatura ideal. Fiquei um bom tempo dentro da piscina. Quando finalmente saí, fui dar uma volta pelo parque. Descobri que lá havia um Spa onde eu passei a maior parte do dia. De vez em quando eu me perguntava o que Natsu estava fazendo, mas como não havia nenhum sinal de confusão eu logo esquecia o assunto. Um pouco depois de sair do Spa, encontrei o Natsu.
– Lucy, te procurei o dia todo. Onde você se meteu? – falou com raiva.
– Eu estava no Spa. O que você quer comigo? –perguntei curiosa.
– É... Que... Bem... Você quer jantar comigo hoje? – ele desviou o olhar e corou.
– Tá, te encontro às 8 horas no restaurante.
Voltei para o quarto, eu estava confusa, por que será que ele queria jantar comigo? O que isso queria dizer, essas e outras coisas se embaralhavam na minha cabeça. Deitei na cama para relaxar um pouco e acabei dormindo.
Quando acordei, a primeira coisa que fiz foi verificar o relógio, faltava meia hora para eu encontrar o Natsu. Corri para o banheiro para tomar um banho, assim que acabei fui vestir a roupa, mas o que eu deveria usar? Acabei escolhendo um vestido azul escuro brilhante que batia um palmo acima do joelho, coloquei uma meia calça preta transparente e calcei minha bota preta cano longo de zíper. Deixei o cabelo solto e me olhei no espelho, não estava tão ruim. Virei-me e vi que faltavam cinco minutos. Corri para o restaurante.
Cheguei lá e tive que ficar esperando ele chegar. Passaram-se 10, 15, 20 minutos e ele ainda não tinha chegado. Depois de meia hora, eu já havia desistido de esperar.
– Aceita uma bebida? – o garçom perguntou estendendo a bandeja.
– Claro. – peguei uma.
NATSU POV’S
A Lucy ia me matar por ter me atrasado. Cheguei ao restaurante e a procurei por todo canto, na certa ele já devia ter ido. Encontrei-a no balcão com um copo quase vazio na mão. Aproximei-me devagar para não ser notado, mas ele se virou e me viu. Ia começar a pedir desculpas, mas ela me cortou e me deu um abraço. Não era isso que eu esperava, tinha alguma coisa errada.
– Como você demorou! – ela soluçou – Vem vamos beber alguma coisa! – ela puxou meu braço. Notei que seu olhar estava pesado, ela parecia ter bebido muito.
– Lucy, não acho que seja uma boa ideia.
Nisso um garçom se aproximou.
– Devia controlar melhor sua namorada.
– Mas ela não... — ele me cortou e continuou.
– Antes de você chegar, ela deu em cima de todos os caras que estavam por aqui. – dito isso, ele saiu.
Olhei para ela e vi um novo copo em sua mão, tirei-o das mãos dela e a arrastei para o quarto. Chegando lá joguei-a na cama e me virei para sair,mas ela pulou nas minhas costas.
– Vamos Natsu, vamos nos divertir! –ela me abraçou com força.
– Lucy, se controla, você pode estar completamente chapada mas não deixe isso te controlar! – me virei para encará-la, ela tentou me beijar e eu virei o rosto. Ela se jogou em cima de mim de novo e nós acabamos caindo na cama, sendo que eu estava por cima dela, segurei seus pulsos acima da cabeça.
– Pare com isso! – pedi com raiva.
Ela olhou em para mim e começou a chorar, soltei-a e saí de cima dela.
– Desculpe – falou entre soluços.
– Não, a culpa foi minha, se eu não tivesse me atrasado, você não estaria assim. Desculpe. – abaixei a cabeça.
– A culpa não é sua, eu não devia ter bebido tanto. – ela falou finalmente parando de chorar.
– Acho que você deveria tomar um banho para ajudar a colocar a cabeça no lugar. – ela concordou e foi em direção ao banheiro. Fiquei deitado na cama e, um tempo depois, ouvi um forte barulho vindo do banheiro. Corri e abri a porta de uma vez e a encontrei no chão, assim que me viu, deu um grito e fechou a porta com força na minha cara.
– Ai meu nariz! Você quebrou meu nariz sua louca! – gritei e ela abriu a porta novamente.
– Quem mandou você entrar sem bater, foi muito bem feito! – ela cruzou os braços – Desculpe. – disse depois de um tempo – Posso dar uma olhada? – ela se aproximou e eu mostrei – Deixa de ser exagerado, não quebrou nada. – reclamou voltando para o banheiro.
– Ei espere! – segurei seu braço – Como você foi parar no chão?
– Eu caí quando estava tentando descer o zíper do vestido. – ela suspirou – Você pode me ajudar? – ela se virou e eu desci o zíper sem dificuldades, ela tremeu levemente. Senti uma vontade louca de tocá-la, passei as mãos pelos seus ombros, ela corou e correu de volta para o banheiro.
Fui para a sacada, batia uma brisa fria e suave, o que me ajudava a clarear as ideias, o que eu ia fazer? Estava tão perdido nos meus pensamentos que nem vi quando ela se aproximou.
– Alôôô!! Terra para Natsu! – falou balançando a mão na frente da minha cara.
– Hmm, o que foi? Ah, me desculpe, eu não devia ter feito aquilo. – voltei a olhar o mar.
– Eu sei, não precisa explicar. – ela corou e veio ficar ao meu lado. Passei um braço pela sua cintura e segurei levemente seu queixo encarando seus olhos. Ela avançou, encostando sua boca na minha. Fechei os olhos e a abracei com mais força. Continuamos assim por alguns minutos, mas o ar acabou e tivemos que nos separar. Ela encostou a cabeça no meu peito e eu acariciei seus cabelos. Ouvi um suspiro suave e olhei para ela, estava dormindo. Coloquei-a gentilmente na cama e me deitei ao seu lado. Dormimos abraçados.
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