Entre a Escuridão há Esperança
18 Novidade
Notas iniciais
LUCY POV’S
Acordei com uma enorme dor de cabeça. Eu estava encostada em algo um pouco mais duro que o meu travesseiro, me mexi um pouco e senti alguém me abraçando. Abri os olhos e vi que estava deitada com a cabeça encostada no peitoral nu do Natsu e era ele que estava me abraçando. Olhei para seu rosto, ele ainda estava dormindo. Foi aí que a ficha caiu. Eu tinha dormido com Natsu!
– Sai, sai Natsu! – gritei empurrando-o da cama até ele cair no chão. “Meu Deus, o que aconteceu ontem?” eu me perguntava a cada minuto.
Ele levantou do chão e olhou para mim com uma cara de tacho.
– Pra quê tanto escândalo? – falou esfregando os olhos.
Saí da cama e fui para o banheiro. A última coisa de que me lembrava era de ter esperado Natsu no restaurante, depois disso não havia nada. Tomei um banho rápido e troquei de roupa. Voltei ao quarto e vi Natsu só de cueca.
– Ai! – me virei rapidamente, meu rosto devia estar mais vermelho que o cabelo da Erza.
– Pronto, já pode olhar. – ele falou tranquilamente. Espiei entre os dedos para ter certeza de que estava tudo bem.
– Tava querendo me traumatizar? – disparei com raiva. Ele se aproximou e agarrou minha cintura me puxando para perto. Apoiei minhas mãos em seu peito, mantendo uma distância segura entre nós.
– Vai dizer que não gostou do que viu? – ele falou segurando o riso. O pior que eu tinha gostado mesmo tinha que admitir que pelo que pude ver, ele tinha realmente um tanquinho dos deuses.
– Não, por favor! Eu certamente vou ter pesadelos pelo resto da vida! – falei tentando me afastar. Ele riu e encostou sua testa na minha, pude sentir sua respiração no meu rosto e as batidas do seu coração sob minhas mãos. Nossos rostos estavam cada vez mais próximos. Eu queria manda-lo parar, mas não estava mais no controle do meu corpo. Fechei meus olhos e senti sua mão levantar levemente meu queixo. Mas uma batida na porta nos trouxe de volta a realidade. Ele me soltou e foi atender a porta.
– Senhores, sinto informar que sua reserva já acabou, por favor, desocupem o quarto. – era o gerente do parque.
– Sim, claro. Já vamos sair. – falou Natsu, ele fechou a porta. Fui arrumar minhas malas e achei ema coisa inesperada, a pedra roxa. Como ele tinha vindo parar aqui? Tinha certeza que a tinha deixado em casa. Ela brilhou levemente, olhei em volta assegurando que Natsu não estava pro perto e a peguei, mas ela saiu flutuando da minha mão em direção à porta do quarto. Abri-a e continuei seguindo a pedra, sorte minha não ter encontrado ninguém pelo caminho, pois seria muito difícil explicar o que eu estava fazendo. Parei em frente a uma porta, ela parecia velha e gasta, abri-a com delicadeza, tentando não fazer barulho. Desci alguns degraus e cheguei a uma espécie de porão úmido e frio. Havia várias poças no chão e mais no fundo, um armário. Fui até ele e tentei abrir a porta, mas não consegui. A pedra flutuou na minha frente e brilhou intensamente por alguns segundos e, como se por mágica, a porta se abriu. Pude ver uma caixinha de madeira adornada com os mesmos símbolos estranhos. Abri-a e vi mais uma parte da pedra, coloquei os dois pedaços juntos e instantaneamente eles se uniram em um só, formando uma espécie de meia lua. Coloquei-a no bolso do short e voltei para o quarto.
– Onde você estava? – Natsu perguntou assim que entrei.
– Fui tomar um pouco de ar. Vamos? – me virei em direção a minha mala para esconder a pedra.
– O que é isso? – ele perguntou – Tenho certeza de que vi um brilho roxo.
– Deve ter sido sua imaginação. – desviei o assunto nervosa – Então, nós vamos hoje, ou não? – me virei para a porta e ele me seguiu.
Chegamos à guilda depois da hora do almoço. Do lado de fora se ouvia muita gritaria — mais do que o normal – eles pareciam estar comemorando algo. Natsu entrou chutando a porta.
– Yo minna! Voltamos! – falou, mas parou assim que notou a pessoa que estava ao lado da Erza.
– O que ele está fazendo aqui? – gritamos juntos.
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