Entre a Escuridão há Esperança
34 Minha Razão para Lutar
Notas iniciais
NATSU POV’S
Atravessei a porta e corri pelo corredor que se estendia, sentia um aperto cada vez maior no meu peito, e era isso que me dizia que algo estava acontecendo com a minha Lucy. Corri o mais rápido que podia, usando minhas chamas para me impulsionar. Percebi que não estava mais no corredor, e sim em uma espécie de caverna com o teto recoberto de coisas pontudas que eu não me lembrava do nome. E bem na minha frente havia uma porta de pedra rústica, entalhada com vários símbolos estranhos.
Ouvi um barulho a minha direita e me virei a tempo de defender o chute que estava direcionado para a minha cabeça. Afastei-me alguns passos e vi um homem alto e portando um chicote. Ele ria de maneira louca, alguma coisa nele me cheirava familiar.
– Ora, ora, ora, parece que o grande herói finalmente veio salvar a loirinha. – o modo como ele falou fez com que eu ficasse com mais raiva.
– O que você fez com a Lucy seu desgraçado???- perguntei com a voz deixando cheia de ódio.
– Por que te interessa? – falou irônico – Só posso dizer que a loirinha tem um corpinho delicioso. – perdi a cabeça e parti para o ataque. Desferi vários socos flamejantes seguidos de um chute, mas ele desviou de todos e pegou o chicote conseguindo prender os meus pés, aquilo queimava e corroía a pele, ele me atirou contra a parede e completou com um chute. Ele se afastou rindo e eu me levantei. – Vejo que é tão teimoso quanto a loirinha lá. Ela me deu um bocado de trabalho mas com um pouco de esforço, ela foi domesticada. – ele estalou o chicote eu pude sentir o cheiro da Lucy nele.
– Maldito, você me paga! – falei avançando para o ataque. – Rugido do Dragão de Fogo! – disparei, mas o ataque bateu nele e voltou, desviei parando a alguns metros dele.
– Achou mesmo que uma coisa tão simples como essa funcionaria em mim? Nós fomos treinados para enfrentar pessoas específicas que sabíamos que viriam para salvar a loirinha. Conhecemos os seus pontos fortes e fracos e fomos treinados para superá-los. Somos o Quinteto Demoníaco. – rugiu e uma estranha chama verde cobriu o seu corpo. Ele veio na minha direção e eu me lancei contra ele com o corpo em chamas. Chocamo-nos e o ar ao nosso redor pareceu vibrar.
A intensidade do golpe dele me deixou levemente atordoado, ele aproveitou essa chance e me socou com força na barriga me fazendo voar alguns metros e bater na parede. Senti que grande parte do meu poder tinha sido sugado. Esse cara estava começando a me tirar do sério. Levantei decidido a acabar com tudo de uma vez por todas. Hora de testar o golpe que eu vinha treinando a algum tempo.
– Rugido do Dragão de Fogo e Trovão. – sim, eu tinha conseguido dominar essa técnica, agora ele não sugava tanto a minha energia. Aparentemente o ataque tinha feito resultado, pois ele estava caído no chão com sangue escorrendo do canto da boca.
Dirigi-me para a porta querendo salvar logo a Lucy. De repente ouço um barulho atrás de mim e quando me viro para ver vejo uma enorme coluna de fogo verde vindo à minha direção me acertando em cheio. Esse fogo verde era estranho, assim que me tocou, sugou o restante da minha magia. Levantei-me com dificuldades e sentindo uma leve tontura, olhei para o meu braço, havia uma grande marca roxa.
– Pelo visto o veneno já está começando a fazer efeito. – falou rindo.
Como eu tinha permitido que isso acontecesse tão facilmente? Esse nem parecia ser eu. Uma nova coluna de chamas veio na minha direção, precisava me mover, sabia que se fosse atingido tudo estaria acabado. Então ouvi uma voz suave na minha cabeça:
“ Por favor Natsu, não desista, eu preciso de você. Eu te amo!”
Era a voz da Lucy, ela precisava de mim.
“É agora que eu vou fuder com tudo!” pensei
enquanto o ataque continuava vindo. Comi aquele fogo verde e logo sentir o meu poder aos poucos voltar. Investi para o 1° golpe com um pouco mais de velocidade que havia previsto. Consegui atacar o ataque e ele voou alguns metros, mas logo se recuperou.
Senti minhas pernas travarem, meu corpo paralisado, e minha cabeça rodava. Olhei a marca de veneno em meu braço, ela tinha sumido. Estranho, se não havia mais veneno porque eu estava me sentindo assim? Cai de joelhos, meus ouvidos zumbiam, alguma coisa estava crescendo dentro de mim e se espalhando por todo o meu corpo. Foi ai que me dei conta do que podia ser, o efeito colateral do fogo verde. Estava me sentindo do mesmo jeito quando havia comido o Etherior na Torre do Paraiso.
Alguns segundo depois, sentindo que o meu poder havia triplicado juntamente com a minha força. Olhei para minhas mãos elas estavam cobertas de escamas.
– Dragon Force – sussurrei compreendendo o que estava acontecendo. O que estava acontecendo. O homem se levantou e andou até parar na minha frente. Sorri sarcasticamente.- Vamos começar a luta de verdade – Investi rapidamente e, com os punhos fervendo, soquei sua barriga fazendo-o voar alguns metros. Fui atrás dele e segurei seu pescoço contra a parede apertando com força, ele tentou se soltar e eu apertei com mais força. – E agora, quem é o fracote? – apliquei vários socos até ele conseguir defender um deles comas mãos cobertas com as chamas verdes. Inesperadamente, as minhas chamas começaram a sugar as dele.
Ele pareceu surpreso, mas tentou não demonstrar. De repente ele desapareceu e reapareceu atrás de mim.
– Surpresa – falou me agarrando por trás e me jogando contra a parede, mas dessa eu não bati, aproveitei o impulso com os pés e me lancei de volta contra ele.
– Asas de Dragão de Fogo! – ele desviou bem a tempo. – Estou empolgado – falei batendo uma mão na outra. Estiquei as duas nãos e em uma surgiu uma chama verde e na outra uma chama normal coberta de eletricidade. – Rugido do Dragão de Fogo e Trovão Flamejante! – lancei, o ataque causou um impacto destrutivo, fazendo as coisas penduradas no teto balançarem.
Pressenti o ataque que vinha por trás graças aos meus sentidos que agora estavam muito mais aguçados. E esquivei para o lado aplicando em seguida um chute, mas este foi parado pelas mãos dele. Nos movimentamos cada vez mais rápido quem estivesse observando só via borrões. Em determinado momento, ele puxou uma faca que estava escondida dentro da sua bota e usou para me atacar. Tentei desviar para o lado, mas não fui ágil o suficiente, e a faca acabou raspando o meu braço.
Eu já estava ficando impaciente, uma parte de mim me dizia que algo estava acontecendo e que era melhor eu me apressar. Lancei uma olhar para porta, havia uma luz branca e dourada muito forte saindo por baixo. Corri para tentar impedir o que quer que fosse aquilo, mas algo, ou melhor, alguém me jogou no chão e pisou com força no meu rosto, apontando a faca para meu peito.
– Por que você ainda insiste em tentar salva-la? – perguntou pisando mais forte.
– Por que ela é a razão da minha existência, é por ela que eu luto e sempre lutarei. – falei conseguindo me desvencilhar dele. – Já estou cansado de você! – me afastei alguns passos acumulando toda a magia que eu ainda tinha em um único ponto. – Chegou ao fim! – liberei o poder em uma única explosão – Redemoinho de Fogo do Dragão-Ponta de Flecha da Fênix Sangrenta! (N/A: Golpe inventado) – os 3 poderes se misturaram em um só fazendo do ataque ainda mais destrutivo.
Ele não conseguiu desviar e foi atingindo. As paredes tremeram, o teto todo tremeu, tudo tremeu com a potencia do ataque. Olhei para trás e o vi caído no chão, um enorme buraco estava aberto em sua barriga por onde o sangue jorrava.
Não perdi tempo, corri para a porta e a arrombei bem a tempo de ver a Lucy caindo de costas em uma espécie de mesa.
– NÃO! – gritei correndo para o seu lado, sua respiração começava a falhar e o seu olhar a perder o brilho. – Não, não, não... Isso não pode estar acontecendo! Lucy olha pra mim, você me prometeu que não morreria, você disse Lucy. Abre os olhos, não pode me deixar, eu preciso de você! Eu TE AMO! Volta pra mim. – as lágrimas escorriam pelo meu rosto e molhavam o dela, eu não podia acreditar que a havia perdido para sempre. Foi ai que ela parou de respirar, e sussurrou uma ultima palavra.
– Nat... su... eu...
Não, não , não. Essa palavra se repetia varias vezes na minha cabeça. Toquei seu rosto frio e beijei com força seus lábios. Ela fora tirada de mim, e eu queria vingança. O meu mundo havia sido tomado pela escuridão, pela fúria, pelo ódio, pela vontade de matar. Aqueles que a haviam matado deveriam morrer. Encarei o responsável. Zeref. Você irá descobrir o verdadeiro poder da escuridão.
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