Entre a Escuridão há Esperança
22 Esclarecimentos
Notas iniciais
Acordei um pouco desorientada, tinha passado a noite acordada tentando encontrar alguma explicação para aquele bilhete. O que será que ele queria me dizer? Pulei da cama um pouco mais esperançosa do que queria. Talvez eu devesse dar uma passadinha na guilda só para ver se o encontrava lá.
Arrumei-me e preparei um café da manhã rápido. Assim que terminei, saí. Por algum motivo o dia parecia mais bonito e calmo, todos estavam felizes, parecia que nada poderia estragar essa felicidade. Cheguei à guilda e vi que o clima também estava calmo –o que era muito estranho – haviam poucas pessoas. Sentei-me no balcão para conversar com a Mira.
– Oi Mira-san, o que aconteceu por aqui? – perguntei observando o ambiente.
– Não sei, já estava assim desde cedo. Você está bem? – perguntou preocupada.
– Oh, sim estou. Por quê?
– Você está inquieta, parece estar procurando alguém?
– Eu estava, mas essa pessoa não está aqui.
– É, o Natsu disse que não vinha hoje porque tinha uma coisa importante para fazer. – comentou com um sorriso.
– Eu nunca disse que era ele que eu estava procurando. – tentei me esquivar.
– Ah Lucy! Como você é boba, está praticamente escrito na sua cara que você gosta dele. – ela riu.
– É tão óbvio assim? – perguntei deprimida.
– É, ele só não percebe porque é muito burro mesmo. Então, quendo vai contar pra ele?
– Ainda não sei, mas ele deixou um bilhete no meu quarto pedindopara que eu o encontrasse essa noite. – suspirei.
– Serio?! – falou animadamente – Pode ser que ele finalmente tenha entendido. Talvez ele vá se declarar, eu sei que ele gosta de você.
– Não me faça ter esperanças, da última vez que você disse isso não deu muito certo. –falei e ela riu, me virei e fui para casa. Uns minutos depois de chegar, alguém bate a porta. Era a Levy-chan.
– O que foi? O que aconteceu? – perguntei ao notar as lágrimas em seus olhos.
– Aquele estúpido do Gajeel! Nunca mais quero vê-lo de novo! Nunca! – falou ela chorando ainda mais.
Ajudei-a entrar e preparei um chá calmante. Assim que ela se acalmou, pedi que me contasse o que havia acontecido, talvez eu pudesse ajudar em alguma coisa.
– Eu não aguento mais ele ficar me chamando de Baixinha e depois falar comigo como se não se importasse com o que eu sinto. – suspirou – Não tem jeito, por mais que eu goste dele, ele nunca vai olhar para mim.
Abracei-a, a situação devia estar mesmo ruim.
– Olha, eu posso tentar falar com ele, pode ser que eu consiga alguma coisa. –falei tentando animá-la.
– Não, eu estou cansada de correr atrás dele, e ele gostar de mim mesmo, ele terá que me procurar. – ela falou decidida.
– Tudo bem, só não quero te ver assim pra baixo, ok.
Ficamos um tempo conversando até ela decidir ir embora.
– Tudo bem, eu não quero te atrapalhar, até logo. – falou e saiu.
Fiquei sozinha, o silêncio me deixava triste, sentia falta de alguma coisa. Saí para dar um passeio para tentar abafar esse sentimento. Estava andando perdida nos meus pensamentos quando tropecei e caí de cara no chão. Uma mão apareceu na minha frente.
– Quer ajuda?
– Obrigado. – olhei para cima e vi que era o Gray.
– Devia tomar mais cuidado por onde anda. – ele riu.
– Isso mesmo, faça hora da minha cara! –falei irritada limpando a sujeira das minhas roupas.
– É, mas você devia ter visto a sua cara. – ele riu de novo.
– Que bom saber que eu lhe agrado, estou a disposição. – ironizei colocando as mãos na cintura.
– Lucy, eu queria falar com você. – ele segurou minha mão e me puxou para segui-lo.
– Sobre o quê? – falei puxando minha mão de volta.
– Ah, você sabe, sobre o que aconteceu naquele dia. – paramos em uma pequena ponte e eu encarei a água.
– Eu sei, não precisa explicar. – suspirei me virando para ir embora.
– Espere, — flou puxando meu braço – Eu queria me explicar. Sinto muito por aquilo, é que eu estava com a a cabeça quente e a Juvia estava me pressionando, o pessoal, enfim, eu não sabia mais o que fazer. Aí eu vi você, sempre companheira, sempre se importando com o que sentimos, ainda não sei por que fiz aquilo. Desculpe-me.
Fiquei um pouco surpresa no começo, mas logo entendi o que ele estava passando. Talvez ele só precisasse de alguém para consolá-lo.
– Está tudo bem Gray, sei que você não é aquele tipo de cara. – dei-lhe um abraço, ele pareceu um pouco surpreso a princípio, as logo me envolveu com os braços. – Não costumo guardar rancor. – falei quando nos separamos.
– Obrigada Lucy, de verdade. – ele sorriu.
– Mas então, como estão as coisas entre você e a Juvia? – perguntei, apesar do momento, minha curiosidade falou mais alto. – Quando você vai se declarar pra ela?
– Lucy! – ele falou irritado e corado, eu ri.
– Ah! Qual é Gray, eu sei que você gosta dela e ela de voc, não tem nada mais impedindo isso de acontecer.
– É que... eu tenho vergonha, pronto falei.
– Pois não deixe a vergonha estragar a sua felicidade, se você não tomar logo a iniciativa, alguém tomará por você.
Continuamos a conversar até eu me lembrar que tinha que me encontrar com o Natsu. Me despedi do Gray e corri para casa.
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