Entre Vampiros & Lobos
119 71x4 – Envenenado
Notas iniciais
Os lobos viraram seus grandes corpos em direção a floresta atrás de nós, e então eu nós os vimos correndo pela floresta, voando, fechando a distância rapidamente enquanto ambos os lados tinham um olhar de expectativa, os Volturi tinham a confusão estampada em seus semblantes.
— Se eu soubesse que tudo isso seria tão monótono havia escolhido ficar com Renesmee! Leah reclamou soltando um bocejo.
Owen riu.
—Sério que está reclamando de ainda estarmos vivos? Ben reclamou, me perguntei de onde ele tinha tirado coragem de falar isso.
Bastou o olhar de Leah para o lobo baixar a orelha, eu ri baixinho em pensamentos.
E então Alice surgiu na clareira adentro vindo do sul, Jasper estava apenas a centímetros dela e logo atrás deles, corriam três estranhos; a primeira era uma mulher alta, musculosa, com cabelos escuros, seguida de uma mulher pequena e um jovem homem.
Enquanto ele se aproximava de nós, um novo som mandou ondas de choque à multidão que observava, o seu coração batendo, acelerado pelo esforço, e quando eles se aproximaram o suficiente toda a guarda Volturi os olhava com especulação.
— Nesses últimos dias Alice esteve procurando sua própria testemunha — Edward — E ela não voltou com as mãos vazias. Alice, porque você não apresenta a testemunha que você trouxe?
Caius rosnou. — A hora das testemunhas já passou! Dê o seu voto, Aro!
Aro ergueu um dedo para silenciar seu irmão, seus olhos grudados no rosto de Alice que deu um passo à frente levemente e apresentou os estranhos. — Essa é Huilen e esse é seu sobrinho, Nahuel.
— Fale, Huilen — Aro comandou. — Nos dê o testemunho que você foi trazida para dar.
Então a vampira começou a falar e cada palavra fazia a expressão de Aro mudar de confusão para surpresa, Nahuel era um hibrido, assim com Elizabeth, havia nascido de uma humana que faleceu ao dar a luz, e fora gerado por um imortal chamado Joham ele tinha mais de um século de idade e havia chegado a fase adulta ao completar quinze anos de idade e depois de cento e vinte e cinco começou a envelhecer.
O corpo de Seth estremeceu.
Aro ficou em silencio por um pequeno instante e se virou — Irmão — ele disse para Caius. — Não há perigo aqui, apesar desse ser um desenvolvimento incomum, mas eu não vejo ameaça. Essas crianças meias vampiras são muito como nós, aparentemente.
— Este é o seu voto? — Caius quis saber.
—Sim! Ele respondeu.
Caius fez uma careta. — E esse Joham? Esse imortal tão interessado em experiências? — Talvez devêssemos falar com ele
— Aro concordou.
— Parem Joham se vocês quiserem — Nahuel disse calmamente. — Mas deixem minhas irmãs em paz. Elas são inocentes.
Aro balançou a cabeça, sua expressão solene. Então ele virou de volta para seus guardas sorrindo — Queridos não lutamos hoje.
Eu respirei aliviado e o corpo de Seth que até então estava rígido descansou.
Aro ergueu a mão para nós enquanto atrás dele, a maior parte da guarda, já estavam indo embora rapidamente, apenas três que pareciam ser seus guardas pessoais ficaram com ele.
— Eu fico muito feliz que isso tenha se resolvido sem violência e eu espero que não haja ressentimentos. Eu espero que você compreenda o fardo pesado que nosso dever põe sobre nossos ombros.
— Deixe em paz, Aro — Carlisle disse rigidamente.
— Por favor lembre-se que ainda temos uma anonimidade a proteger aqui, e evite que sua guarda cace nessa região.
— É claro, Carlisle — Aro o assegurou. — Eu lamento merecer sua desaprovação, meu querido amigo. Talvez, com o tempo, você me perdoe.
— Talvez, com o tempo, quando você se provar nosso amigo de novo.
Aro fez uma mesura com a cabeça, a imagem do arrependimento, e andou para trás por um momento antes de se virar. Nós observamos em silêncio enquanto os últimos quatro Volturi desapareciam nas árvores.
Tudo ficou muito quieto, havia finalmente acabado?
Os Cullen se abraçaram em comemoração enquanto os lobos comemoravam em minha mente, no final toda a tensão dos últimos dias havia sido substituída pelo alivio.
— Acabou!
— Sobrevivemos!
—Então vamos comemorar, todos para a casa de Jacob! Owen brincou.
— Eu acho que ele não vai querer comemorar com você! Leah passou o focinho nele.
— E você vai?
—Hummmmm!
—Pessoal obrigado, obrigado Jake! Seth falou se aproximando da matilha.
— Não precisa agradecer Seth, você teria feito o mesmo por mim! Respondi e então ambas matilhas correram em direção a floresta e voltamos a nossa forma humana retornando para a clareira e lentamente nos aproximamos dos Cullen e seus amigos vampiros.
Elizabeth que tinha as mãos presas a de Bela soltou a mão da mãe e correu em minha direção, sorri com o canto dos lábios já imaginando que a pergunta que seria feita por ela era onde estava Nessie, meu olhar que até então estava em sua direção se voltou para o lado ao ouvir os passos rápidos da vampira vindo em um rápido ataque em nossa direção.
Rapidamente Edward se movimentou junto com Bela que pegou a filha em seus braços enquanto Edward destilava um grande golpe contra meu peito me atirando contra a floresta e me tirando da frete do golpe da vampira, eu me transformei no ar caindo com as patas cravadas no gelo do outro lado.
Mas antes que eu pudesse criar uma linha de defesa algo me atingiu, não tive tempo de ver o que era pois os lobos saltavam sobre o vampiro negro enquanto a matilha de Sam fazia Irina em pedaços, nenhum dos Cullen reagiu em seu favor, nem suas testemunhas, nem mesmo sua irmã.
Eu dei alguns passos sentindo meu corpo queimar, como se eu tivesse sendo queimado vivo, de repente meu corpo se tornou pesado demais, as vozes da matilha em minha mente me atordoavam enquanto eu pensava em Nessie.
Meu corpo caiu sobre o gelo.
— Jake!
— Jake responde cara!
—Jake você vai ficar bem!
— Ele foi envenenado, o vampiro negro o feriu – Carlisle explicava ajoelhando-se ao meu lado, senti a adrenalina diminuindo em meu corpo e as vozes dos lobos sessaram como se a conexão tivesse sido quebrada.
— FAÇA ALGUMA COISA.
O lobo me abandonou e eu estava no chão, frio e nu enquanto meu coração parecia dar as últimas batidas.
Veio a escuridão, a dor, as vozes, a sensação de vazio, como se minha vida tivesse sido tomada por lacunas as quais eu não sabia preencher, eu me sentia no inferno, eu teria morrido?
Meus olhos finalmente me obedeceram enquanto eu ouvia uma voz doce que pouco a pouco foi se tornando mais próxima, lentamente eu os abri e o semblante do anjo sorrindo para mim fez com que eu me perguntasse se eu agora estava no paraíso.
— Jake, que bom que acordou! Ela sibilou sorrindo largamente.
— E você quem é? Eu perguntei a olhando fixamente.
Fale com o autor