Entre Um Vampiro e Um Pirata
12 Capítulo 12
Notas iniciais
– Jack? O que faremos? – perguntou Gibbs.
– vamos enfrentar o navio da Sérvia. – disse Jack ao imediato.
– mas capitão o...o... navio da Sérvia tem um... é... vam..vam..vampiro.
– contanto que Angelica não saia daquela cabine não teremos problemas. – Jack tocou o crucifixo em seu pescoço e olhou para trás o navio da marinha se aproximava rapidamente, até que ele ouviu gritos vindos da cabine de Angelica.
– QUEM DIABOS TRANCOU A PORCARIA DA PORTA? EU ESTOU PRESA. TEREM-ME DAQUI. – Angelica gritava furiosa enquanto batia na porta. Os navios se emparelharam e quando Jack se deu conta Barnabas já estava no navio dele. Os dois se olharam por alguns poucos segundos até que começaram a lutar de espadas, sim Barnabas também sabia lutar, os marujos de ambos os navios disparavam constantemente balas de canhões um no outro e também invadiam os navios.
– sabe que não entrega-la. – disse Jack enquanto tentava acertar Barnabas.
– não preciso da sua permissão. Odeio todos vocês piratas. – o vampiro dominava muito bem a espada. Até que num golpe as espadas ficaram encostadas e eles tornaram a falar encarando um ao outro.
– por acaso ela já sabe que é um mostro? – disse Jack. Barnabas ficou bastante pensativo.
– mas não há muitas diferenças entre mim e você, e por mais que eu odeie admitir isso é verdade, mas pelo que sei não sou o único mostro aqui, não fui quem a abandonou em uma ilha sozinha para morrer, acha que isso é um ato heroico? Se o assunto é monstruosidade eu creio que você e eu estamos empatados. – ele empurrou Jack que caiu no chão tentou acertar a espada, mas Jack rolou pro lado e desviou, o pirata levantou e acertou Barnabas no braço, o vampiro pareceu não se importar muito com aquilo.
– por que a mantem presa aqui? Não acha que já fez mal o bastante? Você é um pirata, e piratas não amam, vocês amam somente a si próprios e são egoístas. Quanto quer pela liberdade dela? Diga e talvez eu poupe sua vida. – perguntou Barnabas.
– ela não está a venda, e mesmo que eu tenha demorado pra perceber eu a amo. Porque não fala a verdade pra ela? Tem medo de não ser aceito? – Jack riu.
– acha que sequestrar pessoas é um ato de amor? Você nada sabe do amor. Eu também a amo e não medirei esforços pra tê-la comigo. Eu convivi com ela esse tempo todo sei que me aceitará assim, só estou esperando o momento certo pra contar, quando ela voltar pra casa. – ele falou um pouco triste.
– ELA ESTÁ EM CASA! – Jack atacou e dessa vez feriu a barriga com um corte. – escuta bem, eu que não vou medir esforços de afasta-la de um homem como você. – Barnabas levantou e deu um golpe nas pernas do capitão fazendo novamente ele cair.
– ONDE ELA ESTÁ? RESPONDA!
– nunca vai encontra-la. – Jack riu. Mas assim que terminou a frase eles ouviram ela chamar da cabine.
– O QUE ESTÁ HAVENDO? ABRAM! – ela gritou.
– ANGELICA. — disse Barnabas que ouviu o som e correu até a cabine, mas Jack levantou e bem rápido ficou entre ele e a porta, os dois subiram na borda do navio e sem dizer uma palavra o capitão lutou com toda bravura não deixando ele chegar a porta.
– BARNABAS? – disse Angelica muito surpresa. Antes que os dois pudessem responder ou dizer qualquer coisa uma bala de canhão atingiu a borda do pérola fazendo os dois caírem no mar. O navio da marinha estava aos pedaços mas dava pra continuar flutuando, o pérola só precisava de poucos reparos, enquanto isso com o antigo truque do grampo Angelica tentava desesperadamente sair da cabine na qual estava presa. Um dos tripulantes do pérola jogou uma corda para seu capitão, Jack subiu de volta a bordo e sorridente olhou para Barnabas, alguns dos poucos marujos que sobraram do navio da marinha real ajudavam o vampiro a voltar para o navio, eles não seguiriam mais ir atrás dos piratas, pois os tripulantes a maioria estão mortos e o navio não está em condições apropriadas. O pérola estava bem adiante já, quando Angelica conseguiu sair da cabine ela foi pra borda do navio e de longe viu Barnabas, molhado e com sangue no casaco. Ela encheu os olhos de lagrimas, e ele também quando a viu bem de longe, eles continuaram se olhando a distancia até a névoa densa cobrir a visão de ambos.
– eu cheguei tão perto de tê-la de volta Lucas, eu falhei. – Barnabas disse triste.
– não desanime senhor, vai conseguir eu tenho certeza.
– como? Se o navio se foi, e ela foi junto, outra vez e agora?
– a marinha está vindo com reforços com certeza. – disse o servo tentando animar seu patrão.
– e depois que eu me recompor, formarei um exército, aquele pirata não sabe com quem está lidando ele mexeu com a pessoa errada. – ele bufou.
No pérola Angelica estava soltando fogo pelas ventas, ela pegou a espada de um marujo e depois empurrou o pobre homem pro mar, caminhou até Jack e apontou a espada pra ele.
– pode começar explicando porque me prendeu. – ela o olhava com bastante raiva e continuava apontando a espada pra ele. O capitão olhou pra ela e depois pra lâmina ele sorriu.
– estávamos no meio de uma guerra, achei melhor você ficar fora disso, como daquela vez no navio do seu pai, na hora que eu planejei o motim e lhe deixei trancada na cabine, não vê que sempre faço as coisas pra te proteger.
– ele não era perigo, você machucou ele seu covarde. – ela não baixou a espada. Jack ficou bastante incomodado com aquilo ele viu que ela se preocupava com Barnabas, mas não demostrou seus ciúmes.
– simplesmente porque ele atacou meu navio eu não tive escolha a não ser me defender. Mas vá em frente. Mate-me se tem coragem. – Jack disse desafiador. Angelica bufou de tanta raiva. Sim é raiva porque por mais que tentasse não conseguia sentir ódio de Jack, ela sentia ódio de si mesma por ama-lo. Ela deixou a espada cair e antes que pudesse descer os degraus ele a segurou pelo braço.
– me solte. – ela falou encarando-o.
– não. – respondeu ele sério.
– SOLTE-ME. – ela gritou.
– NÃO. Dessa vez você vai me ouvir. No dia em que lhe deixei sozinha na Espanha, e que eu prometi voltar, eu não voltei porque aquele dia Barbossa se amotinou contra mim, eu estava pronto para busca-la, mas fui deixado numa ilha, e cego com sede vingança. – ele continuava segurando o braço dela, mas não com força. – então eu me vinguei, tive muitos desafios eu estive no baú de Davy Jones e sai de lá, eu fui me perdendo achei que não ia mais reencontra-la, fiquei amargurado apesar de não demostrar estou desmoronando por dentro, quando lhe vi novamente descobri que era filha de Barba Negra e que me levou a bordo do navio do seu pai contra minha vontade, eu vi aquilo como uma traição, mas sabia que não ia conseguir vê-la morta, e também sabia que Barba Negra só queria uma vitima, só continuei ali porque sabia que ele ia te usar como sacrifício. Então salvei você, mas com medo de confiar outra vez, com medo de te magoar e de me magoar de novo, e com medo de amar, tentei me afastar o máximo, eu sei que o meu pior erro foi tê-la abandonado novamente em uma ilha solitária, mas eu estava com medo de me jogar de cabeça e estava com medo de ouvir as palavras do coração Angelica. Mas teve um momento que eu não consegui mais evitar e mandei minha racionalidade pro inferno, e agora estou aqui me declarando a você. Eu te amo. – ele terminou de dizer tudo e ela estava com lagrimas rolando pela face, Jack nunca tinha visto ela chorar. Ela colocou as mãos sobre o rosto na tentativa de esconder-se.
– eu não mereço suas lagrimas, mas se pudesse me dar uma chance de reconquista-la, de ter de volta sua confiança eu juro que ia ser tudo diferente. Eu posso tentar? – ele perguntou levantando o rosto dela delicadamente, ela já tinha engolido o choro e estava com aquela armadura de durona outra vez.
– você pode morrer tentando. –ela respondeu fria, as mãos dela soavam, e estava começando a ofegar, as borboletas no estomago estavam inquietas e ela tinha medo que ele percebesse, mal sabia ela que naquele momento ele estava sentindo os mesmos sintomas da doença chamada amor.
– estou disposto a correr o risco. – ele disse encostando-a na borda do navio com as mãos segurando a madeira do navio uma de cada lado do corpo da morena.
– e como pretende fazer isso? – ela perguntou temendo e ansiando a resposta.
– posso começar assim. – ele a beijou, ela tentou afasta-lo, tentou lutar contra si própria, mas não conseguiu ela corresponde o beijo, os dois nem conseguem descrever o turbilhão de sensações e sentimentos que sentiram aquele momento, eles estavam matando a saudade de tanto tempo, o beijo que não foi dado na praia, as palavras não ditas, todos os problemas deles pareceu sumirem, naquele momento não havia mais nada a não ser só os dois corpos colados e os dois corações batendo como se fossem um só, é como se apenas vagassem por ai com metade dos seus corpos e de suas almas, mas nesse momento não mais, porque eles se sentiam "completos".
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