Entre Um Vampiro e Um Pirata
9 Capítulo 9
Notas iniciais
– quem diria que o destino faria com que nos reencontrássemos. Uma surpresa nada agradável. FALE SEU PRÓPOSITO AQUI PIRATA. – Barnabas disse.
– onde ela está?
– por acaso está falando da senhorita Teach?
Jack ia responder quando Gibbs gritou lá de baixo.
– JACK, A MARINHA NOS SEGUIU TEMOS QUE SAIR. A MOÇA NÃO ESTÁ AQUI. – disse Gibbs.
Barnabas sorriu. Jack tentou fugir, mas Barnabas ficou entre ele e a saída.
– não posso deixar você fugir do destino que merece pirata, a morte. –o vampiro fez as presas crescerem, Jack não se surpreendeu, pois ele já sabia com o que estava lidando, descobriu isso no dia em que foi preso por Barnabas quando ele tentou saquear um porto de Collinsport. Barnabas ia ataca-lo, mas no momento em que ele toca em Jack o crucifixo no pescoço do capitão bilha e faz o sr. Collins se afastar.
– nossa conversa ainda não terminou. – disse Jack, que sorriu, mas esse sorriso logo se desfez quando ele virou-se para a porta do quarto e deu de cara com os guardas da marinha. – Maldição. – ele murmurou.
– ah, é exatamente esse homem que procuram, vamos tirem-no já do meu castelo. – como a casa estava cercada era tolice reagir, eles prenderam Jack e os três marujos que estavam com ele. Como naquela época o representante do rei da Europa se encontrava na Sérvia que é a cidade mais populosa no estremo norte, eles não tiveram outra escolha a não ser leva-los de volta pra lá para que fossem julgados. No caminho eles conversavam.
– pra onde diabos estamos indo? – perguntou Gibbs.
– parece que estamos retornando para a Sérvia, e isso é bom senhor Gibbs. Isso é muito bom, o litoral, é de lá que podemos fugir. – ele começou a contar aos marujos o seu plano de fuga que era só distrair os guardas na hora em que estivessem saindo da carruagem, mas ele percebeu que a dupla dinâmica: Pintel e Ragetti brincavam de adivinhações enquanto ele explicava. — me digam cavalheiros, o que são dois idiotas no meio do mar? – perguntou Jack aos dois.
– são dois canibais que não sabem nadar? – disse Pintel muito confuso. E Ragetti caiu na risada.
– eu sei, eu sei. São um peixe boi, e uma sereia. – ele começou a rir sozinho enquanto Gibbs, Pintel e até mesmo Jack o olharam espantados tentando entender o raciocínio do marujo.
– não senhores vocês erraram. Os dois idiotas a deriva no mar são vocês dois se não calarem a boca e não ouvirem seu capitão agora. – Pintel e Ragetti entenderam o recado.
– então nós desistimos senhor? – perguntou Gibbs.
– de jeito nenhum, estou mais cismado do que nunca. E ainda mais agora que eu descobri onde ela estava, eu vou provar pra aquele vampiro senhor Gibbs, guarde minhas palavras. – nesse momento a carruagem para, eles estavam prontos para atacar assim que a porta abrisse. E quando abriu eles que ficaram surpresos, pois já estavam dentro da prisão. Ambos fizeram cara de desgosto e se deram por vencidos.
– alguma outra ideia capitão?
– maldição. – Gibbs e os outros marujos ficaram numa cela e o capitão foi levado para outra, Jack quase não acreditou em quem ele encontrou lá.
– Angelica? – ele estava tão surpreso que ficou sem reação.
Ela ficou tão surpresa quanto ele, mas quando a ficha caiu, ela levantou e se aproximou dele e deu um tapa pra ficar marcado os quatro dedos na bochecha, e que ardeu muito.
– seu cretino, desgraçado, bandido, cachorro, maldito. – ela começou a bater nele, dando um monte de pequenos tapas.
– ai, ai... ta doendo para. Ai. – Jack tentava se defender, até que ele segurou os pulsos dela e a colocou contra a parede. Ele olhou bem pra ela, viu que continuava com sua cor perfeita numa mistura de um leve bronzeado naquela pele de porcelana que ela tinha o contraste perfeito com os lábios rosados, o vestido rosa-bebê que valorizava o colo e dava um toque tão singelo nas curvas do corpo da morena, ela estava mais linda que nunca, apesar de não ser mais aquela menina quando ele a conheceu ela ainda passava uma certa inocência e ela sempre conseguia surpreende-lo. Como eu disse o capitão é atento aos detalhes e ele tinha um fascínio pela espanhola, o próprio sentia medo disso por isso a evitou tanto tempo, pelo simples fato de ela ter o poder de comanda-lo com uma simples palavra, uma simples caricia que fosse vindo dela, era um fatal domínio sobre ele. Ele ficou aliviado de não ter acontecido nenhum mau a ela, de ela ainda ser humana. Ela estava calada e olhava pra ele muito brava. Ele a abraçou como se quisesse protege-la de tudo e de todos, passou a mão nos cabelos dela e depois beijou sua cabeça. Isso a deixou completamente sem reação, o que foi aquilo? Aquele é mesmo o capitão Jack Sparrow? Aquele é o mesmo pirata que a deixou numa ilha? Era isso que Angelica se perguntava.
– graças a Deus está bem. O que você estava fazendo tão longe? Angelica o que foi fazer na casa daquele homem? – ela o empurrou. –sabia que ia reagir assim.
– não devo explicações a você do que faço ou deixo de fazer. E como você queria que eu reagisse em? Você me deixou sozinha numa ilha Jack, como pôde chegar tão baixo? Senhor Collins me tirou da ilha, e me hospedou na casa dele, ele é um bom homem diferente de você. – Jack ia contar sobre Barnabas, mas ele decidiu ficar calado, decidiu não coloca-la contra ele, o próprio não entendeu porque fez isso. E também ela nunca iria acreditar nele.
–Angelica eu prometo, explicar tudo, mas antes temos que sair daqui, aproposito pode ao menos me responder como veio parar aqui?
– eu estava vindo para a Sérvia quando no caminho duas tropas da marinha real que estavam indo pro castelo, parou a carruagem, eles me reconheceram como a filha de Barba Negra então vim parar aqui.
– e se sair daqui, você vai voltar pra Transilvânia? – Jack perguntou triste.
– não. Apesar de ter ser grata ao senhor Collins não quero voltar, é que eu percebi que viver presa não é pra mim.
– de verdade? Vai voltar a ser pirata? – perguntou Jack animado.
– primeiro, eu nem sei se vou sair daqui com vida, e se eu sair, não vou voltar a pirataria. Por isso significa que eu não vou com você.
– não posso ao menos explicar?
– o que você fez não tem explicação. – ela disse virando-se de costas pra ele.
–vou tirar a gente daqui, já que não quer voltar comigo, vou ao menos lhe dar sua liberdade. – ele se aproximou dela, por trás não a tocou apenas fechou os olhos e sorriu mesmo ela estando magoada e com razão, ele estava muito feliz em tê-la perto de si outra vez.
Ainda Na Romênia, a carruagem de Barnabas estava retornando, ele esperava ansiosamente, a carruagem parou na frente da casa e a porta abriu apenas sua empregada desceu. Ele ao perceber que sua hospede não estava ali ficou sem entender nada.
– onde está Angelica? –perguntou ele preocupado.
– senhor quando estávamos cruzando a fronteira uns guardas da marinha a prendeu.
– porque? Sobre que acusação?
– eu não entendi muito bem, mas disseram que levariam para ser julgada na Sérvia.
– isso é um grande mal entendido. Obrigada Adelaide, Lucas?
– sim senhor? – respondeu o leal servo.
– amanha de manha bem cedo vamos para a Sérvia. Prepare tudo ok?!
– sim senhor, eu sugiro ir descansar o dia foi cheio.
– tem razão. – Barnabas concordou e todos seguiram para o castelo.
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