Entre Um Vampiro e Um Pirata
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Pov Angelica:
Aquele homem tinha uma pele gelada, parecia está morto, mas ao mesmo tempo tinha um olhar tão vivo, ele falava com muita elegância e educação, mas o que um homem que aparentava ser da corte estava fazendo num navio pesqueiro? Ele com certeza era enigmático, e sedutor, uma parte de mim queria conhece-lo e ficar ouvindo aquela voz calma e grave falando, outra parte, me mandava sair dali o mais depressa possível. Não dei ouvidos a essa, decidi continuar conversando com ele, uma simples conversa não mata ninguém.
– estou a caminho da Romênia. A senhorita sem duvida já ouviu falar de lá? – sai um pouco dos meus pensamentos.
– hem? Bom sim, sim. É pra lá que estou indo. –no meio da conversa sem querer deixei esse detalhe fugir da minha boca, me xinguei mentalmente.
– mas que ótima surpresa. A senhorita não gostaria de sentar-se? Eu lamento pelo fato de uma dama como a senhorita está viajando em condições tão medíocres.
–não lamente senhor Collins, eu já estive bem pior. –sorri- mas o que um homem como o senhor faz num navio como esse?
–digamos minha cara que em tempos desesperados pedem medidas desesperadas.
– e o que levou o senhor a tomar essa medida? – perguntei bastante curiosa pela resposta.
–negócios. Estava com pressa de viajar e não pude esperar por o outro navio.
– de onde vem mister Collins?
– Collinsport. É uma cidade fundada pelo meu pais mas, as coisas por la estão um pouco difíceis, então eu decidi vir para onde meus avós moravam, que Deus os tenha. Bom, mas olhe para isso? Chegamos ao porto da Sérvia. Daqui vamos de carruagem.
– o senhor disse “vamos”?
– eu só estou tentando ser gentil. Já que a senhorita vai para o mesmo lugar que eu não vejo problema em lhe dar uma carona até lá, não se preocupe a viagem é rápida e bastante confortável, está vendo? – ele apontou para uma carruagem- aquela é minha carruagem, e é lá que nós vamos. Se a senhorita quiser é claro.
Eu fiquei muito pensativa, mas não tinha escolha, se esse homem tentar algo, eu o mato, afinal ainda sei muito bem me defender. –está com pressa pra chegarmos?- eu perguntei.
– chegarmos? Quer dizer que aceita vir comigo?
–sim, mas depois eu me viro.
– digamos que eu esteja sim com um pouco de pressa, é que o clima de lá, muito me agrada, o sol quase não aparece. Agora vamos. Eu faço questão de ir mostrando a paisagem para a senhorita. –ao descer do navio, eu sem querer cortei um pouco minha mão, as pupilas dos olhos daquele homem de dilataram e rapidamente ele virou de costas.
– o que houve senhor Collins. O senhor é uma daquelas pessoas que passam mal ao ver sangue?
–digamos que sim, é... amarre um pano no seu corte se não, pode infeccionar. –ele saiu apressado em direção a carruagem, rasguei um pedaço da minha blusa e amarrei na mão em seguida subi na carruagem também.
Pov Jack:
Finalmente um curso. Céus desde quando eu tirei o pérola daquela garrafa dos infernos que eu não tinha um curso.
–Capitão e qual é o nosso curso?
– Europa! – respondi sorridente.
–porque? –Gibbs me perguntou confuso.
–oras, porque a bussola está me mandando ir pra lá, e é pra lá que eu vou. Não faça perguntas idiotas senhor Gibbs.
–perdão Capitão.
–ah a Euroupa, tenho tantas lembranças boas de lá. –sorri- o rum, as musicas piratas são as melhores, as mulheres, e digo mais, as melhores são as espanholas, elas são quentes senhor Gibbs.
– Senhorita Teach é espanhola.
– não ouse pronunciar o nome daquela traidora outra vez no meu navio. E mais que eu tenho grande esperança de encontrar meu pai por lá. O que acha senhor Gibbs? Ou será que ele que vai me achar? Da no mesmo!
– acho que você é louco.
–agradeça por isso se não nunca teria dado certo. –sorri, e ele sorriu também- do que está rindo? Mexa-se homem vá buscar o rum.
Pov Narradora:
A carruagem do senhor Barnabas ia muito veloz, ele era o dono dos cavalos mais rápidos da região, na viagem os dois conversavam como se já se conhecessem a anos, Angelica estava muito a vontade ali, ela sentia medo disso, não queria isso, mas se deixou levar.
– então a Senhorita é espanhola?! Eu já fui à Espanha. – ele fala galante.
– é mesmo?! E do mais gostou de lá?
– das mulheres. –ambos riram- queira me desculpar, bom eu apreciei muito a culinária, e as danças.
– sem dúvida é maravilhoso.
Um animal de repente atravessou a estrada, e a carruagem fez uma freada brusca, Angelica acabou indo parar nos braços do senhor Collins, ele a segurou com firmeza e por um breve momento ele lhe passou segurança. Os dois se olharam por alguns instantes, ela corou, e ele também, mas logo ela se recompôs e voltou ao seu lugar na carruagem.
– me perdoe, é que... bem...
– oh não, não, não precisa se desculpar. Isso são coisas que acontece.
O resto da viagem foi tranquila, estava quase anoitecendo, até que finalmente chegaram, a carruagem parou em frente a um imenso castelo.
– chegamos! –ele falou olhando-a nos olhos.
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