Entre Um Vampiro e Um Pirata
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Jack não parou o beijo, ele passou os braços pela cintura dela, e em sua mente ele se perguntava se aquilo era mesmo real, seu coração transbordava de tanta felicidade. Os marujos do pérola estavam parados observando o casal. Até que ela para o beijo, ela estava parada olhando pra ele, era tudo que ela não queria aquele momento, um beijo dele tinha o poder de amolecer seu coração magoado e ferido, um simples beijo iria fazer as feridas curarem? Sem dizer nenhuma palavra ela sai, Angelica não conseguia raciocinar direito com os lábios do pirata tão próximos aos seus.
– Angelica? — Jack disse ele já ia atrás dela, mas Gibbs o impediu.
– é melhor da tempo a moça capitão. -disse Gibbs, e Jack assentiu — depois que o navio da Sérvia foi destruído vai dar pra dar a volta e se livrar do espanhol. Agora podemos seguir a todo o pano pra Tortuga. — completou o imediato.
– ótima noticia. — Jack sorriu e tirou do bolso, um mapa com as bordas douradas.
– Jack? esse é o? — Gibbs disse pasmo.
– é sim. O mapa do navio do Ponce de Leon. — Jack disse sorridente.
– mas você não havia entregado ao Barbossa?- Gibbs disse.
– senhor Gibbs, eu sou um pirata. — Jack guardou o mapa e olhou o horizonte. O capitão entregou um falso mapa ao Barbossa, Jack não era tolo em perder um mapa tão valioso. Gibbs riu a astucia do seu capitão.
Á quilômetros dali, um navio da marinha real de Portugal resgatou os marujos que sobraram do navio sérvico, eles seguiram para a Espanha e não demoraram para chegarem, eles atracaram no porto mais próximo.
– onde está o governador? — perguntou o vampiro a um guarda, Barnabas que demostrava calma, mas impaciência.
– vamos leva-lo até lá senhor, só um minuto. — depois de alguns minutos o governador chegou, ele ficou meio incomodado pelo fato das vestes do tão respeitável senhor Collins estarem lamentáveis, mas não comentou nada.
– eu venho de uma batalha com um pirata extremamente perigoso que fugiu da Sérvia, ele invadiu minha casa, e sequestrou a minha...- ele parou um pouco antes de falar a palavra "esposa"- ...como eu disse, ele sequestrou uma pessoa importante pra mim.
– eu entendo sua preocupação Mister Collins, mas no momento não podemos mandar uma esquadra de navios para um caçar um navio que é quase inalcançável, e temos assuntos bem mais importantes no momento. — governador falou num tom mesquinho, e pareceu não está dando a mínima importância para o que Barnabas falava.
O vampiro irritou-se muito com aquilo, ele já ia partir pra cima quando Lucas o impediu, e ele se conteve.
– senhor governador, estamos falando de piratas, a maior a ameaça dos mares e o senhor fala que tem assuntos mais importantes?! — o velho governador, estava tomando vinho e mais uma vez, Barnabas não conseguiu convence-lo. -olhe bem pra mim. — ele ficou fazendo um movimento com as mãos na frente dos olhos do governador, hipnotizando-o. — o senhor vai liberar os navios e a tripulação! ok?!
– eu vou fornecer os navios e a tripulação. — concordou o velho.
– ótimo. — Barnabas parou e sorriu. O governador assinou uns documentos liberando os navios, em seguida Lucas os guardou.
– foi bom negociar com o senhor. — Barnabas já ia saindo quando o governador lhe fez uma pergunta.
– como se chama a moça? — perguntou o velho.
– Angelica Teach. -respondeu ele.
– Teach? por acaso eu ouvi bem? o senhor disse a palavra Teach?
– algum problema? — Barnabas disse sem entender.
– ela é filha de Edward Teach.
– quem é Edward Teach? — o vampiro já estava impaciente.
– não conhece a fama dos assassinatos? a perversidade e as atrocidades cometidas por esse homem? ora senhor Collins, o senhor passou muito tempo enfurnado nas paredes de pedra do seu castelo, Edward Teach, mais conhecido como Barba Negra, um maldito pirata, o pirata que todos os outros temem.
– não pode ser. — quando o governador terminou de dizer tudo o nobre vampiro estava perplexo.
– deve está confundindo as coisas senhor governador.
– quem está sendo enganado aqui é o senhor, talvez essa moça, tenha sido mandada pra lá por eles. E isso não passou de uma grande armadilha. Não pensei que podia ser tão inocente a esse ponto. — o governador rir, Barnabas se segura para não quebrar o pescoço dele de tanta raiva.
– JÁ CHEGA. Pensa que eu sou idiota ou que? eu conheço muito bem as pessoas com quem lido, e se aquela mulher fosse de tão baixo nível, eu nunca teria permitido a entrada em minha casa. Só acreditarei se a própria me dizer isso.
– contenha-se senhor. — disse Lucas.
– eu acho que devia ouvir seu criado sr.Collins, já que está certo disso, então vá em frente, mas que grande ironia, um homem que odeia piratas se apaixonar justamente por uma. — o velho riu outra vez, e em seguida bebeu seu vinho, Barnabas apenas se retirou muito irritado, ele simplesmente não aceitava o fato de que aquilo poderia ser verdade, ele acha Angelica era muito doce, é claro que tem um gênio fortíssimo, mas é doce, seu beijo é doce, sua pele é delicada. Não pode ser, ou será que pode? ele se perguntava. Acompanhado sempre de seu servo ele caminhou até o porto, e mostrou a ordem ao tenente.
– alguma ideia de onde iriam piratas fugitivos desesperados? -perguntou ele ao tenente.
– bom a ilha mais próxima é Tortuga, uma ilha pirata. -respondeu o homem.
– vamos agora mesmo. — disse Barnabas impaciente.
– senhor já é tarde, e a névoa está densa, o senhor ainda está encharcado com o casaco sujo de sangue. — . Lucas argumentou mais o vampiro parecia muito decidido. É claro que os ferimentos de Barnabas já tinham cicatrizados, ele possuía aquela habilidade de regeneração.
– eu vou apenas tomar um banho rápido, trocar de roupas e iremos.
– Mister Collins eu sugiro que... — o tenente ia falar, mas foi interrompido.
– já tomei minha decisão. Volto daqui a pouco e partiremos a Tortuga. -ele pegou o anel que Angelica havia perdido em sua casa olhou lembrando dela depois aperto-o em sua mão, em seguida se retirou.
No pérola estava um silencio perturbador, os marujos tinham ido deitar. Em "sua cabine" perdida em pensamentos a espanhola estava angustiada.
– como pude ser tão burra? como pude? eu não posso mais me iludir com o Jack, mas e se o que ele falou tiver sido verdade? É claro que não Angelica, não seja tola, ele é um pirata e sabe mentir como ninguém. Desgraçado, bandido, tinha mesmo que me beijar? Logo agora que eu estava me indo bem na minha milionésima tentativa de te esquecer. — tudo que ela menos queria era pensar em Jack, então seus pensamentos se voltaram para Barnabas. Angelica se culpava por ele ter se ferido.- se algo acontecer a ele eu jamais me perdoarei. — ela lamentou não ter ficado mais tempo com ele, lembrou que sentia um forte arrepio e ficava nervosa toda vez que ele se aproximava dela, foram poucos os homens que conseguiam deixa-la assim. Por um breve momento ela cochilou, acordou sentindo suavemente uma mão acariciando seus cabelos. Seus olhos se abriram pesadamente, até sua visão tornasse nítida.
– Jack? -ela perguntou espantada. — COMO OUSA? -ela pegou um travesseiro e bateu no capitão.
– ai, para, para. -ela continuou batendo, e ele se defendia como podia.
– SAI DAQUI. -ela gritou, mas ainda permanecia sentada na cama.
– mas essa é a minha cabine. Eu só vim dormir. -ele falou e ela imediatamente parou de bater nele com o travesseiro, depois ela olhou ao redor era mesmo a cabine do capitão, ela ficou chocada. Na tentativa de escapar dele, ela nem ao menos reparou na porta que tinha pego.
– mas como foi que eu? — ela gaguejou confusa.
– a culpa não é minha se seu corpo involuntariamente é atraído pela minha cama. -disse Jack com seu típico sarcasmo. -ela irritada jogou o travesseiro, ele conseguiu desviar.
– ok então saio eu. — na hora que ela levantou, as ondas do mar fez do pérola balançar e os dois caíram sobre a cama.
– fica. -ele disse. Ela quase amoleceu com a voz mansa dele quase implorando por companhia. — uma bala de canhão atingiu sua uma parede da sua cabine. Durma comigo hoje Angelica. -ele beijou seu pescoço enquanto mantinha as mãos uma em cada pulso da morena. -eu prometo que não farei nada que você não queira. -ele apertou um pouco mais os pulsos dela, e intensificou os beijos- está frio lá fora. — ela mantinha respiração ofegante e os olhos fechados.
– é melhor sair de cima de mim ou eu vou dar um chute num lugar onde vai doer muito. — ela disse sem realmente querer fazer aquilo. Jack imediatamente parou e olhou pra ela assustado.
– quando eu disse que estava disposto a correr riscos eu quis dizer outros tipos de riscos. -ele protestou. Em seguida levantou. -bom já que insiste eu vou com você, a porta está trancada e só eu tenho as chaves. Ela ficou séria, mas assentiu, eles foram pra cabine e quando chegaram se depararam com uma cena um tanto inusitada, um dos marujos estava tentando passar pra dentro da cabine na qual Angelica fica pelo buraco feito pela bola de canhão, a intenção do marujo era esconder-se em baixo da cama e depois só Deus poderia dizer o que ia iria acontecer. Jack ficou muito insatisfeito com aquilo, ele já sabia que piratas não tem o mínimo de respeito por ninguém, mas ai tentar algo desse tipo era demais. Ele deu ordens para prender o homem, depois da confusão ele se retirou e voltou a sua cabine. Alguns minutos depois ele ouviu alguém bater na porta da sua cabine, mandou entrar, ele pensou que pudesse ser Gibbs, mas pra sua surpresa era Angelica toda coberta com um lençol.
– eu não me sinto segura pra dormir com aquele buraco na parede. -ela falou tímida. Ele sorriu gentilmente.
– venha aqui Angelica. — ela continuou parada. -Angelica por favor, eu não vou fazer nada prometo. — ela se aproximou olhando pra baixo. — bom o lado direito é o seu e o esquerdo é o meu.
– juro que se você tentar algo eu...-ela foi interrompida.
– vamos apenas dormir, eu não farei nada. -ele deitou de costas e ela também. Jack sabia que tinha que ir com muita calma, não ia ser bom assusta-la a essa altura, ele queria que acontecesse espontaneamente, e por mais que a espera seja dolorosa ele tem certeza que no final será recompensado, bom assim ele espera. Ambos demoraram um pouco a dormir, mas depois de um tempo dormiram, a manha seguinte eles chegariam a Tortuga.
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