Entre Tapas E Beijos
20 Capítulo 19 - Estou sonhando ou é verdade?
Notas iniciais
e até que enfim o tão esperado momento.... aproveitem bem minha divas e poderosas...
POV Fatinha
Fatinha: JUH! O que aconteceu? –o Alex correu para abraçá-la, e ela chorava muito. –Alice, o que aconteceu, Alice! –eu estava desesperada, a Juh não conseguia dizer nada.
Alice: Eu não sei, mais você precisa manter a calma. -sempre tentava me acalmar ela e o Gui tinham esse poder, e a Juh vendo o meu desespero veio me abraçar.
Juh: AAh amiga... Ele está mal. -eu fiquei de frente com ela.
Fatinha: Juh pelo amor de Deus, se você não me contar o que aconteceu eu acho que vou pirar.
Juh: Eu vou te contar Faat, os vidros que quebraram do carro cortaram a principal veia da perna dele, e ele precisa urgentemente de sangue pois perdeu muito, mas o tipo sanguíneo dele é muito raro e aqui no hospital não tinha, mas o tipo da minha mãe é o mesmo dele, e agora os médicos estão vendo se ela poderá doar, por ela ter viajado, e estado em contato com várias pessoas, ela pode ter pegado alguma doença e se ela não puder... Eu nem sei o que pode acontecer Faat...
Fatinha: Se ela não puder... –eu já estava ficando desnorteada.
..........: Julia? –uma mulher a chamava, a mesma que chamou o Bruno de filho.
Juh: Mãe, me fala que deu tudo certo, por favor!
Fatinha: Então essa é a mãe deles, Alice? –sussurrei para ela.
Alice: É sim, o nome dela é Ana.
Ana: Está tudo bem agora meu amor, ele está fora de perigo, Graças a Deus eu podia doar o sangue. –a Juh abraçou-a e elas choravam muito.
Fatinha: Você ouviu isso Alice? Ele está bem... Eu tenho que ver ele.
Ana: Juh, ele está chamando por um nome mais eu não sei quem é, na verdade ele está inquieto querendo ver essa pessoa. –a Alice segurou meu braço.
Juh: Quem mãe?
Ana: Fatinha, você sabe quem é? –a Juh olhou para mim, e abriu um sorriso.
Juh: Se sei! –ela apontou para mim, e a Dona Ana me levou até o quarto dele, e me deixou na porta.
Ana: Pode entrar querida. –eu sorri para ela, e abri um pouco a porta.
Fatinha: Com licença... –disse baixinho, ele estava olhando para a janela e quando escutou a minha voz ele virou.
Bruno: Fatinha... –ele abriu um sorriso fraco. –Entra. –eu entrei e me aproximei da cama, ele estava com soro na veia acho que tinha uns remédios junto, uma perna estava enfaixada, havia bastantes machucados e ver ele assim me partia o coração, coloquei a minha mão em cima da dele. –Pensei que você não ia vir.
Fatinha: E você acha que eu ficaria em paz longe de você?
Bruno: Não sei, é que depois de tudo que eu te falei... –eu não disse nada, e só olhava para a mão dele segurando a minha. –Ei... –eu olhei para ele. –Me perdoa? Anjo eu sei que te magoei e muito e não é a primeira vez, mais eu preciso do teu perdão...
Fatinha: Não precisa falar nada agora tá, só descanse. –eu podia sentir o cansaço em sua voz.
Bruno: Preciso sim, eu preciso te dizer coisas que eu sempre quis, mas que nunca tive coragem... Desde o primeiro dia em que vi você, surgiu em mim algo diferente, você era diferente, você foi me encantando aos poucos, foi me fascinando, foi me mudando, mais eu não tinha percebido isso, quando nós nos beijávamos um sentimento que eu nunca havia sentido me inundava, e essa era a razão que me deixava cego e sem entender o que estava acontecendo comigo... Eu queria que você soubesse que a nossa ultima noite em Nova York foi a melhor de toda a minha vida, e você foi a melhor coisa que já me aconteceu, porque você é a única pessoa que me completa que me fez entender que a vida não é só curtição, que a vida não tem sentindo se você não tiver ninguém para amar, só que eu demorei muito para perceber isso, e te perdi...
Fatinha: Bruno... –eu tentava conter as lágrimas que desciam. –Você nunca me perdeu, aquele moço que estava comigo é meu amigo, e é você que eu amo... –ele levou a mão até meu rosto e me puxou mais perto de si e me deu um beijo doce nos lábios.
Bruno: Você me perdoa?
Fatinha: E existe outro jeito? Não sei viver sem você mais.
Bruno: Acho muito bom isso, porque você é a minha vida agora. –eu sorri para ele, bom a verdade é eu não conseguia parar de sorrir...
Fatinha: Eu vi a sua mãe...
Bruno: Já disse para você que ela não é a minha mãe.
Fatinha: Pare de ser orgulhoso, você precisa perdoar ela, você deve isso a ela.
Bruno: Não devo nada, ela não pensou em mim quando me abandonou...
Fatinha: Bruno, todo ser humano erra, e todo ser humano bom sabe perdoar, e além do mais ela te deu a chance de viver novamente.
Bruno: Como assim?
Fatinha: Você perdeu muito sangue, e foi ela quem te doou, senão fosse pela sua mãe talvez você nem estivesse aqui... Promete pelo menos pensar nisso?-ele deu um longo suspiro.
Bruno: Prometo... –ele entrelaçou nossos dedos, e eu descansei minha cabeça em seu peito.
Depois de tomar mais uma dose de seu remédio para dor ele dormiu, eu aproveitei para ir lá fora falar com o Marco.
Marco: E ai como ele está?
Fatinha: Bem melhor agora... Marco, eu pensei bem no que você me disse mais cedo e... Minha felicidade já esta aqui, eu não preciso procura-la, esta vendo essas pessoas? São os melhores amigos que alguém pode ter, eu amo a cada um mais do que tudo, eu sou incapaz de viver longe deles... –eu não ia tocar no nome do Bruno, não queria vê-lo triste.
Marco: É dele que você gosta né? –eu me assustei com essa pergunta, mas não respondi. –Tudo bem Fatinha, sua felicidade é a minha, mais eu nunca vou desistir de você... Preciso ir agora, posso te dar um abraço?-eu o abracei.
Fatinha: Espero que você seja muito feliz, você merece... Perdoe-me.
Marco: Vou estar te esperando sempre. –ele sorriu para mim e foi embora, me doía ver meu amigo de infância sofrendo, mas eu não podia fazer mais nada, eu sei que ele encontraria o amor da sua vida, assim como eu.
Cada dia que passava ele melhorava, e a causa do acidente intrigava o doutor Ovaldo, testemunhas disseram que viram o mesmo carro rondando a dias o bairro onde morávamos, e essa perseguição só levava a uma pessoa: Henk. E sim ele seria capaz de fazer isso, e agora eu estava com medo até de andar sozinha pelas ruas.
Todos os dias depois da aula eu ia até o hospital para vê-lo, e depois de uma semana ele teve alta, mais ele ficaria de repouso em casa por mais uma semana. No dia de sua alta, o pessoal resolveu fazer uma festa de Boas Vindas na casa dele, já estava tudo pronto e só faltava ele chegar.
Tony: Ele ta chegando gente! O carro acabou de estacionar. –esperamos uns 10 minutinhos até eles subirem, abriram a porta e ele entrou.
Todos: Surpresaaaaa! –ele se assustou, e deu um longo sorriso depois, era obvio que tinha amado, ele estava com dificuldade para andar, por conta de sua perna.
As pessoas correram abraçar ele, e aquelas piriguetizinhas do colégio que viviam dando em cima dele, se deixasse passavam por cima uma da outra, e eu esperei eu era educada, assim que ele me viu ele veio em minha direção.
Bruno: Não vai me abraçar?
Fatinha: Estava esperando as suas fãs te liberarem, eu sou educada. -ele sorriu e eu o abracei. –Você tem noção como eu estou feliz em ver você bem?
Bruno: Estou feliz também de estar aqui, não aguentava mais aquele hospital, a e só para constatar você fica linda com ciúmes.
Fatinha: E quem disse que eu estou com ciúmes? –eu disse me afastando dele.
Tony: Com licença casal, empresta o Bruno rapidinho Faat?
Fatinha: E adianta eu dizer que não? –eles riram. –Vai logo antes que eu me arrependa. –ele deu um beijo de leve em mim e foi.
A “festa” estava decorrendo tranquilamente, eu só não quebrei a cara de algumas meninas aqui porque eu era uma diva, e divas não descem do salto.
Fatinha: Vocês podem parar de se beijar na minha frente? Obrigada. –disse para o Gui e a Alice, que estavam no maior Love do meu lado.
Gui: AAAH meu Deus, ta bravinha né? Calma, jajá elas vão embora.
Fatinha: Posso bater nele Alice?
Alice: Não nele não, mais você pode bater nelas. –eu revirei os olhos para os dois.
Depois que todos tinham ido embora, o pai do Bruno foi ajudá-lo a tomar banho e depois o deitou na cama, a mãe dele tinha deixado o remédio aqui e havia ido para o quarto dela.
Fatinha: Hmm, agora sim banho tomado só falta o remédio, tome... Está com alguma dor?
Sugestão da autora: Escutem exatamente nessa hora a música Ironic, tema do nosso casal Brutinha ♥
Bruno: Não anjo... Vem cá, bem pertinho de mim. –ele me puxou pelo braço e me fez sentar de frente para ele. –Não sei como te agradecer, por estar aqui comigo...
Fatinha: Pode começar me levando a Nova York novamente. –nós rimos.
Bruno: Sério?
Fatinha: Não, mais se você quiser não tem como eu recusar né... Como você é bobo já disse que não quero nada.
Bruno: Você não quer namorar comigo?
Fatinha: Não bruno, eu não... Oi? O que você disse?
Bruno: Perguntei se você quer namorar comigo...
Fatinha: Você está brincando né? Não brinca com isso...
Bruno: Porque eu estaria brincando com a coisa mais séria do mundo?
Ele me olhava nos olhos, e eu pude ter a certeza que o que ele dizia era realmente a verdade, e eu pude ter certeza da minha resposta também.
Fatinha: É tudo que eu mais quero na minha vida, sim, sim, sim, sim! –nós dois sorrimos um para o outro, e nos beijamos.
Pela centésima vez, meu coração acelerou quando ele me beijou, mas dessa vez foi diferente... Eu podia sentir que o dele também, podia sentir que ele era meu e eu, bom eu sempre fui dele, desde a primeira vez que o vi.
Notas finais
Bom quero dizer a vocês que agora vou começar a dar um drama na historia ok?! Não briguem comigo... :)
AAh alguma de vocês têm twitter?
Beijo... amo vocês!
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