Entre Tapas E Beijos
9 Capítulo 8 - Amanhecer
Notas iniciais
OOi galeraa, espero que gostem desse cap, também...
POV Fatinha
Nossa parece que eu tinha dormido por uma semana inteirinha, o que será que tinha acontecido? Meus olhos estavam pesados para abrir, meu corpo estava meio dolorido acho que foi de tanto dormir, e eu estava de pijama (menos mal, eu estava na minha casa), passei a mão do meu lado no colchão e senti que alguém estava lá, céeeeeeeus, eu pulei da cama e quase morri do coração de tanto susto:
Fatinha: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. –eu dei um grito que nem sei de onde saiu, mas era só o Bruno.
Bruno: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, eu mato eu mato cadê ele? –ele também gritou pulando da cama.
Fatinha: Matar quem? Eu que vou te matar seu idiota, como você me dá um susto desses? Eu poderia ter morrido sabia?
Bruno: Quem levou um susto fui eu, com esse grito caramba em, mas você está bem? –ele chegou perto de mim me abraçando.
Fatinha: Eu estou sim Bruno, mas vou morrer daqui uns segundos se você não me deixar respirar. –ele soltou só um pouquinho. –Ei, o que aconteceu? Porque você está aqui? Eu não me lembro de nada, só lembro que fui pegar uma bebida para nós ainda na festa e aqueles caras estranhos estavam lá me encarando... –senti meu corpo estremecer por lembrar isso. Ele me soltou e foi indo cada vez mais longe, e agora olhava pela a janela sua expressão era triste, e alguma coisa horrível tinha acontecido, eu podia sentir. –Pelo by Text-Enhance\">amor de Deus, o que aconteceu?
Bruno: Você não merecia passar por isso... –os punhos dele se fecharam e ele socou a parede, sim ele era um tonto mesmo, qual é a pessoa normal que soca uma parede?
Fatinha: Você ta pensando em destruir minha casa? –ele ainda olhava pela janela, então ele se virou e pediu para que eu sentasse na cama.
Bruno: Eu queria é destruir aqueles caras vou te contar o que aconteceu...
“Tudo começou quando você sumiu minutos depois de ir pegar a bebida, e eu achei estranho porque foi por uns 15 minutos das duas uma ou você tinha ido embora ou você estava fabricando a bebida, então resolvi ir atrás de você, mas o Tony veio desesperado falar comigo, dizendo que ouviu aqueles amigos desgraçados do Heitor falando de você, e não era coisas boas, um deles queria você, queria você mais do que tudo...- eu fui perdendo a cor aos poucos, a expressão dele era de raiva, de culpa, de dor.
...Se fosse preciso ele usaria a violência, eu nem sei qual foi a minha reação ao ouvir isso, eu não podia deixar isso acontecer com você, ainda mais com você, eu faria qualquer coisa para te salvar, eu não estava conseguindo te achar e só quem eu achei foi o Guilherme, a única pessoa que podia me ajudar, então eu contei a ele, e fomos te procurar pelo lado de fora já que você não estava dentro do salão, cada minuto que passava eu ficava com mais raiva, e se eu não te achasse eu nunca mais me perdoaria, foi quando nós vimos o Henk e você estava com ele, dormindo,e ele já te colocava no by Text-Enhance\">carro mais um minuto e eu não sei o que poderia ter acontecido, eu quis matar ele naquela hora, mas o Guilherme me segurou, aquele cara começou a fazer provocações , e eu não aguentei e dei um soco nele, até que o próprio Heitor chegou e eu não sei o que ele fez ou falou que o desgraçado te soltou, e foi embora e eu prometi para o Heitor que eles iam pagar TODOS ELES, trouxe você para casa e liguei para a minha mãe ela me disse tudo o que eu tinha que fazer, e eu cuidei de você, você dormiu até agora, eu só não te levei ao hospital porque o Guilherme me impediu, e disse que era melhor para você vir para a casa, se fosse a um hospital eles iam saber o que tinha acontecido e certamente todos nós passaríamos a noite na delegacia, e eu também achei melhor assim depois de pensar um pouco, você não merecia passar por mais nada...”
Eu não sabia mais onde eu estava, minha cabeça girava, sentia que ia desaparecer, eu queria mesmo, mas eu só sabia chorar, não sei como eu não desmaiei.
Bruno: Por favor, não chora, eu vou ligar para meu pai ou nós podemos ir até a delegacia e pode ter certeza que aqueles vão pagar. –ele se ajoelhou na minha frente, e eu chorava de soluçar...
Fatinha: Eu não sei o que dizer, eu eu eu não acredito que isso aconteceu... –eu não conseguia falar, então ele me abraçou, e eu enterrei meu rosto molhado em seu peito, eu só queria ficar assim, mas eu tinha que enfrentar as coisas, e denunciar eles para policia seria muito perigoso.
Bruno: Calma, calma, eu to aqui com você, e nada mais vai te acontecer, mas nós temos que ir para policia, agora.
Fatinha: Não... –eu gaguejava porque eu chorava muito.
Bruno: Hã?
Fatinha: Não Bruno, por favor, não, eu tenho medo das coisas que podem acontecer comigo, com você, com o Gui, não, não, não...
Bruno: Você não precisa ter medo, não vai acontecer nada.
Fatinha: Eu estou de pedindo, eu não tenho condições de aparecer numa delegacia. – eu disse, me soltando dele e encarando seus olhos. –Eu sou tão burra, porque que eu fui beber aquela bebida que me ofereceram? Já devia saber que aqui as pessoas não são tão boas assim... — eu voltei a chorar, ainda teria que falar com meus pais, eles iam ficar paranoicos e me obrigariam a voltar para casa, não isso não.
Bruno: Então você realmente bebeu alguma coisa?
Fatinha: Sim, mas foi o garçom que me serviu, eu não imaginava...
Bruno: Nada de mal vai acontecer e você tem razão, vou esperar você se recuperar. Agora você vai comigo para minha casa, eu tenho que ir ver como a Juh está, e você não vai ficar sozinha, eu deixei todo mundo ontem lá, e vim para cá com você. –eu não queria ficar sozinha mesmo, então nem recusei.
Nós fomos e quando chegamos a sua casa, estavam os quatro: Julia, Alex (seu namorado), Gui e a Alice. Eles estavam todos tensos, a Juh estava deitada no colo do Alex, e a Alice abraçada com o Gui, aah então já estava assim? Meu primeiro sorriso nesse dia foi ver os dois, acho que alguma coisa estava mudando.
As duas vieram correndo na minha direção perguntando se eu estava bem e me abraçando, e o Bruno pediu que elas me levassem para o quarto, as meninas me encheram de mimos e fizemos brigadeiro, elas sabiam o que tinha acontecido, mas não tocaram no assunto, e eu também resolvi não lembrar, mas tinha uma coisa que eu tinha que saber:
Fatinha: O que eu perdi ontem meus amores? –tentei descontrair falando assim, elas me olharam espantadas, era obvio que estávamos todas com medo ainda.
Juh: Nada demais. –ela disse decepcionada encarando a Alice. Acho que não tinha acontecido nada demais mesmo.
Fatinha: AAh Alice eu não acredito que você não deu uma chance para ele.
Alice: Você dona Julia sabe mais do que ninguém porque eu sou assim, então fica na sua, e calma, tudo no seu devido tempo.
Juh: Mas nossa, eu não disse nada, só estou decepcionada... –ela fez cara de triste e nós rimos e nessa hora o brigadeiro já havia acabado, e fomos para a terceira panela (gordas).
Fatinha: Você ainda não me contou porque você é assim, tãaaaaao difícil.-do nada a porta abriu e eu assustei.
Gui: Com licença, posso falar com você menina? –ótimo o assunto tinha que chegar.
Alice: Depois a gente termina ok? –ela amou né, vivia fugindo desse assunto, e as duas foram para a sala, e o Gui entrou e me deu um abraço.
Gui: Você está bem?
Fatinha: Estou sim, graças a Deus, á você e o Bruno.
Gui: É ele gosta mesmo de você, você precisava ver como ele te defendeu.
Fatinha: Ah não sei, ele gosta de mim como você gosta, só isso.
Gui: Eu não acho... Acho que você mudou a vida daquele cara, na boa. –eu corei. –AAAh não precisa ficar com vergonha, é tão lindo o amor kkkkk.
Fatinha: Como você é irônico, paraaa já com isso, seu besta.
Gui: Ta bom parei, aiii não precisa me bater também. –comecei da uns tapas nele, de brincadeira.
Fatinha: E você em? Porque não aproveitou a festa para dar um beijão na sua amada?
Gui: Porque eu estou respeitando o tempo dela, quero que ela confie em mim.
Fatinha: Nossa até me emocionei agora kkkkkk, mas eu estou admirada com a sua atitude esta aprendendo em... Gui, eu queria sumir para bem longe, eu não quero que nada de mal aconteça para vocês... –minha voz ia sumindo conforme meu medo ia aumentando.
Gui: Eu sei menina, mas não tem porque, estávamos falando sobre isso, e a Juh já ligou para o pai dela, e ele vai vim para cá acompanhar de perto seu caso, ele instruiu todos nós e pediu para nós esperar ele chegar. –me senti mais aliviada, eu estava com muito medo, e o pai dela ia ajudar.
Fatinha: Obrigada, mas... Não era preciso.
Gui: AAh não? Sabe de uma coisa, to nem ai para o que você pensa a gente vai te proteger e fazer o melhor para você e assunto encerrado!
Fatinha: Não sei o que seria de mim sem vocês. –eu o abracei.
Gui: Eu sei somos demais.
Fatinha: Você é muito convencido, mas tem razão.
Depois voltamos para a sala e assistimos uns seriados de comédia, e do nada começamos uma guerra de almofadas, contamos piadas, e por um momento estava tudo esquecido o que tinha acontecido, mas só por um momento. Meus dias eram perfeitos com eles.
Para a minha segurança (como eles diziam) eu dormiria aqui mesmo, é claro no quarto da Juh, dei boa noite para o Bruno, e fui dormir pesando nele, aquelas palavras do Gui não saiam da minha cabeça “Acho que você mudou a vida daquele cara”, eu não vi ele me defendendo, mas tenho certeza de que se isso não tivesse acontecido talvez eu não estaria aqui, tremi só de pensar, que eu estava apaixonada por ele era certo, mas eu não queria pensar nas consequências disso, sempre escutei pessoas dizendo que amor não correspondido é uma das piores dores do mundo.
Eu não estava conseguindo dormir, resolvi levantar e tomar um pouco de água, minha mão tremia muito e o copo caiu, fez maior estrondo e me molhei inteirinha a minha sorte era que ninguém tinha acordado, bom assim eu esperava.
Bruno: Algum problema por aqui? –ele riu, vendo o meu estado e eu dei um pulo de susto.
Fatinha: AAAAAH saco, não era para acordar ninguém, e pode parar de rir,eu só queria um pouco de água, pode voltar a dormir.
Bruno: Com todo esse barulho acho que você acordou a vizinhança inteira, não vou voltar a dormir e deixar você sozinha aqui, é capaz de você colocar fogo na minha casa. –ele chegou perto de mim com uma toalha na mão me secando e eu revirei os olhos para ele.
Fatinha: Obrigada, senhor gentileza, você não perde a oportunidade de tirar uma com a minha cara né.
Bruno: Claro que não, você sabe disso. Vem cá, vou te mostrar as coisas que eu escrevo. –ele fazia faculdade de letras, e queria ser um escritor, ele tinha futuro, eram divinas as coisas que ele escrevia, cada palavra tinha um sentimento por trás, eu fiquei encantada.
Fatinha: Olha parabéns em você tem futuro... Obrigada por tudo, eu estava tão atordoada quem nem te agradeci, você salvou minha vida... –disse olhando em seus olhos.
Bruno: Não tem de que, mas eu quero alguma coisa em troca... –ele foi chegando mais perto de mim, e eu o beijei, era tão boa a sensação que o beijo dele deixava em mim, cada toque, eu me derretia em seus braços, e foi ali mesmo que eu adormeci.
Hoje era domingo, mas não iríamos à praia, porque estava chovendo, resolvemos fazer um almoço bem legal para nós, mas a tentativa não deu certo e a Juh queimou toda a comida, eu disse para ela me deixar fazer, mas ela recusou.
Então fomos à lanchonete que era do outro lado da rua, foi muito agradável, o Alex estava muito entretido no seu celular até que ele gritou:
Alex: GALEERA olha isso aqui que demais. — ele mostrou o celular para que todos nós pudéssemos ver e estava em um site de compras.
Gui: Nossa, é demais mesmo. Mas eu só estou vendo uma barraca.
Alex: É porque você não tem uma mente aberta, eu quero uma barraca para acampar, vocês não acham que é uma boa ideia?
Bruno: Eu acho uma excelente ideia, eu tenho duas barracas já, acho que não é necessário comprar, porque cabem três pessoas dentro.
Alex: AAh vai ser demaaaais, podemos ir semana quem vem já. –ele estava todo empolgado.
Juh: Eiiiii, espera ai ...então a opinião das meninas não contam aqui?
Bruno: Minha digníssima irmã, o que você acha de irmos acampar?
Juh: Assim está melhor, bom eu vou.
Bruno: Você é demais mesmo, e vocês duas? AAAh vai não vão recusar.
Alice: Por mim eu iria hoje mesmo. –senti um clima no ar, ela olhava para o Gui, hmmmm...
Fatinha: AAAAAAAAAAI MEU DEUS, EU VOU AMAR TAMBÉM, mas pera ai... Tem cobra?
Gui: Você veio do interior, praticamente nasceu com as cobras e tem medo?
Fatinha: CALA A BOCA VOCÊ, tenho mesmo e daí? –fiz cara de brava, mas não estava.
Bruno: Pode ficar sussegada, elas não vão te comer. –todos riram da minha cara.
Alice: Podemos chamar alguns do colégio também. –senti medo quando me lembrei do colégio, do Heitor, do Henk... Mas sabia que o alguns dela, era somente alguns mesmo, Baianinho, (é claro), a Kika,a Carla,a Laryssa, o Nando,o Thiago e o Pedro.
O resto do dia passou voando, e já era segunda feira, o Dr. Ovaldo (pai da Juh e do Bruno) chegaria daqui a 2 dias, e tudo ia se resolver, mas eu tinha que ir a escola, começaria as provas e eu não podia perder, meus amigos me deram apoio total e o Heitor não apareceu na escola, eu estava aliviada, mas será que tinha acontecido algo com ele? Espero que não, ele tinha muita coisa para esclarecer.
Notas finais
aaaaaaah e por favor comentem meus amores, e eu ficaria muito feliz se vocês pudessem divulgar, ou recomendar!!! amo vocês ♥
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