Entre Sonhos e Realidades

1 Sophia I - Resumos de minha vida idiota.


Notas iniciais
espero que gostem, e deixem reviews, ok?

Muitas pessoas devem achar que tudo o que se passou, são mentiras minhas. Não, não são. Se quiser, acredite. Se não, o.k.

Mas não pense que você teria a mesma sorte que eu. Provavelmente não teria.

Meu nome é Sophia. Sophia Skywalker. 14 anos. Se minha vida era boa? Nunca foi.

Minha história começa quando eu nasci. Minha mãe morreu no parto. Eu vivi com meu pai desde o meu nascimento. Mas nem isso durou muito. Ele simplesmente morreu quando completei três anos. O motivo? Também não sei. Vivi com minha avó a partir daí. Ela nunca me falou sobre meus pais. Sempre disse que eu era novinha demais. Ou inventava outras desculpas. Mas a questão é: Até quando eu serei nova demais para saber a verdade?

Ninguém nunca me entendeu. Eu vivia com meus avós no Texas, Grand Prairie. Sempre fui apaixonada por mitologia grega. Minha avó às vezes dizia que isso acabava com minha realidade. Mas para mim, era a única coisa que me fazia sentir-se bem.

Era como viver aventuras junto com os grandes personagens dos livros. Nunca tive amigos. Acho que era por eu ser obcecada por mitologia grega. Sempre imaginei ser como os filhos dos deuses antigos. Seria melhor ser filha de um deus do que dos meus pais mortos. Mas infelizmente não era bem assim.

Bom, chega de embolação. Minha vida começou a mudar quando ele apareceu. Nico di Angelo. Apareceu assim em minha vida como se eu já o conhecesse. Ele não era tão obcecado por mitologia grega igual a mim. Mas sabia muito mais do que eu. Ele não falava tanto sobre os heróis, ou até mesmo os monstros. Ele se fascinava com o Mundo Inferior. Um lugar, que na mitologia grega, era para onde os mortos iam.

Mesmo ele se fascinando por coisas tristes assim, acabei me fascinando com ele. Ele me entendia. Gostava de mitologia grega. Seus pais também haviam morrido. E sua irmã. Ele sabia a dor que eu sentia em perder um ente querido.

Mas com ele falando tanto sobre o submundo, eu cheguei a pensar em fazer como Orfeu. Ir para lá, e resgatar meus pais da escuridão da morte. Se eu sou louca? Pode-se dizer que sim. Mas as melhores pessoas são assim.

Eu e Nico havíamos nos tornado muito amigos. Sempre juntos.

Então em uma noite, quando estávamos em meu quarto, resolvi contá-lo sobre minha idéia maluca de ir buscar meus pais. Ele não pareceu surpreso. Nem me chamou de louca. Simplesmente deu um sorriso, e não disse nada.

Achei que havia perdido minha única amizade naquela noite. Mas no dia seguinte, lá estava ele novamente. Chamando-me à porta.

– O que houve? – perguntei a ele.

– Bom, não posso mais chamar minha amiga para dar uma volta? – riu ele.

– Achei que tivesse me achado maluca, por ontem – disse, convidando-o para entrar.

– Ah, sobre isso... – ele se conteve um pouco, mas prosseguiu – precisamos conversar.

Fomos até o quarto. Nico parecia não querer que ninguém escutasse. O que era estranho.

– Então... – comecei – O que queria falar?

– Tenho uma coisa para te contar.

– Fale. – disse, sorrindo.

– Bom – começou ele – Desde que nos conhecemos, você queria saber sobre meus pais, não é?

– Sim.

– Pois, bem – continuou – Vou te contar quem é ele de verdade.

E continuou. A cada palavra eu não conseguia acreditar que era verdade. Mas mesmo assim parte de mim acreditava. Parte de mim dizia que tudo aquilo era verdade.

Ele me contou que o pai dele era Hades. O deus dos mortos. O rei do Mundo Inferior. Irmão de Zeus e Poseidon.

E o que tudo isso quer dizer? Que Nico era um semideus. Como os heróis das antigas histórias. Como Hércules, Aquiles, Perseus, entre outros.

Quando ele terminou de contar, eu não sabia mais que reação ter. Ou o que estava sentindo. Ele me observou como se tentasse ler meus pensamentos. E descobrir se eu estava realmente acreditando. E isso nem eu mesma sabia.

– Então, quem é o louco agora? – perguntou ele.

Eu fiquei sem palavras. Mas mesmo que uma parte de mim falasse que ele era louco, a outra parte me fazia encantar-se mais por ele. Nico continuou observando-me. Aqueles olhos negros estavam começando a me assombrar.

Mas ai uma imaginação – que no começo parecia inútil – veio em minha mente. Se Nico era o filho do deus dos mortos – que na mitologia grega eram os únicos além de Hades que podiam sair e entrar no submundo, sem problemas –, ele poderia me levar até o Mundo Inferior. Até os meus pais. Mas que idéia inútil, Sophia, pensei. Mas mesmo assim eu não consegui me controlar.

– Quer dizer que... – tentei dizer, mas estava muito atônita para continuar.

– É que sobre o que disse ontem – disse ele, acho que tentando fazer o assunto não acabar assim. – Eu queria dizer que você pode ir ao Mundo Inferior, mas... – ele se conteve.

– Mas...? – questionei.

– Mas é muito perigoso. Mesmo eu sendo filho de Hades. Se ele não me deixou salvar mamãe, ou minha irmã, provavelmente não te deixará salvar seus pais. E tem mais uma coisa que queria te contar...


Notas finais
gostaram?? ^^ deixem reviews.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.