Entre Sangue e Feitiços
12 Capítulo 12 - Fly
Notas iniciais
Vocês são umas divas que deixam a minha vida mais alegre com cada palavra de carinho. Thanks!
Obrigada "Saah Salvatore" epla magnifica recomendação, eu vim postar e acabei de ver. Esse cap vai dedicado pra vc.
Boa Leitura a todos ^^
Música Tema e Trilha sonora: Fly — Nickelback
POV — Damon Salvatore
Não era preciso ser um gênio pra saber que quem matou aquele vampiro foi Klaus ou algum aliado dele. Provavelmente pra que Albert não nos contasse nada. Inusitadamente eu apressei meus passos pra fora daquele lugar controlado pela preocupação.
– Damon o que foi? – Rick perguntou correndo pra me alcançar.
– Temos que voltar. – disse abrindo a porta do carro e entrando nele.
– Acha que quem matou Albert ainda está aqui? – perguntou entrando no carro também.
– Não sei. – respondi dando partida no carro – Mas com certeza foi obra de Klaus e se eu estiver certo, ele já sabe onde estamos e Bonnie e Elena estão correndo perigo.
Ele assentiu enquanto eu dirigia infringindo todos os limites de velocidades e ultrapassando todos os sinais vermelhos que apareciam em minha frente. Nunca os respeitei de qualquer jeito.
POV — Bonnie Bennett
– STEFAAAANNN! – Elena chamou o vampiro que estava no andar de baixo.
Depois que Rick e Damon saíram, nos duas subimos ao quarto que Elena dividia com Stefan e começamos a conversar, eu estava com o grimório de Emily e queria testar um novo feitiço.
– O que houve Elena? – ele perguntou entrando.
– Aquela janela tá emperrada, abre pra mim.
– Mas... – ele olhou lá pra fora franzindo a testa – Tá frio.
– Mas é que eu tô achando aqui um pouco abafado, só quero um pouco de ar, daqui a pouco eu mesma fecho.
Ele assentiu e foi até a janela pra abri-la. Elena sentou ao meu lado e olhou pra mim esperando eu começar. Respirei fundo me concentrando no feitiço que li no grimório da Emily. Stefan tentava desemperrar a janela, sem quebrá-la, mas parou e passou a mão direita na cabeça.
– Tudo bem Stefan? – perguntou Elena.
– Sim, é só... – ele não terminou, passou novamente a mão na testa.
– Está se sentindo mal? – ela perguntou novamente.
– Mais ou menos. É só um desconforto.
Elena revirou os olhos até mim.
– Não tá funcionando Bonnie.
– É eu vi. – falei soltando ar de meus pulmões – Acho que tenho que me concentrar mais.
– Ou praticar mais. – ela sugeriu.
– Não tô entendendo essa conversa. – Stefan falou cruzando os braços.
– Bonnie me contou que tentou derrubar Damon, mas não conseguiu, ele disse que Katherine contou como ser imune a esse feitiço. Então esse desconforto que você sentiu, foi a Bonnie tentando um feitiço novo. – Elena explicou.
– Estavam me usando como cobaia? – ele descruzou os braços rindo.
– Desculpe. – murmurei envergonhada, mas me atrevi a perguntar – O que você sentiu?
– Não senti dor. Foi como eu disse, um incômodo, mal-estar. Como se eu estivesse com uma ressaca pequena. – ele disse.
– É, acho que tenho que praticar mais. – conclui.
– Eu não me importo em servir de cobaia, se isso for ajudar em alguma coisa.
– O feitiço que estou tentando fazer causa o mesmo efeito que o Dispositivo Gilbert que o John usou pra capturar os vampiros da tumba em Mystic Falls. – expliquei.
– Nas mesmas proporções que o dispositivo? Todos os seres sobrenaturais num raio de 5km? – ele perguntou parecendo interessado.
– Não exatamente. Em um lobo ou em um vampiro específico. Se eu me aperfeiçoar consigo projetar esse efeito na cabeça deles e derrubá-los. Como Klaus é os dois isso pode ser bem útil em alguma ocasião.
– Entendi. – ele se aproximou e sentou na beirada da cama a minha frente – Pode continuar então.
Eu assenti voltando a me concentrar.
– Bom, então eu acho que vou buscar um suquinho. – Elena falou indo até a porta.
Olhei Stefan concentrada, executando o feitiço que tinha lido no grimório. Acho que nem se passaram cinco minutos e ouvi o barulho alto da porta do quarto sendo aberta e Damon entrou parecendo desesperado seguido por Rick, que não parecia tão desesperado quanto o primeiro.
– Você está bem? – Damon perguntou me puxando da cama, me pôs de pé brutalmente e segurou meus braços me examinando.
– O que você tá fazendo? Tá me machucando. – o empurrei irritada sem entender sua ação.
– O tal Albert que fomos procurar foi morto e eu tenho certeza que foi obra de Klaus. – ele falou virando pro Stefan.
– Calma, Damon. – falou Stefan, levantando da cama – Porque está tão alterado?
– Ele sabe onde estamos, não adiantou nada sairmos de Mystic Falls.
– Ficar alterado não vai adiantar nada. – o Salvatore mais novo repreendeu o irmão.
Damon respirou fundo e perguntou. – Sabe o que isso significa Stefan?
– Sei, sei sim.
– Cadê a Elena? – Rick perguntou ao notar a falta dela.
– Ela tá lá embaixo na cozinha. – respondi – Tá tudo bem, nada de ruim aconteceu aqui. – falei calma para tranquilizá-los.
Rick suavizou sua expressão, antes preocupada, e assentiu. Elena entrou pela porta segurando uma bandeja com três copos de suco que seriam para ela, Stefan e eu. Ela pousou a bandeja na comoda perto da cama e depois olhou Damon e Rick.
– E aí? O que descobriram com o Albert? – perguntou me entregando um dos copos com suco.
– Nada. – Alaric respondeu – Ele foi morto e achamos que isso foi obra de Klaus.
– Mas então Klaus sabe onde estamos. – ela concluiu com a voz espantada.
– É provável. – Rick concordou.
– E agora, o que agente faz? – ela perguntou mas ninguém disse nada.
Abaixei meu olhar pro chão. Senti que parte da culpa de estarmos naquela situação era minha porque fui eu que opinei para sairmos de Mystic Falls. Damon tinha razão quando disse que saímos de lá pra nada, e pra completar eu não conseguia falar com Elly ou com minha avó desde o episódio no avião. Talvez elas pudessem me dizer o que fazer se eu conseguisse me comunicar, mas não estava conseguindo.
– Vamos dar um jeito. Sempre damos. – Damon disse calmo, depois direcionou seu olhar a Stefan e depois pra mim e depois pra Stefan de novo – O que estavam fazendo antes de a gente chegar aqui?
– Que bom que tocou no assunto. – Stefan falou levantando. – Bonnie nos contou que Katherine te ensinou a como não deixar uma bruxa te derrubar. Tem que nos dizer como se faz?
– Pra ela aprender outro feitiço pra me derrubar? Sem chance! – ele revirou os olhos.
– Vou aprender do mesmo jeito. – dei de ombros.
– Damon, isso é sério. – Stefan tentou outra vez convencer o irmão – Temos que estar preparados pra tudo.
Damon continuou a fazer pouco caso de nos contar e Stefan continuou a encará-lo insistindo com o olhar até que pareceu desistir e passou a mão direita pelo rosto respirando pesadamente, mas de repente ele voltou a olhar Damon, só que de maneira diferente de antes.
– Que anel é esse que está usando? – Stefan perguntou olhando a mão esquerda de Damon onde notei um anel diferente em seu indicador, parecia coisa de bruxa. Damon não respondeu. – Damon? – Stefan insistiu autoritário dessa vez.
– Katherine me deu, ela disse que bloqueia o feitiço que a Bonnie usava pra queimar meus miolos! – Damon falou vencido fazendo uma careta de desgosto.
– E porque não queria contar? – Stefan continuou interrogando – Estamos todos juntos nessa, Damon. Se você descobre alguma coisa que nos dê alguma vantagem sobre Niklaus precisa contar. E se ele tem um anel desses?
Damon bufou.
– Se tem alguma coisa nos dá vantagem sobre Klaus é saber como matá-lo e não fazê-lo ter dor de cabeça.
– Bonnie está trabalhando nessa parte.
– Na verdade temos um problema. – interrompi apreensiva – Eu esperava que Elly fosse me ajudar no que fazer, mas faz um tempo que não consigo nenhum tipo de conexão com ela.
– Como... assim? – Elena perguntou confusa – O que isso quer dizer?
– Simples! – enchi meus pulmões de ar antes de continuar – Eu esperava que Elly fosse me ajudar com o que fazer, mas não consigo mais falar com ela de jeito nenhum, mesmo lendo o grimório de Emily eu não sei o que fazer, porque ela não ensina como matar um hibrido. Damon tinha razão, saímos de Mystic Falls pra nada.
– Não. – disse Damon – Saímos de Mystic Falls pra achar uma alternativa, e é isso que vamos fazer. A responsabilidade de acabar com Klaus não é toda sua, como disse Stefan, estamos todos juntos nessa e vamos achar uma maneira.
– Ele tem razão Bonnie. – Elena me sorriu amigável – A culpa não é sua. A responsabilidade não é sua. Não precisa se sentir pressionada. Klaus ia nos achar mas cedo ou mais tarde se é esse o objetivo dele.
– Certo. – concordei forçando um sorriso, mas ainda assim eu não deixava de pensar que a culpa era minha.
Um por um foi deixando o quarto, até que eu também sai. Resolvi tomar um banho quente, apesar de dentro da casa estar confortável, olhar pra fora e ver a neve caindo lentamente me fazia achar que eu estava congelando. Liguei o registro da banheira, regulando a água em temperatura bem quente, coloquei alguns sais de banho até formar um pouco de espuma, me despi e mergulhei meu corpo todo na banheira cheia de água, deixando só minha cabeça pra fora. Fechei os olhos relaxando meu corpo, a água quente relava meus músculos e minha respiração. Aos poucos adormeci. Acordei com batidas insistentes na porta do banheiro, Elena chamava meu nome repetidas vezes. Não respondi logo, olhei minhas mãos e vi que meus dedos estavam todos enrugados, provavelmente eu fiquei bastante tempo ali.
– O que foi Elena? – perguntei ainda com a voz embriagada pelo sono.
– Você tá bem Bonnie? – ouvi ela perguntar enquanto eu saia da banheira e pegava uma toalha pra me secar.
– Sim. Porque?
– Você tá aí quase três horas. Pensei que tinha morrido afogada.
Enrolei uma toalha no meu corpo e outra em meu cabelo e abri a porta.
– Não morri. Eu dormi. – mostrei meus dedos enrugados e passei por ela no corredor indo pro meu quarto. Ela entrou atrás de mim e fechou a porta. Fui até o guarda roupa e escolhi uma coisa simples pra vestir e coloquei em cima da cama, voltei ao guarda roupas procurando o secador pra secar meu cabelo.
– A gente vai sair, veste algo melhor. – falou olhando a roupa que eu havia posto em cima da cama.
– A gente vai sair com Klaus solto por aí? – perguntei franzindo o cenho.
– Pois é, a vida continua. E se ele quisesse pegar a gente já teria tentado algo, mas ainda estamos aqui então...
– Então vamos jogar na cara dele que não estamos nem aí. – completei.
– Não foi o que eu quis dizer. – ela revirou os olhos.
– Eu sei. – disse rindo – O que acha? – falei abrindo o guarda-roupa pra que ela me ajudasse a escolher o que vestir – Pra onde vamos mesmo?
– Rick sugeriu a "Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno". – falou tirando algumas peças de roupa e jogando na cama.
– Ou vi falar que é bem legal. – comentei lembrando do que o homem que conheci no avião, Elijah, tinha me contado.
– E adivinha qual vai ser a banda de abertura? – perguntou.
– Nem faço ideia. – falei olhando as roupas que ela tinha escolhido pra eu usar.
– Black Eyed Peas. – respondeu animada.
– Ugh! – disse fazendo uma careta.
– Que foi? Eu adoro eles. – ela me repreendeu – Mas se serve de consolo, o tal do Jesse McCatery vai cantar lá também. Sei que você curte ele.
– É McCartney. – a corrigi.
– Tanto faz. – deu de ombros – Vai se vestindo, eu já volto.
Ela saiu do quarto e eu comecei a vestir a roupa que ela tinha separado. Liguei o secador e comecei a secar meu cabelo. Depois de seco eu penteei e ela finalmente voltou, reparei que ela segurava um par de sapatos que não eram meus, na mão. Eram dela.
– Toma. – falou estendendo eles pra mim.
– Quer que eu use isso?! Esse salto é assassino!
– Bonnie, deixa de drama e calça logo. – ela ordenou.
– Ok. – concordei revirando os olhos.
Calcei os sapatos que ela me deu e por sorte não perdi o equilíbrio ao descer as escadas depois que já estava pronta, acho que de tanto ela e Caroline me obrigarem a usar saltos eu já estava pegando o jeito. Rick, Damon e Stefan estavam ao lado de fora nos esperando ao lado do carro de Damon. Antes que qualquer um se prontificasse a dirigir eu lembrei da última vez que sentei ao lado de Stefan e Elena.
– Eu dirijo! – falei me apressando pra entrar primeiro no carro.
– Nem pensar. – Damon agarrou meu braço – Imagina se eu vou deixar você dirigir meu carro. Eu dirijo. E... – ele me olhou rapidamente de cima a baixo – Gostei dos seus sapatos, são sexys.
Apesar de ter ficado chateada por não poder dirigir, eu não pude evitar um sorriso pelo elogio dos sapatos. Eu desfiz o sorriso bem rápido pra ele não perceber e agradeci Elena mentalmente. Fiquei contente por Rick ter sentado atrás ao lado do Stefan e da Elena, assim eu não tive que segurar vela pra eles dois.
No High Park onde seria a abertura oficial do evento, Damon parou o carro. O lugar estava lotado, o sol estava se pondo e o céu tinha um tom violeta e alaranjado. Eu caminhei com os outros pelo park, no meio da multidão e vi um rosto conhecido, era o cara do avião, Elijah. Ele estava parado um pouco longe, vestia roupas formais pretas e usava um sobretudo por causa do frio. Ele virou o rosto em minha direção e me viu, eu sorri pra ele fazendo um pequeno aceno com a mão e ele acenou de volta.
– Conhece? – Damon perguntou examinando Elijah.
– Sim, ele é bem legal.
Damon fez silêncio por alguns minutos ainda olhando o homem que agora caminhava até uma barraca de comida.
– Não gosto dele.
– Porque isso não me surpreende? – Rick perguntou a Damon, se juntando a nossa conversa – Você não gosta de ninguém que não conhece. Mas eu gostei do cabelo dele. – Rick falou rindo da cara de tédio que Damon fez.
Notas finais
Quueeeemmm curtiu?
Porque o Elijah apareceu de novo? Alguma sugestão?
Kiss, kiss! Bye bye!
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