Entre Sangue e Feitiços
10 Capítulo 10 - (You're the) Devil in Disguise
Notas iniciais
hihi' tô animada hoje, recebi outra recomendação diva *o* que me deixou super contente. BonnieFemme, capitulo dedicado a você lidja, muito obrigada *-----*
[Proibido para menores de 18 anos por conter conteúdo inadequado que as mamis e os papis de vocês me denunciariam se lessem, mas como sei que a maioria vai ler...]
Apreciem!
Música tema e Trilha sonora: (You're the) Devil in Disguise — Elvis Presley
POV — Bonnie Bennett
Não que eu estivesse com inveja, mas toda a melação de Stefan e Elena estavam me deixando tão desconfortável que eu preferia até estar sentada no colo de Damon no banco da frente do carro. De algum modo, Damon parecia nem se importar com o momento "In Love" do irmão com a garota pela qual ele tinha uma queda, o que era bem estranho pois um dia atrás ele arrumaria uma maneira de atrapalhar. Ric também apenas dirigia nem se importando. Claro. Não eram eles quem estavam ao lado do casal. Fiz uma nota mental para ir dirigindo na próxima.
Finalmente chegamos a tal casa que Ric providenciou para que ficássemos durante o tempo que permaneceríamos em Toronto, não parecia ser grande, apenas o suficiente pra vivermos por um tempo. Ric estacionou o carro em frente e descemos todos. Alaric se dirigiu a mulher sorridente em frente a casa, que eu supus ser a dona. Junto dela havia uma garota loira de cabelos enrolados com olhar um pouco curioso, trajava um vestido preto solto até altura dos joelhos e sapatilhas da mesma cor.
– Sra. Savannah Collins, eu suponho. – Ric falou enquanto ele e a mulher trocavam um aperto de mãos.
– Sim. Essa é minha filha, Natalie.– apontou a garota – E você deve ser o Sr. Alaric Saltzman. – ela disse e me forcei pra não rir do modo como ela pronunciou o nome dele errado.
– Apenas Rick. – ele sorriu gentilmente – Estas são Elena e Bonnie, e aqueles são Stefan e Damon. – nos apresentou – Podemos entrar?
– Ah, claro. – ela sorriu abrindo a porta.
Ela e a garota entraram, em seguida foram Ric, Elena e Damon, mas quando Damon tentou passar, ele simplesmente não conseguiu. Eu que estava logo atrás de Stefan soltei uma risadinha, Elena e Alaric se viraram percebendo o inconveniente com o vampiro.
– Sr. Collins. – Elena chamou – Essa casa pertence a senhora?
– Podem me chamar de Savannah. – a mulher respondeu gentil – Sim, a casa é minha. Morávamos aqui, meu marido, minha filha e eu. Mas mudamos pra uma casa mais perto do colégio da Natalie. A casa ficou vazia até agora.
– Ah, sim. – Elena respondeu olhando Stefan.
– Vou mostrar o resto da casa, vocês não vem? – Savannah perguntou olhando Damon, Stefan e eu que continuávamos do lado de fora.
– Ah, com certeza. Estou ansiosa pra conhecer os outros cômodos. – passei na frente de Damon e entrei – E vocês garotos?
Damon me olhou com os olhos cerrados.
– Acho que vamos esperar aqui fora.
– Entendo. – sorri.
A garota abriu as cortinas e janelas da sala deixando o ambiente bem iluminado. Rick olhou em volta parecendo gostar, e eu também gostei, Elena só parecia preocupada com os vampiros que não podiam entrar.
– Temos que arranjar um jeito de fazê-los entrar. – Elena comentou.
– Ficar livre de vampiros por um tempo não parece legal pra você? – perguntei me divertindo.
– Bonnie! – ela repreendeu.
– Ok, Elena. – bufei.
Rick e Savannah falavam sobre alguma coisa, provavelmente sobre o aluguel da casa. Natalie estava sentada em um dos sofás e mexia em algo no celular. Eu a chamei e ela olhou na mesma hora.
– Será que pode me fazer um favor?
– Com todo prazer. – ela respondeu prestativa se aproximando.
– É que nossos amigos são da Bélgica e lá eles só entram na casa de alguém se receberem um convite formal do dono porque se entrarem sem serem convidados, o ato é considerado um insulto ao proprietário. Eles ainda não estão acostumados com nossos costumes. Será que você podia convidá-los para que pudessem entrar? – perguntei simpática.
– Será um prazer ajudar, o que eu tenho que dizer? Tem uma fala que é tradição ou algo assim?
– Ah, você só precisa dizer para que entrem, tipo "entrem por favor". – disse Elena.
– E isso é um convite formal? – perguntou franzindo a testa.
– No país deles, é. – Elena afirmou.
– Tudo bem, então. – Natalie disse indo até a porta.
– Bélgica? – riu Elena.
– Foi a primeira coisa que me veio a cabeça. – respondi seguindo-a até a porta.
Os vampiros estavam ao lado de fora, porém bem perto da grande porta de madeira. Quando aparecemos perto deles, ambos nos olharam. Natalie os convidou a entrar, ela sempre sorria no entanto quando Damon entrou e lhe sorriu dizendo um "Obrigado docinho", o sorriso dela se desfez e ela respondeu "Odeio que me chamem de docinho". Stefan riu abafado da cara do irmão, a cena foi engraçada.
– Existe alguém que resiste ao seu charme, afinal. – falei enquanto seguíamos Rick e Savannah até a cozinha.
– Deve ser lésbica. – ele afirmou.
Revirei os olhos e aproximei-me de Rick enquanto Sra. Collins nos mostrava a casa. No andar de baixo ficavam a sala, cozinha, um quartinho que servia de deposito e um banheiro. O andar de cima tinha uma suite, dois quartos de casal e um banheiro. Gostei bastante da casa, era bem arejada, iluminada, aconchegante e já estava mobiliada.
Quando Alaric assinou os papéis do aluguel e Sra. Collins e a filha foram embora, todos começamos a arrumar nossas coisas. Elena e Stefan ficaram com o quarto que era suíte, Rick resolveu que ele e Damon dividiriam um dos quartos restantes, então escolhi o menor quarto por ser minoria, mas ainda assim achei o quarto grande só pra mim.
A noite Stefan pediu alguns tacos pra que os humanos comessem, ele tinha sua dieta de coelhinhos e Damon seu estoque de sangue. E eu teria que me acostumar com Damon passeando pela casa com um copo de sangue humano, na melhor das hipóteses, quando não fosse uma universitária. No fim da noite, quando tudo já estava organizado, tomei banho e vesti uma camisolinha branca pra dormir, peguei meus grimórios e deixei-os em cima de uma poltrona perto da janela. Eu os leria no dia seguinte e tentaria achar uma saída pra isso tudo. Apaguei as luzes, deitei e me cobri.
Eu detesto essas horas quando me deito pra dormir e o sono não vem, sempre fico pensando em tudo, em como poderia ter feito algo diferente, que se pudesse voltar ao passado teria feito de outro jeito ou teria feito melhor. No final das contas eu sempre refletia sobre essa coisa de magia e aquele outro nome com "v".
Bufei jogando as cobertas pro lado, sentei na cama, acendi a luz do abajur e passei a mão pelo cabelo. Fitei o escuro sem nada pra fazer, de repente ouvi um ranger de madeira muito baixo, apertei o lençol da cama entre meus dedos quase com medo. Eu já contei que sou muito medrosa? Acho que não deveria ter assistido a todos aqueles filmes do Freddy Krueger quando tinha 13 anos. Vi a maçaneta de metal da porta de meu quarto virar e a porta se abrir lentamente. Respirei aliviada quando vi Damon colocar a cabeça pra dentro do quarto e joguei meu corpo na cama, sorrindo.
– Obrigado Senhor. – falei de olhos fechados.
– Uh, estava me esperando. Isso é bom. – falou e senti ele se sentar ao meu lado na cama. Abri os olhos e o encarei.
– Não estava te esperando. Estava agradecendo a Deus que era você e não o Freddy Krueger.
– Freddy Krueger? Estava com medo de um personagem fictício? Deveria ter mais medo de mim, eu sim posso te machucar. – falou com um sorrisinho de lado me encarando nos olhos e deslizou sua mão lentamente por minha barriga.
– Eu acabo com você rapidinho Damon. – falei ignorando seus assédios.
– Eu conheço você, Bonnie. – falou inclinando seu corpo sobre o meu, sua voz se tornando cada vez mais melodiosa – Você é do tipo que ladra mas não morde. – disse e deu uma mordidinha no lóbulo da minha orelha. Respirei fundo, controlando os arrepios que tomaram conta do meu corpo.
– O que veio fazer aqui Damon?
– Estava sem sono. E... temos coisas pra terminar. – fechei os olhos sentindo sua mão direita percorreu um pouco abaixo de meus seios por cima do tecido da camisola.
– Sério que você veio aqui pra uma proposta indecente dessas?
– Não se faz de difícil agora. – sussurrou no meu pescoço, bem próximo ao meu ouvido – Quase aconteceu duas vezes hoje.
Então sua mão finalmente tocou meus seios, ele acariciou levemente e não consegui me afastar (nem queria). Mordi o lábio inferior abafando um gemido que cortou minha garganta. Abri os olhos e o vi me olhando com um sorriso safado no rosto, ele aproximou a boca da minha e desejei beijá-lo ferozmente, mas Damon desviou seus lábios dos meus e fez uma leve trilha de beijos da minha bochecha a minha orelha.
– Se quiser manter em segredo é melhor ser silenciosa. – sussurrou outra vez, próximo ao meu pescoço.
Arfei com sua mão ainda acariciando calmamente meus seios por cima do tecido. Ele aproximou seu rosto do meu e passou a língua por cima dos meus lábios. Fechei os olhos esperando um beijo que não veio. Em vez disso, sua língua desceu por meu pescoço e seguiu para minha clavícula, senti seus dentes se arrastarem por aquele local e puxarem levemente minha pele. Ele voltou à minha boca, passando a língua por cima de meus lábios apenas me provocando.
Segurei sua nuca puxando-o para um beijo de verdade. Meu lábios capturaram os dele ferozmente em um beijo quente e cheio de desejo. Ele deitou o corpo levemente sobre o meu de modo que eu conseguia sentir tudo. Ele deslizou a mão até meu baixou ventre, abri um pouco as pernas prevendo sua ação. Seus dedos afastaram minha calcinha do lugar e começaram a estimular meu clítoris com movimentos circulares. Damon nesse momento quase enfiava sua língua na minha goela abafando meus gemidos.
Eu não me importava, desde que ele continuasse.
Parou de me beijar e desceu seus lábios até minha clavícula outra vez. Tive uma pequena impressão de que minha camisola atrapalhava em algo que ele queria, mas antes que eu pudesse tirá-la, ele a rasgou de meu corpo como se fosse um simples pedaço de papel.
– Era a minha camisola mais confortável.
Damon não se importou com meu comentário, ficou apenas fitando meu corpo com um enorme sorriso perverso. Sentou-se sobre minhas pernas e arrastou os dedos por minha barriga até o elástico da minha calcinha, em menos de dois segundos ele a arrancou do mesmo jeito que fizera com minha camisola.
– Assim eu não vou mais ter o que vestir.
– Prefiro você sem roupa nenhuma. – falou com seu sorriso apenas aumentando.
Suas mãos passearam pela lateral do meu corpo, ele inclinou-se até meus seios e sugou meu mamilo esquerdo. Arqueei minhas costas sobre o colchão sentindo sua língua fazer pequenos círculos ao redor de meus mamilos. Sua ereção era pressionada contra minha coxa, deixando-me completamente excitada enquanto ondas de prazer percorriam meu corpo sentindo seu corpo mover-se sobre o meu. Ele pressionou sua ereção contra minha intimidade dessa vez, movimentou os quadris como se estivesse investindo dentro de mim. Isso estava me enlouquecendo.
– Essas preliminares estão me matando. – consegui falar num fio de voz.
Sua boca deixou meus mamilos e imediatamente quase implorei por aquele contato outra vez.
– Mas eu ainda nem comecei. – sorriu malicioso beijando meu ventre.
Fechei meus olhos sentindo seus beijos arrastarem-se até minha intimidade, mas os abri novamente quando senti sua língua buscar espaço entre minha vagina. Arfei quando ele sugou aquela região, a sensação me fez tremer e fechar um pouco as pernas, mas Damon colocou uma mão na minha coxa permanecendo com elas entreabertas. Eu nunca havia recebido sexo oral e não sabia que a sensação era tão boa, não consegui evitar que gemidos cortassem minha garganta estando de maneira a se tornarem bem audíveis.
Mas qualquer um que reclamasse eu mandaria se foder. Se esse alguém fosse Damon, eu trocaria o "se" por "me".
Sua língua fazia movimentos rápido ao redor do meu clítoris, ora ele tentava invadir minha entrada com sua língua, ora me sugava. Eu quase revirava os olhos com tanto prazer. Minhas pernas tremiam, eu arranhava os lençóis tentando extravasar um pouco da agonia que tomava conta do meu corpo e movia o quadril contra o rosto de Damon no intenção de que ele continuasse. Eu sabia que estava perto de um orgasmo e estava me sentindo uma fraca por gozar tão rápido, mas não dava pra evitar.
Damon parou e me olhou com aquele mesmo sorriso malicioso, eu estava ofegante quase implorando pra que ele terminasse o que tinha começado, foi aí que percebi que ele iria terminar de outro jeito. Ele se afastou e tirou a roupa jogando-a no chão. Mordi o canto dos lábios olhando aquele corpo exatamente perfeito deitar-se sobre o meu, seu membro rígido foi pressionado contra minha barriga quando ele inclinou-se pra me beijar. Brincou um pouco comigo mordendo levemente meus lábios. Grunhi em reprovação e ele riu tocando seu membro em minha intimidade.
Posicionou-se direito entre minhas pernas antes de me penetrar. Ele soltou um gemido abafado enquanto deslizava pra dentro de mim. Ficou um tempo parado e então começou a investir dentro de mim rapidamente, fazendo meu corpo quase entrar em erupção a cada estocada. Seu suor misturava-se com o meu e nossos corpos se chocavam. Abracei seu corpo na tentativa de trazê-lo mais pra perto de mim, ele segurou uma de minhas pernas levantando-a, entrelacei a mesma a sua cintura facilitando as investidas que o vampiro executava.
Suas estocadas se tornaram mais rápidas, meu coração estava a mil. Sentia seu corpo tremer sobre o meu, sua respiração ofegava e mesmo seu coração estava acelerado. Sua boca sugava a pele de meu pescoço enquanto sua mão direita segurava minha perna esquerda, ainda entrelaçada em sua cintura. Minhas unhas arranhavam as costas do vampiro e eu mordia seu pescoço na tentativa de conter meus gemidos, mas parecia uma missão impossível.
Damon parecia a cada segundo querer ir mais fundo dentro de mim, suas investidas eram rápidas e intensas. Me sentia virada, agradecia a cada sensação que estasiava cada pequena parte de meu corpo naquele momento com aquele homem super gostoso e bom de sexo em cima de mim.
Larguei meus braços ao lado de meu corpo sentindo minhas pernas bambearem, no mesmo instante Damon aumentou ainda mais a velocidade e profundidade de suas estocadas, coisa que eu achava não ser possível. Eu sentia que ele estava perto, assim como eu. Suas mãos apertaram minhas pernas, minha intimidade se contraiu ao redor de seu pênis quando finalmente gozei, Damon urrou liberando jatos de seu orgasmo dentro de mim no mesmo instante. Suas investidas foram cessando até que ele parou de vez e pousou sua cabeça em meu ombro, saindo de dentro de mim.
Abracei seu corpo suado estabilizando minha respiração. Ele saiu de cima de mim e deitou ao meu lado fitando o teto por longos minutos.
– Agora é oficial. Nunca cheguei ao ápice tão rápido em toda minha vida. – anunciou chamando minha atenção.
Olhei seu rosto que estava com alguns fios de cabelo por conta do suor, e sorrir. Ele colocou a mão na minha bochecha também sorrindo e me beijou.
[...]
Acordei com vários raios de sol nos meus olhos, me amaldiçoei mentalmente por não ter fechado as janelas na noite anterior. Fitei o relógio em cima da comoda perto da cama e marcavam quase onze horas da manhã. Damon dormia calmamente ao meu lado. A porta abriu de repente e entrou uma Elena sorridente me fazendo arregalar os olhos.
– Bom dia... – ela começou mas perdeu a voz quando me viu junto a Damon na cama. Seu olhar parecia surpreso, e não era pra menos.
Ela ficou parada na porta com uma cara de que aquela cena não era real. Damon se revirou na cama puxando o lençol para cobrir sua a cabeça.
– Elena, dá pra falar baixo. E se puder fechar as cortinas, seria ótimo. – falou debaixo dos lençóis.
Notas finais
Depois de várias leitoras comentarem sobre as interrupções da hora "H" do casal Bamon, eu resolvi dar de presente a eles uma "ficada descente" já estava na hora... hehe' foi um hentai pequenininho mas acho que valeu né?
Quem gostou manda um #UP
Muuuuuuuitooooooos beeeeeijoooooss
Até mais...
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