Entre Sangue e Feitiços

21 Capítulo 21 - The Lightning Strike


Notas iniciais
Olá babies, tudo bom? Espero que sim. Curtam o capitulo =)

Um quarto completamente escuro abrigava Klaus, que não parecia nem um pouco incomodado por ter matado o pai mais cedo. Uma taça de sangue lhe ocupava as mãos, ele aproximou o nariz da borda e inalou o frescor que aquilo era para seus sentidos. Porém antes que pudesse provar de sua bebida preferida, a porta do quarto em que estava foi aberta lentamente e por ela entrou um Elijah de expressão passiva.

– Me chamou, Niklaus?

Klaus virou-se para o irmão deixando de lado a taça de sangue. Ele olhou para o chão, para a fresta de luz que entrava no quarto escuro por conta da porta entreaberta.

– Estou intrigado com sua demora, Elijah – Klaus pronuncia as palavras sombrio, ele se move pelo espaçoso quarto, como um gato que se faz de desinteressado para enganar um rato. – Me pediu tempo, mas minha paciência está esgotando. Receio que seja tão tolo a ponto pensar em trair-me.

– Me conhece bem, Niklaus – Elijah diz nobre, como sempre. – Não quebro os acordos que faço, a não ser que você o quebre primeiro, mas isso não será culpa minha.

– Pois bem, então. – Klaus sorri de forma sombria, a pouca luz que entra no quarto lhe deixa mais amedrontador. – Quero que me traga a bruxa no máximo até amanhã.

Elijah foi pego de surpresa. Ele hesitou, então sua expressão interna de negação não foi reproduzida em seu rosto. Ele na verdade não queria que ninguém morresse, o tempo que demorava para fazer o que Klaus exigia, era procurando maneiras de livrar-se do irmão. Ele nunca foi a favor da morte de humanos para o aumento do poder dos vampiros, não no sentido que Klaus queria.

Niklaus o analisa por alguns momentos, então ele decide mentalmente que deve se livrar do irmão, ou terá problemas naquilo que está tão perto de conseguir. Pobre Elijah, o quarto tem apenas uma rota de fuga, apenas a porta pela qual entro, mas agora Klaus está em frente a ela.

Mas então entrou Rebekah, linda e loira com algo sobre os ombros. Um corpo. Vivo, mas inconsciente. Elijah estava surpreso. Pelo que se lembra a irmã estava adormecida num caixão.

– É bom ver que chegou irmã. – murmurou Klaus – E trouxe o que pedi. Muito eficiente e eficaz, não concorda Elijah?!

Rebekah jogou ao chão o corpo que carregava, uma garota.

– A doppelganger. – ele reconhece.

– Irmão, – Klaus chama a atenção de Elijah para si, Klaus está sério – receio que não precise mais de você no momento.

Elijah olha para a porta. Rebekah e Klaus estão muito próximo a ela, Elijah teria que ser extremamente mais rápido do que já é para passar por ambos. Ele não demonstrou medo, tentou negociar.

– Te trago a bruxa essa noite.

– Já te dei tempo demais, Elijah. E, bem, Rebekah se fez tão mais eficaz que você. Por isso estou quebrando oficialmente nosso acordo.

No segundo seguinte Niklaus estava com o corpo de Elijah sob uma adaga, vendo o corpo do irmão empalidecer aos poucos até que estivesse adormecido.

– Traga-me a bruxa. – Ordenou a Rebekah, que foi rápida em sair de lá.



POV – Bonnie Bennett

Estremeci assustada quando um trovão estrondoso ruiu no céu. Eles sempre me assustam quando vem tão fortes e de surpresa como se tudo estivesse caindo. O céu estava desabando numa chuva sem fim que deixava tudo num clima de filme de terror. Parado próximo a janela estava Damon, a luz que vinha de fora iluminava fracamente seu semblante vago, era quase como se eu estivesse assistindo um dos filmes do Conde Drácula ao vivo. Sintam a ironia, na ironia.

– O que vai fazer quando tudo isso terminar? – murmurou dando um gole na bebida em sua mão. Ergui meus olhos para ele, me surpreendi por o copo em sua mão conter coca-cola e não álcool.

– Não entendi – murmurei do sofá onde eu estava sentada com os braços em volta de minhas pernas.

– Quando vencermos, porque vamos vencer, o que vai fazer? – ele diz e vira-se para me olhar deixando o copo de lado em cima de uma estante. – Vai terminar a escola? Fazer faculdade? Ou vai trabalhar no Grill como todo mundo em Mystic Falls?

Sua voz soa divertida na última pergunta, mas sua expressão era séria quando fixei meus olhos em seu rosto.

– Ainda não pensei nisso – admiti, respirando fundo. – Eu só estou tentando superar tudo isso, você sabe? Superar todos esses problemas, um por um, esperando que cada um deles, venha a ser o último, mas eu olho adiante e percebo “merda ai vem mais problemas”. Só espero que algum dia eu finalmente esteja livre. Então eu também lembro que sou uma bruxa e que nunca vou conseguiu me afastar realmente de tudo isso por que é algo que involuntariamente já faço parte, é algo que eu sou. E – eu faço uma pausa lançando um olhar significativo a ele –, percebo que não quero me livrar exatamente de tudo. Não de tudo.

Um imperceptível e quase nulo sorriso se formou em seu rosto apenas pra que eu soubesse que ele captou a mensagem no que eu disse.

– O que você pensa em fazer quando isso acabar? – lhe devolvo a pergunta que me fez antes. – Parece que se entedia fácil.

– De fato, me entedio fácil. – ele toma o restante de coca-cola que havia em seu copo e vira-se para mim com um sorriso torto nos lábios, aquele tipo de sorriso que diz “estou entediado agora, vamos fazer sexo e deixar isso mais interessante?”.

Os nervos de minha barriga se contraem nervosos. Como ele me deixa nervosa só de me olhar? Desde quando? Talvez sejam as lembranças de como ele é fabuloso praticando sexo, as lembranças de como maneja suas mãos tocando meus mamilos com certeza fazem meus músculos se contraírem.

Quando o olhei novamente ele batia o indicador no lábio de maneira pensativa, sexy.

– No que está pensando? – ele pergunta.

Em você, em como me toca e em como é bom de cama, meu subconsciente grita.

– Nada. – me limito a dizer.

Eu rapidamente olhei pro chão, então me pergunto por que fiz isso, não é como se ele pudesse ler meus pensamentos e mesmo que pudesse, qual o problema de saber que eu gosto de ter suas nos meus peitos? Ele provavelmente já o sabe, apenas pela maneira como reajo quando ele faz isso. Hmmm... De qualquer forma é desconcertante dizer a ele que eu estava pensando nisso.

– Bonnie... – sua voz me chamou, estava baixa e rouca. Quando ergui meus olhos ele estava muito próximo, ofeguei com a proximidade entre nós e apertei ainda mais meus braços ao redor de meus joelhos. – No que está pensando? – sussurrou, ele virou minhas pernas para o outro lado do sofá suavemente de modo que fiquei de costas para ele. Eu não resisti em nenhum momento. – Eu posso imaginar. – murmurou contra minha nuca. Seu nariz se arrastou por minha pele, descendo por meu pescoço até meu ombro e subindo suavemente outra vez. Ele inalou perto de minha orelha e senti seu hálito em meu lóbulo. Minha respiração se tornou difícil.

Seus dedos deslizam por meus braços, meu pelos se ouriçaram enquanto ele beijava e lambia meu pescoço. Eu controlo meu corpo para não se retorcer como ameaça querer fazer. Damon é provocadoramente bom no que está fazendo.

Suas mãos agora passeavam por minha barriga por cima da blusa que estava vestindo. Minhas costas estavam apoiadas em seu peito. Ele colocou as pernas entre as minhas, pressionando-as de modo que eu não conseguia movê-las, ou fecha-las.

Um por um ele desabotoou os botões de minha blusa. Seus lábios ainda arrastando por minha nuca, eu estava petrificada, apenas esperando e querendo suas ações.

– Você cheira tão bem, Bonnie – ele murmurou contra meu pescoço enquanto terminava de desabotoar o último botão de minha camisa. – Está tão quente. – sua mão arrasta por minha barriga em direção aos meus peitos – E, oh, não está usando sutiã.

Eu arfei e de súbito arqueei minhas costas, pressionado os seios em suas mãos assim que ele os tocou. Suas mãos os capturaram como conchas, meus mamilos enrijeceram.

– Aposto que está molhada. – ele sussurrou. Eu ofeguei sentido o espelhar de suas ações em minha intimidade que estava úmida exatamente como ele disse e pulsava, querendo-o. Pressionei ainda mais meus seios de encontro a suas mãos, eles estavam endurecidos e queriam mais contato.

Senti a sua ereção às minhas costas, isso me fez gemer. Damon pressionou meus mamilos com os indicadores, seu rosto estava enterrado em meu pescoço, minha respiração estava pesada, minha barriga se movia para cima e para baixo. Oh Deus, eu estava absurdamente excitada!

– Damon... Eu q-quero – gemi, minha voz estava falha.

– O quê Bonnie? – ele sussurrou atrás de minha orelha, passando os dentes por meu lóbulo.

– Eu quero... – repito o que consigo, estava incapaz de formar um pensamento ou frase coerente.

– O quê Bonnie? Como vou saber o que quer se não diz? – ele fala pra me provocar, pois sabe exatamente o que quero. Na verdade, pra me ver implorar.

Mas como estava incapaz de formar um pensamento...

– Quero você... – eu disse, minha voz estava muito baixa – Quero que transe... comigo.

– Bem, – ele murmurou – não quero transar com você Bonnie.

O quê?

– Eu... posso sentir você. Está duro! – afirmei – Sei que quer.

– Só porque estou duro não implica que eu queira isso Bonnie.

Suas mãos se retiraram de meus seios repousando-se em minhas pernas, eu fiquei estática, perplexa. Eu o queria de volta, queria suas mãos exatamente onde estavam minutos antes. Que porra está acontecendo? Porque ele não quer? Damon está negando sexo?

– Sabe o que quero? – perguntou-me sussurrando.

– Não. O quê? – eu respondi empurrando meu traseiro em sua ereção e senti seu sorriso no meu pescoço, seu corpo estremeceu e tive certeza que ele se controlou para não gemer.

– Eu quero te fazer gozar sem usar o meu Little Damon. Aposto que consigo.

Eu mordi o lábio. É assim que ele o chama? Little Damon? Bom, eu queria o Little Damon em mim e eu já o tinha visto e podia afirmar que não era little.

– Damon... – gemi quando senti suas mãos outra vez em meus peitos. – Por favor. – eu não acredito que estava implorando.

– Shhh – ele murmura – Não me tente, Bonnie. Ou eu vou querer te mostrar sexo vampiresco que não sei se vai aguentar. – sua voz estava rouca, baixa, sensual. Muito sensual.

Sexo vampiresco, ele disse. Hmmm, a ideia me agrada por que nesse momento eu só quero tê-lo dentro de mim...

Seus dedos rodeiam meus mamilos vagarosamente e os beliscam forte. Eu gemi com o prazer e dor daquilo. Damon caminhou uma mão para baixo em direção de meu ventre. Brincou com a borda de meu jeans, passando os dedos por debaixo do cós e desceu com o zíper se certificando de que fazia o maior contato possível de sua mão em minha virilha.

Ele empurrou um pouco minha calça, me movi ajudando-o a tirá-la, mas ele não a tirou completamente, deixou-a parada apenas lhe dando visão da minha calcinha. Seus dedos me acariciaram por sobre o tecido. Eu ofeguei fortemente.

– Sabia que estaria úmida. – murmurou contra minha nuca, eu parei de respirar por alguns segundos quando sua mão se assanhou para dentro de minha calcinha. – Isso está me atrapalhando. – ele sussurrou, então seus dedos forçaram o tecido e ele a jogou no chão, perto de nós.

Sua mão esquerda ainda se ocupava no meu peito quando rodeou meu clitóris com a outra. Meu corpo todo estremeceu. Merda! E eu não podia nem mover meus quadris ou pernas, pois ele as tinha imobilizado. Ele inseriu um dedo em mim e oh meu Deus! A sensação ardia meu copo inteiro, profundamente, transbordando êxtase.

Os nervos de minha barriga e de meu corpo inteiro se irradiam. Ele me penetrou um segundo dedo, foi uma sensação sublime, agonizante. Eu joguei minha cabeça para trás, gemendo. Minhas pernas começam a tremer. Oh, não. Tão rápido. Damon move os dedos dentro de mim, para dentro e para fora, dentro e fora, repetidas vezes, enquanto meu desejo quente e pesado invade através de minha corrente sanguínea.

Uma de suas mãos não estava mais em mim, eu a senti em minhas costas, ele estava se tocando. Me tocando e se tocando.

– Porra, Damon! – eu gemi, então me desfiz em seus dedos, com a sensação de alivio me dominando e dominando cada parte do meu corpo. Os tremores do orgasmo me consomem. Eu estava flutuando mergulhado em um lugar onde não há realidade ou fantasia, com minha cabeça pousada para trás, ele me beijou os lábios.

Eu mirei seus olhos, admirando-os por segundos, minutos, não sei ao certo. Então ele moveu a mão em direção ao rosto e quando eu percebi o que ele iria fazer meu rosto se tornou em cor vermelho-escarlate. Oh, ele estava com os dedos nos lábios, na boca. Os dedos que estavam em mim! Ele estava mesmo fazendo isso? Oh, ele estava.

Eu me remexi no lugar até estar livre das pernas de Damon que estavam imobilizando as minhas e quando dei por mim já estava sobre ele no sofá, sentada em sua barriga, enquanto a cabeça dele ia de encontro ao braço do sofá, com força.

– Au! – ele fez uma careta.

Movendo um pouco o quadril eu aproximei meu traseiro de sua ereção, mas sem realmente chegar lá. Ele inspirou tensamente, ansiando com antecipação. Seus olhos estavam quentes me olhando com algum tipo de pensamento erótico, através daquele azul eu podia ver sua excitação, ele era bem real próximo ao meu traseiro.

Sua mão se prendeu em meu cabelo trazendo-me de encontro aos seus lábios macios, que capturaram os meus com firmeza e audácia, serpenteando sua língua ávida pela minha boca, me deixando praticamente sem fôlego algum. Mas tão cedo quanto começamos, fomos interrompidos pelo som da campainha.

Damon grunhiu, ele esticou as pernas em hesitação e fechou os olhos, bufando.

– Coitus Interruptus¹, essa é uma das piores pragas.

Eu ri.

– Não imaginava que conhecia latim.

– Ficaria surpresa com meu conhecimento Senhorita Bennett. Tenho mais de 150 anos, o que acha que fiquei fazendo esses anos todos?

– Festas, orgias, quer uma lista Sr. Salvatore? – não consegui manter o sarcasmo longe da minha voz. – Além do mais, não me surpreende que você saiba o significado dessa expressão.

Ele arqueou uma sobrancelha e apertou os olhos pra mim. A campainha tocou novamente, com certeza eram Lex e Jasmine, eu havia ligado para eles.

– É melhor você atender a porta. – ele disse.

Levantei e arrumei minha roupa, eu estava um pouco suada, mas não tinha tempo para um banho. Damon sentou no sofá e colocou uma almofada sobre o colo, pra cobrir a ereção. Ele colocou uma perna debaixo da outra, jogou as costas contra o sofá e ligou a TV pra fingir que nada estava acontecendo, estávamos apenas assistindo TV antes de minha prima e seu namorado chegarem.

– Pense em coisas broxantes – aconselhei Damon. – Oi – eu sorri para os dois ao abrir a porta.

– Boa noite – Lex me cumprimentou e sorriu formalmente.

– Entrem.

Lhes dei espaço para que entrassem, Damon sorriu pra eles mas não levantou do lugar, ambos sentaram no sofá vazio da sala e eu sentei ao lado de Damon.

Hm, como é que eu ia explicar sobre isso? Eles iriam pensar que é brincadeira, "ei Lex, preciso de um pouco do seu sangue pra matar um hibrido com uma espada que você forjou em uma de suas vidas passadas, mas antes tenho que fazer um ritual de bruxaria contigo porque o seu sangue super poderoso não estará muito forte se você não tiver consciência de quem é",

– Tudo bem? – Jasmine perguntou arqueando uma sobrancelha para mim – Você parecia preocupada no telefone.

– Foi porque tentaram atirar na gente, mas Bonnie conseguiu parar as balas com seus poderes de bruxa. – Damon disparou sem rodeios – Temos certeza que foi por causa de um híbrido que quer matar a melhor amiga da Bonnie num ritual de magia negra com ajuda da Bonnie porque ela é a última bruxa da linhagem que pode quebrar o encanto que não o deixa ser completamente hibrido. Só conhecemos um jeito de matar esse cara e isso requer o sangue do Lex que não sabe mas é o Lord dos Sangues. A Bonnie me contou que o seu sangue é muito poderoso. – eu o olhei perplexa quando ele parou de falar, tive quase certeza que meu queixo estava no chão.

– Hã? – Jasmine perguntou fazendo uma careta de incredulidade.

– Nossaaaa! Você seria um ótimo contador de história. – Lex disse sorrindo, seus olhos brilhavam de admiração. – Sério cara, você tem uma criatividade incrível, tem talento pra ficção.

Damon revirou os olhos até mim, impaciente. Revidei com um olhar de "O que você queria?".

– Olha, Lex. – falei voltando minha atenção a ele –, lembra que me disse que tinha sonhos estranhos com vampiros, bruxas e tudo mais? – ele assentiu, ainda sorrindo, parecia impressionado com o que Damon contou. – Então, essas coisas dos seus sonhos realmente existem, o que o Damon acabou de dizer é verdade, eu sou uma bruxa, o Damon é um vampiro, seu sangue é mesmo muito poderoso e precisamos da sua ajuda.

– Que legal! Vocês formariam uma dupla perfeita pra escrever um livro. – Lex ficou de pé e colocou a mão no queixo – Basta vocês se unirem, pensarem um pouco, organizarem suas ideias. A criatividade de vocês dois é impressionante, principalmente o modo como falam, fazem tudo parecer tão real.

– Já chega! – Damon esbravejou ficando de pé, ele andou até um vaso de flores perto da lareira e o quebrou, Jasmine e Lex os olharam confusos enquanto Damon juntava um caco de vidro do vaso e voltava para o meu lado. – O que estamos falando é muito real. – ele mostrou o braço e ergueu o caco de vidro até sua pele, pressionando ali o material e abrindo em sua pele, um corte.

– Uou, cara, o que você tá fazendo? – perguntou Jasmine, assustada.

Mas tão logo o corte de Damon começou a cicatrizar, com cada tecido de pele se regenerando e se unindo ao outro, até que nenhum vestígio de qualquer ferimento não estava mais ali.

– Isso é... impossível! – ela sussurrou, horrorizada.

– Ah, qual é? – Lex revirou os olhos – É claro que isso é sangue falso, Jasmine. Ele tá com uma segunda pele. Eles fazem isso nos estúdios o tempo todo.

Jasmine me olhou de um jeito que até me fez sentir pena, o olhar dela me implorava pra que eu confirmasse a história de Lex, que Damon usava uma pele falsa com sangue falso e não que ele havia acabado de se curar de um ferimento feio bem ali. Mas antes que eu pudesse responder, Damon se jogou impaciente contra Lex, o agarrando pelo pescoço até que o garoto estivesse erguido no ar.

– Damon. – gritei me lançando em cima dele também.

Jasmine seguiu meu ato, lançando socos e pontapés contra o vampiro, mas ele nem chagava a se mover.

– Para com isso Damon. – esbravejei.

– Esse moleque acha que eu tô brincando. – me respondeu entredentes e com ar de incredulidade.

Respirei fundo, uma, duas vezes. Acalmei minha voz o máximo que consegui.

– Você tá machucando ele. O que acha que vai conseguir agindo dessa forma? Nada se resolve bem com força bruta.

Damon ponderou, mas demorou ainda quase um minuto inteiro pra soltar Lex de volta no sofá. O pescoço do garoto estava com fortes hematomas vermelhos, ele tossia e tentava respirar ao mesmo tempo. Jasmine passava a mão por sua costas com a expressão mais reocupada e assustada do que eu já vi.

– VOCÊ É LOUCO! – ela gritou pra Damon.

– Jasmine... – abrandei minha voz para tentar acalmá-la.

– A gente tá indo embora daqui. – a voz de Lex me interrompeu, ele já estava de pé, com cara de poucos amigos e segurava a mão de Jasmine enquanto se dirigiam à porta.

Merda! Como eu ia consertar isso?

– Não, não. Esperem. – fiquei em frente a eles, bloqueando a passagem pela porta. – Olha, me desculpem pelo que Damon fez, ele é meio explosivo as vezes...

– É, deu pra perceber, Bonnie. E se quer um conselho, minha prima: se afaste desse psicopata.

– Não, espera. Nós realmente precisamos da sua ajuda. – eu já estava implorando, e agora a raiva que estava sentindo de Damon começava a crescer.

– Bonnie, chega de estórias pra crianças!

– Não é estória, vocês em que acreditar. Viram... viram como Damon conseguiu levantar o Lex?

– Ele só deve ter malhado bastante. – Jasmine respondeu incerta.

– Ok. – Soltei o ar de meus pulmões, desistindo.

– Ninguém vai sair daqui. – Damon ficou ao meu lado, sua voz calma e sua expressão mais branda. Mas, mesmo assim, desconfiei.

– Damon!



– Bonnie!

– O que você pensa que está fazendo?

– Eu posso... – ele moveu os olhos – Você sabe.

– Quer usar compulsão neles?

– Olha, eu não sei do que estão falando, – minha prima interrompeu – mas não podem nos prender aqui, e se me permitem, sugiro que procurar um psicólogo seria muito útil aos dois.

– Bonnie? – Damon perguntou, esperando eu decidir.

Massageei as temporas e respirei fundo. Eu sabia que não seria fácil fazê-los acreditar nessa história, mas, mesmo assim, esperava que não fosse tão difícil. Eu estava decepcionada comigo por minha incompetência e capacidade de não ter controle sobre o que estava acontecendo ao ponto de precisar que Damon os hipnotizasse para que ficassem quietos ali.

Voltei meu olhar para Damon, assentindo. Quando ele deu um passo na direção de Jasmine e Lex, ambos recuaram dois passos. Eu não tinha percebido antes, mas a gola da camisa que ex usava, cobria quase todo seu pescoço, porém agora (depois de Damon o ter enforcado), era possível observar um couro marrom envelhecido no seu pescoço, que logo reconheci ser do amuleto que ele havia misteriosamente, sido presenteado.

– Espera. – segurei Damon pelo braço antes que ele desse mais um passo até Lex.

– Lex, – comecei – eu posso provar que o que estou falando é verdade.

Ele ficou em silêncio, inexpressivo, então tomei liberdade para continuar.

– Esse amuleto que você tem no pescoço não foi te dado por acaso. De longe eu percebo que é algo envolvido à bruxaria, eu sou uma bruxa, então consigo uma conexão com qualquer tipo de magia que tiver nesse amuleto.

Lex continuou calado, incrédulo.

Mentalmente, silenciosamente, comecei a procurar qualquer tipo de poder que emanasse do amuleto. Quando o encontrei pude constatar que não era pequeno e mais certamente não havia sido dado a Lex aleatoriamente. Fechei meus olhos em concentração para projetar algum efeito em Lex e logo consegui.

– Ai. – o ouvi grunhir.

– O que foi? – minha prima perguntou.

– Tá esquentando. – Lex respondeu, eu tinha certeza que se referia ao amuleto. – Jasmine!! – ele chamou o nome de minha prima, sua voz com um certo tom de pavor.

– O que foi, Lex?

– Não consigo ver. – ele falou arfante.

Abri meus olhos novamente. Lex segurava firme o braço de minha prima, virava o rosto para todos os lados e Jasmine movia as mãos na frente de seus olhos.

– O que você fez? – ela me perguntou desesperada. – DESFAÇA! PARE!

Imediatamente tentei remover a conexão com a magia do amuleto, mas ela já havia se perdido, como se tivesse achado outro caminho e estivesse agindo sozinha.

– Eu não consigo. – sussurrei, apavorada.

– O quê? – Damon se virou para mim.

– Aah! – Lex grunhiu novamente, dessa vez levando as mãos ao rosto. – ESTÃO QUEIMANDO – ele berrou – MEUS OLHOS...

– Desculpe, – murmurei – não consigo fazer parar.

– O QUÊ? – Jasmine parecia mais apavorada que o próprio Lex – BONNIE, SE VOCÊ FEZ ISSO, TEM QUE SABER COMO DESFAZER!!

Ah meu Deus! Agora eu começo a me arrepender por não ter deixado Damon usar compulsão neles.

– Ok, – engoli secamente, culpadamente.

Me aproximei de Lex que se contorcia com as mãos no rosto, tentei tocá-lo, mas era impossível, ele não ficava quieto... mas também, com os olhos queimando...

– Segure ele. – pedi a Damon.

O vampiro fez o que eu pedi, segurando Lex com força e o deixou imóvel. Mas o coitado ainda contorcia o rosto, suas pálpebras estavam fechadas e lágrimas molhavam toda a pele de sua face, que estava vermelha.

Eu procurei o amuleto por sob sua camisa e o encontrei quente, ele estava vibrando e no momento em que minha pele o tocou, minha vista também escureceu. Eu de repente estava em um lugar diferente, com uma espécie de cor azul ou violeta, sem paredes, teto ou chão. Meus pés pareciam estar de pé sobre o ar e à minha frente estava Lex, sem dor ou lágrimas no rosto.

Eu não via meu corpo ou o de Lex na sala de estar onde Damon o segurava e Jasmine nos olhava, apenas via Lex e eu nesse lugar estranho, mas sabia que seu corpo natural havia parado de sentir do momento em que viemos parar aqui.

E então percebi: minha tentativa de projetar em Lex algum efeito do amuleto, iniciou a cerimônia para despertar seu lado mágico.

Palavras surgiram em minha mente, palavras de uma língua desconhecida que eu nuca havia ouvido ou lido antes e que agora eu proferia como se as conhecesse desde sempre. Lex me estendeu uma mão e depois outra e quando eu as segurei, estava de volta na sala de estar com Jasmine e Damon. Eu continuava proferindo as palavras, como uma canção e Lex fazia o mesmo junto comigo, segurando minha mão fortemente e com olhos azuis vivos e ávidos fixos nos meus.

Damon se afastou, largando Lex que antes ele segurava.

O amuleto sobre o peito de Lex brilhava com uma luz azul arroxeado, parecia um pouco com efeito especial de filmes intergaláticos, mas era bem real. A chuva do lado de fora parou, nem o vento era possível ser ouvido e quando a canção que cantávamos também chegou ao fim, as luzes piscaram. Os olhos de Lex pareciam soltar raios azuis e violetas e sua expressão era outra, séria.

– Seja bem-vindo, Lord.

Com exceção de minha voz, todo o resto era silêncio.

M e afastei alguns passos e em uma sensação e ato de que devia respeito, fiz uma breve reverência a Lex, que retribuiu com um breve aceno de cabeça.

– Obrigada. – murmurou.

Ele virou-se para Damon, que nos observava calado, então Damon me olhou parecendo incomodado e incerto no que fazer. Ele voltou a olhar Lex e seguiu meu ato fazendo uma breve reverência.

– Lex? – Jasmine chamou, seus olhos estavam marejados de lágrimas ainda não derramadas.

– Sim. – ele respondeu, sua expressão séria agora estava mais amolecida.

– Ainda é você? – a voz dela tremia, esganiçada.

– Claro.

– O meu Lex? – ela especificou a pergunta.

Com o silêncio que se seguiu as lágrimas dela rolaram, ela chorou calada e me olhando como se me culpasse por ter perdido o namorado. Eu encolhi os ombros e minha prima saiu pela porta, sozinha.

Suspirei pesadamente, eu não me sentia culpada por minha prima ter perdido o namorado, pois não era culpa minha. Mas de qualquer forma ficava triste por ela ter saído magoada disso.

– Me desculpe por sua prima. – Lex murmurou triste, ele sim parecia se sentir culpado, com pena.

– Tá tudo bem. – respondi seguindo até a porta.

Do lado de fora eu já não podia ver Jasmine e me perguntei como ela poderia ter sumido tão rápido quando estava a pé, já que o carro dela estava ainda parado em frente à casa. Distraída procurando Jasmine com os olhos, eu não pude prever quando fui atacada pelas costas, alguém muito mais forte e pouco delicado, me deixou imóvel, fez-me cheirar algo forte e tudo que vi antes de perder os sentidos foram cabelos loiros.

Notas finais
E então? O que que acontece agora?? Palpites?? Beijos amores, até mais!