Entre Risos E Perigos
35 Vai Pra Onde?
Notas iniciais
Aviso Urgente no final =D
Fazia alguns segundos que o meu Pai havia saído do ginásio, Mas pareceu uma eternidade, tudo aconteceu em câmera lenta, ele irritado dizendo sobre a expulsão; Rose se sentou e não disse mais nada. Acho que quando meu Pai dizia que eu era apenas uma criança e não entendia nada ele estava errado, pois eu entendi mais que entendido a situação; eu havia sido expulsa por idiotice, não era pra muito, ela sabia que eu iria reagir, fez de propósito, mas foi impossível não reagir, olhei para minha tia sentada olhando o outro lado do ginásio e suspirei me virando e olhando para ela.
- Tia me perdoe, eu não sabia que... Que...
- Acho melhor nos irmos. – Ela disse me olhando, se levantando. Sim, eu tinha realmente magoado as pessoas que eu mais amava. Rose nunca fora assim. Saímos do ginásio em silencio, meu Pai já havia trazido a minha mochila e tudo mais, Rose a levava quando estava na porta da minha sala a outra professora saiu.
-Renesmee?
- Sim?
- Eu queria dizer que sinto muito, mesmo. E que se eu pudesse ajudaria, mas quem sou eu aqui? Suas notas estão maravilhosas, ninguém da sala te superou ainda. –Ela disse sorrindo, então retribui o sorriso, quando eu ia embora a diretora aparece,quando você menos quer até o papa aparece, um dos meninos da banda mesmo nada.
- Senhoritas sinto que essa situação chegou a esse ponto, mas eu quero senhorita Hale que avisse seu cunhado que eu tentei impedir, era isso ou eles dariam parte dela para a policia, iria ser bem pior.
- Eu entendo Senhora. — Entendo ela disse sem animo. – Agora se me derem licença eu preciso ir. – Rose disse dando um simples sorriso. Eu juro que a partir de hoje irei mudar, não que as pessoas possam mudar, nós não mudamos, apenas somos aquilo que não somos em fim; tentarei melhorar na medida do possível. Todos os dias que essas crianças falavam ou cometiam certos atos comigo eu aturei, agora irei embora sem ao menos mostrar a elas quem é Renesmee agora.
- Foi um prazer estudar aqui, espero que tenham novos alunos melhores que eu. – É acho que não vou mudar totalmente, sim, foi pura ironia.
- Não Renesmee. Pois você é a única, agora aposto que a escola ficará entediante. – Tudo bem, eu me surpreendi com essa agora. Assenti e segui Rose, quando estávamos na saída do colégio encontro quem menos queria, a dita da bruaca, ela estava subindo os degraus para entrar, quando tropicou e derrubou todo o material, quando tentou pega-los não estava conseguindo por causa da caixa que carregava; tentei não rir. Rose passou por ela ignorando-a. Quando passei por ela fiz diferente. Agachei e recolhi todo o seu material, uma coisa bem ao contraria de que ela fazia, derrubava os meus. Recolhi todo o material dela e me levantei. Ela me olhava cética, não disse uma palavra.
- Aqui está- Eu disse colocando-os em cima da caixa. – E só para você saber: Bella e meu Pai são felizes juntos, eu os apoio, e não, minha mãe não está sendo traída, e eu mesmo que queira não iria conseguir correr até ela para chorar, saber por quê? Por que ela se foi quando eu era pequenina, não foi embora, ela faleceu, foi contra vontade deixando um bebê com um homem jovem que acabará de terminar a faculdade. E eu tenho orgulho de ser filha dele, que superou tudo. A mais uma coisa, foi um prazer estudar com você; mas foi melhor partir, triste para você, que não terá mais ninguém como eu para atormentar. — Dito isso eu olhei em volta com meus olhos lagrimejando, os pais dela estavam nos primeiros degraus e provavelmente ouviu tudo, Rose estava ao lado deles e sorria. Quando passei por eles sorri e disse boa semana. Fui até o estacionamento e achei o carro da Rose, o ultimo. Cheguei até ele com os olhos ardendo, me encostei-me a ele, deslizando até o chão soluçando. Eu piorei tudo. Rose me viu e foi ate mim, me pegando.
- Tia não me pega. – Eu disse entre um soluço.
- Você não pode carregar tudo sozinha, ainda é uma criança que irá fazer onze anos. É a minha pequenina. – Ela deu um abraço apertado e me colocou no chão. – Eu te amo. E seja onde ela esteja sei que Eça está orgulhoso da nossa garota. Agora vamos antes que o seu Primo bote fogo na casa. – Sorri.
- Tia? — Disse alto para ela ouvir.
- Sim?
- Eu também Te Amo. – Ela sorriu e destrancou o carro.
...
Quando chegamos à grande casa ouvia-se uma gritaria. Daiv.
- Mamãe e pato! — Ele gritou saindo La fora.
- E ai baixinho? — Perguntei batendo na mão dele e ele na minha.
- Tudo aqui sim. — Ele disse rindo e indo até a tia Rose, que pegou ele no colo. Abri a porta de trás e peguei o meu material, e segui ambos.
- Melissa esta La na balança, mas eu sai correndo e deixei ela lá. — Ele disse rindo se escondendo no ombro da Rose.
- Daiv? Daiv?! — Ouvi alguém chamando ele. – Ai graças a Deus! – Uma menina na casa dos vinte anos apareceu no topo da escada.
- O que aconteceu com a Melinda tia? – Perguntei baixinho.
- Disse que tinha que cuidar da Mãe, mas dependendo desse garotão acho que aprontou de mais. – Ela disse colocando-o no chão, que o mesmo que saiu correndo até a moça.
- Melissa está é Renesmee minha sobrinha. – Rose disse sorrindo.
- Olá pequena.
-Olá grandona. – Eu disse retribuindo o aceno e rindo.
- Ele te deu muito trabalho?
- Não. Mas com todo respeito quando a senhora chegou e ele ouviu o barulho do seu carro estacionando, jogou o brinquedo no chão e saiu correndo, mas até então estava sossegado.
- Sabe que você não é a primeira a dizer isso, creio que irei ter que dar um jeito nisso. Mas por enquanto acho melhor irmos entrar na piscina. – Daiv gritou e saiu correndo. – Mel você também vai entrar! – Rose gritou enquanto a menina corria atrás do pequeno. Sorri e me joguei no sofá.
- Tia nada não, mas estou cansado, vou ficar aqui assistindo um filme. – Ou melhorando meu plano.
- Certeza? – Assenti, ela suspirou. Assenti e fui para sala. Rose subiu para se trocar, o almoço hoje ia ser sanduíche. Fiquei pensando em como seria o dia amanhã, se tudo ia dar certo, se tudo ia ficar bem. Suspirei pegando o meu celular, incrível meu pai ainda não ter cancelado a minha linha. Digitei o numero dele, tocou mais de três vezes, mas o celular foi desligado, ele sabia que eu estava ligando, mas desligou o celular, era mais fácil ter deixado tocar, ao ia dar tanto na cara. Eu não estava magoada, ele estava bravo, por um lado eu entendo e pelo o outro o acho exagerado. Acho que muita pessoa ia ficar irritada com ele, mas fazer o quê. Ele não retornou a ligação. Desisti e fui tomar um banho para relaxar.
O dia havia passado voando, sem novidades. Meus Avôs haviam me ligado, mas Rose explicou parte por parte para eles, Alice disse que ficou chateada comigo e riu quando eu disse que ela me trocou por Forks, mas assim como Emmett queria estar lá para ver à outra apanhando. Sim; minha família inteira já estava sabendo, só faltavam os caseiros da casa de praia que me viram bebê me ligar. Quando foi na hora de dormir, ao invés de ir dormir no quarto do Daiv como sempre eu preferi o quarto de hospedes, Rosálie quase me arrastou, ela nunca gosta quando fico me isolando, como tia deve saber que devo estar aprontando. Mas tio Emmett disse que eu estava crescendo e era para ela aceitar, acho que ela ia chorar. Fui dormir sorrindo, mas quando a lua estava apostos foi impossível não ter medo.
...
Acordei e vi um bilhete cm uma caligrafia perfeita.
“Meu Anjo!
Tive que levar o seu primo para o colégio, Mel foi para o curso (ela só fica de babá à tarde e às vezes à noite). Seu tio Emm já foi trabalhar. Pelo Amor, você está sozinha, mas é grande; tenha JUIZO. Amo-Te. Tia Rose.
Xoxo — 06h00min AM. “
Hoje é meu dia de sorte, a escola era longe, olhei no relógio. Seis e três. Sorri e corri para um banho rápido, troquei de roupa, arrumei a cama, peguei a enorme mala que eu havia trazido e desci as escadas, liguei para o taxista e avisei a portaria, imitando a minha melhor voz de mais velha. Tomei meu café rapidamente, me superei, quando olhei no relógio eram seis e dez. Quando ouvi a buzina do taxista na porta grite um já vou. Mas antes peguei caneta e papel.
“Tia ou Tio, seja quem estiver lendo; estou bem, vou ficar bem, não se preocupem. Sei me virar, tenho dinheiro. Mantenham a calma e eu logo hoje ao meio dia! Amo A Família. – Pato”
Larguei o Papel em cima da mesa, peguei a mala e sai correndo porta fora tentei não pensar no garrancho que estava a minha letra por causa da pressa. O Taxista me olhou estranho, mas não disse nada e guardou a mala.
- Para onde senhorita?
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