Entre Mãe E Filha

13 Capítulo 12


Notas iniciais
Novo capitulo, afinal este ainda saiu à quinta.

POV BELLA


Edward ficou de pé a olhar para nós.

- vocês acham que a comida vem ter com vocês? – perguntou sorrindo.


Eu começava a levantar-me quando Alice me segurou o pulso, impedindo-me.


- Não, querido irmão. Nós achamos que tu nos vais servir – recrutou com um sorriso enorme.


Olhei para Edward que tentava esconder o sorriso.


- Tudo bem, mas não acostumem.


Assim que ele se afastou o meu telemóvel começou a tocar.


Tirei-o do bolso e olhei para o visor, suspirando.


- Isto não vai correr bem – murmurei, fazendo Alice olhar-me curiosa.


- Olá mãe – atendi.


- Bella? Está tudo bem?


- Sim, porque?


- Liguei para casa. Achei estranho não teres atendido.


- Eu não estou em casa, mãe. — nesse momento Edward entrou com uma cesta com pãezinhos e bebidas mas ao ouvir a minha frase parou, olhando-me. Nós dois lembrávamos o que tinha acontecido da ultima vez.


- Onde estás, Bella?


Olhei para Edward, que entendendo o meu olhar, apenas assentiu.


- Estou em casa do Edward.


Renee nada disse.


- Mãe?


- Posso saber o que fazes aí?


- A mãe dele não quis que eu ficasse sozinha em casa. Convidou-me para passar aqui a noite.


- E como ela soube que ias ficar sozinha? Como a encontraste?


- Eu vim passar a tarde a casa deles.


- Bella, que confianças são essas?


- Ah mãe. O Edward convidou-me. Qual é o problema?


- O problema é que… Bella, isso não está certo.


Fechei os olhos ao lembrar das palavras de James.


“A tua mãe já está desconfiada.”


Eu estava a fazê-la sofrer e odiava-me por isso.


- Está bem. Eu vou para casa. Apanho um táxi agora mesmo.


Vi uma movimentação na sala e no minuto seguinte Edward estava à minha frente com a mão esticada, pedindo-me o
telemóvel.


Balancei a cabeça, mas ele arqueou a sobrancelha insistindo.


- Mãe, o Edward quer falar contigo – avisei, passando-lhe em seguida o telemóvel.


- Renee, tudo bem?... sim… não te percebo… preferes que fique sozinha?... há duas opções, ou ela fica aqui ou eu
fico em vossa casa… não…não… não me vais convencer do contrário, nova iorque é insegura… não… está bem… falamos depois… eu também… beijo.


Ele devolveu-me o telemóvel virando-se para sair da sala


- Eu vou buscar as minhas coisas – avisei, levantando-me.


Ele virou-se para mim.


- Não vais fazer nada a não ser sentar-te e jantar o que eu preparei.


- Edward…


- Bella, confia em mim. Está tudo resolvido.


- Tudo bem.


Ele voltou a sair da sala e virei-me para Alice.


- Achas mesmo que é uma boa ideia ficar?


- Acho. Aproveita a noite. Está tudo bem, Bella.


Não demorou muito para que Edward se sentasse pé de nós. Na mesa à nossa frente estavam os pratos de esparguete à
carbonara.


- Edward, tem um cheiro maravilhoso. – elogiei.


E tinha mesmo.


- Obrigado. Experimentem.


Provei e não contive um gemido de prazer.



- Dos melhores que já comi – elogiei sinceramente, e Alice repetiu o elogio.


- Maninho nunca cozinhaste tão bem – elogiou, virando-se em seguida para mim – Tens de vir cá jantar mais vezes.


- Se for para comer assim, podes estar certa que venho muitas vezes.


Edward apenas balançava a cabeça pelos nossos elogios.


Observei-o a girar de forma magistral o garfo na colher até que a massa estivesse totalmente enrolada.


Eu já estava cheia de salpicos de molho pela cara e ele nem sequer uma gota tinha deixado cair.


- Como é que fazes isso?


Ele olhou-me curioso


- O quê?


- Isso que fazes com a colher. Está a enervar-me. Não consigo que a massa fique enrolada no meu garfo e sujo-me toda. Como fazes?


Ele sorriu antes de beber um gole de sumo e deixar o copo de lado.


- Posso mostrar-te em vez de explicar? É mais fácil.


- Tudo bem.


- Optimo, chega-te para a frente.


Olhei-o sem perceber mas fiz o que me disse, ficando sem reacção quando ele se encaixou entre mim e o sofá.


Olhei para Alice, mas ela fingia ignorar-nos, olhando fixamente para a televisão. Reparei que ela também comia
sem se sujar. Podia ter-lhe perguntado a ela.


Uma movimentação de Edward nas minhas costas fez-me desviar a atenção de Alice.


Senti o calor do peito de Edward no momento em que ele me rodeou com os seus braços. O meu corpo estremeceu, fazendo-me corar.


Ele dobrou o joelhos, um de cada lado do meu corpo e inclinou-se para a frente, ficando a sua boca a centímetro
do meu pescoço, o que me permitiu sentir a sua respiração.


Respirei fundo, sendo atingida pelo seu cheiro único, que me deixava zonza.


Edward pegou-me nas mãos e juntos segurámos os talhares.


Edward mostrou-me como mover os alheres, um contra o outro.


- Vês – sussurrou, aproximando o garfo dos meus lábios – é fácil.


Abri a boca, que estava ligeiramente trémula, deixando que ele me alimentasse.


O meu coração batia de forma desesperada e tentando acalmá-lo aconcheguei-me nos seus braços, afastei as mãos das suas e deixei que ele continuasse a enrolar a massa.


Enquanto mastigava a massa, peguei num pouco de pão e ofereci a Edward, que me mordiscou a ponta dos dedos,
fazendo-me tremer novamente.


Tomei um gole de sumo e enquanto isso Edward roubou-me um pouco de massa.


- Hey. Isso é meu – brinquei.


Os olhos verdes brilharam quando ele me sorriu, deixando-me encantada.


Edward, voltou a oferecer-me massa.


- Agora tenta – Edward sussurrou, entregando-me os talheres.


Eu esperava que ele se afastasse e desse por terminada a lição, mas pelo contrário, ele continuou atrás de mim e
abraçou-me pela cintura, enquanto, desajeitada, eu tentava enrolar a massa.


Quando por fim consegui, ofereci-lhe a comida, tal como ele fizera comigo.


Edward sorriu e abriu a boca.


Continuamos assim por um bom tempo, até que um estrondo me fez afastar do calor do seu corpo.


- O que foi isto? – perguntei assustada.


- Vou ver – respondeu-me levantando-se.


Contive um resmungo de protesto quando ele se afastou, contudo antes que ele desse mais que dois passos Alice apareceu da cozinha.


Como é que ela saiu da sala sem que eu desse por nada?


- Desculpem. Estava a fazer pipocas e caiu-me tudo ao chão.


Nós rimos da sua cara envergonhada.


- Deixa Allie, anda para aqui.


Alice juntou-se a nós e enquanto se sentava no chão lançou-me um olhar que me fez corar.


Edward sentou entre nós duas, ficando com a taça de pipocas no colo.


Desta vez concentrei-me no filme, no entanto não demorou muito para que adormecesse, com a cabeça encostada no
sofá.


Acordei com Edward a pegar-me ao colo e a dirigir-se às escadas.


- Põem-me no chão, Edward. Não precisas de me carregar.


- Fica quietinha.


Relaxei nos seus braços e passei os meus braços pelo seu pescoço, deitando a cabeça no seu peito, inspirando o seu cheiro.


Eu gostava mais dele a cada minuto que passava e embora me sentisse miseravelmente culpada não conseguia evitá-lo.


Senti-o dar um beijo nos meus cabelos antes de me pôr de pé na porta de um quarto.


Apesar de não queres despedir-me, olhei-o, abrindo a boca para desejar uma boa noite. No entanto a sua expressão
intensa fez-me ficar calada.


- Bella… — sussurrou com voz sofrida – Eu não tenho mais forças para ficar longe. Não tenho forças para lutar contra o que estou a sentir.


Mal pude acreditar no que ouvia e sem permissão a minha boca verbalizou os desejos do coração, sem permissão do
cérebro.


- Então não lutes. Eu também já não consigo.


Ele olhou-me, parecendo surpreso, mas logo em seguida surgiu aquele sorriso torto que me deixava com as pernas
bambas.


Lentamente os seus lábios aproximaram-se dos meus e no momento em que senti a sua respiração misturar-se
com a minha a voz de Alice fez-se ouvir.


- Bella, tenho aqui a tua roupa.


Eu e Edward afastámo-nos ao mesmo tempo, no mesmo momento em que a porta do quarto de Alice abria.


Ela estacou na porta, olhando-nos.


Edward beijou-me a bochecha.


- Até amanhã.


Fez o mesmo com a irmã e desapareceu pelo corredor.


- Interrompi alguma coisa?


- Provavelmente foi melhor- respondi.

Notas finais
Então o que acharam? As coisas começam a complicar-se, nao?
Quero saber as vossas opiniões flores, conto com vocês.
Quero dar um "olá" especial às novas leitoras. Bem vindas flores e sintam-se em casa.
Capitulo dedicado a quem comentou o ultimo. Um beijinho a:
-> joanattnp
-> Rita Santos
-> ana sara
-> ingrid barbosa grawn
-> Preita_Vivi
-> Lu Cullen
-> dcm
-> Anna Hathaway Belikov
-> Sonia Quadro
-> michaelamarce
-> Lóte
-> claudia pires
-> patricia ribeiro
-> leonor
-> marlene
-> patricia
-> veronica nuno
-> Carlota Teixeira
-> rosimar_matos
-> vau
Futuros novos leitores nao tenham vergonha de comentar.
Um excelente fim de semana e até ao proximo capitulo.