Notas iniciais
Boa leitura ♥

— Uoou, que foi isso? Pensava que você era aquela menina boazinha que cantava para os animais!
— Foi por isso que a Regina não te matou! Você é uma cúmplice dela, uma bruxa do mal! – Se prepara para atirar outra flecha e eu levanto as mãos no sinal de rendição.
— Calma, não sou cúmplice de ninguém, sei nem quem é Regina
— Eu não sou uma idiota, saia daqui!- que legal, a única pessoa que eu achava que teria ajuda, no momento quer me matar. Acho que estava em uma versão da branca de neve dos Griim.
— Hey, calma! Sou do bem, eu só quero sair daqui, pois algum maluco me trouxe aqui- ela não se deixou convencer, perfeito. Bufo e subo novamente na minha moto e saiu em direção qualquer.

Para onde eu iria? Não poderia entrar assim na vila, iriam estranhar. Enquanto dirigia apenas desviando das arvores, em um determinado momento uma pessoa encapuzada aparece e tento desviar para não atropelar ela, mas em compensação eu bato em uma árvore e pulo da moto antes de me quebrar na árvore junto com a moto.

Depois que caiu e saiu rolando no chão, vejo minha moto com a frente quebrada.

— ahhh, não meu bebê!!! Não acredito que quebrei, depois de longos 3 anos! Só não vá explodir por favor, eu lhe concerto!- falava com a minha moto, ignorando totalmente a pessoa encapuzada ao lado. Essas pessoas daqui adora se encapuzar.

— Qual é o seu problema, você quase me mata com essa coisa e você ta achando ruim por que isso quebrou?- a pessoa fala, e pela a voz eu reconheço. Era a Rainha.
— Ooh me desculpa majestade, mas quem apareceu, literalmente, do nada foi você!- falo com raiva na voz.
— Ora sua... Deseja perder a cabeça?- fala ameaçadoramente
— E você deseja levar um tiro?- falo braba e ela me olha confusa, procurando se teria uma arma grande comigo. Acho que ainda não existe revolver e sim somente aquelas espingardas- Aliás, você não é a rainha, o que faz sem seus seguranças. Cuidado, pode quebrar seu salto.
— Preste atenção no que fale garota, pode se arrepender de cada palavra
— Me arrependo de não ter passado por cima de você- falo olhando a moto e percebo, iria explodir! Puxo rápido a bolsa que estava presa na garupa da moto e mesmo brigando minutos antes com a Rainha pego na mão dela e faço ela correr comigo, e antes a mesma protestar algo. Coloco-a na minha frente e pulo para o chão e assim a explosão ocorre.

— O que acabou de acontecer?- me pergunta surpresa
— Uma explosão, acabei de perder meu bebê- falo enraivecida e saiu de cima dela e estendo minha mão para a mesma se levantar. Que mesmo em choque, aceita e se levanta e logo em seguida batendo a mão na roupa, para tirar a sujeira.

— Maravilha, perdida em um lugar estranho, sem minha moto, sem sinal de celular e ainda com uma rainha querendo me matar agora- comecei a resmungar andando para o lado e para o outro. Sempre fazia isso quando pegava um caso complicado ou estava confusa demais. Colocava a situação na mesa para examinar bem e tirar algo de proveito ou simplesmente entender aquela linha de raciocínio, para eu finalmente achar uma resposta- Só vou poder voltar se completar uma missão, mas que missão? E por que estou nesse mundo? E se eu nunca voltar? Eu ainda nem terminei de ver ‘friends’, que pessoa não ver essa série toda?- uma bola de fogo passa pelos meus olhos e se desfaz em uma árvore, olho da direção de que veio e vejo a Rainha, me olhando com impaciência e na sua mão direita flutuava uma outra bola de fogo.

— Aaaah!- me assusto com a bola de fogo
— Finalmente está olhando para mim- bufa e revira os olhos- Em momento do seu surto, você disse que não é desse mundo, como assim?
— Simples, não sou desse mundo- falo olhando curiosamente para a sua mão- Não ta quente? Não queima sua mão- mas ela apenas ignora e desfaz a bola de fogo. Suas sobrancelha se franzem, em sinal que pensava
— Você usou o feijão mágico?- me perguntou séria, não aguentei e soltei uma risada e ela me olha com raiva
— Desculpa, é que me esqueço que esse negocio de magia é sério aqui. Onde vivo, magia não existe
— Como assim não existe? Magia existe em todos os lugares!- fala afirmando séria, ri mais uma vez, lembrei da filha de uma amiga, ela falou a mesma coisa quando Colin implicou dizendo que fadas e papai Noel não existe.
— Nossa magia é outra coisa- aponto para a moto explodida- ela se chama tecnologia!

A Rainha não diz nada, apenas me olha.

— Então como veio para cá? Sem feijão mágico?
— E você acha que eu sei? Se soubesse, já teria ido embora faz séculos!
— Rumpelstiltskin- Diz a rainha
— O que?- pergunto sem entender, mas logo uma fumaça preta e parece o mendigo louco de ontem.
—Olá querida, faz tanto tempo- fala dando um beijo na mão da Rainha
— Olá Rumple, quero que me responda uma coisa. Dá para viajar entre mundos sem o feijão mágico?
— Até que dá, mas teria que ter uma magia muito grande, maior que a minha. E claro, isso não existe- ele olha para mim e da uma risadinha- Sabia que você era de outro mundo querida, mas você tem nenhuma magia saindo de você. Teria uma fada madrinha??- pergunta ele e a Rainha me olha curiosa.

—Isso é um pesadelo!- digo e por fim, desmaio. Estava exausta de ter andado muito ontem, e com isso tudo confundindo minha cabeça e também das duas quedas que levei agora pouco, bastou para eu pifar.

—SQ_

Acordo e minha cabeça dói um pouco, não reconheço onde estava, era algum quarto bem decorado, continuava com as mesmas roupas, mas não estava com minha jaqueta, meu braço esquerdo estava enfaixado e sinto que tenho um curativo na minha cabeça. Não tinha percebido que havia me machucado na queda.

A porta se abre e vejo que era a Rainha. Isso quer dizer que continuava presa naquele inferno.

— Finalmente acordou, pensei que já estava morta
— Por quanto tempo estive desmaiada?
— Um dia e meio. Tome um banho e se troque, estarei lhe esperando na sala de jantar- fala e simplesmente sai. Assim entra umas empregadas com baldes com água que iam enchendo a banheira que tinha no quarto. Assim que terminaram, duas ficaram dizendo que iriam me ajudar no banho. Mas pedi que saíssem. Tomei um banho e vi que havia uma roupa separada. Era uma calça de couro, com uma blusa de botões branca e um espartilho de couro, que coloca por cima da blusa. Também havia uma bota lá, mas optei por usar o meu próprio coturno. Peguei meu celular, vi que não havia nenhuma mensagem, então coloquei no bolso da calça. Meu revolver, ainda estava comigo e prendi ele comigo novamente, mesmo sendo visível, eles não iriam deduzir que é uma arma. Vasculho minha bolsa, que havia recuperado antes da explosão e vejo que não havia muito de útil. Tinha um caderno, minha caderneta que usava no trabalho, duas canetas, uma muda de roupa limpa, minha bolsinha que tinha uma escova de dentes, uma pasta, fio dental, enxaguante bocal, um desodorante, um pente de cabelo e ligas para prender. Também tinha meus fones de ouvido em uma parte da bolsa e umas barrinhas de cereal, bombons e uma barra de chocolate. O que? Nunca se sabe quando vai para outro mundo!? Prendo meu cabelo em rabo de cavalo e saiu do quarto.

Receosa de a Rainha me expulsar com bolas de fogo, pego minha bolsa e vou até onde ela disse que estaria me esperando com ajuda de alguns funcionários que me guiaram.

— Finalmente apareceu, sente-se- havia somente ela em uma mesa enorme, e me sento ao lado dela, que havia mais um prato, provavelmente para mim. Ela faz um sinal na mão e dois funcionários nos servem. Ela começa a comer e eu também. Aquilo era estranho de mais.
— Por que estou aqui?- quebro o silêncio
— Como?
— Eu não desmaiei na floresta? Não era para eu ainda está lá?
— Tenho meus motivos- falou séria e deu mais uma garfada na sua comida e após a engolir fala- Agora me diga, como é sua fada madrinha?
— Han? Fada madrinha? Eu não tenho nada disso
— Mas...
— Quem disse isso foi aquele mendigo louco, não eu. Mas de fato teve uma pessoa que fez isso. Mas não sei quem é- a Rainha apenas fica com um olhar sério
— Por que quer mais magia? Para matar a Snow White?
— Claro, para que mais seria?!- Sua resposta rápida e sua expressão na cara, lhe denuncia que não era para isso que queria magia, mas talvez um medo de dizer a verdade era maior? Depois de um tempo faz uma expressão de clareza- Como sabe da Snow?
— De onde eu vim, isso é um conto. Apenas uma historia. E também, assim que cheguei aqui, me encontrei com ela.
— O que? Onde ela está?? Diga agora!
— Não faço a mínima ideia, e sugiro que apenas pare dessa sua perseguição com ela.
— Como?- me pergunta enraivecida
— Olha, não sei o que nessa realidade, nessa historia o que ela fez, mas a mesma sempre vence no fim. Se você apenas esquecer ou superar, talvez a realidade pode mudar e você ser feliz.

Mesmo chateada por que a Snow não me ajudou e me expulsou a flechadas, ela não tinha culpa, a mesma está bastante traumatizada. Terminamos de comer em silêncio, a Rainha se levanta e murmura um “siga-me”, seguindo ela, ela me leva a um quarto que depois me toquei que era seus aposentos. Indo até uma mesinha, ela me mostra livros e mais livros de viajar para outros mundos.

— Espera, você vai me ajudar a sair daqui?
— Sim, mas com uma condição!
— Pode dizer- falo animada, afinal, quem eu menos esperava me ajudar, iria me ajudar
— Você me levara junto- fico surpresa, mas depois entendi seus motivos.
— Pode deixar, levo sim!- Pela a primeira vez a Rainha da um sorriso sincero, por mais pequeno que seja.
— Uma coisa, você não me disse seu nome- fala ela
— Você também não. Sou Emma Swan, prazer
— Prazer Swan, sou Regina Mills.