Notas iniciais
Aqui começa nossa aventura! Boa leitura!

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E de repente tudo mudou, o ar mudou, as cores mudaram, até o cheiro mudou! E eu me deparei com a mais linda das criaturas: um elfo. Ele era alto — se bem que eu e meu mísero metro e sessenta de altura achamos tudo muito grande — tinha um cabelo loiro, quase prata, que caia liso por suas costas até a altura do joelho e seus olhos eram verdes cor de folha – um nunca vira um olho daquela cor — uma cor tão profunda e intensa que prendeu minha atenção em seu rosto por tanto tempo que comecei a sentir minhas bochechas queimando de vergonha.

Seu rosto era exatamente como eu imaginava em meus livros, comprido e um pouco arredondado, o cabelo na testa formava o arco de um coração, seu nariz era curto e tinha uma ponta fininha, os lábios formavam uma linha fina logo a cima do queixo anguloso. Fiquei observando-o por um longo tempo, seus braços eram longos e fortes, tinha um corpo esguio e forte, mas não um forte como aqueles ratos de academia que acabam deformados, ele era forte como alguém que passa muito tempo se preparando para uma guerra. Ele me observava de forma quase que cômica. Notei que não sentia medo de mim, como eu estava sentindo dele, ao contrario, parecia que ele esperava por mim, parado naquele lugar lindo.

E como eu pude não notar logo aquele lugar?! As árvores eram altas e suas copas cheias, o verde forte em suas folhas, e o marrom em seus caules pareciam ter sido tirados de uma pintura, de tão vivos que eram. As flores exalavam um perfume incrível e cada árvore tinha um tipo diferente de flor. A grama era baixa, mas macia sobre os pés, como se eu andasse sobre plumas. Abaixei-me e toquei o solo, senti como se ele acariciasse a minha mão, e olhei de volta para as árvores, notei pequenas orelhas aparecendo entre as folhas, e me perguntei que animal tão diferente poderia haver ali. Por um momento fiquei admirando tanto a paisagem que me esqueci de onde estava, e lembrei-me do elfo parado ali perto. Ele continuava a me olhar com alegria, como se esperasse que eu tivesse esta reação.

– Olá – disse ele com sua voz gutural — me chamo Eihren, e eu estava a sua espera.

...

–... E então nós fomos por uma trilha que dava em uma cachoeira linda, e tinha muitas árvores antigas em volta, algumas deviam ter mil anos! Tinham alguns Lepidocolaptes albolineatus e até vimos uma Panthera onca e ... — A voz dele soava ao fundo - Não é legal tudo isso Mana?

Meus pensamentos não deixavam aquela clareira, desde a última vez em que vira aquele ser. Meu diário devia ter milhares de páginas sobre aquele assunto. A final de contas, quando eu ia imaginar que todos os seres diferentes que eu sempre quis ver existiam? E que todos estavam ali, entre o nosso mundo e o deles, esperando apenas que alguém os visse?

– Mana? – Chamou ele de novo – Mañana! Eu aqui fazendo um relato detalhado sobre as maravilhas que encontramos ontem e você nem prestando atenção em mim. Afinal de contas, foi você quem quis vir pare esse fim de mundo!

Este falando comigo é meu melhor amigo Sam, nota-se pela falação frenética que eu devia ter perdido um dia cheio de aventuras em meio à floresta amazônica, afinal fui eu quem programou esta viagem.

Notas finais
Comentários, por favor! Minhas ideias melhoram com os comentários de vocês. E divulguem se gostarem!