Entre Memórias e o Esquecimento
21 21 Anjo?
Notas iniciais
Aí vai + um com muito carinho pra todos vcs!
Bjão!
Passou-se um mês desde que Mayumi e Vagner ficaram. Eles se falam todos os dias por telefone e costumam se ver aos fins de semana. Porém naquela semana fariam uma exceção. Mayumi teria retorno com o médico e pediu para que Vagner fosse com ela e sua mãe. Ele aceitou, afinal era uma consulta importante. Ela passaria por uma avaliação para ver se obteve melhoras quanto a sua memória.
Mayumi estava nervosa.
— Calma minha filha, você recuperou grande parte das suas lembranças, isso é algo muito bom.
— Mas e se tiver mais coisas e eu não me lembrar mãe?
— Japinha, o que você lembrou, tinha que lembrar, o que não lembrou é porque não ia te fazer falta. – diz Vagner lhe dando um beijo na testa.
— Isso mesmo filha. Fica calma.
Depois de um tempo esperando, Mayumi é chamada para sua avaliação. Ela fica um bom tempo com o médico. Sua mãe e Vagner já estavam impacientes com a demora.
— O que será que está acontecendo lá dentro Vagner? Não pensei que fosse demorar tanto. – diz a mãe de Mayumi.
Mais algum tempo depois Mayumi sai da sala do médico.
— Poxa japinha, que demora! E aí, o que o médico disse?
— Está tudo bem comigo. Pelo o que falei, ele acredita que já devo ter recuperado cerca de 90% das minhas lembranças, mas se eu não me lembrar dos outros 10% é normal. Como você mesmo disse, é bem provável que fossem coisas sem muita importância.
— Graças a Deus deu tudo certo! – diz a mãe de Mayumi.
— Bom, agora vou pra casa, te ligo mais tarde pra decidir o nosso fim de semana ta? – diz Vagner dando um selinho em Mayumi.
— Já vai?
— Tenho que ir japinha, minha casa ta uma zona, tenho que dar um jeito lá.
— Quer ajuda?
— De boa? Seria bem vinda, mas ta muita zona mesmo! É capaz de você se perder lá dentro. – responde sem graça.
— Poxa... – diz Mayumi fazendo um bico.
— Pô japinha, fazendo esse bico eu fico mal.
— Então deixa eu te ajudar, por favor!
— Ta bom Mayumi, ta bom, mas fala com a sua mãe. Avisa que depois te levo em casa.
Mayumi fala com a mãe e diz que vai para a casa de Vagner. Ela concorda e pede juízo a filha.
Vagner não morava muito longe e logo chegaram a sua casa.
— É aqui, mas quando eu abrir a porta não vá dizer que não te avisei. – diz pra Mayumi com a chave já na fechadura.
Ao abrir a porta, Mayumi consegue ver uma pequena cozinha, um quarto e uma porta que presume ser o banheiro.
Havia roupas espalhadas, toalhas, baquetas, embalagens de comida congelada pela pia. Ao ver aquela cena, leva as mãos à boca e começa a rir.
— Nossa! Você deu uma festa aqui? E nem me chamou?
— Que é isso japinha, é que trabalho a semana toda e a noite quase sempre tem show. Aí eu costumo arrumar quando tem um tempinho, como hoje.
— Entendi. Bem, vamos nessa então, porque temos muito que fazer por aqui! – diz Mayumi já lavando a louça.
Vagner arruma o quarto todo, separa as roupas que tem para lavar, coloca suas toalhas no varal e varre tudo. Mayumi arruma toda a cozinha e nota que o forte de lá é comida congelada. Decide então ver o que ele tinha na dispensa e faz um jantar básico.
Ele passa por ela com as roupas para jogar na máquina de lavar e sente um cheirinho gostoso.
— O que é isso que você está fazendo? – pergunta ele.
— Omelete. Você gosta?
— Faz um bom tempo que não como viu. – diz rindo.
— Mas e você, aonde vai com essas roupas?
— Jogar na máquina de lavar.
— Não, ta doido? Tem que separar.
— Separar o que?
— Roupa branca de roupa colorida, se não mancha tudo, vai que alguma solta tinta?
— Eu sempre lavei tudo junto... Acho que por isso algumas camisas minhas mudaram de cor.
— Ta vendo? Vem aqui, eu te ensino como separar.
Mayumi dá uma aula de lavagem de roupa para Vagner, que fica confuso no inicio, achando aquilo tudo muito complicado, mas acaba entendendo.
— Pronto japinha, fiz do jeito que você falou, coloquei primeiro as brancas e depois coloco o restante.
— Muito bem, aprendeu direitinho. Agora vem comer.
Eles jantam e Mayumi olha seu relógio.
— Nossa, tenho que ir, está tarde!
— Eu falei que ia ficar tarde, mas você quis a perfeição aqui, por isso ficou mais tarde do que eu pensei.
— Verdade, acho que me empolguei mesmo com a faxina – diz rindo. – Me leva pra casa, por favor?
— Quer mesmo ir pra casa japinha? Dorme aqui.
— Ta doido? Eu disse pra minha mãe que voltava pra casa. Se eu dormir aqui ela e meu pai vão ficar furiosos.
— Por quê? É só avisar.
— Você acha mesmo que é fácil assim?
— Você que complica tudo! Olha e aprende. – diz indo ao quarto e voltando com seu celular.
— O que você vai fazer?
Vagner faz um sinal para ela enquanto aguarda sua ligação ser atendida.
— Alô? É a dona Vera? Oi dona Vera, é o Vagner, tudo bem? Não, a mayumi está bem, mas eu queria pedir a permissão da senhora e do seu marido pra ela dormir aqui hoje. É que ela e eu ficamos arrumando aqui a minha casa, ela me ensinou a lavar roupa e tal e acabou que ficou mais tarde do que a gente esperava.
Mayumi olhava aquela cena rindo. Ele falava tão sério, não tinha como não convencer alguém.
— Isso dona Vera. Fora que além de estar tarde estou com um sono animal e não é bom dirigir com sono né? É arriscado. – diz olhando para mayumi e piscando. – Certo, amanhã eu a levo de volta, pode ficar tranqüila. Sim senhora, pode confiar. Boa noite. – diz desligando o celular.
Mayumi ainda o olhava espantada.
— Pronto japinha. É só saber conversar com jeitinho.
— De anjo você não tem nada mesmo, bem que você falou. – diz rindo.
— Poxa, não fala assim vai! Eu falei sério com a sua mãe. Não queria dormir ao volante enquanto te levava pra casa. – diz rindo.
— Bom, já que vou ficar por aqui, Me deixa ver o quarto.
— Já arrumei lá.
— Por isso mesmo que quero ver! – diz Mayumi sorrindo.
Ao entrar no quarto, até que Mayumi não se assustou. Apesar de ser um cômodo pequeno realmente estava arrumado. Tinha apenas um guarda roupa, um móvel com o computador e um sofá.
— É, está tudo bem por aqui. Podemos dormir agora. – diz ela. – cadê a cama, o colchão ou algo do tipo?
— Então japinha, você está sentada na cama. – diz Vagner coçando a cabeça sem jeito.
— Você dorme no sofá?
— Na verdade é um sofá cama! Eu nem costumo montar ele como sofá, arrumei só hoje porque você estava me monitorando... Pra não achar muita bagunça sabe?!
— Bem, onde eu vou dormir então?
— Nele, mas tem um, porém... Você deve imaginar qual.
— Imagino, mas prefiro que você fale!
— Bem, eu dormiria de boa no sofá pra você ficar com a cama, mas já que a cama é o sofá e vive versa, o jeito vai ser a gente dormir junto! – diz sem graça, mas com um meio sorriso.
— Realmente, você está mostrando que não tem nada de anjo! — diz Mayumi.
Notas finais
Espero que tenham gostado.
Deixem seus reviews e até o próximo :)
Bjus!
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