Entre Memórias e o Esquecimento
5 05 Conversa íntima
Notas iniciais
Obrigada por cada review, fico muito feliz respondendo a cada um deles.
Aí vai mais um capítulo, espero que gostem e comentem também!
boa leitura :)
Em um fim de semana que estão sozinhos na casa de Mayumi, Hugo se empolga com os carinhos e acaba colocando as mãos em um dos seios dela, que apesar de se assustar não diz nada, apenas continua o beijo. Eles estão no sofá, mas quando se dão conta, já estão no chão, com Hugo por cima dela. Quando ele está quase chegando aos finalmentes a campainha toca, assustando a ambos.
Hugo senta novamente no sofá e finge estar selecionando a cena de um filme. Mayumi vai abria a porta. Era um amigo de seu pai.
— Oi Mayumi san, seu pai está?
— Está no escritório dele, pode ir até lá.
O amigo que já conhecia o caminho vai e Mayumi fica sozinha novamente com Hugo. Ela se senta ao lado dele envergonhada.
— O que foi aquilo hein? – pergunta ela.
— Desculpa, mas ta difícil me segurar.
Mayumi não diz nada, mas fica sem graça e tenta mudar de assunto.
— Não vamos ver filme hoje não, vamos dar uma volta. Ficamos tão pouco tempo juntos.
— Pode ser aonde quer ir?
— Você que sabe.
— Odeio quando você fala isso!
— Ta, podemos dar uma volta no shopping, tudo bem?
— Pode, quer ir agora?
— Sim.
Eles então saem e dão um passeio no shopping. Enquanto andam Mayumi todo envergonhada decide fazer uma pergunta para Hugo.
— Hugo, você não é virgem, é?!
— Nossa que pergunta! Pra que quer saber isso agora?
— Só curiosidade.
— Curiosidade? Sei! Mas respondendo sua pergunta, não sou não. Você eu sei que é.
— Como tem tanta certeza?
— Só juntei as coisas. Você disse que nunca tinha namorado antes e não é o tipo de garota que dorme com o cara se só estiver ficando com ele. Só podia ser virgem.
— Nossa, fiquei até sem graça agora.
— Não tem porque ficar sem graça Mayumi. Ou você tem vergonha de ser virgem?
— Vergonha não, mas pra você ter percebido assim eu devo mostrar logo na cara e qualquer um que olhar pra mim sabe.
— Nada a ver, eu só lembrei das coisas que você me disse quando começamos a namorar. Você não pode só de olhar pra uma pessoa e saber sobre a vida dela, como se ela é boa ou má, virgem ou não. Tanto que você teve que me perguntar pra saber se eu era ou não certo?
— É, tem lógica.
— Então pronto. Mas me diz uma coisa. Você não tem vontade?
— Se eu tenho vontade?
— É não tem nem um pouquinho?
— Bom, ter eu tenho... E você?
— Claro e muita.
— E porque nunca me disse nada?
— Não queria te assustar. Nem sabia que mulher tinha essas vontades também.
- Mulher também é ser humano ta?
— Agora eu sei. – diz rindo. – Mas melhor mudar de assunto né? Ta ficando meio chato.
— Melhor mesmo. – concorda ela.
— Sábado que vem vai ter um show da banda de um colega do André, quer ir?
— Quero, deve ser legal.
— Se você quer, vamos então. Eu não curto muito a banda não, mas o André fica enchendo o saco. Uma vez só não custa.
Eles ficam por mais um tempo passeando até que Hugo deixa Mayumi em casa. Ela toma um banho e fica no quarto mexendo na internet até o momento que ouve seu celular tocar. Era Manu.
— Oi Manu. Sim, acabei de chegar. Claro que podem, mas o que houve? Ta sua chata, espero vocês aqui. Beijos.
Pouco depois Manu e Bel chegam a casa de Mayumi.
— O que aconteceu? Me deixou mega curiosa. – diz Mayumi.
— E eu então? Me ligou me intimando pra vir pra cá. – diz Bel
— É que eu queria falar pras duas juntas.
— Ta criatura, mas falar o que? – pergunta Bel.
— Podemos ir pro seu quarto May? – pergunta Manu.
— Claro aí você acaba logo com esse mistério. – diz ela
Ao chegarem ao quarto Mayumi tranca a porta e senta-se na cama com as amigas.
— Pronto Manu, o que foi?
— Seus pais estão aqui? – pergunta pra Mayumi.
— Já estão no quarto deles. Para de mistério, o que foi?
— Adivinhem!
Bel e Mayumi se olham e dão uma risadinha.
— Você e o André... – dizem juntas.
Manu apenas sinaliza positivamente com a cabeça, fazendo as amigas darem gritinhos histéricos.
— Como, onde, quando, conta tudo!- diz Bel.
— Então, foi ontem a noite.
— Ontem? Mas e seus pais? – pergunta Mayumi.
— Tinham ido à minha avó e falaram que iam voltar tarde. Eu disse que também ia voltar tarde, porque pegaríamos umas das últimas sessões no cinema, o que aconteceu mesmo.
— Ta, mas onde foi, na sua casa então? – pergunta Bel
— Não, fomos ao motel.
— Primeira vez no motel Manu? – diz Mayumi.
— Foi o jeito May. Tinha gente na casa dele e fiquei com medo de no meio do negócio meus pais chegarem e pegarem a gente no flagra.
— Ah é, tinha isso também. Mas e aí, conta! – diz Mayumi empolgada.
— Então, já no cinema o clima esquentou. Sentamos lá no fundo e nos trailers começamos a nos beijar, mas esquentou muito rápido, nem sei como começou. Quando vi o filme tinha acabado e mal vimos.
— Ta, mas como foram parar no motel? – pergunta Bel
— Não planejamos nada, pelo menos não que ia terminar assim...
— Como assim Manu? Tem mais? – pergunta Mayumi.
— Tem, daqui a pouco chego lá. Então, ele ia me deixar em casa, mas dentro do carro a coisa esquentou de novo. Eu estava de vestido e ele levantou meu vestido e segurou minha coxa. Parei de beijar ele na hora.
— Eu também ia parar! – diz Mayumi – Mas e aí?
— Eu abaixei a cabeça e coloquei o vestido no lugar. Ele pediu desculpas, mas disse que queria muito fazer amor comigo. Eu disse que também, mas tinha vários poréns. Entre eles é que não queria ter minha primeira vez em um carro.
— Você falou que era virgem? E ele? – pergunta Bel
— Ele me olhou surpreso e perguntou se eu era virgem e eu claro falei que sim. Ele pediu desculpas de novo, mas disse que pensava que por eu ser tão linda já tivesse namorado antes.
— Aí que fofo! – diz Mayumi. – Continua.
— Eu fiquei super sem graça, mas ele me beijou de um jeito tão carinhoso... Aí perguntou se eu queria ter a minha primeira vez com ele.
— Já sabemos sua resposta! — diz Bel sorrindo.
— Pois é. Aí ele ligou na casa dele e viu que os pais e a avó estavam lá. Falei da minha casa, mas ele também não achou uma boa idéia. Então sugeriu o motel e eu topei.
— Ta, mas conta como foi. – diz Mayumi.
— Na recepção eu fiquei meio sem graça e tal, mas consegui disfarçar. Entramos no quarto e ele fechou a porta. Eu fiquei olhando pra tudo, parecia uma boba.
— Como era? Sempre quis saber como é um motel. – diz Mayumi.
— Olha a may, curiosinha! – brinca Bel.
— Deixa ela, eu sempre quis saber como era também. Então...
— Mayumi! Corre aqui, por favor!
— Putz, é minha mãe, já volto gente!
Mayumi sai do quarto e Bel fica curiosa.
— Vai Manu continua!
— Não, só quando a May voltar. – diz cruzando os braços.
— Chata! – diz Bel fazendo um bico.
Notas finais
Enquanto isso, deixem seus reviews :)
Bjos!
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