Notas iniciais
Boa Leitura.

POV Connor

Fico pensando naquela garota por que ela sempre esta em “meus” sonhos? Por mais estranha que ela seja, tenho que admitir ela e intrigante, seus cabelos como chamas, e os seus olhos dourados como ouro e sol, me deixaram curioso.

Na verdade não posso sonhar digamos que não sou humano, sou um ser da escuridão, e por isso não tenho o direito de sonhar a única coisa que posso fazer e invadir sonhos e por isso e estranho quando vou invadir um sonho sempre cai nos dela, no mesmo lugar, e involuntário como se ela estivesse me puxando para o sonho, não sei o que pensar.

(Sonho)

—Quem é você? — Ela pergunta, mas sei que não posso responder.

— Você deveria saber. Não é você que esta sonhando? — Pergunto ironicamente.

— Por que estou aqui? Que lugar é esse? Por que venho sonhando com você e com este lugar todos os dias?

— Não posso dizer. — E, de verdade, eu não podia. Quem sempre sonhava com aquele lugar e com minha presença era ela e o motivo era desconhecido.

— Posso pelo menos saber qual é o seu nome?

— Creio que não. —digo serio, desejando ir cada vez mais para longe, o que funciona.

—Mas por quê? — Não respondo. Simplesmente vou desaparecendo e me desconectando de seu sonho e deixando ela sem resposta.

(Fim do sonho)

Quando abro os olhos, fito o teto cinza, e me pergunto porque ela sonha comigo? Entretanto, não consigo pensar em nada e isto já esta me deixando atordoado então decido sair.

Pego minha moto e vou a um bar que tem no centro da cidade, para ver se me acalmo um pouco.

Quando entro, me dirijo a uma das mesas um pouco afastadas da multidão. Apesar de escolher com cuidado, acabo me sentando de frente a uma mesa com um grupo de jovens espalhafatosos e eufóricos. Observo o espaço com aversão até que meus olhos caem sobre uma garota que acaba de entrar com uma roupa que, convenhamos, mostra todas as suas qualidades. Ela para na entrada, como que procurando alguém, até que se dirige a mesa a minha frente.

Não sei por que, mas algo nela me chama a atenção. Começo a observá-la, ela não me e estranha, uma pequena parte da minha atenção percebe que uma briga no bar começou, mas meus olhos não se desviam da garota de cabelos de fogo. Percebendo a confusão a sua volta, ela se levanta e finalmente percebe meu olhar sobre ela e passa pela minha mesa indo em direção do banheiro.

Eu, sem nada para fazer enquanto ela está longe de minhas vistas, continuo encarando estupidamente a porta do banheiro. Alguns minutos assim, ela volta parecendo um pouco confusa. Sinto que ela está ciente de minha presença e principalmente do meu olhar, até que, repentinamente, seu corpo paralisa e seus olhos se arregalam. Demoro apenas um segundo para perceber que uma cadeira, jogada por um dos indivíduos da briga, está indo em sua direção com uma velocidade alarmante.

Sem nem mesmo pensar a puxo jogando-a no chão, somente para ouvir a cadeira se espatifar na parede em seguida. Quando me dou conta já havia feito e ela já estava embaixo de mim ainda com os olhos fechados. Ainda em cima dela, começo a observa- lá mais atentamente, todos os seus delicados traços tão familiares. Sou surpreendido quando ela abre os olhos, mas não deixo transparecer minha surpresa. Seus lindos olhos dourados me encaram tão surpresos quanto os meus e, como que ligado em uma tomada, percebo que a reconheço. A garota que vem sonhando comigo está aqui, tão perto de mim que eu quase não acredito.

—Ah... Muito... Ah... Muito obrigada. —diz ela gaguejando. Não a culpo, afinal, nossa situação é meio constrangedora.

—Sem problemas — digo me levantando e a ajudando a se levantar. Ao fazê-lo, tenho a confirmação que por mais estranho que seja eu invadi os sonhos dessa garota.

Enquanto vejo-a correr para sua mesa envergonhada, sento-me novamente atordoado por este pensamento, sem em nenhum momento tirar os olhos dela. Pouco tempo depois, ela me encara novamente, até que ela se levanta e se dirige ao bar. Calmamente, a segui e me sento ao seu lado.

— Oi. — digo casualmente.

— Oi — recebo uma resposta com um sorriso.

— Sou Connor — me apresento com um sorriso.

— Razel — responde

— Belo nome —Ela fica corada com o elogio.

— Ah... Obrigada. E obrigada de novo por me salvar da cadeira voadora. Posso te pagar uma bebida em agradecimento? — Diz ainda corada.

— Em primeiro lugar: tudo bem, não foi nada. E em segundo: Não era eu que deveria te oferecer uma bebida? — Pergunto divertido.

— Então está me oferecendo? — Ela retruca reprimindo um sorriso.

— Se você aceitar.

— Então sim. Obrigada, é muita gentileza da sua parte. — Me responde com toda sua simpatia.

— Vou querer duas Red Label por favor — Peço ao garçom.

Abro a boca ainda tentando pensar em algo para falar porem não tive tempo pois outra voz nos interrompeu.

—Razel vamos para casa, já esta tarde e sua mãe vai ficar preocupada.- Diz a garota que estava com ela na mesa.

— Claro — Ela se vira para mim. — Obrigada novamente pela cadeira e pela bebida — diz depositando um beijo em minha bochecha, estranho o contato. Contudo, ela apenas dá de ombros e se encaminha para fora. Deixei ela se distanciar um pouco e a sigo, a tempo de vê-la subir em uma moto cinza, dar a partida e sair cantando pneu, quem realmente é ela?

Subo na minha moto e me dirijo para casa. Assim que chego em casa, tomo um banho e me deito pensando em quão estranho foi hoje, então resolvo tentar ver se ela esta sonhando denovo.

( Sonho)

— Connor. Esse é seu nome, não é? — me pergunta, enquanto me aproximo devagar.

— Pode ser que sim, pode ser que não, você decide. — Digo parando em sua frente.

— Como assim? — Ela me pergunta totalmente confusa.

— O sonho é seu? — Respondo dizendo simplesmente a verdade.

— Mas como assim? Você fala isso, mas eu te vi. Eu te vi hoje lá no bar! Você estava lá e me salvou de uma cadeira voadora! — Não pude me conter e ri, porque, apesar de ser a pura verdade, o jeito afobado em que ela disse foi cômico.

— Você não faz a mínima ideia, não é? — Pergunto totalmente recomposto.

— Se tivesse eu não estaria perguntando. — Retruca irritada me fazendo ri mais ainda.

— Boa noite Razel. — Sussurro enquanto desapareço, e novamente a deixo sem resposta. Quando abro os olhos um sorriso brinca em meus lábios.

Ela realmente e muito intrigante, mas sou atingido por uma grande sensação de estranheza quando me dou conta que ela realmente e interessante para mim. Nenhum humano já foi interessante a ponto de me deixar curioso mas aqueles olhos parecem guarda um segredo que eu quero descobrir.

Levanto e fico olhando a cidade pela janela do meu quarto até dar a hora da escola.

Quando olho no relógio percebo que já posso sair e vou o mais rápido possível para o colégio. Eu estou com um pressentimento bom. A sorte nunca esteve do meu lado.
As aulas passam se arrastando pela da manhã e finalmente chega a hora do intervalo. Assim que aula acaba, vou andando para o refeitório com ao chegar, me sentei na mesma mesa de sempre. Então começo a observar tudo já que não tenho nada de bom para fazer.

Até que as portas do refeitório são abertas, olho em direção a porta e vejo a garota que acabou de chegar à cidade. Pelo menos, é o que ouvi dos cochichos de Kate, ela sabe de tudo. Ao observar vejo que e a Razel entrando no refeitório e se dirigindo a uma mesa um pouco distante da minha, recebendo olhares por onde passa, cara essa garota esta em todos os lugares que eu vou agora.

Quando por fim me nota, tenho a certeza de que me reconhece e ficamos nos encarando, por fim eu desvio. Ela me olhava tão profundamente, que se nos encarássemos por mais tempo, tenho suspeitas de que conseguiria ver minha alma (se é que tenho uma).

O sinal toca, enfim, e sou o primeiro a levantar e sair do refeitório. Vou andando para a próxima aula, quando entro vejo uma garota de cabelos azuis e ela.. Só pode ser brincadeira. Sento-me no meu lugar de costume que fica a quatro carteiras de distancia dela e, percebendo meu olhar sobre ela, se esconde atrás de seus longos cabelos cor de fogo. Fico imerso em meus pensamentos que não vejo que a aula tinha começado.

As aulas, finalmente, chegam ao fim e como sou um dos últimos a sair tenho que enfrentar a grossa chuva que começou. A sorte mudando de lado novamente! Já estou perto da moto e todo encharcado, então vejo ela saindo da escola e indo em direção a sua moto. Só que ela não viu que um carro esta indo em sua direção. Ela consegue desviar, mas acaba tropeçando e eu, vendo que ela iria bater com a cabeça no meio fio, novamente a puxo contra mim, fazendo que a queda seja amortecida, mas não impedida. Ela fica por cima de mim, desta vez. Quando abre os olhos novamente, percebo um suave rubor.

Percebo que ela esta me observando. O que será que esta pensando? Entao ela se levando com brusquidão, me levanto também.

— Obrigada, e desculpa — diz envergonhada.

—Sem problema. Não foi a primeira vez que te salvo e pelo menos seu agradecimento dessa vez pode ser melhor que uma bebida – Digo com um sorriso sacana

— Desculpa —Ela diz meio atrapalhada e com vergonha, se endireitando e corre para a sua moto. Fico parado no lugar, tentando entender o que aconteceu e o que eu disse de errado para ela sair correr assim.

Vou com calma até minha moto, subo e dirijo até minha casa. Ao chegar, vou direto para o banheiro, tomo um bom banho quente e me deito em minha cama.

O amor e a razão não andam mais juntas. Na verdade, nunca andaram.

Notas finais
RAZEL: http://weheartit.com/entry/group/41079863 http://www.desktopwallpapers4.me/girls/alina-k-16317/ CONNOR: http://i.models.com/i/db/2012/12/133331/133331-800w.jpg AMBER: http://www.enderwiggin.net/wp-content/uploads/2012/03/Abigail-Breslin-THG-200x300.jpg ALICIA: http://images6.fanpop.com/image/photos/33200000/AnnaSophia-Robb-Teen-vogue-magazine-annasophia-robb-33228134-1200-1800.jpg REYNA: http://extra.globo.com/incoming/4527645-67d-832/w480h720-PROP/07kristen-stewart-joanjett2.jpg TAYLOR: http://www.imagebam.com/image/542eb7236812216 ANTHONY: http://content6.flixster.com/photo/14/08/61/14086148_gal.jpg CARTER: http://images6.fanpop.com/image/photos/32500000/-Taylor-Kitsch-taylor-kitsch-32512497-366-500.jpg ate o proximo