Entre Luz e Trevas
2 Prólogo
Notas iniciais
Lendas muitas vezes marcam gerações, que levarão eternamente essas lembranças.
Devo admitir a história que vou lhes contar não está totalmente correta de acordo com os fatídicos acontecimentos, nomes e locais foram alterados para preservar as almas gentis por trás desses atos, porque sem elas nunca teria conseguido iniciar este conto, que por sua vez deve ser levado a sério. Quando chegar ao final dele e souber a verdade por trás do mundo que o cerca, será atacado e outras centenas de acontecimentos estranhos irão lhe cercar, para que a verdade não seja passada para uma próxima alma mortal, sei que agora alguns estarão com medo e outros sentirão uma leve pontada de curiosidade em seu peito, mas lembre-se, não faça nada por impulso, eles estarão te observando.
O silêncio da sombria noite que cercava o antigo castelo fora quebrado pelos passos apressados de uma mulher sendo perseguida.
— Entregue a criança! – Um homem grita com sua voz potente como um rugido.
— Nunca! — Mesmo apressando ainda mais seus passos o corredor parecia não ter fim, ele era o nordeste dos oito que ligavam ponta a ponta do castelo no segundo andar, mas mesmo assim, não via nenhuma porta pela qual poderia escapar. As paredes brancas a alucinavam enquanto o cansaço e a falta de ar revelavam um ligeiro tupor em seus pulmões e pernas, e já não era mais cansaço, era dormência.
Ao chegar ao final do corredor, havia uma porta de carvalho. Ela percebe seu erro, a porta estava trancada. Instintivamente se vira para observar seu perseguidor, já se aproximando.
Ele empunha sua espada que estava presa em seu cinturão e se aproxima da moça.
— Não adianta mais resistir, todos já estão mortos!
— Sim, mas eu, não desistirei. — Diz já arfando.
Ele elevando sua mão esquerda até a cabeça abaixa a capa revelando sua face.
— Não... — Incrédula, ainda não compreendendo o que vê sente uma dor aguda em seu coração.
— Como pode fazer isso? Achei que... — Ela diz já tentando se recuperar do choque.
Notando o descuido de seu perseguidor, se vê obrigada a invocar uma palavra que faz a luz de um dos lustres cegá-lo. Ela obtém grande vantagem passando por ele e virando à direita, entrando no corredor principal, abre um portal por onde envia a criança, mas antes dele se fechar o perseguidor lança sua espada no centro impedindo-o de se fechar completamente.
— Para onde enviou a criança? — Ela podia sentir o seu hálito, mas agora, que via se caminho chegar ao fim, nada restou senão uma grande paz, e decidida retrucou.
— Nunca lhe direi. — Responde, cuspindo-o.
Ele pegando a adaga que estava em sua cintura, leva a mulher contra a parede e coloca a arma sobre seu pescoço a ameaçando.
— Ora sua... Você acha que estou brincando, não é? — Inesperadamente a espada que ainda estava presa ao portal começa a brilhar, de repente uma forte luz predomina a escuridão daquela noite.
O confronto da espada forjada pelos anjos caídos e o portal da luz de uma jovem resultou na explosão que alguns dizem ter destruído o local para onde ela enviou a criança. Desde aquele momento as pessoas se dividiram e o mundo que eles conheciam foi levado a uma grande escuridão.
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