Entre Livros
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Milagrosamente, acordei sem minhas criadas. Na verdade despertei ao escutar risadinhas no fundo do meu quarto.
—Que horas são?- perguntei meio grogue de sono.
—Ainda é cedo senhorita- disse Andrea- são 7:00.
—Ah- falei levantando- do que vocês estavam rindo?
As três se entreolharam, com sorrisinhos no rosto.
—Logo logo você vai saber- falou Marina, sorrindo.
—Okay. Esperem pra ver só- disse, fingindo estar indignada- Vou descobrir o que é de um jeito ou de outro- brinquei, lançando um olhar desafiador pra elas, fazendo com que elas rissem.
Depois disso, tomei um banho, vesti um roupão e minhas criadas começaram a fazer minha maquiagem. Então, fizeram um rabo de cavalo alto. Madeline sorrindo, pegou algo no guarda-roupa e colocou atrás das costas, para que eu não visse o que era.
—O que é....- mal consegui terminar a pergunta, pelo fato de que Madeline tirara das costas um lindo vestidinho preto com um laço branco na lateral.
—Nossa....que lindo- falei- Sério, vocês são as melhores!
—Isso não é nada...-falou Marina sorrindo.
—Pra mim é mais que o suficiente- disse pegando o vestido e colocando-o em mim.
—Você tem que ficar linda para o príncipe- brincou Andrea.
—Como assim?- perguntei com um sorriso, tentando disfarçar minha raiva ao lembrar de ontem.
— Madeline viu vocês dois jutos em um encontro...- comentou Marina, com um sorriso malicioso.
—Ah...-falei, ficando pálida- o que mais?
—Só isso. Ela viu vocês andando de mãos dadas no corredor...-completou Andrea. Dei um sorrisinho.
Depois disso, minhas criadas começaram a contar sobre os guardas que achavam mais gatinhos, sobre as apostas feitas por outras criadas sobre quem achavam que o príncipe escolheria (e eu estava entre elas, me fazendo ficar vermelha), até dar a hora de eu descer pra tomar o café da manha.
Entrei na sala de jantar juntamente com as outras meninas, e lancei um olhar frio a Maxon quando ele olhou pra mim. Sentei ao lado de kriss e America.
—O que aconteceu ontem?- perguntou Kriss.
—Como assim? Eu e Maxon já não te explicamos ?
—Sim, mas vocês estavam meio...estranhos.
Depois disso, escutei barulhos vindo do corredor. Na hora já entendi o que estava acontecendo. Rebeldes no palácio. De novo.
—Ah fala sério!- reclamei levantando e indo para uma janela, assim como a família real.
—Para o fundo da sala, senhoritas- gritou o rei.
As garotas obedientes e confusas, fizeram o que o rei havia pedido. A rainha e Maxon desciam umas persianas de metal que rangiam ao fechar. America e eu corremos para ajuda-los. Então, vários guardas entraram na sala.
—Para o fundo da sala, agora!- ordenou Maxon para nós duas, que obedecemos. Havia garotas em prantos, umas choravam e outras estavam em choque. Sentei no canto da sala, sozinha. Maxon começou a conversar com cada uma das garotas, tentando acalma-las. Ficou um tempo com America, até que depois de ter falado com todas, sentou ao meu lado.
—Você está bem?- perguntou preocupado.
—Sim- respondi friamente, sem olhar pra ele.
—Sobre ontem...
—Eu não quero falar disso agora- falei, olhando para o chão.
—Cami, olha pra mim- disse Maxon sério. Virei meu rosto em sua direção, a contragosto.
—Agora você me chama de “Cami” né. Que cara de pau, enquanto eu só queria ajudar, você me dispensa.
—Não foi o que me pareceu.
—Você se esqueceu que vai se casar com uma delas?
—Delas?
—Sim, pelo visto, parece que você não quer nada comigo- indaguei.
—Eu nunca disse isso. Apenas falei que as coisas estavam indo rápidas demais e isso...bem me assusta. Veja, essa é minha única chance de escolher minha futura esposa, e nunca tinha tido a oportunidade de me relacionar com outras garotas antes...não quero que seja tão rápido. Me perdoe caso eu tenha sido mal educado com a senhorita.
—Como está o seu ombro?- perguntei mudando de assunto.
—Bem melhor. Camilla, muito obrigado.
—De nada.
—Como você fez com que meu ferimento virasse apenas uma cicatriz só com a pomada?
—Tenho meus truques- disse, até que ouvi um baque forte vindo de uma das janelas.
—Isso é perseguição- falei, revoltada, me referindo aos rebeldes.
—Você ainda não viu nada- disse Maxon, com olhos compreensivos e cansados- se você for a minha escolhida, terá que aturar todos esses ataques, e muito mais. Você realmente quer isso?- perguntou, querendo saber a verdade.
—Eu não sei Maxon, apenas quero descobrir se há a possibilidade de eu querer encarar tudo isso por você- comentei sincera.
—Entendo.
Depois disso, uma das persianas de metal foi levemente erguida por um pé de cabra, na qual foi jogado duas latas, que começaram a soltar um gás que invadiu toda a sala em instantes. Os guardas começaram a retirar as selecionadas, Maxon puxando minha mão começou a socorrer algumas garotas, tentando nos tirar dali.
O gás começou a entrar em minhas narinas, me deixando tonta e com náuseas. Estava próxima da saída quando escutei um pedido fraco de socorro perto de mim.
—Camilla, não!- falou Maxon quando soltei minha mão da dele e corri em direção a sala. Depois de um tempo procurando cegamente, trombei com a pessoa e comecei a leva-la de volta em direção na qual eu achava que estava a saída.
Estava quase desistindo quando um braço de um guarda me puxou para fora da sala. Olhei para a pessoa que salvara, e descobri que era uma criada. Maxon correu até mim, mas antes que ele dissesse qualquer coisa, meus joelhos cederam e minha visão escureceu.
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