Notas iniciais
Olá queridos e amáveis, como prometido eis aqui mais um capítulo de EI, cheguei de viagem e estou organizando meus projetos e colocando tudo em dia. Este é o POV do Peeta, acho que deixei um gostinho de quero mais no capítulo passado e este é meio que continuação. Terá uma lembrança do passado do Peeta logo no início, espero que gostem dessa nova repaginada que estou dando ao nosso loiro. Nessa semana eu atualizei minha nova fic Together Again. Gostaria muito que lessem ela (sei que muita de vcs leem) Ela é um projeto que estou amando escrever. Tem um escritor americano chamado Harlan Coben, ele tem vários exemplares e a editora Arqueiro está publicando belas histórias dele. Ele tem um estilo de escrever romance com suspense, o resultado é perfeito. E, é exatamente isso que estou fazendo em TA, espero que deem uma chance a ela, sei que as apaixonadas por Peetniss vão adorar, o Peeta de lá é simplesmente envolvente e pra lá de romântico. Sem mais delongas... boa leitura e espero que gostem.

POV PEETA

Eu me encontrava na lanchonete do hospital comendo ligeiramente um x-salada integral e bebendo suco de uva quando ela apareceu sorridente.

— Parece mais feliz hoje, já almoçou? – perguntei imaginando o que diria a seguir.

— Acabei de almoçar no refeitório. Por que não me mandou um bip dizendo que comeria aqui. Podíamos almoçar juntos de vez em quando, sabia? – Me advertiu com um sorrisinho discreto.

— Amor, eu nem deveria estar aqui. Tenho uma cirurgia em quinze minutos. – Ela revirou os olhos diante da curta conversa que estávamos tendo.

— Quando será sua folga, Dr. Mellark? Quero meu marido de volta. Nem sexo gostoso temos tempo de fazer mais e olhe que ainda estamos praticamente em lua-de-mel. – Argumentou fazendo bico.

— Ainda bem que aproveitamos para fazer isso enquanto namorávamos e em nossas viagens, né amor? – Mastiguei rapidamente o último pedaço do meu sanduíche e ela passou a acariciar meu cabelo.

— Você é impressionante, Peeta Mellark.

— Se eu não tivesse compromisso agora, juro que te levava para o meu consultório e fazia uma rapidinha com você.

— Não quero rapidinha com você. – Ela mordeu os lábios e não resisti em me aproximar de sua boca e beijá-la.

— Um neurocirurgião excitado realizando uma cirurgia em um paciente com um Glioma de II grau, não seria nada legal.

— É muito grave? – Daphne trabalhava como Assistente Social, ela já tinha visto muitas famílias sofrerem com diagnósticos impossíveis.

— Ele tem chances de perder a visão, mas a esposa resolveu arriscar.

— Falei com papai mais cedo e ele perguntou quando vamos visitar eles. – Desconversou e não me importei com isso.

— Vou ver se consigo trocar com alguém e de repente podemos ir nesse fim de semana. – Seus lábios se abriram em um belo sorriso e se levantou mais animada do que quando se sentou.

— Não tem uma cirurgia a realizar, agora? – Afirmei com a cabeça. – Então, boa sorte amor. – Me beijou uma última vez antes de ir.

(...)

Ter o corpo daquela mulher junto ao meu parecia a coisa mais louca a se fazer, mas eu era um homem livre, certo?

Daphne.

Minha mulher nunca saiu da minha mente. Ela era tão diferente desta tal, Katniss.

— Vai ficar aí parado, me encarando? – Sacudi negativamente minha cabeça, Katniss foi rápida em se desfazer do vestido. Sua lingerie era toda rendada, o corpo escultural lhe dava um ar exuberante em certas partes. Seus cabelos castanho-escuros caíam sobre os ombros em forma de cascata. Mas, o que mais me chamou a atenção foram seus olhos cor de tempestade. Fiquei hipnotizado por eles. – Tudo bem, acho que você está conseguindo me deixar constrangida. – disse ela mordendo os lábios.

Caminhei alguns passos e ao me aproximar dela senti seu perfume e tudo dentro de mim se ascendeu. Segurei seu rosto entre minhas mãos e a beijei. Nosso beijo se intensificou e logo senti meu corpo sendo empurrado para trás. Não demorou nada e ela já tinha me despido e em seguida nossos corpos ditavam o desejo que ambos estávamos sentindo.

E pela primeira vez em anos, eu, Peeta Mellark fiz amor com uma mulher e dormi abraçado a ela a noite inteira. A decepção foi abrir os olhos pela manhã e ver que novamente me encontrava sozinho. A prova de que tudo tinha sido real, foi sentir seu cheiro em minha pele.

Parece que eu havia me esquecido como era ter alguém. Uma pessoa com quem ter algo a dividir. Por anos vivi fugindo de tudo ligado a sentimentos, pois são estes que nos trazem dor, mais cedo ou mais tarde.

Tentei me livrar das imagens da noite passada, mas parecia algo impossível e depois de tomar um refrescante banho. Preparei meu café e fui para a oficina.

Anthony, sempre fora um homem de bom coração. Eu me sentia grato por tudo o que estava fazendo por mim. Não fazia ideia de como retribuir. Nenhum valor no mundo poderia cobrir sua generosidade.

(...)

— Parece mais vivo essa manhã, Peeta – comentou me passando uma chave de fenda. – O que aconteceu?

Passei as costas da mão sobre minha testa que já se encontrava suada, hoje o dia prometia.

— Tive uma boa noite de sono, acho. – Ele sorriu e continuamos a concertar o velho trator do Sr. Stayton.

— Peeta acho que essas peças vão precisar de lubrificação. O que acha? – Observei as engrenagens e realmente estavam secas e um pouco enferrujadas.

— Sim, realmente vão precisar, mas o que acha de sugerirmos a ele para trocar essa peça. Ela parece bem gasta, não? – Novamente ele abriu um sorriso para mim e desta vez foi mais efusivo.

— Garoto, me diz no que você não tem talento?

— Apenas sou apreciador das coisas, Tony.

Voltamos ao trabalho e na hora do almoço ele me convidou para sentar-me à mesa com ele e sua esposa, mas como minha irmã tinha me convidado para almoçar antes, agradeci a gentileza e ao me limpar caminhei até a casa da minha irmã.

— Ora, pensei que viria mais tarde. – Ao me receber à porta, fez uma careta cômica.

— Se quiser posso voltar depois...

— Não seja bobo, Peeta. Entre logo! – Me puxou para dentro e logo senti o cheiro de sua comida. – Só imaginei que Tony te liberaria mais tarde.

— Ele nunca me libera tarde. Sou eu que não quero tirar minha hora de almoço, às vezes.

— Puxar as refeições faz mal, mas claro que, você já deve saber disso. – A careta ranzinza que fez chegou a ser engraçada e não teve como não rir.

— Onde está minha adorável sobrinha?

— No Resort River’s com a amiga. Na casa da Prim, lembra dela, não é?

— E como poderia me esquecer, ela faz parte da Harmony. Daph sempre tinha uma aventura de vocês para me contar.

— Não sei se comentei, mas ela irá se casar no sábado as 18h. Seria bom você ir... – Comecei a sentir algo estranho dentro do peito. Eu não estava afim de ir a lugar algum. – Peeta...?

— Ah, me desculpe. Acabei me distraindo.

— Não irá ao casamento, né?

— Nick, saiba que eu desejo toda felicidade a ela, mas... mas ainda não consigo estar em meio as pessoas. Eu sei que isso não parece certo e que eu devia fazer alguma coisa para não ser um antissocial, mas não consigo. Eu não dou conta. – Senti seus braços ao meu redor e como era reconfortante ter minha irmã caçula ali, me acalentando.

— Tudo bem, eu te compreendo e saiba que sempre estarei aqui, caso precisar.

— Obrigado, Nick. Mas acho que eu deveria estar te consolando, afinal você está precisando mais.

Sei que não estava sendo fácil pra ela ter que aguentar todo o divórcio, nós dois sempre tivemos o exemplo de um casamento sólido entre nossos pais. A parceria e cumplicidade entre eles nos encantava. Nick e eu passávamos horas e mais horas imaginando como seria o nosso futuro e quantos filhos cada um iria ter. Bem, que fiasco, nada está sendo do jeito que imaginamos, mas pelo menos ela tem a Willow. Eu por outro lado não tenho ninguém a não ser um fantasma do que um dia já fui.

— Não esquenta comigo. Eu tenho as Harmony e estar envolvida no casamento da Prim, me fez ver o quanto o amor ainda pode valer a pena quando ele nos faz encontrar.

— Sinto orgulho de você irmãzinha. – Dei um beijo em sua bochecha rosada e logo fez uma careta e um cheiro de queimado se espalhou pelo ar.

— Ah, droga! – praguejou e quando a segui observei a pequena travessa com algo chamuscado dentro. – Preparei um de seus pratos favoritos, para acontecer isso?

Era carne recheada assada. Ela aprendeu com nossa mãe.

— Tem ovo caipira?

— Tem, por que?

— Vou preparar uma omelete caprichada. – Ela sorriu e logo foi até a geladeira pegar os ingredientes.

Depois de almoçar com minha irmã, voltei para a oficina e trabalhei a tarde toda, sentindo o suor descer por minha testa. Anthony havia dado uma saída e quando retornou, sua esposa Louise nos trouxe limonada e estava com bastante gelo.

No fim do dia concertei o motor de uma velha caminhonete.

— Os McAvoy ficarão feliz por ter conseguido concertar essa lata velha. Perdi as contas de quantas vezes a trouxeram e toda vez tinham que retornar por causa de alguma outra peça.

— O motor estava fundido e fazia tempo que não trocavam o óleo.

— Garoto já disse o quanto estou contente por estar trabalhando aqui, mesmo eu sabendo onde realmente você deveria estar? – Ele tinha uma mão sobre o meu ombro e me senti perdido, sem saber o que dizer.

— Bem, e eu só tenho que agradecer. Nenhum dinheiro paga o que está fazendo por mim. – disse eu depois de um tempo.

— Eu queria que meu filho estivesse aqui comigo e ter você por perto me traz esperanças de que talvez um dia isso realmente aconteça. — Pude sentir a dor em suas palavras e o único gesto que fiz foi dar-lhe um abraço.

Depois disso fui para casa e assei mini pizzas que eu tinha em meu congelador e comi antes de me deitar.

(...)

Já tinha perdido as contas de quantos copos de uísque havia bebido. Em datas como esta era comum eu fazer isso. A lenha crepitava na lareira, o restante das luzes se encontravam apagadas.

Daphne.

Minha mulher invadia meus pensamentos.

— Se você me ama de verdade, fará isso.

As imagens daquela noite de terror vinham como uma enxurrada em minha mente. Eu queria ter o poder de apagar tudo o que vivi, mas infelizmente sou um ser humano inútil.

Uma lenha caiu sobre a outra e isso fez sobressaltar-me da poltrona onde me encontrava sentado. Pouco tempo depois escutei algum ruído — acho que acabei cochilando – levantei, meio cambaleando e a princípio me assustei com a sombra projetada. Mas ao forçar minha visão vislumbrei a bela silhueta e um incomodo se apossou de mim quando vi pela penumbra que segurava um retrato meu e de Daphne.

— Sempre invade a casa dos outros e mexe nos pertences pessoais?

Ela se assustou com minha voz exasperada e o porta retrato soltou-se de suas mãos e estilhaçou sobre o chão.

— Sou eu, Peeta. A Katniss. – Ela me olhou assustada.

— Sei quem é você.

— Me desculpe, eu não deveria ter entrado, ou mesmo vindo até aqui. Mas como bati e ninguém atendeu... – Seu semblante se encontrava um tanto constrangido e eu não devia descarregar toda minha decepção sobre ela.

— Fica – pedi quando avançou até a porta. – Beba comigo. O que gostaria de tomar?

— Martini de maçã seria bom.

— Hum... vejamos, tenho uísque. E uísque.

— Aceito uísque. – disse sorrindo.

Caminhamos até a sala e logo preparei um copo com gelo e a bebida.

— Tome. – Entreguei o drink a ela que se encontrava sentada sobre o sofá de couro e me encarou com um olhar incerto, ou desconfortável.

— Obrigada. – Agradeceu bebericando o líquido.

— De nada. – Aproveitei para beber direto da garrafa e limpei com meu antebraço o resquício que escorreu pelo canto da minha boca.

— Você já está bêbado, não acha melhor maneirar?

— Hoje é 22... – disse me sentando ao seu lado.

— Tem algo contra esta data? – Desviei meus olhos para alguns retratos de Daphne que estavam sobre a mesinha de centro. – Quem é ela, Peeta? – perguntou com suavidade.

— Minha mulher, Daphne.

— É casado? – Ela parecia assustada.

— Eu era, mas ela me deixou.

— Na data de hoje?

— Como sabe?

— Digamos que sou expert no assunto sobre abandonos. E, é um inferno quando marcamos a data na cabeça. Parece uma coisa quando o tal dia chega. É impossível não vir à tona tudo o que passamos, não é? – Seu cheiro invadiu minhas vias respiratórias e foi impossível não sentir um formigamento em certas partes. Minha vontade era de puxa-la para os meus braços. Mas parecia que meu ser queria mais do que apenas sexo com ela. Então, toquei seu rosto.

— Katniss, não tenho nada a lhe oferecer...

— Eu não me importo. – disse lentamente e seus olhos transmitiam tanta ternura naquele instante que se fosse a coloração castanha que estivesse presente ali, juraria que encarava o olhar de Daphne.

— Mas deveria se importar.

— Você também.

Nossos rostos se aproximavam lentamente e não pude esperar mais para ter seus lábios.

— Acho que já falamos demais. Me beije, por favor, me beije.

Nossos lábios se encontraram numa sincronia incrivelmente assustadora. No instante seguinte ela estava sobre mim retirando desesperadamente minha roupa igual eu fazia com as dela.

Katniss era uma mulher incrível e sedutora. Mas será que eu não estava avançando rápido demais? Será que eu estava certo em sair com alguém, visto que, me sentia ainda casado?

Tudo o que eu quis naquele instante foi jogar tudo pra cima e tentar, ao menos tentar viver com alguém. Poderia até fazer isso se não fosse pelo abandono que senti ao acordar novamente sozinho pela manhã.

Sentimento era algo complicado. Fui feliz um dia, mas este dia passou e nem sei se um dia voltará.

Notas finais
O que acharam? Tadinho do Peeta, ele meio que está cansado de ter uma certa morena ao seu lado e na manhã seguinte acordar sozinho. Vamos ver como será daqui pra frente. Me digam o que estão achando e o que esperam? Próximo capítulo será o da Prim e o grande dia dela. Até lá e que todos tenham uma excelente semana. Ah..... Sábado tem uma surpresa pra vocês. Beijos e até lá. Esse link abaixo é minha nova fic. https://fanfiction.com.br/historia/726951/Together_Again/