Entre Garras e Flores

1 Sangue nas Flores e Uivos no escuro


Notas iniciais
Bem, demorou um pouco mas chegou, essa pequena fic narra o que houve desde o final da primeira temporada de "Sangue e Honra", dando uma atenção especial ao Kiba e a Ino, que serão os protagonistas, assim como também teremos algumas participações especiais de personagens que merecem e precisam aparecer.
Tudo dito, lhes desejo uma ótima leitura.

Fazia um ano e meio desde que tudo aconteceu, todos ainda estavam na expectativa de um novo ataque, ataque esse que nunca veio, as pessoas já estavam mais tranquila, com algumas exceções, Tsunade Senju havia recebido uma carta, uma mensagem inesperada de um aldeão, a carta pedia ajuda, dizendo que coisa estranhas estavam acontecendo no vilarejo ao lado, onde, de noite, se ouviam gritos e alguns rosnados, e sempre que passava da meia noite, Tsunade não entendia, vampiros? Muito pouco provável, a chance era quase zero, Tsunade saberia se fosse algum deles, até porque ela conhecia o líder atual do clã da região do norte, lobisomens? Não, Kiba saberia e a informaria imediatamente, ela lia e relia a carta diversas vezes, até que ela decidiu tomar uma medida.

-Mande chamar Kiba Inuzuka imediatamente! — Exclamado isso o guarda a sua porta lhe curvou um pouco o corpo, em respeito e saiu apressadamente atrás do “garoto lobo”.

[...]

O Inuzuka estava deitado em um morro, sentindo a grama em sua pele e o vento em sua face, vestia uma camisa preta, com a manga esquerda sendo comprida, chegando até seu antebraço, e a manga direita não existindo, parecendo que havia sido arrancada, calças escuras, botas de cano alto, com sua foice em suas costas, ele sentiu o cheiro do guarda se aproximando, conhecia o cheiro de todos na cidade, ele sorriu.

-Kiba, senhora Tsunade solicita sua presença imediatamente- Disse o guarda, Kiba se levantou, agradeceu ao guarda por tê-lo avisado e correu em direção ao castelo da rainha.

[...]

-Mandou me chamar senhora Tsunade?- Disse Kiba, em tom respeitoso para com a loira, que o olhou.

-Eu recebi um carta interessante, dizendo que em um vilarejo se ouve barulhos estranhos quando se passa da meia noite, gritos e grunhidos esquisitos, não parecendo com os de um animal, gostaria que você investigasse, parece que pode ser alguma coisa sobrenatural, para todo o caso leve um Yamanaka, eles são sensíveis a esse tipo de coisa e podem lhe ser úteis- Disse Tsunade o olhando, enquanto o mesmo lia a carta que Tsunade o entregou enquanto falava.

-Sim senhora, imediatamente- Disse o Inuzuka já se retirando de sua presença, indo se preparar, provavelmente ja teria uma Yamanaka em mente, o problema é, e se houvesse alguma luta? como ela não pode exercer esforço físico sobre seu corpo não poderia se defender apropriadamente, ou seja, ele deveria ser seu guarda-costas, literalmente.

O momento não poderia ser melhor, perto de uma floricultura ele acabou por encontrar a loira de olhos azuis, escolhendo algumas flores, ela parecia indecisa, como uma princesa rodeada de belíssimos vestidos, sem saber escolher o que usar, ele passou perto dela, o suficiente para que a loira ouvisse seu sussurro.

-Acho camélias bonitas-

Ino reconhecendo a voz do Inuzuka, porém, ao se virar, não o encontrou no meio da multidão.

-Ei-

A voz veio do lado contrário, ela se virou, assustando-se, Kiba estava a sua frente, perto, perto demais, tanto que ele mesmo não percebera, Ino corou.

-Temos uma tarefa a fazer, gostaria de me acompanhar?- Perguntou o Inuzuka, não querendo ser indelicado com a loira de olhos azuis, ela sorriu.

-Me arrumo em alguns minutos- Disse a loira indo em direção a sua casa, enquanto o mais velho olhava o céu, vendo Akamaru pousar suavemente no chão depois de saltar do telhado de uma casa.

-Bem Akamaru, temos uma tarefa, vai ser interessante- Disse Kiba, enquanto que Akamaru latia em alto e bom som.

[...]

Faziam cinco minutos desde que haviam partido da cidade, ambos montados em Akamaru, a loira se segurava firmemente em Kiba, corando um pouco, enquanto sentia pelo tecido os firmes músculos dele, Akamaru latiu, avisando que logo chegariam a seu destino, era de manhã, por volta das dez horas pela altura do sol, tão logo saíram da floresta avistaram um vilarejo, não muito grande, o suficiente para 100 pessoas no mínimo, vários camponeses trabalhavam na terra, plantando e colhendo, algumas casas em um estado pior oo que as outras, logo que chegaram, foram recebidos por um homem velho, aparentemente o chefe do vilarejo.

O homem era careca, com uma longa barba branca, alcançando sua barriga, magro, trajando uma vestimenta simples de camponês, camisa preta de mangas curtas, calças de tecidos curtos, alcançando seus joelhos, junto de sandálias simples, usava um chapéu de palha que cobria seus olhos castanho escuros, sua expressão era aliviada, calma e serena, acima de tudo, sábia, mesmo que não parecesse, ele era muito velho, sempre sorria com segurança, porém, ao anoitecer, tudo o que restava era sua sabedoria, pois o que os atormentava a noite estava chegando perto de encontra-los, e quando encontrasse-os… O resultado não seria nada bom.

O líder do vilarejo temia pelos mais novos, ele era velho, já viveu o que tinha que viver, se chegasse a hora, ele se sacrificaria pelos outros de bom grado, se isso salvasse os mais jovens.

Tão logo os três chegaram e já foram recepcionados com um sorriso do mais velho.

-Sejam bem vindos viajantes, eu sou Okar, líder deste vilarejo, a quê devo tal visita?- Recebeu-os com tal simpatia que eles até mesmo ficaram meio bobos, Kiba ajudou Ino a descer de Akamaru, que se deitou na grama, rolando.

-... Olá, eu sou Kiba Inuzuka, esta é Ino Yamanaka e aquele é Akamaru, viemos por Konoha ajuda-lo em seu… problema- Disse Kiba, apertando a mão do mais velho, que sorriu.

-Me acompanhem por gentileza- Disse o homem, indo mais a dentro do vilarejo, ambos os três o seguiram, enquanto o ouviam.

-Nosso vilarejo, desde que se instalou aqui, sempre foi pacífico, retiramos da terra tudo o que necessitamos, sem machucar ninguém, fomos ensinados a cultivar para sobreviver mesmo ao mais rigoroso inverno, porém, a algum tempo, fomos atacados, não por mercenários comuns, mas sim por mercenários controlados por um único senhor e mestre, eles eram controlados por um vampiro- Disse Okar, olhando o céu, Kiba sorriu de canto, fazia um tempo que não matava vampiros.

-Um destes mercenários, no meio de tudo, se transformou em uma criatura horrenda e atacou um dos moradores do vilarejo, podemos ser pacíficos, mas em meio a essa situação, não ficaríamos sem revidar, no meio da batalha ele foi arranhado, nada grave aparentemente, porém, dias depois, ele começou a se debater enquanto dormia, começou a ficar pálido, com olhos vermelhos…-O velho parou de andar ao ouvir a voz de Kiba.

-Ele começou a se transformar em um ghoul- Interrompeu Kiba, deixando o senhor surpreso por, mesmo tão jovem aparentemente, saber sobre esses assuntos.

-Rapaz, quantos anos você tem? Alguém tão jovem não deveria conhecer esse tipo de criatura- Disse o mais velho, questionando Kiba.

-O senhor ficaria surpreso com o quão “velho” eu sou- Disse Kiba, enquanto o senhor alisava a barba, sorrindo.

-Sim, ele começava a se transformar em um ghoul, e parece estar perto de se completar, pois seu sangue começou a perder a cor tem algumas horas, a deixamos, durante o dia, exposto ao sol, pois a luz do sol retarda a transformação, e durante a noite, nós a prendemos, com sua total concordância, para que ele não perca o controle e machuque alguém — Disse Okar, com pesar na voz, odiava fazer aquilo, porém, era necessário por um bem maior.

-A necessidade de muitos supera a necessidade de poucos- Disse Ino, enquanto o senhor continuava a andar, até chegar até um jovem, uma criança, Kiba a olhou, uma garotinha, de cabelos longos e alaranjados, olhos castanhos, vestindo um pequeno vestido branco, usando também sandálias, ela os olhou, e os recebeu com um sorriso.

-Esta é Anaru- Apresentou Okar a garota, que se curvou um pouco em respeito aos visitantes.

-Muito prazer- Disse a garota, ambos os dius sorriram, Akamaru a lambeu, a fazendo rir, em seguida se sentou ao lado de Kiba, olhando os dois a sua frente.

-Venham para dentro os dois, essa conversa não deve ser realizada em um local como esse- Disse Okar, andando em direção a maior casa da aldeia, mas.ainda assim, era simples, feita de madeira das árvores, tendo dois andarem e várias janelas.

Okar os guiou para dentro, entrando em uma grande sala, tendo várias mesas, parecendo um salão de festas, subiram algumas escadas e percorreram um corredor longo, até chegarem em uma sala, tendo apenas uma mesa e três cadeiras, mesmo simples, sua estrutura era muito boa e forte.

As paredes pintadas em um tom mais claro do que o normal de branco, a mobilia, talhada na madeira, tendo um acabamento extraordinário, dignos de um mestre artesão.

Vários detalhes em vermelho, incluindo.uma estante ao lado da sala, provavelmente usada para guardar documentos, pois esta era grande, do tamanho de uma pessoa, e largura de duas, tendo seis gavetas.

Okar se sentou, sendo acompanhado pelos dois, e por Akamaru.

-É a Anaru não é?- Perguntou Ino, surpreendendo um pouco o velho líder da aldeia, mas logo ele sorriu.

-Você é Yamanaka não é? — Sua voz saiu curiosa, como qualquer outra pergunta que Okar fosse fazer a eles, com um gesto ela o respondeu positivamente.

-Vocês são muito sensíveis ao sobrenatural, então não me surpreendo, mas sim, é Anaru, ela acabou sendo infectada por uma criatura, a noite a acorrentamos em uma antiga casa abandonada, até mesmo os animais sentem medo dela durante esse horário, e mais, acho que a criatura ainda pode estar por aqui, pois a aura maligna nunca abandonou este lugar- Disse Okar, esclarecendo ainda mais o assunto.

-Acha que Anaru consegue suportar mais uma noite dese jeito? se eu conter a criatura que a infectou e mata-la, o processo de extração da infecção será menos dolorosa, e, no estado atual dela, fraca e frágil, ela morrerá, essa é a única chance dela sobreviver- Explicou Kiba, observando o semblante pensativo do líder do vilarejo, vendo-o chegar a uma conclusão.

-Pois bem, o estado de Anaru começa a se alterar por volta das seis e meia a tarde, onde ela momentâneamente fica desacordada, e quando acorda, é mais fera do que humana, por isso a acorrentamos e a amordaçamos, ela não se importa, a parte humana dela adormece e os instintos tomam o controle- Disse o velho, com um suspiro pesado pelo sofrimento de alguém de sua vila, ainda mais uma criança

-E quanto aos pais de Anaru? — Perguntou Ino, enquanto olhava Okar, vendo este ficar triste

-Quando fomos atacados por estes “mercenários” seus pais foram mortos… Ela é minha neta- Disse ele, com pesar em sua voz.

-Peço perdão por fazê-lo trazer de volta lembranças tão dolorosas, meus sinceros pêsames- Disse Ino, arrependida da pergunta, vendo o clima ficar um pouco mais triste a cada segundo, Kiba tomou a palavra, com um tom alegre.

-Não se preocupe, iremos resolver essa situação- Disse ele, os dois viram o olhar alegre e algumas lágrimas beirando fugir de seus olhos.



-Obrigado, muito obrigado aos dois- Disse ele se levantando, apertando a mão de Kiba e abraçando Ino, de alegria o velho se sentia vinte anos mais jovem, com um sorriso maior do que a cara no rosto.

[...]

Era por volta das duas horas da tarde, Kiba estava sentado na grama, em um morro alto e verde, Ino havia ido ver o local onde Anaru ficava confinada, e Kiba resolveu dar uma volta, pois Ino não precisaria de sua proteção, não durante o dia, ainda mais porque Akamaru estava acompanhando-a, não haveira problema.

Ghouls, ainda mais os desse tipo, possuem uma atividade mais alta, concentrada e desenvolvida a noite, onde seu porte físico, sentidos, habilidades, os ghouls eram mais fortes a noite, quando não havia o sol para mantê-los fracos e sobre controle.

-Esse lugar é muito bonito — Disse Kiba, ao perceber que estava sendo acompanhado por uma jovem e inocente presença, ele se virou e sorriu, enquanto a garotinha, Anaru, se sentou ao seu lado.

-Eu poderia ouvir a sua história?- Perguntou a criança, curiosa, enquanto os olhos de Kiba pareceram se escurecer com essas palavras, mas decidiu confiar na criança e lhe contar o que queria saber.

-Meu nome é Kiba Inuzuka, descendente direto de sangue da primeira geração da familia Inuzuka, aqueles abençoados pela personificação da caça com o sangue de lobo, não tenho familia, pois ela não me quis, há muito tempo, quando não controlava meus poderes, acabei perdendo o controle e matei, eu nunca quis, mas matei, como punição estou proibido de voltar para casa e ver minha familia- Disse o Inuzuka, se abrindo para a criança, que a tudo escutava, atenta a cada detalhe.

-Eu nunca ouvi falar da familia Inuzuka- Disse Anaru, vendo Kiba sorrir com simplisidade.

-Não me surpreendo, faz mais de cem anos que eles não são vistos por ninguém- Disse Kiba, enquanto via o olhar bestificado da criança, surpresa.

-V-Você… Mentira! Ninguém é tão velho assim! E ainda manter a aparência tão jovem- Exclamou a garota, vendo-o rir, de maneira engraçada, se divertindo com a inocência da jovem.

-Nós, lobisomens, envelhecemos devagar, muuuito devagar — Disse ele, vendo a garota tentar acreditar nele, mas convenhamos, ela era uma criança, e iria aprender a não confiar nas aparências.

Pensou nisso enquanto que, olhando o sol, lembrou dos cabelos loiros de um antigo amigo, há muito sumido.

“Eu nunca consegui enxergar a dor dele” Pensou Kiba, um pouco aflito por nunca ter conseguido ajudar a lhe dar consigo mesmo, a tratar seus demônios interiores, nem suas dores, mas mesmo assim, ele sorria, fazia piada, aparentemente era um jovem muito feliz, mas na realidade, era extremo oposto.

O que faltava pra ele era apenas uma coisa, depois daqueles conversa, depois da morte do basilísco, quando o Uzumaki emergiu da carne morta da criatura, enquanto esta era devorada por Nasmelt, o que emergiu dali foi um jovem que perdeu sua motivação

“Porque não formar minha força a partir daquela que eu tiro dos meus inimigos?”

As ultimas palavras que havia trocado com Naruto o deixaram pensativo, até ter a linha de pensamento interrompida pelas jovem de cabelos alaranjados e olhos castanhos.

-Pensando em alguém?- Perguntou a jovem, como se pudesse ler os pensamentos do guerreiro, sorrindo, ele sanou sua dúvida.

-Em um amigo que se perdeu — Disse o Inuzuka, respondendo a duvida da garota, ela olhou o horizonte, o contraste entre céu e terra, onde um parecia começar onde o outro terminava, até não ser possível separa-los.

-Só porque ele tropeçou e se perdeu no caminho, não quer dizer que ele tenha se perdido para sempre — As palavras daquela jovem e inocente penetraram fundo em sua mente e alma.

-"Tão inocentes e puras são as crianças"- ele as refletiu, tanto que só percebeu quando a garota o chamava, quando ela o fez pela terceira vez, ele rapidamente respondeu.

-O que houve pequena?- A voz saiu tranquila e serena, a garota o olhou, um pouco temerosa, e Kiba sentiu isso.

-O que vai acontecer comigo?- Perguntou ela, com a voz preocupada, Kiba sentiu o medo da garota em sua voz, ele a olhou, com um olhar pensativo, em seguida tocou sua cabeça.

-Vamos te curar- Disse ele, com um sorriso, até ouvir um latido, ele se levantou e viu Akamaru voltando rápido, junto com Ino, montada em suas costas.

-Kiba! — Gritou ela, vendo-o ficar preocuoado.

-O que houve?- Perguntou ele, temeroso da resposta.

-O Ghoul! Ele apareceu! Mesmo ainda sendo dia! — Disse Ino, tendo alguns arranhões em seu bonito rosto, com a voz embargada de cansaço.

-Todos fugiram, e eu vim te avisar, Rápido- Disse ela, enquanto ambos montavam em Akamaru, que voltou a correr para de onde veio, pulando de árvore em árvore, foram cerca de dois minutos correndo pela vegetação alta do lugar, até chegarem.

Encontravam a casa totalmente destruída, sem qualquer pista, com o cheiro de carne podre no ar, junto de morte e uma aura maligna.

-Esse era o lugar onde Anaru ficava, a casa mais distante e antiga do vilarejo- Disse Ino, descendo de Akamaru, sendo seguida de perto por Kiba, que vistoriava o local, que aos poucos ia ficando rodeado por pessoas, inclusive Okar.

-Parece que esse “bicho” tem mesmo alguma inteligência- Disse Kiba, olhando para Okar, que estava em dúvida para com o que Kiba falava, logo o Inuzuka percebeu.

-Destruíndo esse lugar, Anaru não poderá ficar em nenhum outro pra ficar, aquele lugar era antigo, e sobre uma antiga magia, criada pelo meu avô para tratar os doentes, tanto do corpo, da mente e da alma, porém, ele morreu antes que pudesse passa-la para o meu pai — Disse ele com pesar em sua voz por esse acontecimento trágico .

-Porém, podemos mantê-la em um lugar provisório, não tão forte, mas o suficiente para aguentar uma ou duas noites até que a criatura seja exterminada- Falou ele, com a voz séria, ainda com a atenção dos dois presa a ele .

-Faça isso, começarei a fareja-lo, e Ino… Fique atenta — Disso isso ele correu para a floresta, desaparecendo na mata densa, deixando a loira estática, com seus olhos azuis no horizonte, tão logo Kiba sumiu algo novo apareceu.

-Cuidado- Disse Ino como toda a força que podia exercer em seu corpo, levando o ancião ao seu lado para o chão, desviando-se de uma flecha, que o acertaria na cabeça, enquanto que esta, que teve seu alvo salvo, se fincou em uma pedra, com sua ponta a atravessando, em seguida uma cabeleira ruiva foi arremessada, quebrando uma árvore, caindo de pé, enquanto que uma criatura surgia a sua frente.

Esta era verde e escamosa, com olhos brilhantes como fogo selvagem queimando a floresta, tinha uma massa grande e afiada em sua mão, várias de suas escamas se assemelhavam a chifres, que cobriam boa parte de seu corpo, os dentes afiados e tordos, tão afiados quando o fio de uma espada recém forjada, usava apenas um tecido, de couro e pele de animais, que cobriam sua parte íntima, os pés se assemelhavam a cascos de cavalos, as mãos, grandes e rústicas, um simples aperto poderia quebrar todos os ossos de seu corpo

Ele rugiu para a ruiva, mas não em raiva, e sim em dor, ao sentir três flechas atingirem suas costas, sua carne por entre as brechas das escamas, em seguidas, elas explodiram em eletricidade, paralisando a besta.

A ruiva, não desperdiçando a sua chance, avançou ferozmente, praticamente escalando com os pés o corpo musculoso e duro da criatura, lhe dando cortes por toda sua extensão, ao chegar em seu peito, os movimentos voltaram, ela saltou até suas costas, fincando sua espada ali, onde o braço da criatura, que se balança-la tentando separa-la dele, não podiam alcança-la.

Ela se segurou com sua mão direita na empunhadura da arma, e, com a outra, na ponta dos dedos, criou espinhos, finos o suficiente para não serem vistos a olho nú, em seguida, os cravou no gigante esmeralda, que urrou… Ela o acertou onde doía

Seus músculos se contraíram, enquanto que seus braços, ainda agitados, eram alvo da saraivada de flechas da outra ruiva, seu braço soltou a massa, inerte no chão frio de terra e pedras, ela se cansara.

Ela caiu de joelhos, Exausta, a ruiva que antes estava em suas costas, fora até seu cinto, puxando algo dele, que estava enrolado nos pelos e couro de animais, em seguida, apintou seu indicador para sua testa.

-Irmã, vais mesmo mata-lo?- Perguntou a arqueira para a guerreira, que a olhou, com o olhar frio.

-Já chegou a ver uma fera selvagem como essa na floresta, e ter certeza absoluta de que ela não atacaria ninguém? — Disse ela, enquanto que a outra ruiva, aparentemente mais novas, se calou.

Ela suspirou, odiava matar daquele jeito, mas era necessário, era preciso, um espinho fino emergiu de seu dedo indicador, penetrando a testa da criatura, que nem mesmo chegou a rugir de dor, como poderia? Foi tão rápido que nem mesmo tempo para isso tivera, logo após o espinho penetrar seu crânio, vários outros emergiram, de dentro para fora, destruindo sua cabeça, ela rapidamente tombou ao chão assim que que o espinho conectado ao dedo da ruiva se quebrou.

Ela olhou o que ela havia pegado do cinto da criatura, olhou-a longamente, em seguida, fechou seus olhos, lutando contra si mesma para não demonstrar suas emoções ali.

Ela segurava o colar que, uma vez, pertencera à Naruto.

Ela se ajoelhou, deixando o corpo descansar, ela olhava a criatura, morta no chão, que tinha um olhar diferente em seus olhos, quase como se pedisse misericórdia, mas isso não era algo que ela tivesse, não mais.

A ruiva mais nova foi até ele e fechou seus olhos, sussurrando um “Desculpe-me””, ela olhou para a loira, sorriu, reconhecendo-a.

-O que fazes aqui, Ino? — Perguntou, curiosa como era, já a outra não se importou, colocando o colar em volta do pescoço, colar esse com uma pedra de cristal brilhantes, tão valiosa que, se alguém tivesse dinheiro suficiente para compra-la, quem a vendeu poderia até mesmo comprar montanhas inteiras.

Mas para esta ruiva, ela valia muito mais do que qualquer coisa.

-Estou fazendo uma missão, junto de Kiba- Ela disse, enquanto olhava para os lados, desviando o olhar, Karin sorriu.

-Certo certo, mas uma dica, os homens gostam de mulheres que tomam a iniciativa, tchau- Disse ela, enquanto corria de volta para a floresta, deixando para trás Ino, que não compreendeu a “dica”, enquanto que Tayuya olhou brevemente a criatura, e saiu andando, enquanto que o corpo da besta começava a queimar e a desaparecer em uma chama verde enegrecida, sem cheiro, sem calor.. Sem rastros...

Notas finais
Isso ai pessoal, pra essas duas matar uma coisa dessas é fácil, uma longa distância e outra curta distância é uma combinação excelente.
E será assim, o Naruto será vagamente lembrado ou citado durante todo o decorrer da história, ah!, Orochimaru aparece, com interesses diferentes dessa vez (hehe).
E estou pensando em colocar a Tsunade pra lutar (Só falta alguém que aguente o tranco, que não é brincadeira não).
Enfim, aqui está o primeiro capítulo, (Perdoem os erros de português e avisem-me se os mesmos existirem). Atualizo assim que eu puder OK? E não, não pretendo parar por um tempão assim do nada ( hehe ).

Até a próxima
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.