Entre Espadas e Sonhos
4 Densas florestas e doce riacho
Davis, Lina, Théo e Zuli seguiram caminho a fora das redondezas do castelo de Pêtros, percorreram um longo caminho onde mal viam o tempo passar, estavam livres para viverem com quisessem a partir dali, era algo muito esperado por todos, todos anseiam por liberdade e pela oportunidade de fazer o que bem entender e conhecer coisas novas sem ter algo que vá lhe puxar para trás.
O sol começava a se pôr, o céu ficava alaranjado com algumas nuvens que estavam levemente acinzentadas como um fim de tarde no verão, e então começaram a ver de longe uma espécie de floresta, porém não dava pra ter noção de quão grande ela poderia ser e nem se era um lugar seguro, porém não tinham outra escolha, não podiam mais voltar para o castelo que já estava bem longe e mesmo se voltassem não chegariam antes do anoitecer, apertaram então o passo para chegarem até esta floresta o mais rápido possível e assim encontrar um lugar onde pudessem passar a noite.
Ao chegarem mais perto da floresta um leve vento úmido começou a soprar, ao olhar pra cima Lina percebe que o céu está começando a escurecer com a caída da noite e que mais nuvens começam a aparecer e fala:
― Meninos... Acho melhor nos apressarmos, parece que o tempo não está muito favorável para ficarmos desprotegidos e eu não quero ficar molhada.
― Ahhh relaxa Lina, um pouco de chuva não faz mal pra ninguém e alias vai aju- ― Ia dizendo Davis quando ouviu um grande rugido vindo do céu e ficou imediatamente quieto.
― O que foi isso? Alguém me diz o que foi isso, eu não quero morrer ainda!! ― Disse Théo com uma voz de susto e se escondendo abaixado atrás de Zuli.
Os jovens começaram a correr em direção a floresta e com os olhares atentos para acharem qualquer tipo de local que pudesse servir como abrigo e os proteger da chuva que estaria por vir, Davis e Lina vão na frente por serem mais ágeis do que Théo que vem logo atrás dos dois e Zuli vem por ultimo já que sua armadura pesada não ajuda muito em situações onde é preciso ter velocidade. Ao entrarem na floresta começam a perceber que aparentemente não passa de mais uma porção de vegetação, árvores de tamanho comum, folhas bem vivas e muito escuras já que a noite estava caindo e as árvores não ajudavam a transpassar a pouca luz da lua que ainda conseguia que por pouco que seja iluminar o caminho que pareciam estar seguindo, e novamente outro rugido vindo do céu, a chuva que estava por vir já era certa, o vento soprava mais forte e as folhas das árvores faziam barulho, precisavam achar um abrigo ou acabariam encharcados e até mesmo outras peças de roupa que estavam de bagagem de cada um iriam ficar molhadas também, até que encontram um conjunto de árvores que pareciam dar passagem para algo.
― Pessoal, olhem!! Parece ter uma trilha entre aquelas árvores, o que acham? – Disse Davis apontando para o local.
― Por favor, vamos por ali logo, eu não aguento mais correr, estou morto! – Zuli respondeu muito ofegante
Então seguiram andando por uma espécie de trilha que parecia ter muitas pedras e por causa da umidade da floresta havia muito limo e estava muito escorregadia, começaram então a ouvir alguns barulhos, como arbustos se mexendo, galhos se retorcendo e quebrando e ainda alguns uivos e grunhidos que pareciam ser de lobos ou raposas do mato que aparentemente viviam por lá, mesmo assim continuaram em frente com o dobro de cautela do que havia quando iniciaram a trilha. Após um longo caminho a chuva começou, Davis começou a dar risada ao olhar a cara de Lina que estava emburrada, pois estava começando a se molhar graças à chuva, Théo por sua vez utilizava sua mão esquerda para recolher água e pulsar sua mão como uma maneira de manifestar seu elemento e ao seu lado andava Zuli com a boca aberta e cabeça para cima como se fosse beber a água que caia da chuva e então tropeça e rola uma pequena ladeira a baixo, todos se viram para ver onde Zuli ia parar e então foram atrás.
Ao descerem a ladeira encontram Zuli completamente encharcado, porém a chuva não estava tão forte para isso, Zuli havia caído dentro de um pequeno riacho, começaram então a rir do que aconteceu enquanto Zuli levantava e saia do riacho e Lina começou a observar o ambiente em volta até que se deparou com uma árvore gigantesca quase que do tamanho de um quarto comum e era oca por dentro, parecia ter sido usada como abrigo por alguém que havia passado pela floresta.
― Ei meninos, achei um lugar para descansarmos, venham. ― Disse Lina indo em direção à árvore.
― Ahh logo agora que eu estava começando a me divertir com a sua cara de brava?! – Falou Davis rindo e olhando para Lina
― Graças aos Deuses!! Eu estava cansado de andar já além do que estou morrendo de sono fiquei a noite passada tentando despertar meu elemento. – Comentou Théo com uma voz de alívio.
Enfim se protegeram da chuva e começaram a se acomodar no pequeno espaço que havia, os meninos ficaram de um lado do interior da árvore e Lina ficou no outro canto ao lado das mochilas de todos, porém algo estranho estava acontecendo lá fora, o vento havia ficado mais forte e raios começaram a aparecer rapidamente e um barulho estranho e muito alto começou a ser ouvido e vinha da floresta que estava do outro lado do riacho que estava no momento com sua água tremula por algum motivo ainda desconhecido...
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