Entre Espadas E Varinhas
10 Capítulo 9
– Oi mãe.
– Oi Arya.
– Oi? Oi? Vocês sabem no que se meteram? O que vocês tinham na cabeça? — disse a mãe de Sarah, ou melhor, gritou a mãe de Sarah. — Charlie, você se prepare para o seu pai e você Sarah, depois eu falo com você. Agora me contem exatamente o que aconteceu para que eu tenha alguma chance de salvar vocês dois.
Sarah ficou assustada com o modo que a sua mãe disse aquilo. Eles eram de menor, não poderiam ir para Azkaban, certo? Ela lhe contou tudo o que havia dito ao Sr. Groy.
– Tudo bem, a audiência vai ser daqui a alguns minutos. Agora me escutem, não falem nada se não lhe pedirem que falem, deixe que eu falo por vocês, acho que já sei o que fazer então por favor, não estraguem tudo.
Arya não queria ser grossa com os dois mas diante daquela situação não havia tempo para tentar dar uma de mãe compreensiva, aquelas crianças tinham se metido numa tremenda confusão e só ela poderia ajudá-los.
– A audiência Disciplinar de 03 de Julho sobre ofensas cometidas por dois jovens, Sarah Griffiths e Charlie Blake está aberta. Inquiridor Albert Mills Wilkinson, chefe da Suprema Corte dos Bruxos, Testemunha de Defesa, Arya Griffiths. Acusações: Os dois estão sendo acusados por exporem o Mundo da Magia a dois trouxas por livre e espontânea vontade. Vocês negam tais acusações?
– Não eram trouxas, eram semid... — disse Charlie, ficando cada vez mais irritado.
– Semideuses, sim. Mas isso não quer dizer nada, negam o fato de terem exposto o maior segredo de nosso mundo?
– Não, mas o senh...
- A testemunha de defesa, Senhorita Griffiths, tem algo a dizer?
– Sim Vossa Excelência. Concordo que os dois tomaram uma ação um tanto quanto precipitada ao exporem nosso mundo desse jeito mas não há motivo para tanto alvoroço. São crianças e ainda não tem muita responsabilidade por seus atos. Acredito que o melhor a ser feita seria apagarmos a memória dos tais semideuses.
– Mas acredito que não esteja convencida que esses dois não serão punidos.
– Os dois cometeram um erro gravíssimo mas acho que a expulsão da escola de magia e bruxaria de Hogwarts esteja fora de questão. O que propõe como forma de punição para os dois?
– Serviço Comunitário talvez. O Hospital St. Mungus está precisando de ajuda depois do que ocorreu com as figueiras cáusticas.
– Hm, concordo. A corte tem algo a adicionar? — Ninguém se pronunciou. — Então, declaro este julgamento encerrado. Os réus pagarão com cem horas de serviços prestados ao Hospital St. Mungus e os tais trouxas terão suas memórias do ocorrido apagadas pela Central de Obliviação. Estão todos liberados.
***
– Graças aos deuses! Você está bem? — Thomas ficara horas ao lado da cama de Jane esperando que acordasse, desde o ocorrido recusou-se a deixá-la.
– Minha cabeça parece que vai explodir. O que houve? — disse Jane, gemendo quando tentou se sentar, a dor nas suas costas era insuportável.
– É melhor ficar deitada, você levou um baita tombo. Não se lembra da esfinge?
Jane esforçou-se para lembrar de alguma coisa mas sua cabeça doía demais.
– Hm, lembro vagamente mas... Ei, quanto tempo fiquei desacordada?
– Só algumas horas. Toma, peguei um pouco de ambrosia da sua mochila.
Ambrosia é a comida dos deuses mas semideuses se alimentam dela para se recuperarem mais rápido — Mas ao menos que queira virar pó é melhor não exagerar, por ser a comida dos deuses ela só pode ser ingerida em pequenas quantidades, e isso quer dizer que se mortais ingerirem, bem... eles já eram.
– Obrigada. Você pode me contar o que aconteceu depois que eu apaguei?
– Ãh... na verdade, não muita coisa. Eu levei você até o Quíron, aliás, você precisa emagrecer garota. Depois ele te levou até a enfermaria e você está aqui desde então. Ah e Louis ainda está no chalé de Hermes, e ontem teve caça-a-bandeira, e seu chalé perdeu.
– Você poderia ter parado no 'não muita coisa' ao invés de me chamar de GORDA! E ainda dizer que meu chalé perdeu — disse Jane irritada, ela mal havia acordado e Thomas já conseguira deixá-la irritada.
– Você que perguntou, sua maluca.
– Maluca? Você tem sorte de eu não conseguir levantar. Ei, aquilo ali é uma coruja? — Jane apontou para a janela atrás de Thomas.
– O que? Uma coruja aqui no acampamento? Depois diz que não é mal... — disse Thomas virando-se para trás. — Mas o quê?! É uma carta no bico dela?
– Pega a carta, idiota!
– Eu vou pegar mas não porque mandou — Thomas pegou a carta e caiu de costas no chão quando ela voou da sua mão e ficou parada no ar. — Que porra é essa?
Os dois ficaram perplexos quando viram que a carta olhava para eles.
– Senhor Thomas Cooper e Senhorita Jane Pilberg, os senhores recebem ordens de permanecer onde estão até que um agente do Ministério da Magia chegue no local, se tentarem fugir serão julgados como suspeitos até que a Suprema Corte decida o contrário. Tenham um bom dia, assinado, Mary Evans.
Assim que a carta terminou de dizer a última palavra rasgou-se em pedacinhos e a coruja voou para longe até não poder ser mais vista.
– O que foi isso? — perguntou Jane indignada.
– Bom, uma carta falante, super normal — disse Thomas, levantando-se.
– Super normal... — Jane não conseguia desviar o olhar de onde a carta estivera. — Chame o Quíron, parece que teremos visitas.
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