Notas iniciais
Hahaha! Voltei! Com um capitulo quentinho para vocês seus lindo, e bastante grande se pode ver! Espero que gostem e por favor COMENTEM!

Entre Eles

Capitulo IX — Pub 2.0

A noite havia se iniciado, Luna já a tinha feito beber duas doses de tequila para ela se soltar um pouco. O líquido desceu rasgando sua garganta, mas era sem dúvidas o melhor líder de torcida de uma garota. Hermione só precisava daquilo para dançar a noite inteira.

– Agora vamos naquela pista ali, mostrar quem é que manda! – disse a loira, com seus cabelos loiros e ondulados caindo em cascata nas suas costas nuas. O vestido que havia escolhido era de longe o mais comum que Luna já vestiu. Quer dizer, não tinha nenhum detalhe extravagante demais para o ambiente e a ocasião, era apenas um vestido curto branco com detalhes em pedras pretas cercando toda a barra da saia, as costas nuas era a única “extravagância”. Até mesmo o salto preto estava numa altura normal.

Hermione sorriu e levantou-se, seguindo a amiga. Se Luna estava maravilhosa, a morena não deixava a desejar. Seus cachos morenos caiam de um coque elegante, mas frouxo o bastante para uma saída casual, seu vestido tubinho de veludo vestia-lhe até o meio da colcha. Sua botinha preta tinha cadarços desfiados formando uma ótima combinação com um bracelete de couro sintético finérrimo que Luna tinha escondido em algum canto do seu closet.

Era verdade que Hermione não gostava muito de multidão, não que tivesse pavor, mas não era o seu forte, por isso ela precisava de algum estimulo para deixar de se preocupar e o álcool exercia esse papel perigosamente. Ela não gostava do seu corpo em contado com o de outras pessoas, por isso dançar numa boate era difícil, embora nada acompanhado de Luna Lovegood fosse complicado de se realizar. Mas, ainda sim, ela precisava que a Tequila a acompanhasse, de preferência a noite inteira.

A morena queria dançar, esquecer os telefonemas da pessoa que preferia ver morta e queria esquecer a ligeira sensação viciante que sentiu quando Ronald Weasley a beijou com tanta determinação – mas ainda que com carinho e uma estranha cumplicidade. Desde que fugira de casa não permitiu que homem nenhum se aproximasse dela daquela maneira, mas ali, naquele braços fortes e aconchegantes ela nem mesmo percebeu alguma coisa se não o encontro dos lábios. Era assustador pensar que se ela tivesse um pouco mais daquilo, talvez não pudesse viver mais sem.

– Pare de divagar, Mione! – Luna gritou do meio da pista segurando as mãos da amiga. – Esqueça todo resto e foque nessa sua cintura linda rebolando.

– Você é a melhor amiga que eu já tive! – A morena gritou de volta sobre o som da música, afastando de vez todos os pensamentos que lhe assombravam e se entregando as batidas.

– Então dance com a sua melhor amiga! – Luna balançou a cabeça em um movimento frenético, enchendo o ar com seus cachos dourados.

Hermione a repetiu e as duas caminharam em direção a dominação suprema da pista de dança por aquela noite.

.:x:.

Não muito longe dali e para ser exato naquele mesmo pub, havia uma mesa reservada nos fundos, um pouco distante da pista de dança – ainda que quem escolhesse aquela mesa pudesse visualiza-la com clareza –, um trio de amigos se encontrava reunido.

Havia séculos que eles tinham se reunido assim, apenas eles, bem antes de qualquer um começar uma vida nova, ao lado de alguém que um dia julgaram amar. Mesmo que o motivo para eles estarem ali tornasse toda a situação pra lá de tensa, não deixava de ser aconchegante e seguro estarem juntos.

– É um lugar bem movimentado para se manter uma conversa não acha, Potter? – Ronald fez piada sentando-se a mesa redonda.

– E desde quando nos reunimos em um cinco estrelas para conversa? – O moreno perguntou arrumando os óculos com o mindinho. – Sabe que aqueles lugares são insuportavelmente chatos e pacatos. Vou pegar nossas bebidas, o que vão querer?

–Danzka* acompanhada de limão está de bom tamanho para mim. – Gina respondeu sentando-se elegantemente como sempre fazia.

– Eu ficarei com água por essa noite – disse Ron.

– Já volto, então.

Os irmãos observaram o moreno se retirar até o bar até sumir entre alguns dançantes fervendo na pista de dança. Gina respirou fundo, surpresa por perceber que estava prendendo a respiração desde que entrara. Ron comprimiu os lábios antes de falar:

– Eu sei que estamos aqui para ouvi-lo, sei também que não vamos gostar nada do que ele tem a dizer, mas por que ainda assim eu me sinto tão confortável?

– Não nos reunimos assim há anos, Ronald – a ruiva respondeu –, sei como você se sente. Não há mais nada que eu goste de fazer do que me reunir com vocês e a tanto tempo não fazemos isso, que estou bastante contente por hoje. Embora eu também não me esqueça em nenhum instante de ele está com problemas.

– Ele esteve fugindo do assunto o percurso inteiro, desde que o apanhamos no apartamento dele.

– O que você acha que Cho possa ter feito desta vez?

– Tentei algumas teorias depois do telefonema...

– E quais são?

Mas Gina nunca saberia a resposta porque Harry já havia retornado com as bebidas, impedindo seu irmão de falar mais sobre o assunto. Curiosamente, Harry trouxe tudo de uma vez com um equilíbrio raro: três copos nunca mão (embora fossem dois vazios e um cheio quase que até a borda, eles ainda eram de tamanho e largura diferentes) e uma garrafa de Johnnie Walker lacrada ao lado de uma de água também lacrada.

– Aqui o sua bebida, ruiva – disse ele descansando o copo de Gina na mesa -, sua água e um copo caso precise e um bom whisky para a noite!

– Harry – Ron chamou enquanto o amigo se sentava na última cadeira vazia -, não irei beber esta noite, não pararei com a medicação até ver o Dr. Lupin. Não acha melhor devolver a garrafa?

– Ah meu querido amigo Rony – o moreno sorriu abrindo o lacre da garrafa de whisky e servindo-se uma dose generosa –, não tem problema nenhum se não quiser me acompanhar. Posso da conta dela sozinha, já fiz isso uma vez lembra?

– Lembro. E você passou quase dois dias internado em coma alcoólico por isso.

– Eu era um jovem um tanto idiota naquela época, acredito que depois de um tempo minha resistência tenha ficado maior.

– Você pode até não ser mais tão jovem assim, mas continua um idiota e...

– Você nos chamou porque precisava conversar sobre algo e não para beber uma garrafa inteira de Johnnie Walker, Harry. – Foi Gina quem falou, assumindo uma postura ainda mais séria do que de costume. Seu copo de vodka permanecia intocado.

– Cho tem um linfoma cerebral.

E foi isso. Uma resposta limpa e seca, porém direta o bastante para deixar a mesa em total silencio.

Harry provou da sua bebida e manteve a borda do copo próxima aos lábios enquanto encarava o seu fundo. Havia mais algo dizer? Provavelmente não, era isso, era essa a notícia que latejava na sua cabeça a longas horas. Continuou ali, ainda tentando lidar com aquela informação, esperando apenas as perguntas que não tardariam a chegar, afinal, seus amigos só precisavam de um tempo, assim como ele precisou, para conseguir falar alguma coisa.

O mundo rodou tão rápido que Gina teve uma forte impressão de que cairia da cadeira. Não tinha certeza do que havia acabado de ouvir, mas a expressão de Ronald lhe era bem perturbadora. Porém, mais perturbador ainda era a linha de pensamento que invadiu sua cabeça sem aviso prévio, era de um grau de egoísmo assustador.

Claro que em algum lugar havia preocupação com a saúde de um ser humano, mas a verdade era que ela nunca se dera bem com Cho, ou melhor, Cho sempre fez questão de deixar bastante claro que ate mesmo um pensamento que envolvesse Gina era desconfortável para ela. Nunca havia proferido uma palavra gentil a ruiva, exceto na frente de Harry quando os dois eram casados. Gina tinha suspeitas de que várias coisas que deram errado na sua vida, houvesse o dedo de Cho no meio. Era uma acusação fortíssima a se fazer, mas desde que ingressaram na docência da Universidade, Gina sentia que constantemente alguém tentava puxar o tapete por debaixo dos seus pés. Não era fácil acusar, de fato, levando em conta que as duas eram de áreas totalmente adversas, mas a ruiva podia afirmar que todas as suas oportunidades com Harry foram cortadas quando aquela asiática dos infernos entrou na vida deles.

Gina e Harry estavam saindo desde que foram contratados para licenciar, mas não tinham nada sério ainda. A ruiva era uma romântica incorrigível – e no fundo ainda é – e o moreno pretendia respeitar todo o tempo que precisasse. Porém, de insistências e obsessões da parte de Cho, houve deslizes e a morena engravidou. Harry era cavalheiro (ou tolo) demais para não propor casamento no mesmo instante.

É impossível e desconfortável relatar a dor que tomou Ginevra Weasley na época, mas, por mais que estivesse profundamente magoada e perdida, nunca desejou que algo de ruim acontecesse com o casal. Tanto que foi ela e Ronald quem resgatou o amigo quando este bebeu até o coma alcoólico quando Cho perdeu o bebê pouco depois do casamento, aproximadamente no terceiro mês de gestação.

O matrimonio deles só desandou depois daí e mesmo que os irmãos Weasley fossem os melhores amigos de Harry, Gina tinha sua própria vida para cuidar e um noivo para lidar. Sim! Ela havia conhecido alguém nesse meio tempo, um famoso jogador de hóquei, o grande Dino Thomas. Ela estava feliz com sua própria vida, queria acreditar que estava, mas estava ficando cada vez mais difícil lidar com as perguntas de Harry quando esse lhe questionava sobre Dino ser o cara certo. O que ele queria afinal? Ele era casado!

Cho não gostou nada dos humores – que naquela universidade se espalhava como fogo no palheiro – em que Harry era visto cada vez mais com Gina, entre conversas e café. A morena tratava a ruiva mal sempre que podia, cuspindo veneno e ciúme sem nenhuma moderação. Foi tudo tão horrível quando Gina precisou do amigo na época em que encontrou o ex-noivo na cama com outra nas vésperas de seu casamento e Cho atendeu o telefone com um grandioso sarcasmos e uma bizarra emoção de felicidade sobre a infelicidade da ruiva.

O caso no fim é que Cho Chang nunca fez nada por Gina, logo Gina não tinha nenhum pensamento de misericórdia por ela, mesmo que tentasse, mesmo que sentisse muito pois Cho ainda era uma pessoa, mas nenhuma pena ou lamento passavam-lhe pela cabeça. Por outro lado, Harry estava visivelmente abatido e preocupado e por mais que não soubesse ou entendesse como se deu a união dos dois, Gina não podia ignorar sua dor. Ela já tinha parado de lutar contra aquele sentimento fortíssimo que sentia desde a adolescência pelo melhor amigo do irmão, mas enquanto pudesse jamais admitiria em voz alta. A vida já lhe tinha mostrado que nunca dariam certo.

Mas ainda que não pudesse ter o amor dele, ela jamais deixaria de ama-lo. E vê-lo sofre lhe partia ainda mais o coração, porque a dor dele era a sua.

– Hm... – Ele pigarreou tirando todos de seus devaneios. – Acho que é agora que vocês dizem alguma coisa.

– Você tem certeza? – Ron quis saber com a voz rouca.

– Sim... E eu não tenho ideia do que fazer.

– É reversível? – Gina perguntou, ela era dona de uma voz extremamente firme, bebendo em seguida e grande gole de álcool.

– Ela ainda está para fazer alguns exames, mas o médico adiantou que talvez não se tivesse nada a fazer.

– Mas é um absurdo! – A ruiva exclamou, ainda que no controle completo de si. – Pagamos pelo melhor plano do país e eles nos diz que não há nada a ser feito?

– Primeiro de tudo... – Ron tomou a vez – É importante saber como você pensa em agir, se vai se meter ou...

– Você acha que eu pularia fora? – Harry questionou o amigo perplexo. – Quem você acha que eu sou?

– Harry...

– Não, Ron! Que droga! Ela precisa de alguém aqui por ela e eu sou o mais próximo de um parente que ela tem nessa cidade! Ela veio me pedir ajuda e para o inferno se acha que negarei.

Aquilo não era para ter doído em Gina, mas doeu, e um tanto forte na verdade. Ronald lhe lançou um olhar quando ela vacilou com os lábios comprimidos. Ele sabia a posição dela naquela situação e não a julgava, tinha medo por ela. Gina teve sua cota de sofrimento para duas ou mais vidas.

– Eu sei, Harry... – O ruivo disse por fim, voltando a atenção para o amigo, este se servindo de mais uma dose de Whisky. – Mas você tem que saber dividir as coisas e pensar em você. Nós sabemos que a situação dela é delicada, mas não a deixe sobre sua pele novamente.

– É cruel da sua parte dizer isso, sabia? – O moreno disse empurrando o liquido do copo goela abaixo, fazendo tudo queimar e se servindo de mais em seguida. – Diz como se isso fosse um plano barato dela para me manter perto. Você é um idiota, Ronald!

– Me chame do que quiser, Potter. – O ruivo foi frio. – Mas doente ou não, ou sendo Cho ou não, você tem uma certa predisposição para ser um babaca. Só quero que você saiba mediar as coisas e ajuda-la como um bom amigo faria, porque ou você faz isso ou você vai machucar ainda mais as pessoas ao seu redor de novo. E pode crer que se for a segunda alternativa, me certificarei pessoalmente de também deixa-lo bastante doente.

– Posso saber porque da ameaça?

Ron abriu a boca para responder, Gina fez o mesmo para impedir e enfim por um ponto naquela discussão, mas o ruivo vacilou o olhar por uma fração de segundos em direção a pista de dança e tudo se fez em silêncio. Hermione se destacou entre os demais instantaneamente. E todo o assunto que tratava com o amigo sumiu.

Ela estava maravilhosa sem dúvidas e dançava graciosamente. Para Ron, ele e ela eram os únicos no local naquele momento, ele não via mais nada além dela. Nada além da felicidade em seu rosto, a paz, a diversão, ele queria manter aquilo, poder sempre proteger aquilo porque aquele sorriso era perfeito, irradiava beleza por todo o local. Desmanchar aquele sorriso era um crime e qualquer um que o fizesse merecia pena de morte.

Deus, o que estava acontecendo? Sem saber, ele reconheceu o seu mundo ali. O sentimento que sentia era inédito. Sabia que tinha casado e tinha tido uma vida com alguém, ainda que esse alguém estivesse morto, mas ele havia amado não havia? Ou não? A confusão lhe invadiu quando percebeu que o que sentia era perigosamente maior e muito mais forte do que jamais sentira antes. Jesus! Ele moveria montanhas para garantir que ela sempre sorrisse daquele jeito... Ele faria tudo por ela e mal sabia, mal tinha conhecimento de que quando ela entrou na sua sala de aula pela primeira vez ele estava acabado. Ele só sabia naquele momento, ali, sentando na mesa de um pub a observando, ele sabia que a queria, que seus fantasmas do passado podiam ser superados, porque ele a queria.

– Oh não... – o sussurro preocupado de Gina o trouxe de volta para ver as coisas mais nítidas ao seu redor e não gostou nada quando isso aconteceu.

Hermione não mais sorria porque alguém a estava incomodando, braços estavam enrolados na sua cintura. Um cara falava muito próximo ao seu ouvido, ele parecia amar está ali, mas ela não se mexia, sua expressão era de quase horror. Era visível que a morena queria fugir, embora não soubesse como. Mas Ron sabia exatamente como ele ia tirar aquele idiota de cima dela.

– Hey, não faça besteira. – Harry pediu quando o ruivo se levantou determinado.

– Estou interrompendo alguma coisa? – Ron chamou atenção do cara que matinha Hermione presa, este ergueu a cabeça assim como a morena e encararam um ruivo muito vermelho.

– Prof... – Ela tentou dizer surpresa.

– Quem é o cara? – Gruniu o outro apertando ainda mais Hermione, que fez uma careta com o desconforto.

Isso é tudo! Já chega!

– Sou o cara que vai quebrar a sua cara sem nem suar se você não soltá-la. – O olhar assassino do ruivo deixou Hermione bastante preocupada, mas o cara que a prendia só a apertou mais.

– Você não me bateria com ela presa a mim, engomadinho. – Riu com desprezo. – Não me bateria nem se eu estive sozinho, seu merdinha!

Ronald abaixou a cabeça só pra respirar, fechando os punhos ao seu lado, Hermione arregalou os olhos quando o viu tremer. Harry tentou alcança-los a tempo, mas ele estava no meio do caminho quando o punho do melhor amigo descansou num ângulo perfeito no rosto do outro cara o mandando desacordado para o chão, mas não sem antes de ruivo noutro movimento rápido puxar Hermione para os seus braços.

– Você está bem? – Ele questionou com urgência na voz.

– Não consigo respirar... – Foi o que ela conseguiu dizer.

– Eu disse pra não fazer besteira, seu idiota! – Harry se aproximou.

– Hermione?! – O ruivo tornou a chama-la, ignorando o amigo puto completamente. – Responda-me, você está bem?

Nada em resposta, pois Hermione olhava para os lados ofegante, parecia tão apavorada quanto perdida.

– Vou leva-la pra casa! – Ron disse sem vacilar, segurando uma Hermione cada vez mais ofegante em seus braços.

– Como pretende fazer isso? – Harry perguntou com uma voz arrastada, tentando ao máximo se concentrar.

– Pegaremos um táxi! Ela precisa sair daqui... Mas, pelo amor de Deus, chega por hoje, Potter. Deixe Gina te levar pra casa e não dê trabalho!

– Tudo bem! Tá okay! Vou com ela agora, ela também não tá com uma cara boa... – E Harry não sabia porque tinha uma enorme vontade de rir quando olhou com o cara que Ronald tinha nocauteado no gemendo feito um bebê no chão. – Não me lembrava que você batia tão bem...

– Luna... – Mione sussurrou contra o peito de Ronald, que tremeu com o tom de apelo. Aquilo estava lhe matando, ela era pra estar assim tão frágil?!

– Vou atrás dela com Gina e a levaremos em seguida... – Harry informou, agora com os olhos por cima do ombro de Ronald – Nós a levaremos. Agora dê o fora daqui, aposto que aqueles grandões de terno que estão vindo em nossa direção não estão de brincadeira.

.:x:.

– O que? Foi pra casa? – Luna quase gritou de perplexa. Gina não demorou a perceber que sua aluna estava um tanto embriagada.

– Houve um incidente – Gina disse pacientemente –, um maluco tentou se impor sobre ela e ela saiu daqui quase sem respirar... Parecia em pânico pensando melhor. Rony a levou pra casa de táxi.

– S-sério?! – A repentina empolgação da loira foi surpreendente aos olhos da ruiva, e estranha.

– Hm... Podemos ir logo?! – Harry resmungou atrás das duas, de cabeça baixa.

Os três estavam na calçada do pub. O lugar já tinha sido lotado desde que Ronald saiu com Hermione e tinha ficado impossível de manter um diálogo lá dentro, ainda mais quando Luna não parava de balançar a cabeça ao som da música.

– Bom... – Gina continuou – Estamos de carro, eu e Harry... Podemos leva-la pra casa e apanhar Ron de uma vez só.

– E estragar o que talvez seja a única chance daqueles dois darem certo? – Luna quis saber como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Gina arregalou os olhos.

– C-c-como... Como você s-sabe?

– Srta. Weasley, por favor... Assim como seu irmão tem a senhorita como melhor amiga, Hermione me tem nesse cargo, meio que é nossa obrigação saber disso. É bem óbvio que rola uma química entre os dois.

– Mas ela não estava bem...

– Ela fica assim de vez em quando – Luna a interrompeu sem interesse -, mas acredito que com um protetor como ele, não devo me preocupar. Hermione é maior de idade apesar de tudo e se ela confia nele pra ir pra casa, não sou eu que vou descordar, não acha?

Gina ficou boquiaberta com a tranquilidade de Luna diante da equivocada situação. Luna não parecia o tipo de amiga que deixava os outros na mão, mas deixar a melhor amiga seguir com um estranho não era no mínimo... hm... estranho?

Harry iria reclamar mais uma vez para ir pra casa, mas a porta atrás do trio explodiu e um homem foi jogado para fora. Luna deixou o queixo cair quando viu quem era, mas abriu um riso deveras divertido quando este tentou se levantar totalmente sem equilíbrio.

– Draco Malfoy? – Harry, Gina e Luna disseram em coro.

– Presente! – O loiro respondeu finalmente de pé. Sua voz arrastada e preguiçosa. – Caralho, a universidade inteira tá aqui?

Gina não respondeu, decidiu revirar os olhos e bufar. Aquela noite já estava ficando longa e cansativa, e Harry resmungando no seu ouvido não estava adiantando em nada.

– Nós precisamos ir, Luna – ela disse ignorando um Draco estupidamente sorridente. – Você vem?

Luna se inclinou para o lado para melhor ver o loiro atrás de todos e abriu um largo sorriso bêbado para ele.

– Obrigado, professora... Mas acho que vou ficar mais um pouco – disse.

Notas finais
* vodka inglesa. E ai? O que acharam? Espero que vocês entendam o posicionamento de todos diante todas as situações: Primeiro que Gina não deseja que Cho morra, mas também não se sente tocada pela situação dela. É como se não fizesse diferença de certa forma, a não ser, é claro, por Harry. Segundo que Luna não acha a situação de Hermione preocupante porque ela é cabecinha de vento e confia em Ronald, digamos que ela tem um sexto sentido infalível! BEijos, até o próximO!