Notas iniciais
=Oi gente..., Desculpem a demora aproveitem

Vishous sentiu que devia entrar em ação enquanto observava a imensa besta de Raghe concentrada no campo de futebol da escola secundária do Caldwell. Apesar de o lugar estar desprovido de humanos, sabia que ao redor daquela escola, haviam residências humanas.

Tirou a luva de sua mão e agiu.

Logo a besta já havia terminado com todos os redutores e estava assim olhando ao redor, para logo localizar V.

Ela grunhiu.

- Terminou? – falou para baixo. – O poste portaria de lá pode servir como um perfeito palito de dentes.

A criatura bufou, e logo após de se deitar e de um clarão surgir ali Raghe apareceu, nu.

Ele logo chamou pelo irmão, como numa tentativa se constatar de que tudo estava bem.

- Sou eu – ele se aproximou. – vou levar você para casa á Mary.

- Não foi tão ruim, como eu estava acostumado – ele gemeu.

- Isso é bom – se aproximou dele tirando a jaqueta.

Tirando o celular do bolso, sabia que com certeza precisaria de um carro.

- Está melhor agora?

Mary acariciava a cabeleira loira de seu hellren enquanto admirava seu peito largo e sem pêlo subir e descer com uma longa exalação.

- Sim, obrigado.

Ele acariciou com leveza a mão que lhe fazia um carinho.

- Se eu não estivesse tão acabado, juro pela Virgem, como esse teria sido o melhor banho que já tomei em minha vida – Mary observou um sorriso maroto surgir nos perfeitos lábios dele.

Mary passou a mão por todas as costas de Raghe chegando até onde logo sentiu cicatrizado ali, as letras que compunham seu nome.

Sua mente por um momento viajou até a cerimônia de emparelhamento, que acontecera algum tempo atrás.

Raghe pareceu mais feliz do nunca por ter seu nome nas costas.

De certo modo, Mary começava á sentir possessiva, ao saber que Raghe era só seu. Ah Santo Amado é claro que ele sempre foi seu.

Eles sempre pertenceram um ao outro.

- Hum – suspirou, enquanto via Raghe se remexer um pouco. – Sabe, estava pensando, seria bom se... Um dia desses fossemos á cidade, não é?

- Sim seria uma ótima idéia. Está se sentindo aprisionada aqui?

- Não, não – Mary riu um pouco. – estava me lembrando de quando nos conhecemos, os nossos primeiros encontros se lembra? Gostaria de sair para jantar com você um dia desses. Sei que você precisa lutar e tudo mais... – ela riu mais um pouco – juro que não é uma tentativa de te tirar das lutas.

- Na verdade se você não puder, posso sair com Beth. Eu sairia com Bella, mas acho que com o bebê talvez seja melhor que ela fique aqui, pro caso de alguma ermegência.

- Mary – Raghe já estava em cima dela, quando percebeu. Com seu rosto tão próximo como se deixasse claro que não gostaria nem um pouco de manter distancia.

Mas por mais incrível que parecesse, suas pupilas já estavam brancas.

Ela sorriu sapeca, fazendo com que sua risada ecoasse por todo o recinto.

- Você já parece bem recuperado para quem sofreu uma baita transformação, não é mesmo?

Ele ronronou, ondulando os quadris em círculos.

Mary se encaixou melhor por debaixo dele, passando a pousar sua cabeça no travesseiro, esperando que ele a beijasse.

Mais Raghe desviou a cabeça para longe de Mary e a balançou de um lado para o outro num impasse.

Ele parecia estar lutando contra a besta como fazia antes quando tinha medo de deixar ela tomar o controle.

- Raghe? Raghe está lutando contra a besta?

- Mary... – ele falou em uma respiração entrecortada.

Suas pupilas voltaram á ficar pretas, mas depois num impasse ficaram brancas mais uma vez.

De repente Raghe riu meio que gargalhando, e então ele deitou-se na cama ao lado de Mary esfregando os olhos.

Quando ele se voltou para ela, já tinha os olhos fechados e sua boca foi ágil capturando a de Mary.

Ela se perguntou quem havia ganhado, mas sabia que afinal de contas não havia razão para que os dois lados se competissem, já que os dois podiam tê-la.

Foi duas horas depois que Mary acordou.

O barulho de água caindo, denunciava que Raghe tomava banho. E encontrando seu corpo mesclado entre os lençóis, se recordou de seus últimos minutos de prazer.

Raghe estava fenomenal. Mais selvagem do que já costumava ser.

Realmente, ele era uma espécie de Deus do sexo.

Riu com isso.

- Ei.

Fitou do outro lado do quarto Rhage cobrindo toda a soleira da porta enquanto nu chamava por ela.

Ignorando seu sexo exposto ela se concentrou em fitar seus olhos.

- Tudo bem?

Ele sorriu sacana.

- Tudo maravilhosamente bem. Seria ainda melhor se estivesse aqui comigo. Vem? – ele pediu com seus charmosos olhos neon.

Ela sorriu fazendo um semblante pensativo enquanto se pousava de difícil.

Mas não fora muito para que Rhage viesse até ela tomando partido enquanto pegava-a entre seus braços e a carregava até o banheiro.

Mary se sentiu extasiada quando viu que ao redor da enorme jacuzi que se instava ali, tinham muitas e muitas velas, claro sem contar com as taças de champanhe que também estava á beira.

- Oh, Rhage... – ela falou enquanto ele já adentro á piscina cheia descia o corpo com Mary em seu colo.

Os dois se beijaram enquanto que Mary envolvia as pernas no torso de Rhage apaixonadamente com as pernas.

Ela sorriu sapeca enquanto sentia os lábios de seu loiro passar por sua clavícula.

- Desse jeito, acho que não necessito mais de roupa, não acha?

Os olhos de Rhage brilharam brancos, e Mary pensou que o que aconteceria ali já estava definido.

Ele a levou para o outro extremo da jacuzi subindo-a na borda, enquanto com suas mãos atrevidas abria as pernas de Mary e com selvageria, se enfiava no meio delas, sugando os lábios do clitóris de sua amada.

Mary gritou de prazer.

Ele deixou que sua língua passasse pelos lábios levemente carnudos, e brincou com a intimidade de Mary vendo o peito dela se oscilar em suspiros e gemidos, extremamente femininos.

Aparentemente faziam amor como diariamente o era. Mas dentro de Rhage uma impulsividade que não vinha do guerreiro governava seu corpo.

E longe dali, Rhage se encontrava emerso e preso apenas assistindo tudo.

Ele gritava e socava o nada para que se libertasse, mas de nada adiantava.

E apesar de ver suas mãos, tocando-a, seus lábios sugando-a... Seu corpo sobre o dela... Ele sentia como se outro tocasse sua Mary, e o sentimento de possessividade de um macho vinculado que era para vir, não chegou. Ele se sentiu traído.

E mais ainda... Sentiu-se mais extremamente enganado. Obviamente a besta tinha tomado controle de seu corpo, enquanto que ele aprisionado em um mero canto era platéia de tudo que fazia... Em seu lugar.

Algo então chamou a atenção não somente do Rhage aprisionado, mas de Mary.

- Rhage... – ela o sacudia pelo ombro, tentando tirá-lo de cima de si enquanto que escutava as batidas na porta martelarem. – Rhage...

Ele parou o que fazia á fim de fitá-la. E apesar de ter seu olhar fixado e amorosamente psicótico nela...

Mary sentiu medo.

Mas ele apenas sorriu e se inclinou sob ela... Para beijar-lhe.

A batida na porta se ressonou de novo, quando Rhage uma última vez fez pressão sob seus lábios e se levantou emitindo toda sua força, já caminhando pesadamente pelo aposento.

- Não os machuque. – disse, ouvindo que Rhage riu... Mas não tinha brincado.

Rhage lhe tinha parecido-se mais do que nunca assustador...

Phury arregalou os olhos, quando a porta do quarto de Rhage foi abeta com brusquidão e Rhage surgiu nu.

Antes que os olhos do irmão de cabeleira bonita chegassem á cama do quarto, Rhage grunhiu trazendo sua atenção de volta para a figura loira, e nua.

Phury quase se engasgou com a própria saliva. Ao notar o olhar branqueado de Rhage, presumiu que ele devia estar em um momento íntimo com sua fêmea.

- Ah... Hollywood, reunião de emergência.

Rhage falou em voz dura.

- Agora não posso. – ele fechou a porta com força. Fazendo todo o aposento tremer, enquanto que voltava para o banheiro.

Phury pensou que talvez essa atitude fosse por que o tinha interrompido, e logo o irmão iria recuperar a consciência e surgiria pela porta novamente.

Mas isso não aconteceu.

Phury pensou em deixá-lo em paz... Dizer para Wrath que o irmão não estava muito bem, ou algo do tipo.

Mas ainda lembrando-se do semblante de V. quando os chamou ele teve consciência de o que quer que fosse que seria discutido na tal reunião... Tratava-se de algo sério.

E Butch não tinha voltado para casa depois do amanhecer.

Foi pensando nisso... Que o irmão bateu na porta mais uma vez.

Escutou uma agitação de dentro do quarto e então sussurros.

Foi logo aí, que logo a porta foi aberta e Mary surgiu, vestindo um robe de seda — deveras desconfortável.

- Ah, oi Phury. – ela disse não o fitando.

- Mary, diga para Rhage que Wrath está chamando todos, para uma reunião de emergência, agora. – o tom de Phury não vacilou, mas em sua face se via total hesitação.

Ele ainda sentia a tensão pairando no ar.

E adivinhou, que Rhage provavelmente já teria-o chutado corredor afora se a sua fêmea não tivesse tomado partido. Claro, por que Mary era a única que conseguia acalmar Rhage, quando nem ele mesmo conseguia fazê-lo por si mesmo.

Mary sorriu sem graça.

- Ele já estará indo. – ela então se recolheu para dentro do quarto, fechando a porta com suavidade.

Phury suspirou, antes de seguir caminho para fora do corredor enquanto mancando poucamente pensava sobre o que poderia se tratar o motivo da reunião.

Ela não estava gostando nada disso.

Enquanto parada no meio do quarto fitava á Rhage sentado na cama, olhando-a com adoração – ela pensava que ele estava afoito. Muito afoito.

- Rhage... – ela se aproximou da cama, sentando-se perto dele, na borda. – Phury disse que é uma reunião de emergência. Você precisa ir. – ela se inclinou para ele, enquanto sua mão acariciava o rosto cinematográfico, sua boca tratava de fazer pressão sob a dele. – Eu prometo, que quando você voltar... – ela se inclinou ainda mais, chegando ao ouvido dele. – vou ser uma boa menina. Agora que tal se você se vestisse, han?

As mãos dele foram para sua cintura e ele grunhiu de aprovação, antes de puxá-la para mais perto. Mas Mary o impediu pousando suas mãos no peito de seu perfeito... Vampiro, enquanto poucamente se afastava — para olhá-lo nos olhos.

- Eu achei que nós tínhamos um trato.

Rhage assentiu, sorrindo malicioso antes que a puxasse para um gostoso beijo, que envolveu suas duas línguas.

Mas após alguns segundos, ele se fez obediente á ela, soltando-a carinhosamente na cama, enquanto se levantava e ia para o closet.

A mente de Mary viajava enquanto analisava seu o lindo traseiro á mostra de seu hellren...

Deus, não é hora para isso...

Ela pensou, enquanto desviava o olhar para mais acima, chegando ás costas dele. Sabia que ele poderia farejar sua excitação.

Ela observou quando Rhage voltou-se, vestindo uma regata negra, — que deixava seus braços musculosos á mostra – e uma calça de nylon também negra.

Ela beijou-a na testa, antes que saísse porta afora sorrindo sapecamente para ela.

Pela primeira vez, desde todo o tempo em que estava com Rhage, Mary sentiu que não o conhecia. Que não podia confiar nele...

Por algum motivo, ela temia á ele...

Fim do Capítulo