Notas iniciais
Gente desculpem pela demora, mas é que tive poucos coments e isso me deixou bem desestimulada...
Mas enfim, estou aqui com o segundo cap.
Espero que gostem!
Não se esqueçam de comentar!
Beijoos

Ela se viu inundada daquele maravilhoso odor, enquanto o imenso corpo de Raghe em cima de si estremecia.

Faltava pouco para o êxtase.

Reparou poucamente em suas pupilas brancas, logo fechando os olhos absorvendo melhor quando sentiu que ele entrou em si mais uma vez, desta, porém indo até mais fundo.

Sussurrou seu nome com denominação.

Raghe continuava á fazer movimentos que a levavam á loucura enquanto sentia o interior dela lhe espremer...

Ah, sim com certeza tudo aquilo o enlouquecia. As mãos de Mary pareciam inquietas alternando por toda suas costas, arranhando-lhe com força enquanto ele se arremetia dentro dela.

Quando pareceu que encontrando a carne perfeita, suas mãos oscilantes agarraram-se ás nádegas de Raghe apertando-as arranhando-as.

Raghe gemeu com brusquidão.

- Mary... – ele falava entrecortadamente.

Inclinou a cabeça sob a dela, agarrando com seus lábios os de sua companheira com veracidade. Estava faminto.

Mary parando o beijo com lentidão e sincronização, não perdeu tempo ao logo morder seu lábio com força, escutando ele gemer alto perfeitamente junto á ela que com mais uma de suas fundas estocadas sentia-se á beira de um orgasmo.

O sangue fluiu, pela ferida que seus dentes o fizeram, e logo ela sentiu o gosto de vinho tinto, sugando com excitação, pouco se ligando se era sangue ou não.

- Isso Mary – ele sussurrou cuidadosamente – beba de mim.

Ela sugou o tanto que pôde. Aquele gosto á invadia, mas ainda sim, sentia-se estranha ao fazer aquilo.

Raghe trocando violentamente as posições deitou-se de costas na cama fazendo com que ela por cima de si, ficasse com o árduo trabalho de cavalgar-lhe.

Ele riu sapecamente quando viu que ela parecia num dilema. Ela ainda sugava seu sangue, mas Raghe logo postara as mãos na cintura dela, e induzindo nos movimentos. Fazendo com que o corpo dela se agitasse em cima do louro de um modo que nem mesmo ela tinha consciência de poder fazer.

Sentindo-se tonta, Mary se viu incapaz de sugar mais daquele líquido. Sentia-se enjoada.

- Raghe me desculpe, eu... – se afastou da boca dele.

Como se percebesse o motivo de sua aflição, ele logo esfregou a boca com uma mão, e inclinou-se sob ela sugando-lhe um seio com tamanha intensidade, que se esquecendo do mundo Mary logo gemeu com arfar.

Ele voltou á movimentar os quadris de sua fêmea, e numa última estocada investida com mais profundeza e sentimentos transmitidos, os dois logo chegaram ao êxtase.

Gritando juntos.

Mary deliciou-se com a imagem de seu vampiro com o cenho franzido prazerosamente enquanto o mesmo rugia num grito exibindo as presas mais do que nunca.

Depois de um longo arqueio, Raghe voltou-se á superfície da cama fazendo só assim Mary perceber que ele tinha se arqueado no ato.

Incapaz de mal se mover, Mary deslizou pelo peito dele, aterrissando-se metade sua na cama.

Ele reunindo um pouco mais de força ficou de lado, na cama puxando-a para seu peito, encaixando-a lá, segurando-a com força como se temesse seu desaparecimento. Ela sentiu as pesadas respirações dele.

- Uau. – murmurou entre uma respiração entrecortada.

- Mary... – Raghe lhe segurou o rosto entre as mãos. – está tudo bem?

Sorriu singelamente para ele.

- Melhor não poderia estar.

Ela apertou-se contra o peito dele, pensando em como tinha sorte.

Á alguns meses atrás, queria mais do que nunca um companheiro, um homem que lhe desse valor, que lhe tratasse especialmente.

Agora arranjara um lindo vampiro que era mais bonito e viril do que qualquer humano que ao menos já vira além de tê-lo totalmente devotado e dedicado á si.

Ele não só a desejava... Ele a amava.

- Raghe – ela fez força para erguer-se o torso olhando fixamente para suas íris azuis. – eu te amo. Amo muito.

O guerreiro sorriu bobamente, beijando-lhe na boca.

- Também te amo muito, minha fêmea.

Ela riu, pensando que de forma alguma poderia sentir-se mais feliz do que se sentia.

- Ai caramba isso é assustador – Butch murmurou em voz alta enquanto via Zsadist ajeitar sua shellan com cuidado na cadeira ao redor da imensa mesa, onde outros dos guerreiros alimentavam-se, alguns – no caso Wrath e Raghe – com suas mulheres junto á mesa.

- Ei tira, está com tanta fome que a baba lhe corre o queixo?

Observou o riso zombeteiro de Raghe que se unira ao de Zsadist que parecia não ter gostado dos comentários feito pelo ex-policial.

Resmungou um pouco se sentando á uma das cadeiras ao redor á mesa.

- Onde está V.?

- Estou aqui – o homem de com tatoos nas têmporas entrara no vestíbulo.

Ah, só faltava ali o Rapunzel, pensou Butch lembrando-se que desde que o episódio com o redutor que seqüestrara Bella, tinha ocorrido parecia que Phury se afastava com cada vez mais facilidade do grupo.

O homem realmente parecia devastado.

- Depois os quero em meu escritório – Wrath acenou para os homens, logo saindo do vestíbulo com as mãos na cintura de Beth.

- Ahh – Butch gemeu. – Algum plano para hoje?

Raghe se levantou puxando Mary consigo.

- Tenho planos sim tira, que não envolvem você e que se realizam na minha cama. – ele sorriu para Mary saindo com ela da cozinha.

Butch sentia-se como uma criança que observava todos comendo, o pedaço de bolo que não ganhou.

A solidão era difícil.

Deslocou o peso do corpo de um pé para o outro, olhando incomodo para Bella que sorria para Zsadist, sobre alguma coisa fofa na opinião dela, porém menos máscula na definição dele.

- Andou tomando Red Bull, não é tira?

Butch sorriu sem graça, vendo o irmão sorrir abertamente por seu desalento.

Sentia-se mesmo com energia acumulada.

Mas agora via que fora um erro ter tomado um energizante. Agora mais do que nunca sentia necessidade de fazer algo que lhe tirasse o fôlego, e olhava para tudo á sua volta reparando com muita atenção, dando-se conta de sua desgraçada situação.

Pensou em Marissa.

Tentava ao máximo ocupar-se para quase nunca, ela lhe vir á cabeça. Sentia-se abandonado, e se perguntava se o Sr. Bentley, dizendo melhor o homem com quem se encontrara no estacionamento da clínica de seu irmão, era melhor que ele.

Ah por Deus, é claro que era. Como se ele fosse bom o suficiente para ser melhor que ágüem para Marissa.

Nem pensar. Até mesmo um mendigo, se tornava melhor que si, tratando-se de Marissa. Ainda sim, sabendo que devia esquecê-la, simplesmente não parava de pensar em suas resplandecentes madeixas douradas.

Com, certeza não se sentia bom o suficiente para ela.

Estar junto á Raghe era mais do que algo felicito. Ao menos havia palavras para explicar. Mas realmente desconfiara que os planos de seu companheiro não se tratavam de deitar-se á cama abraçado coladamente junto á ela, para logo... adormecer.

Mas agora sim, comprovava-se o vendo sua respiração pesada, os olhos profundamente fechados e o singelo movimento de sobe-e-desce de seu peito.

Ele devia estar cansado.

Impossivelmente mais, ela se colou ao seu corpo ao mais que podia. Acariciou o rosto perfeito de seu Hellren suspirando apaixonadamente enquanto percebia que parecendo inconscientemente seu rosto pareceu ganhar alegria.

Perguntou-se se ele estava acordado.

Não, não o estava.

Lembrou-se de Bella rindo felizmente por ter se sentado sozinha há um dia atrás enquanto tomavam chá.

O motivo de tudo aquilo era claro, por estar grávida.

Mas se perguntava como seria ter um filho vampiro. Quer dizer, acreditava que se não fosse estéril e engravidasse de Raghe não teria um filho humano. Pensou em todas e dificuldades e nos cuidados, e por um momento teve inveja de Bella.

Sentiu-se principalmente traiçoeira, sabendo que se estivesse grávida Raghe com certeza pararia de lutar para ficar sempre junto á ela, cuidando dela.

Era muito... Egoísta de sua parte.

Mas então uma imagem que costumava lhe torturar veio á mente.

Levantou-se se descolando de Raghe e dirigindo-se rápido para o banheiro. Apoiou suas mãos á cada lado da pia e se olhou no espelho. Foi aí que viu.

Era uma criança. Pequena, devia sim ter uns leves três anos. Mas as roupinhas azuis com estampas de elefantinhos denunciavam seu sexo.

E era tão lindo...

Um menininho loiro de olhos cinzentos com uma coloração dourada com perfeição de pele.

Então viu uma lágrima cair pelo seu rosto.

Achava-se superada por isso. Mas ás vezes pensava o quão horrível era por finalizar não só a sua linhagem como também a de Raghe nesta última vida.

Com certeza a raça vampiresca estava perdendo um grande guerreiro. O mais forte. E dela estariam perdendo...

Nada exatamente.

Não construíra nenhum grande legado, e apenas era conhecida por sua ex-médica pelos seus amigos da Linha direta, e nada mais.

Quer dizer... Sua família não era lá grande.

Sabia que Raghe não se importava... Mas para ela...

Ela queria. Queria ver um filhinho de Raghe. Um filhinho dela também. Uma mistura dos dois.

Mas ela não podia dar-se isso. Nem mesmo á Raghe.

- Mary?

Tratou de enxugar as lágrimas, e arrumar o cabelo para logo se virar e encontrar um Raghe de cenho franzido na soleira da porta.

- Esteve chorando?

Negou rapidamente, dando uma última espiada no espelho para saber se estava assim tão óbvio em sua face.

- Nem pensar – sorriu para ele, já o abraçando.

- Você se esqueceu que eu posso farejá-la? – ele afastou o corpo dela, apenas para olhá-la nos olhos. – Qual é o problema?

- Não é nada.

Raghe suspirou, pensando que ás vezes Mary tinha que parar de ser tão cabeça dura.

Ela estremeceu sob seu olhar e sabia que ele se chateava cada vez que omitia ou mentia para ele.

- Raghe... – suspirou fundo pousando as duas mãos em seu peito, vendo-as ali. – sei que não se importa, mas ás vezes eu...

Ela passou á olhar naqueles lindos olhos azuis, falando-o com sinceridade.

- Queria te dar um filho.

Ele a puxou para um longo abraço.

- Eu estou satisfeito do jeito que estamos, você não está?

Ela suspirou.

- Não é que não esteja é apenas que... Você não se incomoda com a idéia de que seus genes, não vão passar por uma outra geração?

Ele a agarrou com força, e fez seus pés saírem do chão a levando de volta para a cama.

- Nem um pouco.

- Mas Raghe... Pensa só... – ela sorriu. – ele seria lorinho, e com os meus olhos... E seria tão fortinho...

Raghe gargalhou discretamente.

- Está vendo? Você adoraria ter um filho. Além de poder ensiná-lo á lutar...

- Posso ensinar ao filho de...

- Não seria melhor se tivesse o seu?

Raghe se sentou na cama, juntando-se á ela.

- Mary por que está tão fixada nessa idéia?

- Por que eu não me conformo! Eu queria um filho. Queria ver uma criançinha tão parecida com você...

- Posso chamar uma escolhida então.

Raghe riu da cara que ela lhe fez.

- Tudo bem. Mary a gente não precisa disso... – ele acariciou sua face – você quer tanto um filho? Vamos adotar um então.

Os olhos de Mary brilharam. E algo dentro de Raghe rugiu.

Ele arregalou os olhos, sentindo uma incrível sensação de queimação por dentro. Muito pior do que quando se sentia excitado por causa de Mary.

Era a besta.

Mas parecia que algo dentro de si, se aumentava.

Sentiu o corpo paralisar então sabendo que a besta por um momento excitou-se com Mary, e que queria possuí-la.

Não, pensou. Agora não é hora para isso...

Mas de uma maneira que não soube como aconteceu, seus braços se alongaram até Mary a puxando para si.

Ela já estava em cima de si, quando ele parou absorto no que fazia.

Travando uma luta contra a besta.

- Raghe – Mary gemeu, fazendo-o perceber o que suas mãos faziam.

Tirando as mãos da delicada fenda de Mary, ele então se viu excitado.

Em seu interior, analisou melhor a situação, e viu que a besta parecia não mais lutar para possuir Mary.

Claro, agora sim ele a possuiria.

Ficou surpreso, em ver que a besta por alguns segundos tomara seu corpo, com um imenso controle.

Desta vez tudo bem, pensou enquanto agarrava Mary e bagunçava com força seus cabelos. Desta vez.

Fim do Capítulo

Notas finais
Espero que tenham gostado
Biejos ;p