Notas iniciais
Olá pessoas, essa é a minha primeira fanfic então, pegam leve comigo, okay?

Espero que vocês gostem.

Boa leitura ♥

Evelyn Montenegro abre seus olhos e sorri maravilhada ao se lembrar que hoje é o grande dia. O dia que ela irá receber a carta de admição na Universdade Elite Way. Na verdade, Evelyn passou a semana toda ansiosa e preocupada com essa carta porque sabia que essa carta vai definir o seu futuro.

— Eve — chamou sua mãe pelo o seu apelido.

— Eu ainda quero dormir mais um pouquinho... — resmunga Evelyn baixinho, fechando seus olhos novamente.


Sua mãe, Fátima Montenegro, abriu a porta de seu quarto e entrou.

— Bom dia, minha filha — disse sua mãe — É hora do café da manhã. Vamos levantar — Fátima foi até a janela e abriu as cortinas. A luz do sol adentrou no quarto de Evelyn e a mesma resmungou.

— Mãe, muita claridade! — disse ela e se escondeu de baixo do edredom.

Fátima se aproximou da cama de sua filha e tirou o edredom.

— Já passou da hora de acordar. Vamos.

Evelyn bufou mas se levantou da cama.

Lá em baixo, depois de arrumar a cama, Evelyn sentou na mesa e preparou uma xícara de café.

— Você dormiu bem, querida? — pergunta sua mãe, entregando duas fatias de pão com manteiga.

— Como um bebê — bebeu um gole do seu café.

— Bom, você sabe que hoje é o grande dia — o tom de voz de Fátima era carinhoso — E quero que você tenha calma e não se desespere.

— Mãe, está tudo bem — disse Evelyn — Só estou um pouco nervosa.

— Isso é bom — Fátima sorriu — Significa que você se importa.

— Mas é claro que me importo! — exclama Evelyn — É o meu futuro em jogo.

— Eu sei, querida — sussurra sua mãe — Mas tenha calma.

— Eu vou ter, mamãe.

Ficaram em silêncio.

— Eu vou sentir sua falta — confessa Fátima, depois de alguns minutos em silêncio.

— Mamãe, eu também vou — esticou sua mão e cariciou os dedos de seu mãe — Eu vou te ligar todos os dias, não se preocupe — prometeu Evelyn.

— E eu vou esperar ansiosa por cada ligação sua — suspira Fátima.

Evelyn deu um sorriso sincero e terminou de tomar o seu café da manhã.

— Eu vou subir pro meu quarto — disse ela se levantando.

— Tudo bem — Fátima sorriu.

E subiu os degraus de sua casa em dois em dois. Abriu a porta de sua quarto e foi direto pegar o diário, que ficava em baixo de seu colchão. Deitou em sua cama de barriga pra baixo e começou a escrever.

"Querido Diário, me desculpe por eu estar tão ausente mas é que muitas coisas aconteceram em minha vida. Já te contei que hoje eu recebo a tal carta de admissão? Estou louca para saber o resultado e espero muito que eu tenha conseguido entrar.

Esse é o meu sonho.

Na verdade, é um dos três desejos que eu tenho. Eu já te contei? Não? Bom, vou te contar agora.

Eu tenho três desejos bem simples.

O primeiro, como você já deve estar adivinhado, é passar na Universidade Elite Way. Pesquisei sobre a Universidade na internet e eu amei o campus, a estrutura e principalmente a biblioteca — como você já sabe eu sou apaixonada por livros. Me inscrevi porque essa Universidade tem o melhor curso de Arquitetura (palavras de uma estudante da Universidade). E eu sou apaixonada por Arquitetura.

O segundo desejo é que a minha melhor amiga também passe na Universidade. Ela também é apaixonada por Arquitetura e eu disse à ela sobre essa Universidade. Ela adorou a ideia e também se inscreveu. Estou torcendo muito para que ela consiga porque eu não sei se vou conseguir ficar longe dela.

O terceiro, é claro, cuuuuuuuurtir muito esses quatros anos.

É o meu sonho. Eu tenho que segui-lo."

Evelyn escuta o telefone tocar no andar de baixo.

— Eve, querida, o correio ligou e disse que tem um carta te esperando! — grita sua mãe.

Rapidamente ela se levanta da cama e desce as escadas.

— Mãe, estou saindo! — grita ao abrir a porta principal.

— Vou cruzar os dedos por você! — Evelyn escuta o grito de sua mãe ao fechar a porta.

Meu sonho de estudar no interior finalmente está acontecendo, pensa Evelyn correndo pela rua.

Parou de correr, pois estava muito cansada e quase sem folego. O correiro não era tão longe mas também não muito perto. Ficava depois do parque. Evelyn caminhou pela a calçada do parque e parou assustada ao encontrar um gato preto com um colar com um pingente no formato de besouro verde, parado em sua frente.

— Que gatinho fofo — Evelyn tentou se aproximar do gato mas o mesmo saiu correndo.

Continuou o seu caminho até chegar no correiro.

Estou com medo, pensa Evelyn. E se eu não passar?O que eu vou fazer? Não estou preparada para receber um não!

Ela respirou fundo e entrou. Foi até uns dos atendentes, disse seu nome e depois de alguns minutos, recebeu um envelope.

O que eu faço? Espero chegar em casa ou abro ela agora?, pensa Evelyn. Seu coração batendo rapidamente. Respirou fundo, tentando se acalmar. Não conseguia nem segurar o envelope direito pois sua mão estava termendo muito de nervosismo.

— Tenha calma, Eve — disse para ela mesma — Você vai conseguir.

Continuou caminhando em passos lentos e observando o envelope branco em sua mãos. Seus olhos se encheram de lágrimas.

— A tentação é muito forte, vou abri-la agora mesmo! — sussurra Evelyn.

Rasgou o envelope e pegou a carta. Abriu e começou a lê-la.

"Prezada, Stra. Montenegro

Temos o prazer de anunciar que a vossa Stra. Montenegro foi aceita na Universidade Elite Way.

Anexamos em um E-mail para a Srta. Montenegro a lista de material, livros e equipamentos necessários.

O ano letivo começa no dia primeiro de fevereiro.

Espero ansiosamente a sua chegada.

OBS: Estamos aguardando o seu E-mail confirmando

que recebeu esta carta.

Atenciosamente,
Diretor Clint Reitman."

— Consegui! — gritou bem alto Evelyn, dando pulinhos de alegrias — Consegui! Consegui! Fui aceita!

Correu de volta para sua casa e encontrou gritando por sua mãe.

— Aqui na cozinha, querida — Evelyn entrou na cozinha e deu um abraço em sua mãe, que quase derrubou o prato no chão.

— Fui aceita, mãe! — começou a chorar — Meu sonho está se realizando. Mãe, eu fui aceita!

— Mas isso é maravilhoso — disse sua mãe, abraçando sua filha — Estou tão feliz por você!

— Olhe, mãe — estendeu a carta — Fui aceita!

— Eu sei, minha filha — Fátima deu risada. É muito bom ver a felicidade estampado em seu rosto, pensou.

— Viajo daqui a uma semana, mãe! — deu um abraço — Vou sentir sua falta.

— Eu também vou sentir a sua falta — Fátima apertou o abraço.

Evelyn escuta o seu celular tocar.

— Deve ser a Clarice — disse ela pegando o celular de seu bolso e atendeu.

— Clarice eu fui...

— Não vá — disse uma voz misteriosa do outro lado da linha — Se você for, você vai correr grandes perigos. O passado volta para se vingar em nosso mundo...

O quê?

— Quem está falando? — Evelyn disse cortando a voz misteriosa — Como conseguiu o meu número? Que perigos? Do que você está falando?

— Não se vai — disse a voz e desligou.

Evelyn franziu o cenho. Que estranho, pensou.

— Quem era? — perguntou sua mãe preocupada — Perigos?

— Acho que foi engano — Evelyn deu de ombros — O importante é que...

Alguém tocou a campainha.

— Deve ser a Clarice — disse ela indo até a porta e abrindo.

Sua melhor amiga estava parada com um sorriso grande em seus lábios. Deu um grito de felicidade ao abraçar Evelyn.

— Eu fui aceita! E você, recebeu a carta? — disse Clarice empolgada.

— Sim, eu também fui aceita — disse Evelyn — Vamos juntas para a Universidade.

As duas sorriram e se abraçaram.

— Estou tão contente! — exclama Clarice.

— Eu também! É um sonho se realizando.

— O nosso sonho — Evelyn olhou para ela e sorriu.

— O nosso sonho — concordou.

— Eu vou embora — anunciou Clarice — Temos que terminar de arrumar as malas, se despedir dos amigos e familiares. Nos vemos no aeroporto em uma semana!

Deu outro abraço apertado em sua amiga.

— Te vejo em uma semana! — disse Evelyn — Não se atrase.

— Você também, mocinha — disse Clarice — Tchau, Dona Fátima.

— Tchau, querida.

Abriu a porta e saiu.

— Como Clarice disse: temos muitas coisas para se fazer antes da viagem — disse sua mãe.

— Sim, vou subir e arrumar as malas.

Entrou em seu quarto e se jogou na cama.

Em uma semana vou deixar Brasil, pensou Evelyn agarrando o seu travesseiro em seu peito. Eu viverei pela primeira vez no exterior.

Uma lágrima caiu de seus olhos.

Vou sentir falta de todos, principalmente de minha mãe. Ela sempre esteve comigo em minhas decisões, sempre me incentivando. Vou sentir muito a sua falta, mãe.

— Clarice, agora somos apenas eu e você — suspirou ela, tentando conter as lágrimas.

Vou trocar o Brasil por algo desconhecido, pensou e sorriu pra si mesma.

Notas finais
Oi, de novo!
Então, isso é só o começo! Tem muitas coisas que aconteceram!
Espero que vocês tenham gostado e comentem para eu saber ♥

Obrigada por lerem ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.