Notas iniciais
Comentem! e me contem se devo continuar ou não, o que estão achando? beijinhoos, e desculpa os erros, não estou tendo de editar, mas assim que der, estará tuudo editadinho! *-* beijinhos, boa leitura, e lembrem dos meus comentárioos!
=*

Encontro-me em uma rotina normal, faculdade, casa, sair com os amigos, tenho 18 anos, e sou na minha.

Moro na Capital, meus pais me mandaram para cá para poder cursar a faculdade, contudo, entro em contato com eles sempre, o apartamento foi herança de meu avô.

Ele morreu quando eu tinha 13 anos, mas mesmo assim consigo lembrar-me muito dele, uma das pessoas que eu mais gostava no mundo.

Sinto meu celular vibrar no bolso da minha calça jeans, e vi na tela que era meu pai.

–Oi pai!-atendi

–Oi filha, como você está?-me perguntou, como fazia todas as manhãs

–Bem, e a mamãe?-Indaguei

–Ainda está dormindo, falarei para ela te ligar mais tarde, já está na faculdade?-Ele pegava no meu pé até a distancia

–Sim pai, a aula acabou agorinha, estou indo para casa daqui a pouco-respondi

–Sim, mas liguei para te alertar, vi no noticiário que está tendo assaltos diretos aí, tome cuidado pelo amor de Deus! não fique andando com correntes de ouro, nem essas coisas, para você ser assaltada é daqui pra li!-Ficou me advertindo

–Tudo bem pai...-falei suspirando, e vendo a fumaça branca sair da minha boca devido ao frio.- as minhas amigas já foram, hoje vou voltar de metrô, quando chegar em casa te ligo, beijos.- desliguei, jogando o celular dentro de um lugar qualquer da bolsa de marca que ganhei de minha avó e esperei o metrô, tentei me aconchegar em meu casaco de couro preto e na minha calça jeans, me abracei, mas ainda estava muito frio, mesmo estando de botas, quando a temperatura caiu tanto? O inverno estava por vir, mas não achei que esfriaria tão de repente.

Quando o metro finalmente chegou, estava com pouca gente, me sentei em um lugar qualquer, e encostei a cabeça no vidro, mirei o anel, que se encontrava no meu dedo indicador, pertenceu a meu avô, e ele me dera ainda em vida, pertencera a ele quando mais novo, e me contou que vinha passando em gerações, e como sua única neta, deveria ficar com ele-me contou que o ganhou em sua formatura. Era largo, de ouro maciço, tinha uma pedra azul no meio com brilhantes ao redor, sempre usava escondido de meu pai, que vivia retrucando ser um anel muito caro para eu ficar usando no dia a dia, ainda mais na capital com o aumento da violência nos últimos tempos.

Minha vó é muito religiosa e faz questão que eu use um crucifixo por baixo da blusa, antigo, que também era dela, com um par de brincos ambos de ouro, devido minha alergia. Como tenho cabelos medianos nem dá para perceber que estou usando, ainda mais com eles soltos.

Quando dei por mim, acabei passando da minha estação, resolvi descer na próxima, teria que andar umas quatro quadras até meu apartamento, levantei indo em direção ao meu percurso quando percebí um homem suspeito, mesmo sendo de manha, estava ficando escuro, devido ao céu que começava a nevar, o que era mais estranho, pois deu no jornal da noite passada que a neve só cairia na semana que vem.

Apertei o passo rumo a minha casa, mas o homem continuou seguindo-me. Percebi que ele me vira olhando para o anel, e muito provavelmente estava esperando o local certo para o ''bote''.

Avistei um antiquário, e resolvi entrar, até o homem desistir e ir embora.

Sempre gostei de coisas antigas, andei pelos corredores da loja, e recordei que já tinha estado ali uma vez com minha mãe, parei em frente a um espelho consideravelmente grande, tinha um pouco mais que minha altura, e era bastante largo, com uma moldura de madeira envernizada, o que me fez lembrar de uma história que meu avô me contou uma vez, sorri serenamente.

–Lindo não é?- Perguntou-me um loiro de olhos azuis

–Sim, muito. -Sorri

–Mesmo trabalhando aqui, meus pais não me deixam chegar muito perto das peças-fez uma careta, o que não diminuiu sua beleza- Sempre falam que eu sou o desastre em pessoa

–Acabou de encontrar outra então- falei tentando ser simpática

–Meu nome é Naruto, sou novo na cidade, meus pais abriram a loja e me colocaram aqui para ajudar-falou soltando outro sorriso, o olhava através do espelho a nossa frente, e ele fazia o mesmo. -O seu é?

–Sakura-respondi me virando dessa vez diretamente para ele e devolvendo o sorriso

–Gostou bastante dele não foi?-perguntou-me apontando com a cabeça para o espelho

–Me lembra uma história que me contaram uma vez quando era pequena, achei legal- dei de ombros

–áh, agora vai ter que me contar-coçou os cabelos loiros sorrindo meigo

–è besteira,-respondi, lembrando de meu avô ter me falado que os espelhos eram a porta para outro mundo, mas que só uma pessoa poderia atravessar , pois de tempos em tempos acontecia de o verdadeiro amor da pessoa estar no outro mundo, e que com uma chave poderiam atravessar, mas apenas algumas vezes, pois depois de um tempo deveria escolher em qual lado ela ficaria, o seu ou o da sua alma gêmea.

Me contou também que uma das histórias, foi de um rapás que podia atravessar os dois mundos, por conta de seu amor a uma jovem princesa, contudo, ele já tinha se comprometido com uma moça, de beleza deslumbrante em seu mundo, mas quando resolveu atravessar definitivamente a fronteira e morar com sua princesa, descobriu que a noiva estava grávida, e não decidiu não romper o compromisso, pois se atravessasse , nunca conheceria seu filho e a deixaria desamparada. Não teve como se despedir da princesa, e contou que a princesa sempre esperara por ele, até que os pais da mesma arranjaram um casamento para ela, que se tornou rainha de sua nação e tivera um filho, mas que o homem nunca deixou de amá-la, contudo jamais se arrependera de sua escolha. Ele me contou que o anel pertenceu ao rapaz que era apaixonado pela princesa.

–Tudo bem então, aceita tomar um café na minha folga de fim de semana ?-me perguntou, o que me fez arregalar os olhos e piscar algumas vezes, um pouco surpresa pelo pedido-não sou nenhum psicopata, só quero conhecer mais pessoas na cidade, e você me pareceu legal, e quem sabe arranjo uma namorada também?

–Não achei que você fosse louco, só fiquei surpresa, mas adoraria sair com você, poderia te apresentar a uns amigos meus, você iria adorar! Tem o Nenji, a Hinata, Ino, Sai,Ten Ten, vai ser legal- sorri

–Você também faz faculdade?-me perguntou, e acabei descobrindo que ele estava transferido para a mesma faculdade que eu, só que em outro curso. Ele me parecia ser bem legal, e devo dizer, muito gato. Conversamos de várias coisas, ele era muito engraçado, e encantador.

–NARUTO!!ONDE VOCÊ ESTÁ?-uma senhora de cabelos vermelhos, bonita, parecida com ele veio a passos firmes- seu pai está te chamando lá em cima, você quebrou os vasos egípcios! onde anda com a cabeça?- quando ela percebeu que eu estava ao lado do Naruto- Olá querida, é namorada do meu filho? Você é muito bonita, quer tomar um chá?- me perguntou docemente, parecia ser bastante agradável

–Não sou namorada dele -disse constrangida

–Minha nova amiga mamãe-ele respondeu sorrindo

–Que bom querido-Ela respondeu feliz, mas mudando de expressão abruptamente ao falar- mas não pense que esqueci dos vasos quebrados, vá ajudar seu pai!-ela reclamou novamente com ele- desculpe querida, não queria atrapalhar a conversa de vocês, mas se quiser tomar um chá comigo enquanto ele arruma umas coisas lá em cima, depois vocês podem conversar melhor

–Tenho que ir em casa, meu pai vai ligar jájá para saber se já cheguei- dei de ombros, passei meu numero a naruto, que se animou, e logo foi ajudar o pai, conversei um pouco com a mãe dele, que aparentemente me adorou, contei a ela que morava sem meus pais para poder estudar e que uma amiga morava comigo, entre outras coisas, ela ficou visivelmente preocupada, falando que qualquer coisa poderia ir lá na loja dela, descobri que eles são ricos e que a loja é apenas um rob de colecionador do pai de naruto, mas dava para se notar, devido ao porte e as peças visivelmente valiosas, quando alguns clientes entraram e kushina, mãe de naruto se despediu de mim e foi atendê-los, me fazendo prometer que voltaria para visitá-los.

Antes de sair da loja resolvi me olhar no espelho que eu tinha gostado , e ví algo estranho, como se refletisse um floco de neve, o que era impossível, pois a loja era totalmente climatizada e estava com os vidros fechados, e pude ver um novo floco cair.

aproximei-me do espelho um pouco mais, estendendo a mão para tentar tocá-lo, mas sem querer tropecei , e imaginei a queda, quebraria um espelho que não teria dinheiro para pagar nem em um milhão de anos, e me acabaria toda ainda por cima.

Mas o barulho de vidro quebrando não veio, no lugar, sentí-me passando direto por ele, e caindo na neve branca , acabei batendo a cabeça com força no chão, tentei enchergar algo, mas apenas ví um castelo ao longe, o que imaginei ser minha imaginação por causa da queda, mas logo meus olhos pesaram, e eu apaguei.