Entre Dois Lados ...
1 Apenas Normal ...
Aqui não deveria ser tão estranho. Pensava como seria minha vida em outro lugar, mas aquilo era apenas um sonho que nunca se realizaria, pois a tradição de nossa família fica nesse lugar, chamado “Gales”. Levantei-me do gramado verde da praça, e segui ate minha casa a pê, minha vida não era emocionante como a de outros jovens, mas simplesmente eu tinha que viver ela.
Cheguei ali, na minha grande casa, por sinal a mais estranha de toda a cidade, e olha que era bem grande. Abri a porta e me deparei com minha mãe no chão aparentemente dessecada, corri ate ela, e a chamei várias vezes:
- Mãe, mãe, mãe. Fale alguma coisa!
E o pior tinha acontecido, ela havia morrido, ali bem na minha frente a pior cena que já vi em toda a minha vida. Um peso caiu sobre mim a mesma hora, pois não havia parentes ali comigo, para me ajudar apenas sentei e chorei por no mínimo umas 2 horas. Pensei comigo mesma:
“É agora que a minha vida começa de vez, sem ninguém para me ajudar, terei que me virar sozinha, apenas aguente firme e siga em frente.”
Um ano se passou, e as coisas haviam mudado totalmente. Sai de casa e fui ao meu curso de pintura, chegando lá me encontro com uma nova aluna, mas com uma fisionomia um pouco estranha, durante toda a aula me reparou e eu apenas fingia estar tudo bem. Ao final da aula fui direto ao riacho, um lugar que visito todos os dias para me espairecer um pouco, sentei no mesmo lugar como sempre, ao me sentar levo um susto, pois aquelas mesma garota que me observou durante toda a aula sentou se exatamente ao meu lado.
- Oi — Diz ela.
- Ei — Apenas por educação respondo.
- Desculpa se te incomodei um pouco na aula, mas é que eu era uma grande amiga de sua mãe, e soube que ela veio a falecer, meus pêsames.
- Obrigada, mas o porquê de vir até a cidade? — Eu nunca havia visto ela naquela cidade durante todo meu tempo de vida.
- E uma longa história, mas preciso que venha comigo até a minha casa, pois há grandes coisas sobre você que provavelmente não conheça.
Eu não estava muito segura de ir com ela, mas como não havia mais nada a fazer fui, para ver aonde aquela “palhaçada” iria.
- Olha não tenho muito tempo, mas seu puder ser rápida..
- Claro que serei só quero que me siga.
Chegando a sua casa me deparo, com uma casa no meio do nada, caindo aos pedaços, minha confiança com havia deixado de existir naquele momento. Mas como sou uma mulher de palavra segui com ela, ate a entrada, onde ela abre a porta, e uma grande surpresa me surpreende.
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