Entre Dois Amores
20 Apolo quer um bebê
Notas iniciais
Voltei pro quarto e encontrei Emma sentada em uma poltrona de mãos dadas com Suze – que ainda dormia – e lendo um livro.
- Olá – Ela disse tirando os olhos do livro e olhando para mim.
- Oi – Respondi.
Eu fechei a porta e sentei em uma poltrona no canto da sala. Eu me sentia cansado, precisava dormir, mas, eu não conseguia. Eu pensava em várias coisas ao mesmo tempo e isso me deixava estressado. Eu estava pensando em minha mãe quando me veio uma lembrança.
- Sra. Blofis – Chamei – Posso fazer uma pergunta.
- Claro. E me chame de Emma – Ela disse
- Ok. Não precisa responder se não quiser, mas... Você sabe quem Hermes ia visitar.
Ela suspirou e olhou para a filha.
- Sim.
Eu quis perguntar quem era, mas acho que seria falta de educação minha. Mas, no final eu nem precisei, porque ela mesma continuou.
- É uma da... Mulheres dele. – Ela disse – Algo aconteceu com ela e ela ficou louca. Ela mora sozinha, porque o filho fugiu de casa quando ele era pequeno, mas, Hermes disse que ele acabou morrendo, então... Ela espera por um filho que nunca vai voltar. E para ela não ficar sozinha, Hermes me pediu para visita-lá às vezes.
- Então, a senhora cuida de uma das esposas de seu marido? – Perguntei
- Ele não é meu marido, se é que você me entende. Os deuses não pertencem aos mortais. – Ela disse.
- Suze e Jesse sabem disso?
- Sim, sim. Às vezes ela acha que Jesse é o filho dela. Pode parecer estranho, mas, eu deixo, ela fica feliz quando ele a chama de mamãe.
- A senhora é uma ótima pessoa.
- Obrigada – Ela disse – Mas, você vai conhecer o meu lado mal se continuar me chamando de senhora.
- Desculpa – Eu disse. E nós dois começamos a rir.
- Vocês estavam falando da tia May? – Suze perguntou.
- Filha – Emma disse olhando para ela.
- Oi. – Ela respondeu
- Como você está? – Perguntei indo em sua direção e colocando a mão ao lado da dela.
- Bem – Ela disse pegando minha mão.
- Fique aqui um instante Leo. Eu vou chamar o médico.
Então Emma saiu e eu sentei na poltrona onde ela estava.
- Obrigada por ficar comigo. – Suze disse
Eu sorri.
- Eu sempre estarei com você – Eu disse – Mesmo que... Não seja de perto.
- Você vai mesmo me deixar com Apolo?
- Desculpa, mas, sim. Foi um trato.
Suze abaixou a cabeça.
Eu queria poder voltar no tempo e desfazer o que fiz, eu poderia chamar outro deus para nos ajudar. Mas, era impossível, eu já tinha feito a besteira.
- Espera – Suze disse levantando a cabeça feliz.
- O que foi?
- O seu acordo com Apolo. Você... Você disse que ia ficar longe de mim.
- Sim.
- Mas, ninguém disse nada, sobre, eu ficar com ele.
- Como assim?
Ela revirou os olhos.
- Você pode ficar longe de mim, mas, isso não quer dizer que eu vá ficar com ele.
- Aaaah. Mas, eu... achava que você gostava dele.
Ela suspirou.
- Talvez eu gostasse, mas, não sei, muita coisa mudou.
- Então, você realmente não me quer? – Alguém perguntou.
Virei-me surpreso e vi Apolo parado na porta. Ele parecia com raiva, mas, ao mesmo tempo triste.
- Senhor Apolo!
- Eu desisto. – Ele disse – Pode ficar com quem você quiser. Mas, eu ainda salvei vocês e eu quero algo em troca.
Ele entrou no quarto e fechou a porta.
- Quando eu vi você pela primeira vez, um dos mês primeiros pensamentos foi: Como seria um bebê meu e daquela garota? – Apolo disse olhando para Suze. Ela parecia um pouco assustada.
- Quando eu tentei te conquistar, eu pensava em como seria bom, quando você cresce-se e tivesse nosso filho. – Ele continuou.
- Do que você tá falando? — Perguntei. Aquele assunto não era interessante para mim.
Apolo fingiu não me ouvir e continuou.
– Mas, agora que você não me quer, eu quero que você realize meu desejo.
Ele parou e pegou a outra mão de Suze.
- Tenha um filho comigo.
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