Entre Dois

5 CAPÍTULO 03: PRIMEIRO ENCONTRO HORRÍVEL - PARTE 02


Notas iniciais
Mais um capítulo para quem está acompanhando (:

Como? Logo ele? Não pode ser. Logo na frente de todos. Logo na frente do Roberto...

- Ora, veja só. Parece que pode mesmo, beijar todos da festa Mônica. – dizia Penha ao lado de Do Contra, encarando a mim e ao Cebola, que ainda estávamos nos “beijando”.

- M-me desculpe... Eu não queria mesmo. Foi sem querer... – tentava me explicar ao Cebola.– Do Contra, é sério. E... Eu trombei com ele, você viu...

- Não precisa se explicar Mônica, eu já entendi tudo. – falou cabisbaixo. Ele estava com raiva de mim, ele me chamou de Mônica. De MÔNICA.

- Sou uma tola. – murmurei a mim mesma.

- Claro que não. Você não devia ligar para o que ele disse. Mônica você está comigo na festa, não é? – perguntava Cebola enquanto me abraçava.

- Tem razão. Amanhã eu converso com ele. – falei. Ele me levou para perto do bar.

- Mônica...

- O que foi Cebola? – perguntei enquanto virava o terceiro copo de bebida.

- Você ainda está pensando no Do Contra?

- Não. Estou pensando no nosso beijo. – respondi.

- Por isso está tão trêmula?

- Pode até ser.

- Nós podíamos tentar de novo. – falou. Eu me aproximei do rosto dele. – Agora não Cebola.

- Tudo bem. E por que o Do Contra e não eu? – perguntou olhando para o chão.

- Não sei. Só o beijei porque a Penha... – não continuei. Eu o beijei só para causar ciúmes a Penha? Sem ao menos gostar dele. – Isso foi maldade.

- Você não gosta dela?

- Nem um pouco. Ela quer roubá-lo... De mim... – eu não acredito no que eu falei. Eu mal o conhecia.

- Roubá-lo? De você? Por acaso vocês dois estão...?

- Não, nada haver.

- Você nem sabe o que está dizendo, Mônica. Quer que eu te leve para casa? Você não parece muito bem.

- E a Magá? O seu amigo? – perguntei já tonta.

- Eu volto depois para buscar eles.

- Tudo bem então. Vamos embora.

Eu já tinha perdido a conta de quantos drinks eu havia tomado. Minha vista estava embaçada. Estava quase caindo, até que me apoiei no carro do Cebola.

Ele me ajudou a entrar. Quando estava pronto para dar a partida, eu chamei-o.

- Oi. – respondeu largando a chave.

Assim eu me aproximava mais de seu rosto. Ele facilitava e aproximava-se também. Até que aconteceu novamente, nós nos beijamos. Agora não foi só um selinho e sim um beijo de verdade.

- Espera Cebola... Eu acho... – gaguejei. E em seguida vomitei na frente do meu banco. Estava bêbada com certeza.

O garoto fez uma cara de nojo e ligou o carro.

...

Meia hora depois, no meio do caminho o carro parou. Parou no meio do nada. Eu só via árvores e mais árvores.

- Mônica, o carro enguiçou. – dizia Cebola batendo os punhos no volante.

- O que é... Que nos vamos fazer? – foram minhas últimas palavras até eu cair no sono.