Entre Diferenças: Mundos Opostos, Nova Realidade!
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Boa Leitura.
Vitor olhou para Igor e Felipe encarava os dois seriamente, depois de alguns segundos de silêncio Vitor disse:
–Ok, mas para sabermos mesmo que você pegou ela terá que tirar uma foto do momento do beijo. Certo?
–Tudo bem. Vai ser fácil, fácil! – Isabella virou-se na direção da piscina e encarou os garotos perguntando:
–O que vocês tanto cochicham?
–Coisas de garotos. – Respondeu felipe.
Gabriela estava quieta e olhava novamente a baía da janela do seu quarto, quando o seu celular tocou.
–Alô?
–Oi Gabi, sou eu, o André! – André se comunicara com Gabriela com um certo grau de intimidade.
–Oi André, Gabi? Quem te deu essa liberdade? – O rapaz gaguejou do outro lado da linha, mas Gabriela retomou a conversa antes que ele reagisse – Estou brincando, diz, o que você queria?
–Eu não queria, ainda quero. (Risos) Vamos sair mais tarde? – Perguntou ele.
–Claro, vou aproveitar e chamar a Marta, pode ser?
–Sim, pode. Às seis no farol da Barra, Ok? – Chamar a Marta não era necessariamente o que André queria, mas ele relevou.
–Pode ser, te encontro lá. Beijos!
–Tchau!
Gabriela desligou o telefone, já estava pronta para voltar a olhar o horizonte quando sua mãe bateu na porta do quarto.
–Filha? Desce, preciso te mostrar uma coisa.
–O que mãe?
–Desce logo menina.
As duas desceram as escadas que davam acesso ao térreo e dona Clô abriu a porta da casa, do lado de fora estava tendo uma verdadeira briga, mas nada que pudesse causar preocupação. Dona Maria era a beata do bairro e vivia implicando com umas garotas que moravam naquela mesma rua, Lady Jú e Juliete eram proprietárias de um cabaré, motivo mais que suficiente para dona Maria implicar com as duas.
–Que furdunço é esse aqui? — Perguntou Clô.
–Essas ninfetas, dona clô, causando alvoroço no nosso bairro.
–Ninfetas não, sua sem cultura, Mulher de Luxo! – Disse Lady Jú enraivecida.
–Sem cultura, vá arruma um trabalho decente Jucicleide.
–Já disse para não me chamar de Jucicleide! Meu nome é Lady Jú, sua cabrita despeitada!
–Deixa ela amiga, venha que o problema já foi resolvido. Essa aí é peso morto. – Desdenhou Juliete.
Dona Clô fechou a porta e entrou com a filha. Sabe aquela determinada rua onde tudo tinha e acontecia, onde os vizinhos sabiam da vida de todo mundo e onde todos se odiavam e se ajudavam ao mesmo tempo? Essa era a rua colorida que Gabriela tinha o prazer de chamar de sua.
–Ai, ai. As confusões da dona Maria só servem para deixar nosso corpo leve. – Declarou Gabriela.
–E você estava se sentindo pesada? Hum, não engoli essa história do colégio. Será que foi bom como você diz?
–Ai mãe, já disse que sim! – Gabriela deitou no sofá da sala e fechou os olhos, sua mãe a olhou de cima a baixo e saiu.
A tarde tinha avançado e tão logo chegou ao seu fim, Gabriela estava bem arrumada, com seus cabelos soltos e um vestido florido que deixava-a ainda mais meiga. André se aproximava lentamente de Gabriela, que estava sentada sobre o gramado que antecedia a areia da praia, ela fitava o mar pensativa. O garoto a olhou e não conteve um sorriso de felicidade, aquele que agente dá quando encontra alguém muito querido. Ele a conhecera naquela manhã, mas sentia que a conhecia há muito mais tempo.
–Ue, cadê a Marta? – Perguntou ele sorridente.
–Acabou de me ligar, disse que não vai poder vim, aconteceu um acidente e ela está parada no trânsito.
–Que pena, e você como está?
–Bem, estou me recuperando da manhã conturbada.
–Ah, qual? Acho que essa eu já tratei de esquecer! – Ela olhou para ele e sorriu.
–Bobo, aposto que se você for provocado por eles novamente lembrará de tudo.
–Não vamos ficar falando de coisas desagradáveis não é?
–É, o que passou, passou. Mas vem cá, onde você mora mesmo?
–Na Ribeira!
–Perto, eu estou no Pelô! Quem sabe eu não apareça por lá um dia desses? É só me falar onde fica.
–Quem sabe não é? Gostaria que fosse lá mesmo, parece que te conheço há anos.
Os dois conversaram por um bom tempo, falaram dos estudos, de coisas banais e de outros assuntos que surgiam com o papo. Depois pegaram um coletivo e foram para o centro, de lá pegaram outro coletivo. Saltaram perto do Pelourinho, já passava das nove quando caminhavam próximos as ruas do bairro da cidade baixa. Mas o clima calmo que pairava no ar foi rapidamente substituído por uma tensão muito grande. Dois rapazes estavam parados juntos a um poste quando André e Gabriela caminhavam por uma rua mal iluminada, os dois aumentaram os passos, mas depois os rapazes os cercaram.
–Oi princesa, vem com agente, deixa esse marica de lado. – Disse um deles se insinuando.
–Vem amorzinho, larga esse babaca. – Falou o outro olhando fixamente para André.
–Vaza cara, não quero confusão! – Falou André aumentando o tom de voz.
–Ah, o carinha está pensando que é o rei da cocada preta. Vamos da uma lição nele. – Disse o primeiro que parecia ser o chefe, o principal.
Em um reflexo rápido, André que era lutador de Karatê a alguns anos, empurrou Gabriela para um lado e deu uma rasteira nos dois mal encarados, que caíram com a bunda no chão. Depois o garoto pegou uma barra de ferro que estava solitária no meio da rua e a segurou firme dizendo:
–Não vão vazar mocinhas?
Os dois se levantaram e caminharam na direção de um beco, sumindo na escuridão, André continuou agarrado a barra de ferro por precaução e Gabriela se aproximou novamente surpresa.
–Onde aprendeu a lutar?
–Sou faixa marrom em Karatê!
–Que legal, por que não me contou?
–Não achei que era importante. – Os dois continuaram andando, não demorou muito para chegarem a casa de Gabriela.
André olhou para a garota de olhos castanhos brilhantes enquanto ela ajeitava o cabelo.
–Até amanhã.
–Até. – E lembrando que não tinha agradecido por salvá-la, disse: Obrigado! – Deu-lhe um beijo no rosto e entrou.
André tocou o lugar onde ela tinha beijado e depois deu alguns passos, seu corpo desapareceu no horizonte enquanto curvava um cruzamento.
–Onde estava Gabriela? – Perguntou Carlos, o pai.
–Estou bem, isso que importa!
–Não foi isso que perguntei.
Gabriela beijou seu pai na bochecha, depois subiu as escadas rumo ao quarto, deitando em sua cama.
A noite passou voado, quando Igor percebeu, ele já estava em frente ao Colégio Abrantes. O portão do colégio abriu e todos entraram, ele viu Gabriela e decidiu ir conversar com ela.
–Oi, você tem um minuto?
–Nem um, muito menos dois! – Disse Marta protegendo a nova amiga.
Marta era o contrário de Gabriela, ela sempre questionava se achasse certo, não levava desaforo para casa e não descansava enquanto não esclarecia uma coisa. Resumindo, ela gostava das coisas rápidas e em pratos limpos!
–Pode deixar, eu vou ouvi-lo. – Declarou Gabriela.
–Tem certeza? – Perguntou André.
–Claro, que mal tem? Não é Igor?
–É.
Os dois se afastaram enquanto os alunos entravam nas salas.
Notas finais
Obrigado!!
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