Notas iniciais
Sim, eu sei, eu estou, tipo, muito fodida com meus leitores, mas eu tenho uma boa explicação, eu fiquei com um bloqueio de criatividade para WS, mas já estou no meio, e estou escrevendo o próximo capítulos de Veelas. Quanto a outra, eu realmente prefiro não ter pessoas me xingando.

Enfim, eu tive essa ideia hoje e resolvi postar para me desculpar. Eu adoro Jily, mas esse casal também é kawaii!

Os olhos negros encontram o outro par idêntico à sua frente, ele puxa o ar com força, prendendo-o e analisando o garoto refletido na superfície lisa. Cabelos pretos e compridos, lisos — ou seria melhor seboso? Perguntou-se mentalmente — ao pescoço, pele pálida, seu nariz não era comprido, mas de certa forma, sabia que ele seria. Pareceria detestavelmente com ele.

"Você não pode ser tão burro à esse ponto. Não pode ser tão burro ao se apaixonar por James Potter" murmurou à si mesmo, assim como havia feito no dia anterior, na semana anterior, no mês anterior, desde o início do ano.

Suas vestes pretas e verdes da Sonserina escondiam seu corpo completamente — apesar de que esse não era tão ruim quanto todos deviam pensar. Ele bufa consigo mesmo, desviando os olhos e saindo do dormitório, puxando mais sua capa sobre o corpo, como se quisesse desaparecer nas sombras das paredes de pedra do castelo. E ele de fato pensava que poderia ser melhor.

Ele chega ao banheiro feminino sem interrupções, e isso o deixou aliviado, na maior parte do tempo as pessoas o ignoravam, alguns grifinórios soltavam piadas sobre si, mas ele ignorava. Os únicos que não o ignoravam — para sua incrível sorte — eram os Marotos, Lily — felizmente — e Regulus, seus dois únicos amigos. E seu azar pareceu dar-lhe uma trégua, mesmo que temporária, fazendo-o não esbarrar com nenhum deles no caminho.

"Severus! Achei que viria ontem" cumprimentou Murta, voando em círculos acima de um boxe.

"Boa tarde Murta, eu teria vindo ontem, mas acabou que Lily ficou comigo o dia inteiro e não pude... você sabe" respondeu suavemente, inclinando a cabeça em cumprimento, a garota abre um sorriso.

"Ah. Tudo bem, e... sobre aquilo... sinto muito por você" Disse ela, não costumava ser gentil, mas Snape era uma exceção, ele era seu amigo. O único que ia lá sem zombar dela. E desde que ele lhe contara sobre sua vida — toda — ela parecia mais ainda disposta a ser gentil com ele. Severus assente e dá de ombros, suspirando.

"Não poderia fazer nada sobre essa merda" fala depois de um tempo em silêncio, ele se senta no chão, apoiando as costas na porta de um dos boxes e tirando um cigarro do bolço da capa, acendendo-o com um feitiço. Ele deu uma tragada.

"E como foi seu dia?" pergunta ela, se apoiando de bruços acima da porta à sua frente.

"O de sempre, felizmente não encontrei Lily, Regulus ou nenhum deles no caminho" diz, relaxando um pouco ao dar outra tragada. Murta assente, entendendo e lhe abre um sorriso gentil.

"'Sabe, hoje de manhã uns garotos do último ano vieram beber aqui. Eu expulsei-os, mas a bebida ainda está aqui, se quiser" ela aponta para a pia, apoiada nela havia uma garrafa de whisky de fogo. Severus sorriu minimamente, se levantando e pega a garrafa e toma goles longos, sentindo a bebida queimar pela sua garganta.

"Obrigado Murta" murmura ele, se sentando de novo, seu cigarro pendendo nos lábios.

"Como andam os sonhos?" continua, ela adorava saber sobre a vida dele, desde os assuntos mais remotos até os mais detestáveis. Ele balança a cabeça, soltando algo entre um suspiro e um bufo.

"Cada vez piores. Você sabe que sempre pioram" reponde-lhe sem emoção, relaxando mais ao deixar a garrafa pela metade. Murta aperta os lábios, ela não gostava de ver Severus assim, queria que ele não bebesse, ou não fumasse, como se tudo que pensavam sobre ele fossem reais. Passos ecoam, Snape apaga o que restou do cigarro — que estava a ponto de apagar-se sozinho — no chão e joga em um sanitário, dando descarga. Mas sabia que não seriam professores, nunca iam ali, e ele não se importava de ser pego bebendo, qualquer coisa era só lançar um Obliviate na pessoa, então simplesmente se sentou de novo no chão e tomou um longo gole da bebida, encostando a cabeça na porta do boxe.

"Snape?" pergunta uma voz familiar... familiar demais, infelizmente. Ele sentiu-se tenso, mas disfarçou.

"Ah. É só você Potter" comentou aparentando desinteresse, tornando a tirar um cigarro do bolço e acendendo-o. Vendo a fumaça sair e espiralar em torno de Murta.

"Você... você fuma? E bebe?" ele parecia realmente surpreso, Severus franze o cenho para o garoto que parara à sua frente.

"Está um pouco óbvio, não?" retruca sarcasticamente. "Enfim, o que te traz aqui?" pergunta em um tom zombador.

"Eu e Sirius esquecemos o whisky de fogo aqui" falou, parecendo arrepender-se logo depois.

"Oh. Desculpe, Murta não disse quem havia saído correndo daqui" seu tom continuava sarcástico, e isso parecia estar irritando o Potter, ele levanta a garrafa que agora estava quase vazia. James bufa, se sentando ao seu lado, fazendo-o franzir o cenho. Antes que pudesse pensar ele arranca a garrafa de suas mãos e termina de tomar o que restava, Severus revira os olhos. "Sempre gentil" murmura consigo.

Eles passaram um tempo em silêncio, até que o grifinório fala:

"Estamos sozinhos aqui?" O sonserino franze o cenho, mas assente, hesitantemente, apenas apontando para Murta, que ri maldosamente e mergulha na privada. "Ótimo!" exclama ironicamente.

"O quê?" pergunta o outro confuso.

"Murta me fez dizer que diria à você" Snape franze o cenho, entre confusão e desgosto.

"O quê ela fez dessa vez?" ele parecia desconfortável.

"Ahn... olhe bem, eu, meio que gosto de você" Severus se engasga e tosse, arregalando os olhos, abrindo a boca para falar algo. "Eu fingia que amava a Lily, mas eu fazia isso porque sabia que você gostava dela, e se não tivesse sua atenção, iria prestar atenção em quem tirava-a de você" explicou, e o sonserino não aguentou, rindo anté que sua barriga doesse, se dobrando, o cigarro entre os dedos.

"Eu gostar de Lily? De onde tirou isso?" perguntou, limpando uma lágrima que caía depois de tanto rir, James o olhava confuso.

"E você não gosta?" ele estava, definitivamente, confuso.

" Ah, Merlin, eu gostar de Lily... é mesmo idiota, Potter, eu gosto de você desde que o ano começou!" disse naturalmente, apesar de corar, e James não podia deixar de notar o quanto ficava fofo. Ele arregalou os olhos em descrença enquanto o outro voltava a tragar seu cigarro.

"Snape?" chama, Severus o olha, arqueando as sobrancelhas como se dissesse 'sim?', James suspira pesadamente, enquanto o sonserino jogava o que restava do cigarro na privada, o Potter avança, prendendo o menor entre seus braços e antes de beijá-lo só conseguiu ver o rosto pálido se tornar vermelho.

James havia beijado muitas garotas, talvez quase Hogwarts inteira. Mas achava que nunca provaria um beijo melhor que o de Snape. Eles passaram horas ali, se beijando, se conhecendo.

Ao final o grifinório garantiu ao outro que não seria a última vez que aconteceria. E entre cigarros e bebidas eles começaram a se amar.

Notas finais
Bem, espero que tenham gostado, mandem reviews, favoritem e façam uma autora feliz
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!