Entre Canários e Corujas
17 Vanoria
A estrada terminou diante dos muros de Vanoria, cobertos de musgo e guardados por sentinelas de ferro. Quando nos aproximamos, um deles cruzou a lança diante de Koda. “Besta selvagem não entra”, disse. Expliquei que ele era meu companheiro, mas não ouviram. Então Nessa falou, e o contato firme de seu olhar bastou. O capitão, talvez cognato de alguma linhagem élfica, reconheceu algo nela e abriu o portão. Dentro, o mundo se alargou com ruas fervilhando, vozes e cheiros, menestréis e mercadores. Koda ergueu a cabeça, encantado? A floresta ensinava o silêncio enquanto Vanoria nos ensinaria o barulho do mundo.
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