Entre Canários e Corujas
5 O coro da noite
A tarde já ia caindo, e o destom do sol para a escuridão da noite se fazia no horizonte. Precisávamos seguir antes que fosse tarde demais. As pegadas avançavam, e a floresta da Sombra Doce cedia espaço à Terra dos Cipós. Caminhávamos atentos, guiados pela esperança e pelo faro de Koda. Quando o último lampejo de luz se perdeu, o frio se adensou. Então vimos olhos nos seguindo, refletindo o luar entre as folhagens. O mesmo piar que antes ouvira baixo em Koda agora soava de muitos lados, será que são mesmo parentes dele? Ou entramos em uma nova enrascada.
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