Com o tempo, o filhote deixou de piar e de se encovilar entre as raízes altas das árvores. Seus olhos encontravam os meus, e ao tentar acalmá-lo, percebi que aos poucos recuperava a tranquilidade. Nos últimos passos para sentar-me ao seu lado, tropecei num galho que atravessava o chão. O tombo arrancou-lhe um breve cascar de bico, transformando o choro em porta para uma alegria passageira. Logo, porém, percebi que ele lembrou. Não estava mais com seus pais, nem bando. Era preciso encontrá-los. Assim, partimos juntos, e com um pé na estrada botamos esperança no caminho.