Entre Canários e Corujas
15 Brilho estranho pt. 1
Durante a viagem, seguimos por trilhas cada vez mais íngremes e cobertas por névoa. O ar úmido trazia um cheiro diferente, algo entre ferro e mel — e Koda, com seu faro apurado, parou de repente. Suas narinas se dilataram e ele soltou um som grave, meio rosnado, meio chamado. Eu tentei cotar na mente o ponto exato de onde vinha aquele aroma, mas o vento mudava e confundia tudo. Nessa ergueu o arco, atenta, e o bosque pareceu silenciar em volta. “Algo nos observa?”, sussurrou ela. E foi então que vimos, entre as árvores, um brilho dourado mover-se devagar.
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