Estava tudo meio enevoado, eu estava com muito medo, era escuro e meu coração doía. Eu não sabia onde estava então me levantei e saí correndo naquela escuridão lamacenta, corria, corria, mais não havia um fim, me sentei no chão cheio de lama e comecei a chorar, mas as lagrimas estavam pastosas, olhei para a minha mão e as vi! Não era lagrima, era sangue estava jorrando sangue pelos meus olhos, levantei e fiquei gritando:

— meu Deus me ajude! — assim que gritei uma luz surgiu guiando-me para longe daquele sofrimento. Mais no fim da luz havia uma silhueta de um homem mais eu não sabia quem era ainda estava muito longe para que eu pudesse reconhecê-lo,

-quem é você?- Perguntei para o homem misterioso.

- sou seu...

O toque do celular me fez pular da cama – olhei para os lados e não havia nada só o meu quarto com pôsteres de bandas, toquei meus olhos e não havia nada neles, estava tudo normal a não ser pela camada de suor que cobria meu rosto. levantei e procurei meu celular que por acaso estava tocando.

-era papai! –disse Laura estendendo o celular para mim.

— já falei para não mexer nas minhas coisas. –eu disse para Laura minha irmã mais velha que adorava pegar meu celular.

— eu sei, mas tu estavas dormindo e eu reconheci o numero... -tagarelava ela.

— tá, tá já entendi. O que ele queria? — perguntei pegando a minha toalha, meu pai trabalhava de caminhoneiro então só voltava para casa nos fins de semana.

— Ele disse que já tá vindo buscar a gente!- falou ela aparentemente irritada

— pra que?- Perguntei confusa.

-esqueceu que hoje tu tens balé?

— ah é mesmo!- é verdade eu tinha balé quatro vezes por semana e hoje tinha prova. Eu estava tão confusa aquela manhã que acabei me esquecendo.

— cuida! Daqui a quinze minutos papai tá aqui e tu ainda tá de camisola!

— tá bom! Já vou banhar. — peguei minhas coisas e corri para o banheiro a fim de sair de lá em no máximo 5 minutos.

- agora que você acordou Samantha? – perguntou mamãe que acabara de chegar da casa da minha avó.

— foi! Que horas são?

- doze horas!

-sério?! Eu já vou banhar Ninguém entra aqui! – eu sempre dizia isso antes de usar o banheiro já que Alex havia quebrado a trinca do banheiro! Assim que entrei no banheiro liguei o chuveiro e fechei os olhos tentando reconhecer o misterioso homem do meu sonho.

— cuida Samy papai já tá chegando. – disse Laura com a voz irritada.

-tá bom. Chata! – gritei – e depois de lavar o meu cabelo e escovar os dentes eu saí. — acabei chata, — eu disse sorrindo sarcasticamente para Laura.

-já era hora, tu tem 5 minutos.

— credo só isso?

— é claro dorminhoca. – disse Laura, então eu corri para o meu quarto, peguei o minha bolsa coloquei a sapatilha e meu mp4, e coloquei a meia calça e o colam e botei a minha saia jeans branca rapidamente, penteei meu cabelo rapidamente. Então “bam, bam,”. Ouvi uma buzina que com certeza era papai.

- CUIDA!

-vamos! Tchau mãe!

-tchau! Até mais tarde. – gritou mamãe do quintal.

Assim que saí de casa papai estava dentro do seu, gol 1.5 vermelho.

- oi pai. – eu disse, entrando no carro, Laura estava lá dentro na parte de trás segurando Drake, meu primo de três anos que estava passando o dia com agente.

-bom dia! Samantha. – papai disse, então o seu hálito bateu na minha face, e eu senti o cheiro de cerveja!

-pai! Você bebeu? – eu perguntei

- só uma ou duas latinhas.

-pai é proibido dirigir bêbado! — Eu disse com uma voz severa.

- olha Samantha eu sei o que eu faço.

-eu estou vendo, dirigindo bêbado e com uma criança sem cadeirinha! – eu já estava muito irritada com o meu pai, ele era um irresponsável.

- cala a boca samy deixa papai, ele sabe o que faz. – sussurrou Laura.

- eu estou vendo.– disse e depois suspirei não valia a pena me irritar com papai, ele era caminhoneiro devia saber o que estava fazendo. Então fiquei olhando a paisagem já estávamos perto da praia litorânea.

- olha samy!Não precisa se preocupar minha filha. – disse papai virando-me para me olhar, então nesse momento eu avistei um barranco.

-pai! Cuidado! – gritei. Então o carro, voou para dentro do barranco, eu só ouvi gritos e vidros quebrados, e de repente eu estava no chão, meio tonta, só me lembro de ter visto o mar... Então eu apaguei.

- verifiquem se estão respirando? – uma voz grave falava, abri os olhos, minha cabeça doía muito.

-o que aconteceu? – eu perguntei confusa para o homem, que estava me olhado.

- ela aqui está viva. – gritou o homem. – você sofreu um acidente mais já está sendo socorrida.

-acidente? O barranco... Cadê Laura, Drake, papai...? – eu sussurrei, tentando me levantar.

-calma! – disse o homem da voz grave. – você precisa descansar...!
— onde eu estou? – perguntei confusa – cadê meus irmãos e meu pai? Eu preciso vê-los...?

- fique calma você não pode se alterar. – disse o homem que devia ser um bombeiro, eu acho. Meu corpo todo doía, havia muito sangue, então dois homens chegaram segurando uma maca.

- coloquem-na aí, e leve-a para o pronto socorro, mais próximo. Ela perdeu muito sangue.

- tem um bebê morto aqui! – gritou o bombeiro, o que um bebê? Drake...

- NÃO DRAKE, DRAKE... – eu gritei me debatendo todo o meu corpo doía pelo esforço, tentando sair da maca mais os homens me seguravam impedindo-me de me mexer. – ME LARGA, EU QUERO VÊ-LO... DRAKE.

-peguem o sedativo ela está muito agitada...

-AI! — Eu gritei quando senti uma picada o meu braço.

-pronto! Daqui a pouco ela estará dormindo.

- eu não quero dormir eu quero vê o Drake. — eu disse chorando desesperadamente. – Drake, Drake, Drake... – eu sussurrei enquanto afogava na inconsciência.

Bipe, bipe, bipe... Foi à única coisa que eu ouvi quando eu acordei, eu ainda estava meio zonza, e confusa. Eu olhei para os lados meio desorientada, era tudo muito claro e eu estava deitada em uma cama alta edesconfortável, tinha uma porta de vidro na frente da cama e duas janelas de treliças brancas uma delas estava fechadapor uma cortina branca meio transparente, do meu lado tinha um sofá branco, minha mãe estava deitada nele...

-mãe onde eu estou...? — Sussurrei.

- Samantha? – disse mamãe, se levantando do sofá – samy minha filha ainda bem que você acordou meu amor eu já estava desesperada.

- há mãe... – eu disse chorando, tudo havia voltado em minha mente, o acidente, o Drake...

- o que foi samy? Tá doendo alguma coisa? Eu vou chamar a enfermeira.

- não eu estou bem... Mais... O... Drake... Morreu... – eu disse entre os soluços do choro.

- há meu amor você já soube! – disse mamãe enjugando as minhas lagrimas com o lençol.

- sim eu ouvi o bombeiro falando.

-não chora samy! – disse mamãe me reconfortando.

- mais cadê o papai a Laura. – eu perguntei para mamãe um pouco mais calma.

- seu pai foi preso, e Laura está na lanchonete.

- o que preso? Por quê?

- ele foi condenado por homicídio culposo quando há intenção de matar.

- por causa da bebida. – não foi uma pergunta eu sabia que isso aconteceria papai bebia muito e apostava também então não foi nem uma surpresa.

-foi. Então como você está samy? Você me deu um baita susto ficou muito tempo inconsciente.

-quantos dias?

- hoje é 11 de fevereiro samy. – disse ela calmamente. O que já fazia uns 15 dias que eu estava dormindo...

-por que isso tudo? O que aconteceu comigo? – perguntei confusa, não era possível parecia que havia se passados segundos e não horas...

- você perdeu muito sangue, quebrou a perna direita e um braço e algumas costelas, e também tem uma fratura no joelho esquerdo.

- credo por que tudo isso?

- pelo que eu sei você foi à única que não estava usando o cinto então foi arremessada para fora do carro e foi rolando pelas pedras até para na areia da praia. – disse ela desta vez severa.

- desculpa, e que eu estava com raiva de papai então eu esqueci.

-esqueceu. – repetiu ela com raiva.

- o que aconteceu com Laura? Ela tá bem? – perguntei tentando mudar de assunto.

-é ela tá bem só quebrou um braço.

- já enterraram o Drake? – perguntei para mamãe

- já, já... Já faz uns15 dias que ele morreu.

- e a tia Kate? – Kate era a mãe do Drake e minha madrinha ela era muito legal morava em uma casa enorme no centro de Magic city.

- ela já tá melhor agora que seu pai já tá preso. – disse mamãe pensativa.

Com certeza a tia Kate e a culpar o meu pai pelo resto da vida até eu culparia, ele podia ser meu pai mais era muito irresponsável por deixar uma criança sem cadeirinha no banco da frente...

-mãe, eu trousse refri e uma fatia de pizza para a senhora... – disse Laura abrindo aporta de costas por que estava com as mãos cheias

— deixa em cima da mesa que daqui a pouco eu vou comer.

— há tu acordou! – gritou Laura, vindo me abraçar.

— ai. – eu disse assim que ela me abraçou.

— desculpa! – disse ela se afastando, — me esqueci de que tu tá toda quebrada.

-pois é! – eu disse então levantei o lençol para olhar o meu corpo pela primeira vez, e baixo da camisola azul-claro tinha um enorme gesso na minha perna direita gases no meu joelho, atadura em volta das minhas costelas, gesso na minha mão e alguns arranhões em volta do resto da minha pele.

— credo eu estou horrível. – eu choraminguei.

- é o que da não usar o cinto. – disse Laura, e eu dei língua para ela e desviei o rosto para mamãe que estava comendo a pizza com refrigerante. Parecia tão bom que meu estômago roncou...

-mãe me dá um pouco. – eu pedi para ela.

- tu tá com fome?

- é estou um pouco. – eu disse então ela apertou a campainha.

- sim? – falou a enfermeira no alto-falante.

- ela já acordou e tá com fome.

-ok. Só um momento. – disse a enfermeira no alto-falante.

- o que a senhora está fazendo? – perguntei.

-pedindo comida! – disse minha mãe confusa.

- mais eu não quero comida de hospital eu quero pizza. – eu disse fazendo manha.

-mais você não pode comer pizza.

- por quê?

- por o medico disse e pronto, que coisa. – disse mamãe com raiva, eu fiz um beicinho e fechei a cara.

- bom dia! – disse a enfermeira sorrindo com uma bandeja na mão. – finalmente a bela adormecida acordou! – disse a enfermeira ainda sorrindo, eu suspirei e sorri também não valia a pena eu ficar zangada, ela colocou a bandeja na mesa e foi ajeitar cama para que ficasse de um modo que eu pudesse comer.

-pronto está bom assim? – perguntou ela para mim.

- está sim obrigada. — enfermeira era muito nova devia ter uns 22 ou 23 anos, ela pegou a bandeja e, pois no meu colo, tinha uma maçã uma gelatina e um pote de cereal com leite. Eu peguei a maça e dei uma mordida.

- você passou de bela adormecida para branca de neve? – perguntou a enfermeira sorrindo.

-é eu acho que sim. – eu disse sorrindo também.

- eu já vou tá minha filha depois eu volto, tua bolsa com as tuas coisas estão em cima da mesa. – disse mamãe pegando á bolsa dela.

- o que? Para onde a senhora vai? – eu perguntei desesperada, ela não podia me deixar sozinha podia?

-eu vou lá ao fórum de noite eu volto.

- fazer o que- pra que mamãe precisaria ir para o fórum... Há deve ser por causa de papai. -é por causa de papai?

- em tese. Depois eu te falo eu já estou atrasada.

-eu vou ficar só?

- não Laura vai ficar contigo.

-tá bom. Tchau mãe! Eu te amo!

- tchau minha filha! Eu te amo! – disse mamãe me dando um beijo na testa, depois ela saiu.

- tu vai comer essa gelatina? – perguntou Laura, eu revirei os olhos.

- não, pode comer.

- valeu. – disse ela pegando a gelatina da minha bandeja, enquanto eu botava o resto da maçã do lado e comia cereal.

- o que mamãe foi fazer no fórum? – perguntei para Laura que já tinha terminado de comer gelatina dela.

- é por que... – começou ela editando um pouco. – mamãe disse que eu não posso te contar.

- por quê?

- por causa da tua saúde.

- é tão grave assim? – perguntei. O que será que era tão grave.

- um pouco.

- fala Laura. – eu disse rudemente.

-tudo bem mais se o bipe disparar eu paro ok. – disse ela gesticulando para o aparelho que media os meus batimentos.

-tudo bem fala. –eu disse me acalmando.

-bom é que papai jogava muito...

- o que tem de novidade nisso?

- não me interrompe se não eu não falo. – disse, ela, e eu suspirei e fiz sinal como se trancasse a minha boca.

-então, ele jogava muito mais nem sempre tinha dinheiro para pagar as opostas então deixava tudo para pagar depois, essa divida foi se acumulado e se ele não pagar vão tomar a nossa casa.

- O QUE! VÃO TOMAR A NOSSA CASA? – eu gritei. Como a gente ia ficar sem casa?- vamos viver na rua?

- calma! Mamãe foi resolver isso, e a gente não vai viver na rua se por acaso a gente perder a casa, tia Ellie disse que a gente pode morar com ela.

- mamãe também? – perguntei mais calma, a casa de tia ellie era grande então dava para todos nós moramos.

-então cadê Alex. – perguntei desviando o assunto.

- ele tá cuidando da casa.

-ata.

- então mocinha está na hora de tirar esse gesso! – disse o médico, careca e baixinho que parecia ter uns 50 anos. Eu fiz uma careta.

A semana graças Deus passou rápido, mais foi bem chata com um monte de gente me visitando em sua maioria as bailarinas da minha classe de balé que me detestam, só vieram com seus sorrisos e abraços falsos.

Mas finalmente terei alta, pelo menos espero isso...

- finalmente eu vou pra casa! –gritei...

- para de gritar, que tu não está em casa!

- ok, ok mãe vou me banhar para sair daqui desde inferno.

- foi esse “inferno”! Que salvou sua vida menina ingrata...

- que seja não irei começar a gostar de hospitais agora. – falei revirando os olhos. Levantei-me e fui em direção a o banheiro, tomei um banho rápido coloquei uma calça jeans, uma camiseta e amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo. — pronto já estou arrumada vamos?

Assim que chagamos em casa corri para arrumar minhas malas iríamos viajar para a Seattle amanhã à tarde, mas antes da viaje eu gostaria de voltar ao local do meu acidente.

- então mãe já arrumou minhas coisas posso sair? – perguntei para minha mãe.

- pode, mas não demora e leva Laura contigo.

- ok. Tchau mãe. – falei e fui para o quarto de Laura.

- hey Laura te arruma que nós iremos sair. – falei.

- e por que EU tenho que ir? – ela perguntou.

-por que mamãe não deixa sair sozinha agora deixa de frescura e vamos.

- affs, tudo bem eu já estou indo deixa só eu me arrumar. – ela disse. Depois de uns 10 minutos, Laura saiu do quarto.

- finalmente pensei que ia morar aí? – falei debochada.

- ho idiota, eu só estava me vestindo. – ela disse, e eu reparei que ela só vestia um short jeans e uma blusa azul caída no ombro.

- demorou uma vida e só colocou esse pedaço de pano? – perguntei e ela revirou os olhos vamos logo se na e não vou mais.

Eu e Laura pegamos um taxi e nós dirigimos a olho d’ água praia onde eu sofri o acidente, corri e fiquei olhando o exato lugar em que eu caí me dava arrepios me lembrar do acidente, sangue, Drake... Não sei quanto tempo durou que eu fiquei olhando e analisando exatamente os lugares onde caímos ainda tinha algumas marcas de sangue nas pedras... Laura havia ido para um barzinho comprar algo para comer, enquanto eu ficava olhando... Quando eu me aproximei, mas do local onde eu caí eu vi um pedra verde, brilhante no chão, parecia muito um esmeralda estava enterrada perto do local onde eu caí me aproximei e puxei da areia ela tinha um formato losango, e era muito bonito, o guardei no bolso e fui atrás de Laura, que não estava muito longe, em um bar tomando refrigerantes enquanto uns bêbados olhavam a bunda dela.

- vamos Laura já terminei aqui. Ainda tenho que descansar um pouco antes da viajem.

- ok.

Finalmente chegou o dia da viajem

continua

Notas finais
esse é o primeiro capitulo espero que gostem cometem por favor...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.