Entre Anjos E Demônios

19 a filha desaparecida reaparece em meio a guerra...


Notas iniciais
mais um capitulo. aproveitem.

Todos ali presentes olharam para Caio e Camila sem entenderem nada, mais Amelia tinha alguma noção do que estava por vir, e temia que suas suspeitas estivessem corretas.

-Vamos fazer um passeio querida sobrinha? — Caio perguntou antes de agarra-la pelo pescoço.

-Afaste-se dela. — Marcos gritou enfurecido vendo Caio tocar na sua mulher.

Caio apenas olhou debochado para Marcos apertando o pescoço de Camila que permanecia impassível diante e tudo. Marcos não viu nada a sua frente, tudo que via era os dedos daquele maldito apertando o pescoço da sua Camila. Ele deixou que suas asas se libertassem e projetou seu corpo em direção a Caio que o olhava interrogativamente.

Todos olharam horrorizados para o corpo de Marcos desacordado ao lado contrário de onde ele ia.

Cassius sorriu de lado, vendo a testa de Marcos cicatrizar rapidamente. Ele não poderia mata-lo sendo quem ele era, mais poderia feri-lo.

-Cassius? — Carlos falou o nome do anjo a sua frente surpreso. Estava claro que ele não estava ali para ajuda-lo. — O que está fazendo? Você é o sétimo enviado de Deus, deveria está do nosso lado. — Carlos falou agora com raiva controlando-se para não atacar seu superior.

-Não é óbvio? Caio trabalha para mim. — Cassius falou cruzando despreocupadamente os braços.

-Você é uns doze enviados de deus, não pode está no lado negro. — esbravejou Carlos agora considerando realmente em matar seu EX-superior. (houve 12 apóstolos, então são 12 anjos enviados a terra? entenderam?)

-Só que acontece, enjoada ser bonzinho o tempo todo. — Cassius falou examinando suas unhas como se aquilo fosse mais importante. — Ainda mais ter que ajudar essa raça humana desprezível que nunca deveria existir. — Cassius falou por entre os dentes trincados lembrando dos últimos 3 mil anos que foi mandado para a terra e sair do plano espiritual.

-Eu vou matar vocês dois. — Carlos esbravejou curvando suas asas.

-Faça logo o que tem que fazer, Caio. — Cassius falou brandamente referindo-se a Caio e olhando para ´´as berrações`` a sua frente.

Caio voltou a olhar para os olhos brancos de Camila fechando os seus em seguida para abri-los novamente.

-Olhe e veja, sobrinha. — ele sussurrou para Camila vendos os olhos dela voltarem ao normal.

Camila assustou-se ao ver que caio a prendia pelo pescoço, debateu-se conseguindo se voltar do aperto.

-Mama... — Camila ouviu uma voz infantil. — Mama...

Camila levantou o seu olhar encontrando uma menina de no máximo 3 anos no colo de sua tia numa versão mais jovem.

-Mama... — a menina gritava com os bracinhos abertos abrindo e fechando as mãos chamando alguém.

-Eu vou voltar filha. — a voz doce de uma mulher soou um pouco longe.

-Mama, não... — a menina falava em meio aos prantos.

-Camila, sua mãe iriar voltar. — sua tia falou divertindo-se com o desespero da criança. — Ela não vai fugir. — sua tia voltou a falar abraçando a criança dando meia volta e andando para dentro da casa fechando a porta atrás de si.

-Vamos Barbara, quanto mais cedo fomos, mais cedo voltamos. — Raul falou sentando no banco do motorista.

Barbara voltou o seu olhar para casa. Seu coração estava apertado em deixar sua filha ali, mais também não podia faltar no sabá das bruxas, sendo ela a terceira líder da ordem das bruxas brancas. Derrotada, entrou dentro do carro deixando seu coração para trás com a sua herdeira.

Pouco tempo depois, Camila via o carro cair abismo abaixo e explodir, matando seus pais.

-Devo dizer que meu irmão escolheu muito bem, as pessoas que tomariam conta de você. — Caio falou agachado ao lado de Camila que via a cena com a respiração rala.

-A terceira líder da ordem das cinco bruxas brancas, sendo que sua avó a mãe de Amelia, um dia também foi da ordem. Ela a primeira líder, uma grande honra. — ele gargalhou alto. — E seu papai? Líder de um dos maiores clãs de anjos caídos que continuaram do lado de Deus fielmente. — ele tocou no cabelo da sobrinha acabando por receber um tapa. — Até que a história deles, se parece com a do meu irmão e cunhada. — Caio observou.

Caio levantou e ficou vendo o seu pote de ouro ali no chão.

-Vamos voltar um pouco. — Caio falou agarrando o braço de Camila sem delicadeza a colocando de pé ao seu lado. — É melhor prestar atenção. — Caio avisou.

Camila olhou irritada para o carro preto que estacionava em frente a sua casa, viu Carlos sair do carro horrorizada e logo após Amelia com um bebê nos braços.

-Não pode ser. — Camila falou num fio de voz perdendo as forças em suas pernas, acabando por ser amparada por Caio que a sustentava de pé.

-Temos que ser rápidos, Amelia. — Carlos falou sério olhando para sua esposa que chorava olhando para a filha nos braços.

Camila viu quando os seus supostos pais saíram da casa abraçados olhando com pena para o trio a sua frente.

-Amelia, não podemos demorar. — Carlos a alertou novamente.

Amelia olhou para o marido com a tristeza estampadas em seus olhos e voltou olha a sua filha que dormia tranquilamente no conforto dos seus braços.

-Eu te amei no mesmo instante em que soube que estava gravida de você. — Amelia falou baixinho no ouvido da filha. — Será com muita dor, que eu não poderei dizer que te amo todos os dias. Queria que tudo fosse diferente. — ela desejou.

-Amelia, por favor. — Carlos pediu. Ele estava a todo custo segurando suas lágrimas para não chorar junto com sua mulher.

Amelia deu cinco passos lentos e vacilantes na direção do casal entregando um dos seus bens mais preciosos para a mulher estranha a sua frente.

-Estarei sempre com você, minha filha. — Amelia falou colocando um colar de ouro com um pingente com dois corações entrelaçados.

Camila ofegou. Aquela era o mesmo colar que nunca saiu do seu pescoço até o dia em que entrou para o Amelia, onde ela sentiu a necessidade de guardar seu tesouro.

-Cuide bem dela. — Amelia ordenou para a mulher.

-Como se fosse a minha própria filha. — rebateu a mulher com segurança dando meia volta e entrando na casa desaparecendo da visão de Amelia com sua filha.

-Agora vamos. — Carlos falou rebocando a sua esposa que não queria sair dali, mais foi a contra gosto.

-Seu pai fez pouco caso de você. — Caio sussurrou no ouvido de Camila. — Nem derramou uma única lagrima por ver a filhinha do papai ser deixada com pessoas estranhas. Ele nunca se importou com você. — Caio alfinetou Camila que estava sem reação alguma.

O casal entrou no carro e a porta da casa foi aberta de onde uma garotinha de no máximo 9 anos saiu correndo vestida com uniforme escolar sendo seguida por sua tia.

-Camila, não corra. — sua tia ordenou fechando a porta e desaparecendo no ar como fumaça, para dar o lugar a um quarto de hospital.

-Você está bem? — perguntou Patrícia enquanto abraçava a sobrinha que estava deitada na cama de um hospital.

-Não tia. — Camila falou chorosa agarrando-se mais a tia.

-Você deveria ter me escutado, por que não me escutou? — Patrícia perguntou debilmente sofrendo por ver sua única sobrinha naquele estado.

-Desculpa tia. — Camila passou a sussurrar aquilo como mantra sendo embalada por sua tia.

-Quer saber por que seu namoradinho fez isso? — Caio perguntou fazendo a cena novamente mudar. Agora Camila via Kelvin limpando vários tipos de punhais, espadas e armas. — Ele sabia de quem você era filha. — Caio revelou. — Ele foi nomeado para matar você, mais ele quis se divertir no horário de trabalho. Que falta profissionalismo da parte dele. Um caçador de bruxas querendo se divertir com uma. — Caio gargalhou. — Pena que ele não conseguiu. — Caio falou recebendo uma cotovelada no estômago que não deveria ter doido nada, mais doeu.

Camila caiu sentada no chão olhando para Caio com os olhos brilhando de raiva e nojo do tio. Foi quando várias lembranças passeavam por sua mente confirmando o que Caio dizia. Era ela. Realmente sempre foi ela.

-SUA VAGABUNDA. — Caio gritou avançando na direção de Camila que o encarou sem demonstrar seu medo. Mas Caio parou com a mão erguida no ar, pronto para bate-la.

-NÃO SE ATREVA. — Camila gritou fazendo Caio voar longe com apenas um gesto de mãos.

-Mas como... Você... como... — Caio não conseguia completar sua frase vendo sangue em sua mão. Sangue que saia de sua boca.

Camila levantou do chão limpando a calça que havia se sujado de terra e andou calmamente até caio que a fitava desacreditado.

-Está noa hora de você ver as coisas, titio. — Camila falou ao parar em frente a Caio. — Olhe e veja tio. — Camila repetiu a mesma frase saindo da frente de Caio sorrindo triunfante ao ver os olhos arregalados do seu titio.

-Não pode ser. — Caio falou assustado vendo as cenas a sua frente como um filme. — Isso é impossível. — ele declarou.

-Pra você. — Camila falou em meu a risos. — Nunca mexa na mente de uma pessoa que possui duas almas. — Camila aconselhou Caio olhando-o com os olhos negros.

Se possível, Caio arregalou ainda mais seus olhos diante da figura de Camila. Não era para nada sair daquele jeito.

Notas finais
e então? COMENTEM E RECOMENDEM A FIC.
proximo capitulo: A GUERRA E SEU FIM. QUEM GANHARÁ?
até o proximo....