Notas iniciais
Boa tarde, e mais um cap. Gente talvez sexta e no final de semana não poderei estar aqui, mas na segunda voltarei, sendo assim amanhã e o último dia que posto ; (. Música pro cap - Nickelback-Savin Me

Quando cheguei no QG a luz tinha voltado ao normal, não deu nem tempo de fazer muita coisa, com o cansaço que eu tava me deitei na cama e comecei a ficar sonolento, enquanto na minha cabeça via os episódios de agressão daquela maluca. Mesmo com gene difícil, não deixava de ser uma garota atraente, tomei ciência disso quando ficamos tão perto, devia ter a beijado de uma vez, mas precisaria estar vivo pra treinar no dia seguinte. Só não contava em sonhar com uma coisa totalmente sem noção.

" Estava em um pequeno ringue e Karina também, ela parecia não passar bem, seus sentidos sumiam e parecia que ia desmaiar, como muita rapidez consegui segura-la antes que atingisse o chão. Era tão estranho ve-la ali desarmada, desacordada, e meu desespero era maior."

Foi com essa bizarrice de sonho que acordei completamente agoniado, rapidamente me virei pro lado direito da cama e passei a mão por baixo do travesseiro, parecia que tinha enfiado a mão em um precipício pois não encontrava o celular em lugar nenhum.

Quando achei vi as horas e tava mega atrasado pro meu primeiro dia, sei que o mestre ia me matar sem duvidas, levantei e fui antes da uma espiada pelo vidro do QG, era a única coisa boa pra fazer naquele tédio, "ver a praça"

na mesma hora que meus olhos encontraram o local, vi a lutadora passar correndo furiosa, e atrás dela Gael, provavelmente a coisa tava preta, e eu não to nem ai.

Rumei pro meu banho e depois me vesti, era a hora de suar esse corpinho.

No caminho minha cabeça me fazia lembrar de fragmentos dos meus sonhos, e tava começando a ficar irritado com aquilo.

– Atrasado meu jovem? — Gael me dava um sermão.

– Foi mal mestre, tive um problema ai.

– Certo, agora vai lá, e não esquece do lema "Força e Honra" — ele juntou as mãos e eu fiz o mesmo.

Comecei a me equipar pegando ataduras numa pilha, olhei pro lado e vi a pequenina com uma cara, devia ser fome só pode.

– Que bicho te mordeu? — questionei enfaixando as mãos com ataduras.

– Não e da sua conta, e não enche. — Karina se virou sem me olhar e começou a espancar o peso.

Não entendi o porque daquela atitude mesquinha, só que dizem "não cutuque onça com vara curta".

A academia é bacana e tem um pessoal até gente boa, e pra minha sorte passava muito mulher boa, não sou tão sem vergonha, mas sou homem e esses são meus extintos, senti uma presença atrás de mim na hora em que socava, era o mestre que obviamente avaliava meu desempenho.

– Hmmm, não e de todo mal. — pausa. — Terá um futuro brilhante se quiser Cobra.

– Valeu mestre.

Voltei a treinar pesado, depois do elogio minha motivação só aumentou e eu ia melhorar bem mais isso.

No meu campo de visão voltei meus olhos pra onde a marrentinha tava, e a fera continuava acabando com o soco, sem querer admitir mas já admitindo eu via que ali também tinha potencial, ela me olhou feio e fez questão de chegar perto pra me provocar.

– Se esse stres todo for fome, sugiro você comer alguma coisa. — zuei com sua cara.

– Muito engraçado, mas não e desse mal que eu sofro. — resmungou sentando no ringue.

– Manda ae, talvez possa te ajudar, mesmo não querendo.

– E porque eu ia querer sua ajuda? — me olhou pasma apoiando a mão no rosto.

– Acho que somos meio parecidos em alguns aspectos. — sorri de canto arrancando um olhar curiosa de Karina.

– Bom quero fazer o exame de grau, mas meu pai diz que sou muito nova e que vou me machucar e tal.

– De certa forma ele tem razão, porem você lutar pelo que quer não e errado. — nos olhamos surpresos e a mesma se levantou e parecia pensativa.

Pela primeira vez era primeira conversa sadia que tínhamos depois de quase nos matarmos, foquei em aperfeiçoar meus dons na luta, enquanto a outra correu pro escritório do pai dela.

O tempo passou rápido, e quando vi já era a minha hora de ir pro trabalho, bufei irritado pois não queria parar, mas não tinha alternativa, cunprimitei o mestre e sai de lá em direção ao QG, precisa de um banho urgente, as roupas até grudavam no meu corpo, quando pisei um pé pra fora do meio fio, a marrenta atravessava a rua na mesma hora que um carro vinha em sua direção, no que eu pudi, corri desesperado afinal a distancia que estávamos um do outro era pouca, joguei meu corpo pra cima do seu e caímos bem em cima da calçada.

– Você tá bem? -arregalei lhe os olhos.

– To meio tonta mas...

Antes que pudesse terminar de falar a levantei e fui a arrastando até a loja, precisava ter certeza de que tava mesmo intacta, ela apenas se sentou e eu a entreguei um copa d' água.

– Caramba que susto, até parecia meu sonho. — calei-me quando dei conta do que disse.

– Que sonho Cobra? — olhou franzindo a sobrancelha.

– Nenhum, e besteira. -tempo. — Melhorou?

– Tó legal, valeu mesmo.

Quando ia saindo a segurei pelo braço, acho que o impulso me fez querer dizer aquilo.

– Cuidado na volta. — ela assentiu e seguiu pro seu rumo.

Tinha sido tudo tão estranho, passei o dia me perguntando o porque de ter ficado atordoado, algo me dizia que aquele sonho e o pequeno acidente estão interligados de alguma forma.