Entorpecida
3 Capitulo 3
Notas iniciais
Amarrei meus cabelos, as vezes sentia sua prescença, sentia um arrepio gostoso, borboleta bailando pela minha barriga, minhas pernas bambas, como se ele estivesse aqui, foi isso e as lembranças que me manteve durante esses anos, depois que descobri que ele morreu meu mundo inteiro parou,piorou quando descobrir esta gravida, mas que eu tinha perdido nosso filho ou filha, escureceu de vez. Tenho quase toda a certeza do mundo que alguns de meus primos pensaram "apenas um amor juvenil ela irá sobreviver", não era apenas um amor juvenil, era amor verdadeiro, ele era minha alma-gêmea, como você sabe? Meus sonhos diziam isso! E eu sei horas, ninguem precisa dizer para eu saber. Suspirei, não aguentava mais esse sofrimento, hoje todo ele acabaria, entrei em meu quarto peguei uma folha e uma caneta azul, pelo menos teria que me explicar, me sentei na cama e ali passei horas tentando de um modo explicar o que eu sentia na carta, olhei em volta, suspirei, o quarto estava cheio de bolinha de papel, suspirei, senti meu pelos arriçarem, o que fez lagrimas habitarem em meus olhos, peguei mais uma folha, ela seria a ultima que eu usaria, não importa como ficará, eu deixarei assim mesmo, já passou tempo demais, sentei no chão começando a escrever...
"Desculpe-me por causar tal sofrimento, mas foram anos de sofrimento, não sei se aguentarei mais um, desde que Mat se foi, não consigo seguir minha vida, consigo ajudar algumas pessoas, mais e a mim, estou morta por dentro, eu tinha jurado para mim mesma que eu estava contente com a solidão, ultimamente, tenho perdido o sono, sonhando com as coisas que poderiamos ter sido, a imagem dele passa toda hora pela minha mente, seu numero eu disco, esperando que ele me atenda para que eu possa ouvir sua voz, mas não acontece, estou presa num meio de escuridão, eu preciso dele, preciso o abraçar e ouvir "eu te amo", é demais para minha cabeça, estou desistindo de tudo, me sinto tão pequena insiguinificante, alguem me diga por que me sinto assim?
Sinto que a culpa é minha, talvez se eu não tivesse insistindo tanto, ele estaria em meu lado agora, sinto lagrimas nos meu olhos mas ningue as vê, estou farta de todo esse sofrimento.
"A vida não pode ser escrita a lápis
Você não pode apagar um erro, e corrigi-lo
Mas pode recomeçar em outra linha"
Lembro quando papai me dizia isso, mas não estou conseguindo recomeçar em outra linha.
Eu morro todos os dia esperando que ele volte me abrace por trás como sempre fazia, mas isso nunca acontece, o tempo todo acredito que o encontrarei de novo, mas tudo isso não passa de uma ilusão, grito esperando que o sofrimento vá embora junto ao grito, mas não acontece, ele continua ali.
Me desculpe mas esse é o meu destino, nada mais vale a pena para mim.
Camila S."
A olhei novamente, até que tinha ficado bom, mas eu não sei por que estou me preocupando, apenas é uma mera carta dizendo adeus, da minha forma é claro, a dobrei deixando em cima da minha cama, juntei todas as bolinhas de papel, peguei um saco preto e as coloquei lá dentro, e em seguida coloquei o saco preto na lavanderia, me olhei no espelho, uma coisa que não gosto de fazer ultimamente, eu tinha ficado muito bonita ao passar dos anos, deixei meus cabelos crescerem, eles batem na cintura agora, até que ficou bom, sorri, com certeza ou não, talvez daqui algum tempo eu estarei com Mat, sem sofrimento algum, sorri mais ainda só de pensar nele me bateu uma enorme saudade. A unica coisa que me preocupo é como Lucas irá ficar, Lauren é forte, ela conseguirá ir para frente e ela ajudará mamãe, e Mary ajudará Lucas, mas nada de preocupação afinal tudo isso passará.
Depois da tempestade sempre vem o sol.
Pov Narrador
Ela abriu a janela, olhou para cidade que nunca dorme e sorriu, se sentia livre, como se nada importasse olhou para o céu a lua estava linda, Lua Crescente sua preferida, sorriu mais ainda, sentou se na janela, com o sorriso que não saia do rosto, olhou em volta novamente, e com um pequeno sorriso triste, fechou os olhos se jogando.
Ouvia se gritos, sirenes, jornalistas gravando, murmuros, carros parando para ver o que tinha acontecido, estava em embulição, alguns paramedico pegaram o corpo da jovem a colocando na maca, ela estava com um sorriso no rosto, o que fez com algumas pessoas que a viram a ficarem confuso
– Por que essa joven se mata-rá? -uma mulher perguntou para a Melissa, que olhava para o corpo sendo carregado pela a maca que ia direto para a ambulância
– Ela morreu por amor!-Suspirou triste, ela era umas das vizinhas que realmente se importava com Camila.
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