Notas iniciais
segundo capítulo , espero que gostem!
Any: Alô! Mai? – eu liguei pro celular dela, logo, não espero por outra pessoa. (cap 1)

Mai: Oi Any, tudo bem? – ela disse com a voz mais relaxada possível. Desgraçada, deve ter dado muito pro maridinho durante a noite.

Any: Pelo visto, a noite foi boa, né?

Mai: Sem sombra de dúvidas amiga. E como foi a noite da psicóloga mais requisitada do México?

Any: Ela se resume a macarrão instantâneo, filmes e livros românticos.

Mai: E você ainda me diz que não acredita em amor, e não sei mais o quê. Mas e aí, qual é a boa do sábado?

Any: Eu esperava que você me dissesse. – suspirei frustrada.

Mai: Eu vou à praia com o Guido, Christian e Bj. Que tal?

Any: Vou ficar de vela. Ótimo. Me dá uma carona?

Mai: Claro, eu passo aí em uma hora. Beijos. – ela desligou, nem esperou a minha resposta. Provavelmente apressada pra mais uma rapidinha, Maite bandida.

Levantei da cama lentamente, como uma princesa. Fui até a cozinha, taquei o cereal numa tigela, coloquei um pouco de iogurte, e devorei-o mais rápido do que pensei ser possível. Me arrumei, e em pouco tempo já estávamos em direção à praia.

Guido: Oi Any, e aí? – ele perguntou enquanto eu entrava no carro. Pude ver que Christian e Bj também aproveitaram a carona, o que era bom, já que é impossível estacionar em dias como hoje.

Any: Oi! Que saudades!!! – disse abraçando Bj, que estava do meu lado. – Adoro esses programinhas onde eu sou a vela.

Christian: Porque quer, vale enfatizar.

Mai: Exatamente. Já te apresentei milhões de amigos, mas parece que nenhum é bom o bastante.

Guido: Deixem ela em paz. – isso cunhadinho, me defende mesmo – No fundo, ela busca um grande amor. – Epa, retiro o que disse. O Guido quer queimar meu filme, só pode. Any: Grande amor? Hello – eu disse estalando os dedos – Sou Anahí Giovanna, psicóloga, muito bem remunerada, reconhecida e sensata; não Maite Perroni, arquiteta, desajuizada, apaixonada e boba.

Mai: Você diz isso porque não se apaixonou Any, mas tudo bem, sua hora vai chegar.

Odeio discussões sobre a minha vida não romântica. Eu gosto de sexo, qual é o problema de sexo, sexo e sexo? Essa história de grande amor, e conto de fadas, eu deixo pros filmes e livros. Prefiro ficar com o meu lado sensato.

O final de semana passou rápido. O sábado na praia foi incrível. Aconteceu de tudo, desde ver Bj perdendo a sunga em uma das ondas até ver Maite se engasgando com um peixe e quase tendo um filho pela boca. O domingo foi tranqüilo, como era de costume ser. Era o preparo para mais uma longa semana de trabalho, repleta de problemas alheios.

Any: Oi Júlia. – eu cumprimentei-a entrando no consultório – Quantos pacientes temos pra hoje?

Júlia: Sete. Um deles é novo, e preciso dizer que estou quase morrendo por saber que ele vai vir aqui. – ela terminou a frase com gritinhos histéricos. Nossa, vou receber o Jhonny Depp ou o quê?

Any: Nossa! Por favor, não importune o coitado, ele pode ficar com medo desses seus gritinhos. De todas as formas, avise-me quando ele chegar. – peguei uns papéis na bancada e fui direto para a minha sala.

Paciente número um. Número dois. Número três. Quatro. Cinco. Seis. TOC, TOC, TOC!

Júlia: Seu novo paciente lindo, maravilhoso e gostoso está aí. Posso mandar entrar?

Any: Claro, não esquece da ficha dele.

Júlia saiu, voltou com a ficha, e em seguida meu mais novo paciente lindo, maravilhoso e gostoso – segundo a minha secretária – estava entrando na sala. Tirei os olhos da papelada a fim de fitá-lo e cumprimenta-lo educada e formalmente.

Any: Er, ahn... – Ok, o que eu ia dizer mesmo?

Notas finais
o que acharam? comentem, beijos!