Então é Amor?
1 I - Crazy
Acordei após um grande pesadelo, meu coração batia forte, nem sei se ainda estava batendo, respirei fundo e corri escada a baixo, abri a geladeira e peguei a jarra de água, coloquei um pouco de água num copo de vidro e a tomei. Guardei a jarra e coloquei o copo na pia, olhei em volta da casa, arrumada e correta, não fora de padrões.
Subi as escadas rapidamente, entrei no quarto e abri o guarda-roupas azul marinho com pontos brilhantes brancos, que pareciam o céu a noite. Observei tudo dentro do guarda-roupas, peguei o vestido branco, e logo me abaixei, pegando o sapato de salto.
Tomei banho enquanto cantava as melhores músicas que vinham a minha música, coloquei o vestido, calcei os saltos, sentei na mesa de maquiagem e peguei o batom vermelho, o passando, me levantei e peguei a bolsa e logo segurei a chave.
Desci as escadas devagar, abri a porta branca e fui pra fora, respirei e logo fechei a porta, trancando-a com a chave, comecei a andar enquanto o barulho do salto aparecia bem baixo, abri a cerca e logo atravessei a rua.
Cheguei do outro lado da rua, logo passando pela lanchonete, parei um pouco e logo senti um cheiro de pão que acabará de sair do forno, entrei pela lanchonete e uma mulher de longos cabelos pretos, olhos cor de chocolate e que possuía sardas me atendeu.
– Olá. No que posso te ajudar? — Perguntou a moça com um bloquinho em mãos.
– Eu gostaria de um pedaço de pão com mel. E gostaria de um café, por favor. — Disse enquanto pegava o celular na bolsa.
– Logo vou trazer. — Disse a moça simpática.
Peguei o smartphone e logo vi as mensagens que Debby havia me deixado, seis mensagens contando sobre seu casamento, liguei pra ela e ela logo atendeu.
– Alo. — Disse uma voz feminina e rouca do outro lado da linha.
–Hi, Debby. — Disse com uma voz animada.
Olhei em volta da lanchonete e me notei a única ali.
– Oi, Mônica? — Ela perguntou.
– Tudo bom? — Perguntei tentando puxar assunto.
– Tudo... E contigo? — Perguntou a morena.
Debby tinha longos cabelos negros, era japonesa e tinha os olhos cor verdes, ela sempre os prendia em uma trança e tinha uma pele moreninha.
– Tudo, meu bem. Hein, minha linda, qual é a das mensagens? — Perguntei enquanto avistei a mulher da lanchonete vindo. Cobri o celular. — Obrigado.
A mulher balançou a cabeça em sinal afirmativo e logo estava estrando na cozinha, observei a fumaça que se formava vindo do café.
– Minha querida, eu to me casando com o Tony! Tô feito louca aqui... Eu tô muito ansiosa. É nesse domingo. — Ela deu uma risada forçada e parecia uma louca ali.
Hoje era sexta-feira.
– Parabéns, pra vocês. — Disse com um sorriso enquanto dava um gole no café.
– Menina, por que você não namora? É tão linda... — Ela disse pensativa.
– Você sabe... Menina, não tô afim e ainda não me apaixonei, baby. E ele vai me abandonar tão cedo... Que nem da última vez. — Disse relembrando.
– Isso é passado. Faz dois anos. Só por que aquele cara te deixou esperando no altar? — Ela disse.
– Tommy. — Disse falando seu nome.
– Então ta bom. Vou desligar, Tony ta voltando. — Ela disse com uma voz de malícia.
Soltei um riso alto.
– Tchau, honey.– Dei um sorriso.
Ela logo desligou, guardei o telefone e saboreei o pão com mel enquanto tomava o café. Então vi um homem passar, o vi por através da prateleira. Ele tinha um sorriso no rosto enquanto olhava pro celular.
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