Ensinando a Beijar
4 As consequências das escolhas - Contada por uma ovelha
Notas iniciais
Eu poderia contar essa parte da história
Mas não vou
Vou deixar ele contar
É, ele
Ele deve saber contar melhor
Ele estava lá
Mas ou menos
Mas eu sou simplesmente uma pessoa
Por trás da tela
Mas não um L
Talvez um P...
Mas vamos ao que interessa
Então Near, pode começar...
NEAR POV’S
Bom... Oi gente. Meu nome é Near mas vocês já sabem né...
A história que eu ouvi foi essa
Ela é verdadeira? Ela pode ser
Se você quiser que ela seja
Agora vamos a ela? A história... de como dei meu primeiro beijo... A história pode ficar longa então a Pakunna vai decidir se serão um ou dois capítulos
Talvez três
Mas, quem é Pakunna mesmo?
Não sei e não me interessa
Então onde nós estávamos?
Ah sim, meu primeiro beijo...
Não foi todo romântico como nos filmes e livros, nem sozinhos nós estávamos e não posso dizer que foi com alguém especial.
Bom, especial eu posso dizer já que todos nessa escola eram especiais e aquele que me arrancou a pureza dos meus lábios era especial
Para mim
Mas eu não sabia disso
Mas mesmo assim digamos que foi forçado!
Foi sim, já que eu não queria
Não naquela situação
Não naquele momento específico
Talvez em outra hora, outro pôr-do-sol
Vamos agora pelo começo, de onde paramos...
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— Você está expulso da Wammy’s House! – Roger falou
Primeiro silêncio
Depois um grito
Depois as perguntas
— C-como assim-m? — Matt falou (lê-se gritou): olhos arregalados, boca aberta, pernas tremendo... não acreditando no que tinha acabado de ouvir.
— Você violou uma das regras mais importantes deste instituto! Não queria fazer isso, mas eu não tenho escolha! Acha que gosto de fazer isso? – Roger falou, olhando nos olhos daquele aluno na sua frente
Melhor dizer “Ex-aluno”
— Não! Por favor, Roger, não! Olha, vamos fazer um acordo! – Levantou da cadeira, eufórico. Ainda tendo esperanças de mudar a decisão do diretor
Ou de voltar no tempo para consertar o seu erro
— EU FAÇO QUALQUER COISA, MAS NÃO ME EXPULSE, POR FAVOR! Não...! E-eu posso ficar para sempre de detenção... ou, ou quem sabe limpar cada canto daqui mas, por favor... — Ele falava, implorava com os olhos já com lágrimas solitárias. – Roger, por favor...
Eu não queria fazer isso Matt...
Queria ter outra escolha...
Mas...
FLASHBACK ON
Você não acha um exagero? Bom, eu não sei mas todas essas regras são mesmas necessárias? – Falava o diretor, com ele
Sim, ele
Mas nesse momento não era nada mais nada menos do que uma letra na tela de um computador
Um L
— Sim, eu acho necessário – Falava o L no computador, mas do outro lado da tela era apenas o maior detetive do mundo – Os alunos precisam aprender a respeitar, e a lidar com as conseqüências de seus atos e ações. – Explicava L
Pelo menos tentava
— Porque lá fora não vai ter ninguém para ajuda-los a tomar a decisão certa, seja ela difícil ou não. E se eles errarem, as conseqüências serão graves. Eles desde de já tem que aprender que o mundo é feito de escolhas.
— Eu sei mas, acho essas punições muito severas. Você está falando de expulsão! Retirar o lar dessas crianças assim... – Falava Roger
— O mundo vai tirar coisas muito piores do que isso se não medirem suas ações, diretor Roger – Explicava L
— Eu sei mas, — Ainda querendo argumentar ele continua — E se o destino planejar algo para eles? De nada adiantaria isso aqui. Acho essas punições muito severas.
— Destino? – Perguntava L – Senhor Roger, não chame de destino as conseqüências das suas próprias escolhas – Falando isso logo a tela ficou preta deixando um senhor sem escolhas
Que ironia, não?
FLASHBACK OFF
— Sinto muito Mail... Arrume suas coisas já. – Roger falava, com peso em suas palavras, sabendo o que era isso que tinha que fazer.
Essa é a conseqüência de suas escolhas, Matt.
— M-mas Roger, pra onde vou? – Perguntava, aflito agora
— Vá Matt! E não volte. – Falou com firmeza
Pelo menos na voz
Ou talvez nem tanta assim
Matt saiu da sala ainda não acreditando no que ouvia.
Quando a porta fechou
A porta que separava os dois
Ouviu-se choro
Dos dois lados da porta.
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Mello estava em seu quarto
Comendo uma barra de chocolate
Deitado na cama
Olhando para o teto
Pensando...
Matt, o que vai acontecer com você??
De repente ele, Matt, entra no quarto encontrando a última pessoa que ele queria ver no momento
Seu amigo
Seu colega de quarto
Por enquanto...
— Matt – Exalta Mello, indo logo na direção do amigo — O que aconteceu, Matt? O que vai acontecer? – Pergunta, já impaciente e nervoso
— Nada de mais – Mente
Sem sucesso
— Nada de mais? Acha que eu sou idiota? Fala logo cara... – Matt estava mentindo e Mello sabia que ele estava mentindo, mas POR QUE ele estava mentindo?
— Mello, olha eu sei que você quer saber – Ele não queria contar
Não devia
Não podia
Para que contar?
Todo mundo sabe no que resultaria: Um Mello nervoso capaz de fazer uma loucura insana
Uma loucura insanamente insana
Sabia como o amigo era
— Não me leve a mal, mas eu preciso de um banho e um bom sono. Tive muita coisa hoje, me deixa descansar... por favor! – Pedia Matt, cansado triste, oprimido...
Mello não disse nada, não era o momento ideal agora
Só deixou ele segui até onde queria
E Matt entrou no banheiro, trancando a porta depois....
Não queria vê-lo, não queria ouvi-lo, não queria estar junto a ele...
Para Matt, Mello não poderia saber que eu fui expulso
Mas uma hora ou outra sabia que ele vai acabar sabendo...
Entrou no chuveiro e o ligou. Deixando a água quente escorrer pelo seu corpo
Desculpe-me, Mello... Não busquei isso...
Mas essa é a consequência das minhas escolhas...
CONTINUA...
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Vocês podem estar se perguntando:
Como tudo isso tem haver com meu primeiro beijo...
Com o título da história...
Mas que história?
Pergunte a Pakunna
Mas quem é ela mesmo?
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